Grau°

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

DESARREDONDADOR - O Setentão




71 anos – Alan, “O setentão”!

Meu jovial e intrépido amigo, muito mais que crês! Decano “desarredondador dos tempos”, vez que, rompeste sete décadas de realidades vividas, polindo-as e deixando como referência à caminhos, partindo já para outra. Sois um “motivador de vidas”, “animador existencial”... E quantos no teu encalço, a te seguir. Mesmo eu!

Adjetivado amigo, Benzão, Zanga e tantos que nem sei! Assim tratado por aqueles belos e queridos íntimos, que do teu rastro só vejo “exuberantes e magníficos exemplares”... Que privilégio ter a sorte de percorrê-lo fazendo parte do rol!

Desarredondador porque hoje quebraste a certeza de sete décadas e colocaste mais um degrau àqueles da Escada de Jacó, tornando a existência desse plano fácil, como aparente “coisa de primeira mão”. Quanto calo! Só pra quem não sente o “poeirão” que embaça até aos poros!

Não é fácil, bem o sei, pois que estou no seu encalço! E sei de você sempre firme na fala alta, na juventude guerreira do pensar e expressar-se, trazendo ainda o calor dos tempos que já existia antes, como o calor das reações iônicas, agora armazenada nos reagentes sob outra forma e energia, como aquele precioso humor “sem variações bruscas de pH que não comprometem os estados de consciência do ser”.

Saiba parabendista, meu querido: “Em pH levemente alcalino o organismo conquista a harmonia metabólica e cria, se em condições, proporcionando a expansão da consciência através do equilíbrio e amadurecimento emocional, psicológico e espiritual”!

Em resumo, vou alcançar Vinicius de Morais em “A Vida Vivida” para, num último verso expressar esta sua exuberância:

O que sou eu senão ele, o Deus em sofrimento
O temor imperceptível na voz portentosa do vento
O bater invisível de um coração no descampado...
O que sou eu senão Eu Mesmo em face de mim?

Portanto, não podemos ser ácidos e você, ainda que “setentão”, é doce, sabendo manter-se constantemente banhado por fluidos ligeiramente alcalinos. Que sábio!

Roberto Costa Ferreira, 18Ago17,
para um aniversariante impar.


terça-feira, 15 de agosto de 2017

1ª. Pré Conferência de Vigilância em Saúde da Cidade de São Paulo – Julho de 2017




A cidade de São Paulo é uma metrópole de quase 12 milhões de habitantes, além de cerca de 800 mil pessoas que diariamente circulam na capital, em função de suas características:
·  econômicas, culturais e políticas.
Esta população é considerada integralmente SUS dependente no que diz respeito à Vigilância em Saúde. Nas últimas três décadas o município tem atravessado uma clara mudança em seu perfil econômico: de cidade com forte caráter industrial, tem cada vez mais assumido um papel de cidade terciária, polo de serviços e negócios para o pais. Preponderam os setores econômicos de Serviços e do Comércio:

·  em número de estabelecimentos (50,6%, 38,5%) e de,
·   trabalhadores (56,8%, 24,1%), respectivamente.
São Paulo apresenta, em razão de saúde, um perfil epidemiológico típico de metrópoles de países em desenvolvimento, decorrente da forma como se urbanizou. Ainda ocorrem:
·   as doenças infecciosas,
·   ao lado da violência, em especial homicídios e,
·   acidentes de trânsito,
·   doenças relacionadas ao consumo de drogas lícitas e ilícitas e,
· doenças crônicas não transmissíveis (cardiovasculares, neoplasias, diabetes, entre outras),
·  além das decorrentes de exposição aos riscos ambientais, incluídos neste o do trabalho.

São exemplos destas últimas – trabalho – as Lesões por Esforços Repetitivos/ Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho – LER/DORT e os Transtornos mentais.

Assim, a Vigilância em Saúde tem como missão a proteção e a promoção da saúde da população. Essa área de atuação compreende um conjunto de ações e serviços que visam prevenir e controlar doenças e agravos e identificar, prevenir, eliminar, controlar ou minimizar riscos à saúde, primordialmente. Fundada no conhecimento interdisciplinar e na ação intersetorial, deve incidir sobre diversos planos:

1. Nas politicas e mecanismos regulatórios de todos os setores econômicos, sociais e ambientais;
2. Na rede de atenção à saúde; 3. Junto à sociedade, integrada aos territórios.

De tal modo, a dita Vigilância em Saúde depende de articulação com os diversos órgãos que atuam ou se relacionam com a saúde, visto que muitos dos fatores determinantes e condicionantes desta estão relacionados à qualidade de vida das pessoas e são influenciados por aspectos sociais, econômicos, culturais, ambientais, dentre outros. Tal complexidade da nossa realidade impõe que a Vigilância em Saúde se oriente de forma universal, integrada, participativa e territorial, tendo como protagonistas a sociedade e os trabalhadores da vigilância, necessitando ainda, conceber um sistema de informação estruturado partindo das dinâmicas de produção, consumo e formas de viver das comunidades nos territórios.

Territórios estes não fixos, que possibilitem o exame da saúde para além da lógica dos pontos de atenção da rede de saúde e que, portanto, se integre aos valores e percepções materiais e imateriais das comunidades referidas. Portanto, a 1ª. Pré Conferência de Vigilância em Saúde da Cidade de São Paulo – Julho de 2017 - materializou-se promissora, estando inspirada nos valores de democracia, justiça e solidariedade, reafirmando o compromisso com a efetiva garantia do direito à saúde e com o desafio da construção de um Sistema Único de SaúdeSUS, universal, público e de qualidade.

Que seus Delegados, personalidades eleitas na oportunidade, se mantenham com o firme propósito e atentos à honorífica missão que lhes é atribuída, requerendo repensar o modelo de atenção à saúde, imbuída de novos sentidos e significados à cidadania e à democracia brasileira, cabendo-lhes, nas devidas oportunidades, a tarefa de propor um conjunto articulado de intervenções:

·  Quer sociais, econômicas e ambientais, objetivando a redução de riscos e agravos em saúde, e tal condição requer um trato, uma atenção e desenvolvimentos técnicos e científicos, em face da necessária e premente “administração do risco, objetivo comum às áreas de vigilância em saúde, pressupondo o conhecimento de como o risco está distribuído e seus fatores determinantes para que seja possível estabelecer a estratégia metodológica de controle mais efetiva e mitigada”, como que:

“assegurando a criação, manutenção, promoção dos serviços de informação e integração desses mesmos serviços de informação, prevenção, assistência e ampliação de acordo com as demandas territoriais, proporcionando conhecimento e formação técnico/científica com vistas à política nacional de vigilância em saúde”.
Desse modo, contribuindo para que se repense o modelo de desenvolvimento social e econômico, bem como o modelo de atenção à saúde, ainda hegemônicos no país.


Por: Roberto Costa Ferreira, 29JUL17.



segunda-feira, 7 de agosto de 2017

AGRADECIMENTOS!


Roberto Costa Ferreira
Queridos amigos, é do meu tempo o motivo para agradecer... Para tantas e significativas personalidades tive a oportunidade, o tempo hábil e o cuidado de responder aos votos e promissoras manifestações, individuais e diretamente.  À tantos, em grupo.  Aos que pensam que se livraram do grifo de minha pena, trago-os em memória, deixando então agora o coração falar, muito inspirado em Wagner que escrevia não só a música das suas óperas, mas também a letra. Portanto, a pena irá correr empurrada pelo mesmo prazer que nos faz correr pelas estradas... Sei, a página tem o seu bem só quando é virada e há a vida por trás que impulsiona e desordena todas as folhas do livro. Só que antes vos agradeço assim:

Na medida que nos aproximamos do momento valoroso da vida, quando podemos parar, pensar e considerar os caminhos percorridos, também enxergo que muitas coisas "estreitaram-se"... Rsrs... A massa muscular, o diâmetro do globo ocular, da massa encefálica, do fôlego, e tantas outras proporções se considerarmos,  partindo do "homo sapiens até o homem vitruviano", ao momento que ainda estou a pensar meu futuro...

Mas também considero e agradeço à performance cardíaca de meu coração. Este se mantem "jovem e fecundo" recebendo e “batendo muito" do liquido precioso que o mantem nas proporções suficientes para "agasalhar e acalentar" tantos olhares, tantos votos e carinhos, fumegantes abraços... Como é bom ter um coração em forma, tão grande, imenso e na "justa proporção" do Grande Arquiteto do Universo, necessária para conter a todos vocês, vigor desta jornada!

Quanta alegria, que emoção e gratidão ao transitar por tantos e sobre diversos campos e, chegado a um tempo,  ter o privilégio de receber significativos olhares... Aquele meigo, simples, mas de tão simples, SIGNIFICATIVO... Como a doce expressão do pensar daquela criança, ainda muito pequena, expressando-se em razão do seu entender sobre o que é Amor: Seu nome não importa, tinha 5 anos, disse sobre o amor... "Amor é quando você perde um dente, mas não tem medo de sorrir, porque você sabe que os seus amigos ainda vão te amar mesmo se tiver faltando uma parte sua".

Disso eu sei. De tal sorte que estou pleno, nada me faltou e todos contribuíram à seu modo, magnificamente! Conservo esta criança e muito cuido dela, pois que habita em mim, e bem por tal agradeço o privilégio de merecer este pedaço dos vossos olhares. Saudações!

Roberto Costa Ferreira, 06 de Agosto de 2017.


domingo, 25 de junho de 2017

CADES - Encontro dos Conselheiros do Meio Ambiente da Zona Sul - 2017


Secretaria do Verde e do Meio Ambiente promove grande encontro dos Conselheiros do Meio Ambiente da Zona Sul com vistas à Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)

O Brasil tem papel fundamental a desempenhar na promoção da Agenda Pós-2015, a chamada Agenda 2030 que traz em seu bojo os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que corresponde ao conjunto de programas, ações e diretrizes que orientarão os trabalhos das Nações Unidas e de seus países membros rumo ao desenvolvimento sustentável.

Considerando que os CADES Regionais têm, entre suas atribuições, apoiar a implementação da Agenda 21 Local, no âmbito de cada Prefeitura Regional e, considerando a criação da Portaria 90/SVMA – G/2015 de 05 de dezembro de 2015 que adota os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável como orientadores das ações dos CADES Regionais, a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente tem se mobilizado neste sentido, para apresentar a Agenda 2030 e os respectivos objetivos de desenvolvimento sustentável, por meio de reuniões institucionais com o objetivo de que os ODS sejam contemplados nas ações realizadas.

Neste sentido, neste sábado (24), a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) promoveu o Encontro Regional das Conselheiras e dos Conselheiros de Meio Ambiente e de Parques da Macro Sul pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU- ODSs.

O evento aconteceu na Uninove Santo Amaro, e contou com a presença do Secretário do Verde e do Meio Ambiente Gilberto Natalini e diversos Prefeitos Regionais da região Sul, com atividades das 08h às 15h, incluindo pronunciamento das autoridades, assinatura da Carta Compromisso com o Meio Ambiente da região, debate entre os conselheiros e troca de informações.

A iniciativa se deu por meio do Departamento de Participação e Fomento a Políticas Públicas da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (DPP), e teve o intuito de aproximar os conselheiros do meio ambiente com as autoridades, a fim de explanar as atividades que cada um faz no seu bairro, tirar dúvidas, entender os problemas e procurar soluções.

Essa foi mais uma maneira de demonstrar a gestão participativa, que vem sendo a aposta desde o início da atual administração municipal, sendo certo que o CADES Santo Amaro participou ativa e decisivamente com vistas à exposição de seus objetivos e metas.

Com o retrato do momento da fala do Secretário do Meio Ambiente Gilberto Natalini, a fala do Prefeito Regional Roberto Arantes, o CADES esteve na oportunidade representado pelos seus Conselheiros Roberto Costa Ferreira, Rodrigo Fittipaldi , Rosangela Shamali, Sra. Gleice Vasconcelos e Dra. Silvia B. Schumacher.

Roberto Costa Ferreira, 25Jun17.





sábado, 17 de junho de 2017

EXPRESSÕES, SORRISOS E A ALEGRIA DE PESSOAS ABUNDANTES, EXTRAORDINÁRIAS

Medleytriathlon - Leandro Ferreira e suas "feras"

Que todo número natural ou é par ou é impar já sabemos. Em várias situações é possível determinarmos a paridade de expressões envolvendo Números Naturais, a partir da paridade desses números, sem sequer conhecê-los. Ao número de pessoas e pessoas que compõem a foto muito conhecemos. São Números Perfeitos, ou seja, aqueles que se igualam à soma de suas partes.

Temos ainda os Números Amigos onde dois números amigos são dois naturais cuja soma dos divisores próprios de um deles é igual ao outro.

Números Perfeitos onde um Número Natural é feito Perfeito se a soma de seus divisores próprios é igual a ele mesmo e, mais adequadamente temos:

Números Abundantes, oportunidade em que um Número Natural que Não é Perfeito nem Defectivo é dito um Número Abundante, ou seja, a soma de seus divisores próprios é superior a ele. Assim, todos os personagens em destaque compõem, mesmo à luz da matemática, números naturais, perfeitos, amigos e abundantes!

Ainda, sob outra ótica, até o momento restaram catalogadas mais de 10.000 expressões faciais diferentes e destas apenas 7 (sete) micro expressões básicas, gestos universais e sutis que nos permitem ler emoções no semblante da pessoa para quem estamos olhando e constituem a base do resto das expressões faciais.

Identificá-las facilita nas relações pessoais, aprimorando a expressão de suas emoções e, com isso, suas necessidades e também de seus queridos, os amigos, um familiar... Por outro lado, um conselho muito útil para saber o que a outra pessoa está sentindo é imitar sua expressão facial. Foi o que fiz... E bem por tal minha afirmação: “Expressões e sorrisos de pessoas abundantes e extraordinárias”!

Este truque permite entender que, manipulando nossa linguagem corporal, podemos experimentar qualquer resposta emocional que desejamos. Então, a alegria é demonstrada com os olhos brilhantes e com rugas em seus extremos exteriores e pálpebras inferiores. E que, quando uma pessoa finge alegria estas rugas não são formadas.

Portanto, restou claro que nesta imagem notei sorrisos característicos... Todos alegres e contagiantes! E quanto mais alegres nos sentimos, mais nos abriremos para mostrar os dentes, também. Logo, tristeza aqui não cabe e ponto final.

Roberto Costa Ferreira, 16Jun17.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

ARRAIÁ - 23º Arraiá do Clara Suiter


Lucas à esquerda, agachado


Tem coisas bem certas na vida...
Que só se querer ver é pouco.
 Preciso é “meter a mão na massa”
E fazer, sacudir, “bater a coração”.

Assim se deu nos instantes modestos,
Deparando os sorrisos, som, o Touro,
Por vezes, só mesmo carinho e amor.
Domado a Fera, o que nos resta?
A alegria de ver a vida florir, uma fresta,
Tanto com exuberância, Dançar na Festa!


Roberto Costa Ferreira, 27Mai2017


Isabela domando o Touro






sábado, 27 de maio de 2017

SEIS – O número e aniversário de ISABELA – seis anos em vida plena




SEIS ANOS... O Número 6 (seis) compõe-se sob o ponto de vista hermético, de Água vaporizada pelo Fogo, ou de “Água ígnea”, isto é, o fluido vital carregado de energias ativas. A Água virtual possui a característica de estar a serviço da edificação e da alimentação contínua do cosmo. A união do Fogo e da Água é representada graficamente por uma figura muito conhecida por Signo de Salomão.

Dos dois triângulos entrelaçados, um é masculino-ativo e o outro é feminino-passivo. O primeiro representa a energia individual, o ardor que se eleva da própria personalidade; o segundo, representado por um triângulo invertido, em forma de taça, é destinado a receber o orvalho depositado pela unidade através do espaço.

A estrela entrelaçada de “seis pontas” corresponde ao Macrocosmo, isto é, do mundo em toda a sua extensão infinita. Há seis diferenças de posição: acima, abaixo, à frente, atrás, direito e esquerdo. Uma figura sólida, de uma coisa quadrada, tem Seis superfícies. Porém sólido é o meu saber e não superficial. As imagens dos vários instantes proporcionam-me a certeza vista:

Retrata este vídeo, uma oportunidade especialíssima,
Momento que minha neta Isabela, apresentando-se Belinha,

Com toda a exuberância de sua vida encantadora, chora,
Sorri, anda como pode e onde deve, mastiga e se lambuza,
Canta, dança e interpreta, vivendo segundo seus personagens,
Todo o seu querer, no que pode alcançar, pensar e imagens.

No colégio da netinha, a Belinha, "um café com a vovozinha"...
Uma tarde feliz, de verter lágrimas nos olhos, de pingar o nariz...
Quanta emoção, no coração, nos pelos da pele, de tremer a mão.
Só não chorei mais, pois, tantos felizes, muitas gurias e guris.


Roberto Costa Ferreira, 25Mai2017



quarta-feira, 10 de maio de 2017

RESISTÊNCIA - REPETIÇÃO - PULSÃO "CAMPEONATO BRASILEIRO de TRIATHLON" – João Pessoa/PARAÍBA

Paulo Henrique Ferreira

Palavras chaves como Resistência, Repetição, Pulsão, contidas nas mãos de um experiente treinador e praticadas por um competentíssimo triatleta, nos levam a explorar o conceito de repetição em psicanálise. Freud e Lacan objetivaram obter uma visão abrangente do conceito, que é fundamental para a teoria e mesmo posto em prática.

A última acima, a PULSÃO, designa em psicanálise um impulso energético interno que direciona o comportamento do indivíduo, no caso o meu amigo Paulo Henrique em plena competição, até consigo mesmo, momento que... “mas insisti em continuar”.  O comportamento gerado pelas pulsões diferencia-se daquele gerado por decisões, na oportunidade em que, “durante a prova pensei em desistir...”, por ser aquele gerado por forças internas, inconscientes, alheias ao processo decisional.

É oportuno que se destaque que “a pulsão” distingue-se do “instinto”, por este, o instinto, ser ligado a determinadas categorias de comportamentos preestabelecidos e realizados de maneira estereotípica, enquanto aquela, “a pulsão” refere-se a uma fonte de energia psíquica não específica, que pode conduzir a comportamentos diversos. Meu querido amigo Paulo decidiu pelo correto: agir! O conceito de pulsão, ora abordado, foi utilizado por diferentes teorias da motivação, sendo dentre as mais importantes a de Sigmund Freud e a de Clark L. Hull.

A compulsão à repetição é trabalhada por Freud no texto "Repetir, Recordar e Elaborar" de maneira singular. Lacan acrescenta que, neste texto, como o primeiro momento na obra freudiana a destacar, de forma articulada, a presença no psiquismo de uma compulsão à repetição. Por tal a importância da “constância no treinamento repetitivo” – desenvolvimento ciclístico, natação, no triathlon, por exemplo.

Nesse momento, Freud circunscreve a transferência no campo da repetição de forma incisiva:

"Logo percebemos que a transferência é, ela própria, apenas um fragmento da repetição..." (Freud, v.XII:166).

Entendemos então que, enquanto o triatleta se encontra em intenso treinamento, ‘não pode deixar de ter esta compulsão à repetição’, que é uma maneira de recordar, sem que o atleta se dê conta do que efetivamente está ocorrendo, ou seja, “quando o triatleta repete, ele atua sem saber que está repetindo, por diversas oportunidades”.

Desse modo, trabalhando na perspectiva da primeira consideração, Freud acredita que “para lidar com a repetição e superar a resistência é preciso tornar consciente o que está inconsciente”. Aqui o precioso detalhe, considerado pelo hábil e experiente preparador: trabalhar este material com o triatleta para que ele possa elaborá-lo, tudo isto através do manejo da transferência.

Para Freud, nessa oportunidade, “a repetição está identificada à resistência”, que está relacionada com as lacunas de memória. Portanto, o treinador atua, trabalhando através das devidas orientações, até em planilhas de, aparentes, repetitivos treinamentos, adequando o seu atleta e, “espera-se que o trabalho analítico supere as resistências com o preenchimento das lacunas de memória através das interpretações do material inconsciente”.

Logo se compreende que a compulsão à repetição é um impulso à ação que substitui o recordar; sendo assim, quanto maior a atuação, maior a resistência e menor a recordação. “Logo, a “repetição” é definida como algo que faz oposição ao saber, sendo ela da ordem da ação”. Por tal, no aparente esgotamento, surge a superação!

Nesta perspectiva, cabe ao treinador, utilizando-se da “transferência” e da posição que esta lhe confere, saber isolar a repetição na transferência (durante os treinamentos preparatórios) e possibilitar que o seu atleta possa passar de uma “neurose comum, convencional” – o dilema de parar ou não – a uma neurose de transferência, que abrirá campo para a intervenção sugestionada, ”inconscientemente”, por parte do treinador, momento que o vivente do dilema possa se superar e concluir, brilhantemente: “...mas insisti em continuar, e graças a minha insistência, o resultado veio”... Brilhante!

Paulo! Verdadeiramente já conhecíamos antecipadamente de suas capacidades, restou a você prova-las, suficiente e soberbamente. E soubeste materializá-las. Parabéns!

Roberto Costa Ferreira, 09Mai2017.