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sexta-feira, 15 de novembro de 2024

A REPÚBLICA PROCLAMADA!

 

A República Proclamada, como referência de data 15/11/1889, é considerada uma das datas mais importantes da história brasileira. Resultou de um movimento articulado entre exército e civis insatisfeitos com a monarquia, ato que repercutiu e que vigorava no País desde 1822.

Datando de tal tempo: 15 de novembro de 1889, há exatamente 136 anos, o Brasil abandonava o Império e o sistema monárquico para se tornar uma República. Foi uma longa jornada de revoltas populares (algumas ocorridas ainda no período colonial, como a Inconfidência Mineira), outras crises políticas e pressões de diferentes frentes da sociedade brasileira sucederam-se. 

O processo de Proclamação da República não foi simples, mas marcado por fortes razões e fatos importantes e reuniu uma característica significativa:

·         o movimento final não contou com a participação dos mais interessados pelo fim da monarquia no Brasil: o povo! 

A força do "sentimento antimonárquico" predominante nos meios militares era intensa a ponto de até um general monarquista, como o próprio Deodoro da Fonseca, aceitar comandar a ação político-militar que derrubou o trono em 15 de novembro, em tempos de 1889, no que é considerado por muitos acadêmicos, "um golpe militar institucionalizado".

Muitos historiadores apontam, acenando que a Proclamação da República foi um evento controverso, pois tratou-se de um golpe iniciado pelos militares e finalizado por indivíduos da sociedade civil e da elite política do Brasil contra a monarquia. Ainda levantam como controvérsias desse acontecimento a dimensão da participação do marechal Deodoro da Fonseca e, concomitante, a participação popular no evento.

Por outra fonte, a Encyclopaedia Britannica, a Proclamação da República foi "uma conspiração cívico-militar", isso porque a insatisfação dos militares, predominantemente do Exército, foi incentivada por diversos outros grupos da sociedade.

Também, no livro “As Barbas do Imperador – D. Pedro II, um monarca nos trópicos”, sua escritora paulista, 66 (membro da Academia Brasileira de Letras), historiadora e doutora em antropologia Lilia Schwarcz, afirma que:

“ao que parece, a República não se proclamou ‘no berro’, nem deu Deodoro um grito homólogo ao também suspeito grito do Ipiranga. (…) A República do Brasil não fora proclamada, mas aclamada” pela sociedade em geral.

Ao que se observa, o evento teve várias consequências, entre as quais: 

·         O Brasil se tornou um Estado laico; 

·         O presidencialismo se tornou o sistema de governo; 

·         Foi estabelecido o sufrágio universal masculino; 

·         O voto censitário foi extinto; 

·         As províncias ganharam maior autonomia e se transformaram em estados; 

·         A separação entre Estado e Igreja garantiu liberdade religiosa. 

Assim, temos que, com a referida Proclamação, o marechal Deodoro da Fonseca assumiu como primeiro presidente do Brasil e este se tornou um Estado laico. Considere-se também que o presidencialismo se tornou o sistema de governo. A organização da república tomou forma quando foi promulgada uma nova Constituição no ano de 1889.

Partindo de então, a década de 1890 ficou marcada como um período de disputa entre:

·         republicanos e monarquistas,

·         deodoristas e florianistas.

Estudiosos de então entendem que os primeiros 10 anos da república no Brasil foram um período de acomodação do sistema político brasileiro nos moldes republicanos. Isso porque havia muita disputa entre "deodoristas e florianistas", como acima referido, grupos políticos hegemônicos que se apoiavam em Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto, respectivamente."

Houve também iniciativas monarquistas de recuperar o poder, e portanto, o Brasil passou por 10 anos de grande instabilidade política e econômica. Tanto o marechal Deodoro da Fonseca como Floriano Peixoto governaram o Brasil de maneira autoritária. E nesse período temporal ocorreram uma série de revoltas e conflitos, tais como:

·         as Revoltas da Armada,

·         a Revolução Federalista e ainda,

·         a Guerra de Canudos.

Ademais, destaque-se, uma enorme crise econômica atingiu o Brasil, tal movimento incomum de especulações envolvendo Bolsa, no que resultou conhecido como Encilhamento.

Em um dia marcante da história brasileira, como o dia de hoje, trago em lembrança que a National Geographic apresentou, e eu por esta via resumo em quatro, fatos para melhor possibilitam conhecer a história real de como se deu a Proclamação da República no Brasil:

1.      A insatisfação dos militares das Forças Armadas:

Após a Guerra do Paraguai (1864 a 1870), ainda durante o governo monárquico de Dom Pedro II, nas décadas de 1870 e 1880, os militares estavam descontentes:

· pela falta de reconhecimento, baixos salários, além de,

· uma “incompatibilidade da instituição relativamente moderna e,

· uma ordem social e econômica atrasada no país”.

A força do sentimento antimonárquico nos meios militares era forte a ponto de até um general monarquista, como Deodoro da Fonseca, aceitar comandar a ação político-militar que derrubou o trono, no que é considerado por muitos acadêmicos, um golpe militar institucionalizado.

2.      A influência dos movimentos republicanos e políticos

Diferentes grupos da sociedade brasileira estavam descontentes com a forma como a monarquia governava o país. Desde variados movimentos republicanos – com destaque para os republicanos do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul – que atuavam de perto com os militares rebelados. Agregue-se que o descontentamento da população com o Império crescia por conta da  miséria, corrupção e a falta de liberdade política, o que causava mais desestabilização do regime na década de 1880. Ainda, a formação de associações, confrarias e a imprensa ajudaram a disseminar o pensamento republicano na época. Determinados partidos políticos também eram simpatizantes da causa:

· Partido Republicano Paulista (PRP),

que era um caso curioso, pois que representava a classe conservadora dos “barões do café de São Paulo, que mesmo com a ascensão econômica do grupo, se via prejudicado e desprestigiado pelo Império, apoiando a República. Porém, o PRP era contra a Abolição da Escravidão – que ocorreu em 13 de maio 1888, sob o regime monárquico.  E, desde então, o partido buscava se posicionar na nova ordem do Brasil sem escravos e garantir um governo que lhe permitisse mais poder para assegurar seus privilégios. 

O fato de representarem o setor agrário-exportador mais forte e mais próspero do país possibilitou aos republicanos paulistas dominarem o novo regime republicano, mesmo eles não tendo participado da ação revolucionária que depôs o Imperador”.

Tal situação está muito bem observada e dita pelo historiador Guillaume de Saes, conforme publicado ao site antes anteriormente referido da USP/SP.

3. O peso da Abolição da Escravatura na Proclamação da República 

abolição da escravidão foi uma das principais pautas que moveram a sociedade brasileira na década de 1880. Um dos principais fatores que contribuíram para a tomada do poder vigente no ano seguinte, em 1889 pelos militares. 

A maioria dos abolicionistas era adepta dos ideais republicanos, e a mobilização em defesa do movimento inclinou-se para a implantação da República. Segundo afirma a Britannica, o colapso do sistema escravista enfraqueceu ainda mais a monarquia, que perdia uma importante base de sustentação.

“Ao abolir a escravidão a contragosto em maio de 1888, o Império selava a sua sorte, perdendo o apoio de elites regionais do café pouco integradas e pouco interessadas na manutenção do centralismo político e administrativo”.

Pressionado por todos os lados, o governo de D. Pedro II estava muito enfraquecido em 1889. Um dos pilares da monarquia brasileira, a Igreja Católica estava insatisfeita com as interferências do Imperador nos assuntos religiosos. Além disso, boa parte da sociedade demandava o estabelecimento do laicismo na política do país, isto é, a transformação do Brasil em um Estado laico, sem interferência de religiões.

Por fim, havia também uma insatisfação a respeito da sucessão do trono. A princesa Isabel (que assinou a Lei Áurea e garantiu o fim da escravidão) não era considerada a pessoa ideal para assumir o trono e a possibilidade de que seu marido, o francês Conde d’Euse tornasse imperador também não bem aceita.

Desse modo, no dia 10 de novembro de 1889, um grupo de republicanos foi até a casa do marechal Deodoro da Fonseca para convencê-lo a juntar-se a eles em um movimento para derrubar o Visconde de Ouro Preto, que era o Presidente do Conselho de Ministros do Brasil Império. No grupo estava o jurista, diplomata e político Rui Barbosa, o militar Benjamin Constant e o jurista e jornalista Aristides Lobo.

Assim, o marechal foi convencido a aderir ao movimento e no dia 15 de novembro de 1889, no Rio de Janeiro, que era a capital do país na época, e o Deodoro da Fonseca liderou o movimento que derrubou o Império. Invadiu o Ministério da Guerra, mandou prender o Visconde de Ouro Preto e proclamou a República. Um ato sem violência, sem qualquer participação civil direta e sem a presença de D. Pedro II.

No mesmo dia, José do Patrocínio, líder abolicionista, redigiu o ato oficial de proclamação da República dos Estados Unidos do Brasil – como foi denominado o país da época. Foi instalado um governo provisório e, posteriormente, Deodoro da Fonseca assumiria o posto de 1º presidente do país.

A família real do Brasil foi exilada e mandada para a Europa na madrugada do dia 17 de novembro. O Imperador Dom Pedro II estava doente e acamado no dia 15, em Petrópolis, quando soube do movimento e foi ao Rio de Janeiro. À tarde foi avisado da Proclamação da República e dias depois foi obrigado a abdicar do trono e a sair do país com sua família.



Roberto  Costa  Ferreira,  15nov 2024

PROFESSOR-PSICANALISTA-PESQUISADOR

HILASA-SP Instituto História, Letras e Artes 




 

segunda-feira, 5 de agosto de 2024

ANIVERSARIAR ... Marco incrível! Setenta e quatro anos. Então, "faz um quatro aí"!


Dobrei a septuagésima quarta página do livro de minha vida ... Então, estou celebrando mais um capitulo... É um marco incrível! Setenta e quatro anos que, repletos de vivencias, aprendizados e momentos significantes, tais que moldaram quem hoje sou.

A "tomada de consciência" da situação existencial é um processo que permite às pessoas descobrirem os limites e as possibilidades da realidade. É um processo de ação-reflexão-ação que leva à compreensão da importância de uma ação concreta, quer cultural, política e social, que visa "situações limites".

Tal juizo de entendimento, a consciencialização, não é uma iluminação de aspectos pré-formados na mente do sujeito, mas sim um processo que se inicia nos primeiros meses de vida de uma criança e progride em direção à inteligência refletida (compreensão), sendo certo que, em essência, inteligência, é a faculdade que tem o espírito de pensar, conceber, compreender ... Portanto, a tomada de consciência envolve, principalmente:

  • o autoconhecimento e, 
  • o desenvolvimento da inteligência emocional.

É como se, através desse processo, uma pessoa "colocasse luz sobre o seu eu interior" e, assim, pudesse se descobrir por inteiro. E, então, através da identificação dos episódios marcantes, quais sejam: 

  •  próprios sonhos, 
  • medos, paixões,
  • e crenças que, se torna possível ir de encontro à sua "real essência".
  • Então, passar a viver de acordo com ela, para que se sinta feliz consigo mesmo e possa ir além.

Desse modo, extraído de um parágrafo de minha existência, reside um marco fundamental, perpassando por algumas "circunstâncias coincidentes", o número quatro (4) que ora destaco, permitindo-me "dar um presente para mim mesmo": "Afinal, entendo merecedor, portando, escrevo"!

Tinha lá eu, meus quatro anos ... Certa noite em véspera de Natal, naquela noite e já deitado, e apesar de tarde da noite meu pai saíra para comprar um pão italiano, produto da primeira fornada de uma padaria próxima - era um hábito familiar tomarmos café tarde da noite, fatiado o pão italiano e com margarina, aquela de tablete, tostado na frigideira - e eu menino, refletindo acerca do que poderia pretender do dito Papai Noel diante das condições limitadoras da vida que vivia.

Num repente de pensar, um pensamento intrusivo acometeu-me promovendo angústia e aflição, principiando chorar e ao mesmo tempo considerando o que fazer se "naquele momento a morte me alcançasse". Assaltaram-me diversos pensares, todos com caráter alternativo, e "alternativo" seria, assim, uma linha de fuga. O que fazer?

E o choro copioso e angustiante chamou a atenção de minha mãe,  meu pilar existencial, de equilíbrio físico, mental, emocional e espiritual, vivendo seus trinta anos, nascida em 1924 (final 4 e que somados totalizam 16, onde 1+6=7). 

Acho hoje que, naquele momento já acordava com Woodward* onde os filósofos existencialistas pensam a partir de três pilares: 

  • o homem na sua existência concreta, o homem enquanto um indivíduo, 
  • e o mundo diante da absurdidade, ou seja, 
  • todos têm como concepção o diagnóstico do absurdo,
  • a ausência de propósito e sentido da vida.

E eu contava só quatro anos de vida! No socorro da mãe, indagou-me o porquê do choro ... Justifiquei como o fato que meu pai não "quisera levar-me à padaria". Convenci-a!

A mim, restou o lenitivo alternativo pensar, imaginando-se que, "antes de morrer, da morte me alcançar”, fugir com destino à Lua! Junto comigo os meus queridos, todos, estariam salvos, no pensar e querer dessa criança ... A música então envolvia-me com suave fundo. Assim adormeci, nos braços dela, e o pilar do pertencimento sustentou-me no ato!

Aliás, a música sempre me contagiou profundamente, mesmo quando ela, minha mãe, cantava suas músicas prediletas, e não raro me tirava para valsar ... Como bailava solto, leve ... E rodopiávamos alegremente!

Desta tenra experiência, influenciou-me "sempre ouvir o rádio, meio de comunicação muito presente neste tempo de vida. Quando menino, já perto dos oito (8) anos, muito ouvia a programação de jornais, transmissões esportivas - futebol e basquete - radionovelas e programas de auditório.

As rádios prediletas surgiam como Rádio Bandeirantes e São Paulo. Antes do período de carnaval imperavam as "marchinhas carnavalescas". E uma delas marcou-me profundamente, denominada "Faz um quatro ai", produzida em 1957 (atente para o final 7).

Tal marcha que no introito destaco, foi o primeiro sucesso daquele que, muitos anos depois logrei ter sua amizade: Archimedes Messina. Detentor de mais de quatrocentas (100x4) composições, tais como: "Silvio Santos vem ai ...". Conheci-o em 1967. Que mente flauteada!

O intérprete dela - humorista Chocolate, Dorival Silva, comediante do rádio AM e, posterior TV nas décadas de 1950 e 1960 - seu amigo de rádio, também privilegiou-me com sua amizade, e muito usufruímos de momentos marcantes, diante das diversas jornadas pela Via Láctea, da seleção de garotas para compor o espetáculo "Chocolate e seus Bonbons", como bem denominada as ditas meninas, e de outros inesqueciveis tempos vividos ao lado do radialista Alexandre Santos, Moacir Franco ... 

Deste cantorocasião que vi os primeiros rascunhos, que vindo de Davi  Nasser, afinou-se a letra,  já nos ensaios, para a musica "Balada do Vietnan". Arnaud Rodrigues, este ultimo roteirista e humorista, que falecido contando 67 anos e, coincidentemente, por volta de 1967, planejava "Baiano e os Novos Caetanos" sob a égide do tropicalismo e compunha a música "Vou Bater Pa Tu".

E hoje, neste 5 de agosto, tendo praticado mais de dezoito (18) vezes o referido quatro (4), totalizei setenta e quatro (74) anos bem vividos!

Tendo em vista a numerologia dos anjos, tal é uma crença espiritual e não possui base científica. As interpretações dos números de anjos são subjetivas e podem variar de pessoa para pessoa. Assim consideremos: 

  • O anjo número 74 é uma mensagem poderosa de seus guias espirituais, combinando as energias dos números 7 e 4.
  • Número 7: Representa a espiritualidade, intuição, sabedoria interior e busca do conhecimento. Quando o 7 aparece, é um sinal de que você está no caminho certo em sua jornada espiritual e que deve confiar em seus instintos. 
  • Número 4: Simboliza trabalho árduo, construção de bases sólidas, organização, praticidade e determinação. O 4 indica que seus esforços estão sendo reconhecidos e que você está construindo um futuro sólido.

Juntos, os números 7 e 4 formam uma combinação que sugere o equilíbrio entre o espiritual e o material: O anjo número 74 encoraja você: 

  • a encontrar um equilíbrio saudável entre suas aspirações espirituais e suas responsabilidades. 
  • Confiança em suas habilidades: Seus guias espirituais estão lhe dizendo que você possui todas as ferramentas e habilidades necessárias para alcançar o sucesso em todas as áreas de sua vida. 
  • Paciência e persistência.

Embora o sucesso possa levar tempo, os esforços serão recompensados, disso sei. Assim, mantenho-me norteado e persistente, tendo em vista meus objetivos, considerando a "conexão com o divino, pois que: 

  • O número 74 apresenta-se como um lembrete de que sempre estarei conectado a uma força superior, 
  • e que, poderei buscar orientação e apoio divino em todos os considerados momentos. 
Em resumo, o anjo número 74 é uma mensagem positiva e encorajadora, indicando que estou no caminho certo e que devo confiar, mesmo na instância de intuição, amparado pelos meus esforços.

Assim creio e prossigo, creiam, isto me faz feliz, pois que, a vida é uma jornada constante, e cada ano é uma nova oportunidade. Celebremos então essa nova página de minha história!

Roberto Costa Ferreira, 05 agosto de 2024. 

HILASA - Instituto  História, Letras, Artes

UNIFESP-Universidade Federal São Paulo

*O Dr. Ashley Woodward  obteve um PhD em filosofia na University of Queensland, ainda lecionou em programas de filosofia em vária universidades australianas . 

Também é membro fundador da Melbourne School of Continental Philosophy, igualmente membro do comitê executivo da Friedrich Nietzsche Societ.

 É um dos editores em andamento da Parrhesia: A Journal of Critical Philosophy.





quinta-feira, 11 de julho de 2024

"Corinthians" é a exceção! O Hino do Corinthians … Um lance marcante desta longa história!

 


"Salve o Corinthians, o campeão dos campeões" ... O hino do Corinthians nem sempre começou com esse famoso verso. Em 1930, a primeira composição dedicada ao clube era intitulada como uma "marchinha" …


A canção "Campeão dos Campeões" é de autoria de Lauro D'Avila, criada em 1952 como uma homenagem ao Timão. Depois de sua criação, dois anos mais tarde, era cantada em todos os jogos do Corinthians — e a tradição durou até os dias de hoje.


A repetição do verso “Salve o Corinthians" funciona como um chamado de celebração e reverência, uma saudação que ressoa nos estádios e nos corações dos torcedores!

Seu nome foi inspirado no “Corinthian Football Club, de Londres”, que excursionava pelo Brasil na oportunidade.


Embora tenha atuado em outras modalidades esportivas, o Corinthians, ao longo dos anos, amealhou seu reconhecimento e suas principais conquistas alcançados através do futebol. O clube é um dos mais bem sucedidos do Brasil e das Américas nos últimos anos, embora vivendo um momento perigoso e difícil de uma evolução ou de um processo.


Comumente referido como Corinthians, ou ainda pelo seu acrônimo SCCP - Sport Club Corinthians Paulista - tendo por agnomes: Timão, Time do Povo, Coringão, Campeão dos Campeões, Todo Poderoso, Alvinegro do Parque São Jorge, República Popular do Corinthians, é um clube poliesportivo brasileiro da cidade de São Paulo, capital do estado de São Paulo.


Foi fundado como uma equipe de futebol no dia 1 de setembro de 1910 por um grupo de operários do bairro Bom Retiro/SP. Ainda, por mascote, consistem:

"o mosqueteiro, São Jorge e o Gavião",

sendo certo que tais aves, os gaviõessão comuns em todos os continentes, com exceção da Antártica!

Seu atual presidente é o Augusto Melo tendo por atual treinador o Ramón Días - Ramón Ángel Díaz - contratado recentemente,natural de Rioja/Argentina, nascido em 29 de agosto de 1959, ex-futebolista que atuava como atacante, por alguns clubes:

Embora tenha atuado em outras modalidades esportivas, o Corinthians, ao longo dos anos, reuniu seu reconhecimento e suas principais conquistas resultaram alcançados no futebol.


O clube é um dos mais bem sucedidos do Brasil e das Américas nos últimos anos. É o terceiro maior campeão nacional, com onze conquistas, ficando atrás somente do Palmeiras (18 conquistas) e Flamengo (14 conquistas).


Conquistou também dois Mundiais de Clubes da FIFA, uma Copa Libertadores da América de forma invicta, uma Recopa Sul-Anericana, sete Campeonatos Brasileiros, três Copas do Brasil, uma Supercopa do Brasil, cinco Torneios Rio-Sao Paulo (recordista, ao lado de Palmeiras e Santos), 30 Campeonatos Paulistas (atual recordista) e uma Copa Bandeirantes (único vencedor).


Suas cores tradicionais e predominantes são o branco e o preto. Desde 2014, manda suas partidas de futebol na Neo Química Arena e seus rivais históricos são o Palmeiras; o São Paulo e o Santos, com quem disputa o Classico Alvinegro.


Sua torcida é conhecida como "Fiel" e seus torcedores são estimados em aproximadamente 30 milhões espalhados por todo o Brasil e pelo mundo, atrás nacionalmente somente do carioca Flamengo. Sendo ainda considerada também “uma das maiores torcidas do mundo”.


De modalidades esportivas importantes ao longo da história corintiana, destacam-se:

  • o basquete, onde o clube desfrutou de relativo sucesso, especialmente durante as décadas de 1950 e 1960, com a conquista de títulos paulistas, brasileiros e até sul-americanos;
  • a natação, que rendeu quatro conquistas do Troféu Brasil de Natação, atual Troféu Maria Lenk,
  • e o futsal,  partindo da década de 1970, que rendeu conquistas em torneios estaduais e nacionais.

A influência do remo na história do clubes modificou o escudo original, que aludia meramente ao futebol, com o acréscimo do "par de remos" e da " âncora" como aparecem até os dias de hoje.


Mais recentemente, o Corinthians, tendo por torcedor adepto o “corintiano fiel”, elegeu a “equipe feminina” que, partindo de 2016 sob a denominação de Brabas”, é a equipe de futebol feminino do Corinthians, também clube multiesportivo, localizado na cidade de São Paulo.


Com a data de fundação: 08 de novembro de 1997, portanto, decorridos 26 anos, atua normalmente como mandante no seu Estádio Alfredo Schürig - tido por Parque São Jorge e A Fazendinha - e, nas principais partidas, na Neo Química Arena.


Tal equipe resultou desativada por alguns anos, tendo sido restabelecida em 2016 numa parceria com o Audax. Reassumiu gestão própria a partir de 2018, tendo sido, desde então, uma das principais forças do futebol feminino nacional.


Campeonatos marcantes em seu histórico:

  • Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino;
  • Campeonato Paulista de Futebol Feminino.

Em razão do surgimento do Corinthians, a ideia inspiradora surgiu depois de assistirem à atuação do Corinthians F.C. equipe inglesa de futebol fundada em 1882, que excursionava pelo Brasil. Os ingleses eram chamados pela imprensa da época de "Corinthian's Team", mas o time brasileiro só seria batizado "Sport Club Corinthians Paulista" depois de muita discussão e algumas reuniões.


O presidente escolhido por eles foi o alfaiate Miguel Battaglia, que já no primeiro momento afirmou:

"O Corinthians vai ser o time do povo e o povo é quem vai fazer o time". 

Da primeira arrecadação de recursos à compra da primeira bola de futebol do clube pouco tempo se passou …  Na verdade, apenas uma semana. Um terreno alugado na Rua José Paulino foi aplainado e virou campo, e foi lá que, já no dia 14 de setembro, o primeiro treino foi realizado diante de uma plateia entusiasmada que garantiu: "Este veio para ficar"!

Para conhecimento, complementando os informes, a adoção de “corinthiano”, com a letra “h” só existe por questões etimológicas. Mantêm o H aquelas palavras que já apresentavam a letra H na sua origem, sendo certo que "H" não é propriamente consoante e nem vogal, porque não tem valor algum de som ou ruído, sendo assim, tornando impossível a existência de fonemas que apontem para ela.


Oficialmente, esta letra é apenas classificada como letra diacrítica, pois é, propriamente dita, a segunda letra de um dígrafo. Assim sendo, desde 2006, a diretoria do Corinthians resolveu adotar "corinthiano", com a letra "h".


No entanto, a forma vai contra a Reforma Ortográfica de 1943, que eliminou a letra "h" de uma série de palavras, como aos exemplos:

  • "Christo""triumpho""pharmácia",
  • também "Nitheroy""athético".

Uma exceção foi "Bahia", que não mudou para preservar a tradição, embora o adjetivo (que não é nome próprio) não goza da mesma prerrogativa e teve que seguir o padrão da nova norma culta da língua, ou seja, quem nasce na "Bahia" é "baiano(a)", sem "h".


O mesmo princípio vale para o gentílico do clube de futebol Corinthians, ou seja, "corintiano(a)", sem "h".

Embora não exista "th" na língua portuguesa, é permitido o seu uso em nomes próprios (como "Thiago""Thomaz""Theresa", etc), bem como o nome próprio "Corinthians" é válido.


Porém, qualquer palavra derivada dele:

  • corintianocorintianismo etc. deve seguir a norma culta, ou seja, sem a letra "h".
Os meios de comunicação e a comunidade acadêmica adotam a norma culta e a Reforma Ortográfica de 1943. 

"Corinthians" é a exceção!


           Roberto Costa Ferreira, 10 de julho  2024

          HILASA - Instituto História, Letras e Artes

          CEP UNIFESP - Universidade  Federal  SP.