São-Joanense, mineiro do interior do estado, nasceu Eliseu Roberto de Andrade Alves em 27 de dezembro de 1930, em São João del-Rei (MG), na casa de seus pais: o comerciante português Accacio Salgado Alves e a brasileira Delfina Andrade. Veio ao mundo pelas mãos de uma parteira, um parto domiciliar - prática padrão da época.
Contudo, cedo enfrentou os riscos da "modernidade":
- por recomendação pediátrica, passou a ser alimentado com leite em pó.
- O método, então tido como avançado, revelou-se desastroso. Fosse por alergia ou outra causa, o bebê começou a definhar. Sem um diagnostico preciso, os medicos o desenganaram!
Aos sete meses, à beira da morte, foi batizado às pressas. Foi quando sua avó materna, Flausina, interveio com um diagnóstico prático:
- para ela, o neto morria de inanição.
Como a morte era dada como certa, ela o levou para a Fazenda do Angola, em Itutinga (MG), para alimentá-lo "à moda da roça".
Meses depois, os pais encontraram um menino saudável, mas enfrentaram a resistência do avô Leopoldo Andrade. Apegado, ele teria sentenciado:
“Ele estava morrendo e nós o salvamos. Não o devolvo”.
A instituição, de origem presbiteriana americana, havia sido transferida de Campinas para o Sul de Minas devido a um surto de febre amarela. No Gammon, sob a tutela dos professores Armando Righetto e Bernard Bartherf, Eliseu descobriu o rigor e a elegância da matemática — paixão reforçada pelo irmão mais velho, Leopoldo, a quem admirava por ter escolhido a vida acadêmica.
E desta paixão reforçada, o posterior economista Eliseu Roberto de Andrade Alves surgiu como o homem que idealizou a instituição EMBRAPA. Essa admiração pelo método e pela ciência não ficou restrita aos livros; Eliseu compreendeu que o Brasil precisava converter o rigor matemático em produtividade no campo.
Ao visualizar a agricultura não apenas como uma tradição de subsistência, mas como uma engrenagem científica, ele plantou a semente de uma revolução tecnológica que, décadas depois, colocaria o país no topo das estatísticas globais.
Foi sob essa lógica de inovação que a Embrapa transformou o cerrado e modernizou as cadeias produtivas, permitindo que o Brasil, em 2025, chegasse ao patamar de disputar, dólar a dólar, a liderança das exportações com os Estados Unidos.
Os recordes de US$ 169,2 bilhões que vemos hoje são, em última análise, o florescer daquele rigor científico que Eliseu abraçou ainda na juventude. E estatisticamente, em 2025, o Brasil esteve muito próximo de ultrapassar os Estados Unidos na posição de maior exportador global de produtos agropecuários.
Durante esse período, o agronegócio nacional atingiu o faturamento recorde de US 171,3 bilhões.
Os dados oficiais, consolidados em março de 2026, foram divulgados assim:
- pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e,
- pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Resultaram apurados ainda os principais destaques do período:
• Empate Técnico: A diferença entre os dois países foi de apenas US$ 2,1 bilhões, o que especialistas consideram um cenário de equilíbrio extremo no mercado global.
• Crescimento Brasileiro: Enquanto o Brasil registrou um aumento de 3% em relação a 2024, impulsionado pelo volume recorde de grãos e carnes, os EUA enfrentaram uma leve retração.
• Liderança em Commodities: Apesar do resultado geral, o Brasil já é considerado o maior exportador mundial de commodities agrícolas específicas, como soja e milho.
Tal empresa, a EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) foi criada em 26 de abril de 1973 pelo governo federal de então, durante a gestão do presidente Emílio Garrastazu Médici GColTE • GColSE, nascido em Bagé, 4 de dezembro de 1905 e falecido no Rio de Janeiro em 9 de outubro de 1985. Um militar e político brasileiro, tendo sido o 28.º presidente do Brasil, sendo o terceiro do período da ditadura militar brasileira, entre 30 de outubro de 1969 e 15 de março de 1974.
O principal idealizador e "pai" da instituição foi o referido economista Eliseu Roberto de Andrade Alves, com o apoio técnico fundamental de José Irineu Cabral, seu primeiro presidente e fundador, ocupando o cargo de 1973 a 1980. Também economista, e advogado por formação, ele é considerado o arquiteto institucional que moldou as bases da pesquisa agropecuária moderna no Brasil, reunindo os principais pontos-chave sobre a criação:
• Contexto: Instituída em 7 de dezembro de 1972 (Lei nº 5.851) e instalada em 1973, visava desenvolver tecnologia para a agricultura tropical.
• Idealizadores: Eliseu Alves, na época ligado ao Ministério da Agricultura, concebeu a estrutura para transformar a agricultura brasileira.
• Primeira Gestão: José Irineu Cabral foi o primeiro presidente, junto com diretores como Eliseu Alves (o mineiro) e Edmundo Gastal.
• Objetivo: Modernizar a agropecuária, aumentando a produtividade e a independência tecnológica.
A instituição foi criada para substituir o antigo Departamento Nacional de Pesquisa e Experimentação (DNPA), visando descentralizar a pesquisa.
Por oportuno e em especial deferência a José Irineu Cabral (1925–2007) tendo sido o primeiro presidente da Embrapa, ocupando o cargo de 1973 a 1980, igualmente economista e advogado por formação, ele é considerado o arquiteto institucional que moldou as bases da pesquisa agropecuária moderna no Brasil, aqui resultando os pontos centrais de sua trajetória:
- Ele chefiou os estudos que levaram à fundação da empresa em 26 de abril de 1973. Ao lado de nomes como Eliseu Alves (citado anteriormente na conversa), estabelecendo um modelo focado em ciência e eficiência para transformar o país em uma potência agrícola.
- Formação e Início: Natural de Surubim (PE), formou-se em Direito pela Universidade do Brasil (RJ) e em Economia pelo Conselho Nacional de Economistas Profissionais. Dedicou sua carreira quase integralmente à gestão de instituições rurais, assistência técnica e crédito agrícola.
- Outras Lideranças: Antes da Embrapa, fundou a ABCAR (Associação Brasileira de Crédito e Assistência Rural) e foi chefe de gabinete do Ministério da Agricultura. Internacionalmente, atuou no BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e no IICA.
- Legado Literário: Em 2005, publicou o livro "Sol da Manhã", onde registrou a memória detalhada da fundação e dos primeiros anos da Embrapa.
Irineu Cabral faleceu em 2007, deixando um legado de transformação que permitiu ao agronegócio brasileiro atingir os números recordes que discutimos anteriormente, sendo certo que hoje, aos 95 anos (considerando a data atual de abril de 2026), Eliseu Roberto de Andrade Alves permanece como uma das figuras mais respeitadas e ativas na memória do agronegócio brasileiro.
Embora tenha anunciado oficialmente seu desligamento da Embrapa em janeiro de 2023, após décadas de atuação contínua, ele continua sendo homenageado e consultado como o "pai da moderna agricultura brasileira".
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Eliseu Roberto de Andrade Alves (São João del-Rei, 1930), engenheiro agronomo e pesquisador brasileiro, conhecido por ter participado da fundação da Embrapa. |
Por:Roberto Costa Ferreira-24abril26.
Prof,Pesquisa,Pedagogista,Med-MEng
HILASA-SP-Instit.História Letras Artes
Santo Amaro - SÃO PAULO - SP.


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