Isabel, este é o seu dia, e bem
por tal o comemoro, e muito!
Adiante, no destaque da escrita
de Marcello Cesare - MANOEL MARCELLO CEZARE FILHO – cidadão itapirense,
criado pela avó, pois que, sem pai e mãe produziu literatura - Autor do Livro
"ENCONTRANDO A FELICIDADE" – promovendo tirar pessoas muitas, que do
poço da solidão e sob sua condução voltaram a ser feliz! Agora, tantos olham
para e por ti, a comemorar.
Comemoremos, memoremos vivendo
assim, pois este é o nosso tempo.
Pois, “ninguém tem o
direito de prender ninguém em nome do amor,
O amor é uma prisão
espontânea onde as pessoas devem se sentir Livres”!
Querida, saiba que para
escrever-te, como faço, muitas (em número de sete),
Pessoas se cotizaram, alguns
vivos, nesta ação de elaboração do presente texto.
Adiante, na letra de Piero
Mirigliano, composição a duas mãos de Giorgio Zini e, Mancinotti, em doce e maviosa voz
de Guido Renzi, trouxe-te: Tanto Cara é la mia bambina!
Eu não saberia me expressar tão
bem quanto, tal a junção dos esforços e nestes traços,
Juntasse a sintonia do meu
pensar, do querer, com a belíssima voz em vídeo que quando, é adiante na canção
anexada e para o português vertida, atasse tudo às memória e laços,
Ao meu inesquecível e, à época,
reservado amigo José Magnoli – Hélio Ribeiro – que ator,
Exímio radialista, narrador,
inigual jornalista, que se vivo estivesse, agora no mês prestes,
Da significação dos seus 85 anos
completando estaria, provavelmente nos embelezando
Com uma música bem romântica, que
poderia ser talvez...
Querida,
Eu quero agradecer “aos céus” que
me deram você!
A minha vida, a minha vida agora
é vida de verdade, sabe.
Eu procurava um sol e agora o sol
que me ilumina é você.
O sol está nos seus olhos...
Obrigado, eu quero agradecer.
Obrigado por tudo aquilo que você
me dá! A compreensão,
O bem que você me quer... E a
ternura... A ternura que eu
Encontro em você me obriga a
gritar pra todo mundo,
Pra quem quiser ouvir que você é muito
querida, viu.
Eu amo você! Você é a minha
querida, é verdade, viu!
Eu jamais vou trocar você por
outra, nem pensar!
Agora, agora que eu tenho você,
eu não quero mais nada...
Nada mais quero eu! Eu só peço a
Deus, eu digo:
“Deus, deixe, faça com que
ela fique comigo, do meu lado...”!
Querida, obrigado por tudo aquilo
que você me dá...
A compreensão, o bem que você me
quer e a ternura,
A ternura que eu encontro em você
faz com que eu queira
Dizer pra todo mundo, eu sair nas
ruas gritando:
“Ela é minha querida. Ela é
minha querida”!
É verdade, eu jamais, eu iria ou
não irei trocar por outra!
Revigorando o coração... Indo
além do teu olhar e comemorar!
Inicialmente, é preciso considerar
e saber que o intelecto é o órgão que abre o mundo para a alma e tem possibilidades,
ao menos duas, podendo ser ativo, quando
produz a própria riqueza intelectual, quando se conecta a vontade no que a
pessoa escolhe, se quer fazer o seu intelecto funcionar, querendo ampliar o seu
repertório espiritual e se quer acolher em si seus amores e elementos
culturais. Isto pode e é autodidático, sendo um critério de educação tal participação,
ou então um processo passivo, quando absorve produções alheias.
Então, fica escrito que para a
alma tira, com as próprias forças e recursos, os bens ou alimento do mundo que
vem a conhecer e ainda que experimenta afluxos de energia e regeneração, não só
pelos efeitos da corporeidade ou dos bens culturais, mas também pelo processo
formativo e, também se amplia e desenvolve com base em outros fatores. E como
está impregnada no corpo, ela se enriquece e se revigora “juntamente com a saúde
do corpo”. No entretanto, também se enfraquece com a enfermidade que lhe
acomete.
Assim, “para haver uma ordem
natural e correta entre Alma & Corpo [...], é necessário que ele receba a
alimentação, os cuidados e exercícios necessários ao funcionamento adequado do
organismo. Daí a importância da saúde e do cuidado com o corpo. Portanto, é
imprescindível, a meu ver, um conhecimento racional dos objetos que abarcam e
seduzem as pessoas e seus corpos, para que sejam avaliados e controlados pela
razão e para que “os movimentos do ânimo, que são a mola da vontade”, regulem
as atividades da razão e da vida afetiva. Pois nas disposições e nos “movimentos
do ânimo”, a alma compreende seu próprio ser e aquilo que ela é, como é e o que
é chamada a ser!
Roberto Costa Ferreira,
30 de Junho de 2020.
Texto postado no
Facebook, nesta oportunidade,
por conta do tempo de
vida comum nesta plataforma.
Tal santa - Santa Corona -
segundo o texto de minha especialíssima amiga Dra. Silvia Helena Cardoso, postado em 28 de Maio p.p. em sequência a este, via Facebook, vem nos lembrar que ninguém está livre do sofrimento. Coroas espinhosas,
visíveis ou invisíveis, perambulam entre nós o tempo todo, desde os primórdios
da História, querendo nos atingir, nos deixando cientes de que a vida é uma
eterna combinação de prazer e dor. E tal afirmação vem assinada nos seus
estudos por outro especialista em relíquias sagradas, Fábio Tucci Farah
que publicou recentemente um ensaio sobre a “Coroa de Espinhos de Jesus e o
seu simbolismo”, no qual aponta que a coroa teria o formato de um
turbante de espinhos, o qual remeteria ao Sumo Sacerdote.
Nas suas explanações explicou que
“as relíquias da Paixão revelam detalhes significativos da história de nossa
salvação”, por isso, “é fundamental estudar cada uma delas”. Entretanto,
assinalou que, “nas últimas décadas a Santa Síndone atraiu a atenção da
maior parte dos pesquisadores. Qualquer novidade sobre a Santa Síndone ganha os
noticiários. Na realidade, os sindonologistas enxergam as demais relíquias da
Paixão como sombras na mortalha de Cristo”.
Assim, indicou, que “a Coroa
de Espinhos já foi descrita como um capacete, um gorro, uma carapuça, o que
não faria sentido algum do ponto de vista simbólico. Até utiliza-se no jargão
popular: “se a carapuça lhe serviu...” Expressão esta utilizada quando
alguém/algo se identifica com algo ruim. No sentido de estar culpado, assumir a
culpa. Quando se fala que a carapuça serviu para alguém, significa que aquela
pessoa assumiu a culpa, isto é, é culpada.
Por que os soldados
confeccionariam uma coroa em formato tão prosaico?”, questionou-se o
pesquisador Fábio: “Resolvi me aprofundar no estudo da Coroa de Espinhos
na tentativa de compreender seu real significado. Isso me fez enxergar um novo
aspecto no episódio central de nossa salvação, um aspecto fantástico”! Disse
ainda mais: “...que o estudo da Coroa me fez resgatar um simbolismo que já
havia se perdido, apesar de estar amplamente enraizado nas Sagradas Escrituras”,
acrescentou.
Portanto, é oportuno que se
conheça do conteúdo abaixo exposto pela Silvia Helena Cardoso, que afirma e ora
reafirmo que a “Santa Corona” carrega uma coroa nas mãos. Mas não é uma
coroa cravejada de pedras preciosas, como as da realeza... “É uma coroa com
pontas pontiagudas, como os espinhos da coroa de Cristo. E como as
espículas de um vírus”!
“Essas são
coroas que ferem, que destroem. Destroem a vida de quem as carrega, e a vida de
seus entes queridos, que assistem ao sofrimento sem nada poderem fazer.
Destroem também a sociedade, pois cada pessoa destruída, é uma luz que se apaga
na escuridão do ambiente, que requer o saber e o labor específico de cada ser
humano para continuar iluminado”.
O que te
dizer, num momento que atinges o 38º degrau nos anos de sua existência? Tudo é
elevação... Tudo é perfeição... Tudo é possível... Tudo se pode dizer..., mas,
o adequado, o que está em perfeita conformidade com o apropriado ou conveniente,
quando dizer? Do ponto de vista da Psicologia das habilidades sociais na
Infância, SIM, SIM; NÃO, NÃO! Frequentemente as pessoas concordam, isto é,
dizem SIM para os outros, mesmo quando estão com vontade de dizer NÃO. Também
há ocasiões em que eu digo NÃO, quando na verdade deveria dizer SIM!
Do ponto de
vista Teológico sistemático parece adequado dizer o SIM, quando é realizado da
forma correta, com a certeza do dito, situação que, com certeza, também traz
algum benefício espiritual. Assim, do livro de Raul Paiva – Cantar e
Celebrar – e que também vem na música Gospel de cunho religioso da Ir.
Míria Therezinha Kolling – também no Livro de Cantigas Marianas, vol. 1
– Um Canto Novo – me vem à lembrança da recomendação de que “...
devemos festejar tempo de vida”. E hoje estou muito propenso a
dizer-te um SIM, pois que estou festejando tal tempo!
Desse modo, tomo-te
pelas mãos não como a um pai, mas, como a um amigo que precisa de alguém para
conversar e passear... Trazê-lo para perto, próximo ao coração, circunstanciado pelo meu tempo de vida nessa
existência, e dizer-te que, nesta oportunidade destaquei do livro referido dois
instantes preciosos dentre as resenhas nele expostas, as quais preciso te
dizer:
“1. É bom estarmos juntos/à mesa do
Senhor. / E unidos na alegria, / partir o Pão do Amor:
Na vida caminha/ quem come deste Pão.
/ Não anda sozinho / quem vive em comunhão.
2. Embora sendo muitos, / é um o nosso
Deus. / Com Ele, vamos juntos / seguindo os passos seus.
3. Formamos a Igreja, / o Corpo do
Senhor; / que em nós o mundo veja / a luz do seu amor.
4. Foi Deus quem deu outrora, / ao povo
o pão do céu; / porém, nos dá agora / o próprio Filho seu.
5. Será bem mais profundo / o encontro,
a comunhão, / se formos para o mundo / sinal de salvação.
6. A nossa Eucaristia / ajude a
sustentar / quem quer no dia-a-dia / o amor testemunhar”.
Amparei-me
também na Cecília Vaz Castilho, mestra em Psicossociologia de
Comunidades e Ecologia Social pela Universidade do Rio de Janeiro – Ir.
Cecília Vaz Castilho – que do mesmo livro do Raul nos traz a lição: “É
PRECISO QUE O MUNDO ENVELHEÇA”:
“1. É preciso que o mundo envelheça /
pra como criança a vida brotar. /É preciso mudar os caminhos, / pra que as
coisas não voltem pro mesmo lugar.
“A esperança é o fermento do mundo, /
que é pão e a todos deve alimentar! / Nós queremos que ele se torne, / o corpo
de Deus num só altar!”
2. É preciso que a gente entenda: / o
tempo é passagem, não volta jamais. / É preciso cortar as raízes / ir sabendo
que nada é certo demais.
3. É preciso saber que a verdade / não
anda tranquila, / não tem mais poder. / É preciso abrir bem os olhos / para
vê-la sofrendo porque quer ver.
4. É preciso voltar ao princípio: /
viver é tão simples, feliz é quem crê. / É preciso buscar a alegria nestas
coisas pequenas / que o mundo não vê.
5. É preciso quebrar as barreiras, / que impedem a
vida de desabrochar. / É preciso, com olhos humildes, / ver que tudo é areia,
só Deus é o mar!”
Ainda, não me
desmentindo, pois que, falei em “dois instantes preciosos” e bem agora me
ocorreu um derradeiro momento deste tempo, o terceiro, portanto, vindo destacar
Drumond! O velho poeta que ele é e como se ele, nesse poema, estivesse
organizando sua memória. Não para se lembrar nostalgicamente de nada, mas, para
atualizar uma experiência que era o seu passado e continua no seu presente,
podendo ser reflexo no nosso... Essa procura, é a procura de um menino que está
na infância, época de grandes descobertas, grandes aventuras, o conhecimento do
mundo e que continua a ser a procura do velho que,
como um lírico, procura o significado da palavra “procurar” ...
Como a um ato
de buscar por alguma coisa, tentar encontrar, embora não tenha tanta certeza do
que busca, não sendo isto, nem aquilo e, portanto, não pode responder porque
não sabe o que procura e por tal é chamado de bobo, vivendo olhando nos espaços
vazios, afirmando não se dar bem com o que o mundo lhe oferece. Reúne em si uma
única certeza: “... que um dia irá descobrir”! E nessa
oportunidade, não poderá rir de ninguém nem mostrar seu achado, a coisa que
busca, haverá de ser invisível para todos, menos para consigo mesmo. E isso
lhe satisfaz!
Então é assim: “Procurar o que?
“O que a gente procura muito e sempre não é isto nem
aquilo.
É outra coisa.
Se me perguntam que coisa é essa, não respondo,
Porque não é da conta de ninguém o que estou
procurando.
Mesmo que quisesse responder, eu não podia. Não sei o
que procuro.
Deve ser por isso mesmo que procuro.
Me chamam de bobo porque vivo olhando aqui e ali, nos
ninhos, nos caramujos, nas panelas, nas folhas de bananeira, nas gretas do
muro, nos espaços vazios.
Até agora não encontrei nada. Ou, encontrei coisas que
não eram a coisa procurada sem saber, e desejada.
Meu irmão diz que não tenho mesmo jeito, porque não
sinto o prazer dos outros na água do açude, na comida, na manja, e procuro
inventar um prazer que ninguém sentiu ainda.
Ele tem experiência de mato e de cidade, sabe explorar
os mundos, as horas. Eu tropeço no possível, e não desisto de fazer a descoberta
do que tem dentro da casca do impossível.
Um dia descubro. Vai ser fácil, existente, de pegar na
mão e sentir. Não sei o que é. Não imagino forma, cor, tamanho. Nesse dia vou
rir de todos.
Ou não. A coisa que me espera, não poderei mostrar a
ninguém. Há de ser invisível para todo mundo, menos para mim, que de tanto
procurar fiquei com merecimento de achar e direito de esconder”.
Carlos
Drummond de Andrade
Diego, que significativa
oportunidade me deste para tal necessária conversa... E isto me bastou! Tenho
claro que, no momento que desapertamos as mãos, encontro as solidas razões para
a minha existência, “com merecimento de achar e direito de esconder”. Só
que não... Vou gritar o quanto puder acerca deste meu achado: você! Afinal, não
é a qualquer momento que tenho tanto privilégio!
Saudações e parabéns, inclusive
nesta data tão lembrada e querida.
Da esquerda para direita: Isabela, Andressa (Drê), Christian, Vó Geralda e Lucas
Gente...
Esta foto foi a “mais procurada e curtida naquele ano de 2014” na minha página
do Facebook.
Nesta oportunidade a Vó Geralda, habitualmente,
revelava o “seu sempre sorrir assim”... O Christian, então,
rejuvenescido em 6 anos... Um garotão imberbe!
As suas crianças, que são nossas também e, certamente de tantos, queridas e
de uma alegria espelhada nos sorrisos ímpares, vez que, magnéticos e
encantadores, só provindos de quem cuida das “coisas do coração, da alma e
da memória”, não põe em dúvida a herança genética de feliz constituição ao
encanto do amor, sendo certo que aqueles que não sabem “sorrir à luz da
alegria interior” não cabem na foto.... Ainda! Á tais restarão viver outros
tempos, até que referida Luz lhes alcancem as faces...
Drê,
então saiba que, face ao exposto, como é magnifico vê-la neste ato, igualmente
sorrindo, e sempre assim, disponível e sempre disposta para as experiências da
vida, fato que me consagra e me alegra, pois ratifica o meu pensar e certeza
maior das razões lógicas, superiormente belas e divinais de nossa existência.
Por tal, tais e tantos, inesquecíveis!
E foi assim... Mais reconhecida
como idealizadora do Dia das Mães, na sua forma atual, é a metodista
Anna Jarvis, filha de Ann Maria Reeves Jarvis, que em 12 de Maio de 1907,
dois anos após a morte de sua mãe, criou um memorial à esta e iniciou uma
campanha para que o "Dia das Mães"fosse um feriado reconhecido.
Ela obteve sucesso ao torná-lo
reconhecido nos Estados Unidos em 8 de Maio de 1914 quando a resolução
Joint Resolution Designating the Second Sunday in May as Mother's Day foi
aprovada pelo Congresso dos Estados Unidos instalando o segundo domingo do
mês de maio como "Dia das Mães".
Na Europa, particularmente em Portugal,
o Dia da Mãeé celebrado no primeiro domingo de Maio, embora durante
muitos anos tivesse sido comemorado no dia 8 de Dezembro, dia da Nossa
Senhora da Conceição.
No Brasil, em 1932, o então
presidente Getúlio Vargas oficializou a data no segundo domingo de maio. Em
1947, Dom Jaime de Barros Câmara, Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro,
determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial da Igreja
Católica.
Tanto no Brasil quanto nos
Estados Unidos o Dia das Mães é a segunda melhor data do comércio, depois do
Natal. A National Retail Federation (Federação Nacional de Varejo
norte-americana) estimou na ocasião, para 2012, que os gastos para o Dia das
Mães deveriam ultrapassar $18.6 bilhões ( à razão de $152 por pessoa) nos
Estados Unidos. Surpreendente!
Com a crescente difusão e
comercialização do Dia das Mães Anna Jarvisafastou-se do movimento,
lamentou a criação e lutou para a abolição do feriado motivada primordialmente
pelo desvirtuamento ocorrido.
Assim, no dia 10/05/2020 – Dia das
Mães no Brasil – repeti tal texto neste blog – acrescentando o texto adiante
descrito, contendo a foto florida de minha mãe!
Olga Costa Ferreira, resume-se no meu melhor livro por mim lido!
Mãe!
Não me esgotarei no dizer, pois que,
Minha voz se faz plena e presente,
Mesmo para um dito anteriormente.
O que agora repito, sua voz, recomendações,
Sempre prudente, otimista e incansavelmente,
Dizente: "Meu filho, não importa circunstâncias,
Sempre se faça por ser feliz, sorridente e presente!
PADARIA SÃO DOMINGOS e Adoniran, o João Rubinato de Valinhos/SP
O Adilson Correa trouxe esta foto das lembranças no espaço do Viva São Paulo Antiga.
Gente, que fantástico! Feliz
lembrança, pois que, morei, ainda na juventude, por volta dos 18/20 anos, ao
lado desta padaria lá pelos idos de 1970... E ela, por vezes ainda frequento,
mesmo que decorridos 50 anos. Residia eu na esquina da Rua São Domingos,
fazendo esquina com a Rua Humaitá - Bela Vista, e de lá só sai para subir ao
altar da Igreja da Consolação, casando-me então e estando ainda presente
com Isabel Conceição Costa Ferreira!
Quanto ao personagem, qualquer
hora te conto de quantas ouvi, vi e vivi... Um personagem que, a par de sua
bronquite, não hesitava em baforar seu habitual cigarro. Fui privilegiado pela
vida, nas lembranças, na consagração do amor, nas experiências vividas e, deste
personagem - Adoniran, o João Rubinato de Valinhos/SP - que
representava no rádio das antigas e para o samba, ao longo dos tempos, o
Adoniran Barbosa.
Confundindo-se com seu próprio
personagem, ainda outro vivido, o “Charutinho”, que através do rádio,
contava e vivia as peripécias inclusive das “habitações coletivas”, as
malocas situadas nos casarões da Bela Vista e suas andanças. O jornalista Oswaldo
Moles, sucessor de Antonio de Alcântara Machado na literatura
paulista e tido como o “pai” de Adoniran Barbosa, por volta de 1956, estando
na Rádio Record, conheceu e escreveu para o rádio de então o Programa
História das Malocas, momento que Adoniran, contracenando com a
comediante Mariamélia, vivendo esta o papel de Pafunça, além de Terezeca,
tudo sob inspiração do samba Saudosa Maloca que na gravação original não teve
tanta repercussão, só posteriormente nas vozes e com os Demônios da Garoa.
Do “Pai do Samba paulistano”,
guardo lembranças de sua voz rouca e das diversas interpretações, eu ainda quando
criança e assíduo ouvinte do rádio, momento que o programa vinha ao ar às
sextas-feiras, sempre às 9 horas da noite e retratava o cenário que muito
imaginava do Morro do Piolho e, cujo personagem, de uma malandragem que sempre
o levava a sair-se mal, não gostando de trabalhar. Nos raros encontros que tivemos tempos
adiante, tantas risadas e tiradas que fazíamos do cotidiano duro, e duro na
acepção da palavra... Pairava muita dureza no bolso, no ar!
Ao seu lado, que naquele tempo no
rádio já vivia o humor executado por apenas um comediante e que se apresentava
geralmente em pé, sem acessórios, cenários, recurso teatral da quarta parede,
diferenciando o stand-up de um monólogo, portanto, nenhuma novidade o modismo
atual, onde fabrica-se risadas por meiode stand-up, “fazendo-se cócegas nos espectadores”,outros expoentes do samba viviam e muitos
vivos, tive oportunidade de conhecer alguns, tal como Geraldo Filme – o
“Seu Geraldo”, também “Tio Gê” e que, segundo ouvia contar, na
infância de “Negrinho das Marmitas” - o sambista da Barra Funda,
Germano Mathias, aquele da “caixa de fósforos” e também da “lata de
graxa” herança dos engraxates da Praça da Sé, embora nascido no bairro
paulistano do Pari, Aldo Bueno, que chegou a ser puxador da Escola de
Samba Vai-Vai, Osvaldinho da Cuíca, o “homem da frigideira”,
o “Preto no Branco” e que como passista, e muito nele me espelhei, é
o autêntico representante de uma arte popular que transita entre a tradição e a
contemporaneidade, além de Thobias da Vai-Vai, o seu Edimar, três
anos mais velho que eu e que chegou a ser presidente da escola d’onde fui
passista.
Filme, também "o Corvão", igualmenteera frequentador das “rodas deTiririca”, no Largo da Banana,
no embrião das escolas de samba em São Paulo na Barra Funda, local hoje
substituído por um viaduto que liga dois trechos da Avenida Pacaembu,
onde os negros, no início do século 20, se reuniam aguardando a chegada do trem
que trazia mercadorias do interior para a capital paulista, então em tempos de
espetáculos como “Balbina de Iansã” e “Pagodeiros da Pauliceia”,
onde, verdadeiramente, se sambava e pagodeava ao som da “caixa de engraxate”,
do “latão de lixo”, da “palma de mão” e “tampa de graxa”. Sambava-se mesmo, algo
parecido com capoeira e “fazendo visagem” e, não “só no sapatinho” ... No
básico “quadradinho” e sim como se fazia na “Cidade da Folia”
onde, tomando-se o bonde desembarcava-se ali perto do Parque Antártica,
mesmo depois, tudo com parceria de Plínio Marcos:
“Um povo
que não ama e não preserva suas formas de expressão mais autênticas jamais será
um povo livre”.
Plinio, muito depois,
incomodou a ditadura, sendo autor de Barrela e Navalha na Carne, com
texto duro e com a característica de apresentar ao público histórias e músicas
de compositores desconhecidos, anônimos, gênios de pouca popularidade oriundos
das Escolas de Samba da capital paulista e que “não podia ser calada”
e, donde, “dessa gente que só berra da geral sem nunca influir no resultado”!
Neste local, o Largo da Banana,
Dionísio Barbosa, negro da primeira geração de escravos livres, nascido
em 1891 em Itirapina (anteriormente comarca de Rio Claro) um dos
precursores do legítimo samba paulista, próximo do pátio de manobras dos trens
e ponto de reunião e encontro de sambeiros, fundou o primeiro cordão
carnavalesco paulista, do Grupo Carnavalesco da Barra Funda – Cordão
Barra Funda/Camisa Verde, primeiro movimento cultural organizado dos negros
e primeiro cordão da cidade de São Paulo, no seu início só com 12 personagens.
Paty, saudades tenho eu, de você...
Saudades tenho eu, todas minhas,
Sabes? Podes até nem se lembrar,
E perguntar, de quê?
Do que? Não importa, se são
saudades, só minhas...
Coisa que mexe entranhas, que escarafuncha estórias,
Que até constrói uma história, e creia, reveste-se de verdade.
Verdade ou mentira, quem lembrará de mim... E ainda de você!
Coisa estranha... Pois você estará presente, sempre, na minha mente.
Constantemente, muito mais que de repente, muito além de, inesperadamente...
Até mesmo que, subitamente!
Entende? São coisas assim 'que pintam' numa tela antecedente, incandescente,
muito mais que um simples adiante,
Mas, apropriadamente possível,
E pretendido abraçar sempre!
Parabéns pra você! Quem sabe, concebivel, para tal viva eternamente!