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terça-feira, 6 de setembro de 2016

BIENAL do LIVRO - Uma Festa Agosto


Do mestre Ryuho Okawa líder que, tendo devotado a sua vida à exploração do mundo espiritual e meios de gerar a felicidade para os seres humanos, conhecido por sua sabedoria, compaixão e comprometimento em educar as pessoas a pensarem e agirem de acordo com as orientações espirituais e religiosas, que disse:

“Após descobrir o que veio fazer na Terra, verá que a missão e o dever são parte do seu próprio ser”.

Diante de tal afirmação convoquei meus queridos para um passeio - Um evento que chegou ao Anhembi em 2006 - no maior centro de exposições da América Latina, a 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

Palco para o encontro das principais editoras, livrarias e distribuidoras do pais, contendo cerca de 480 marcas, apresenta seus mais importantes lançamentos para aproximadamente 700 mil visitantes em um espaço enorme, totalizando 60 mil m². Gigantesco!

Interagiram todos, num exercício mútuo com o próximo, em universo que por trás dos livros, enriquece o repertório individual ao nível de conhecimento do cultural, a sua instrução. É todo conhecimento armazenado que se expande, modifica e confirma os ideais do ser, de ser e querer ser.

Assim, no impacto deste cenário e nos olhos encantados daqueles pequenos, nasce pelas experiências do tato, no trato e contato, pelas ações e direções que circulam, que circundam, pelo seu opcional repertório individual ali utilizado em razão das mensagens, nas escolhas reside a compatibilidade de níveis de repertório e a apreensão da mensagem em sua totalidade, a cada um, é possível.

Naquele cenário tudo é possível, ao alcance da visão e das mãos, preenchendo as condições necessárias para ser, existir e realizar-se!


Roberto Costa Ferreira, Bienal do Livro, 03ago2016.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

LEANDRO ROBERTO FERREIRA - Aniversário


Shakespeare referiu que ”quem enriquece o corpo é o espírito”! Aliás, muito bem lembrado por Harvey: “O único meio de ter beleza exterior é ter beleza interior”, mesmo porque “A beleza da alma reflete-se no corpo”. Sêneca.

Esse é o meu menino! Leandro, que durante a vida intrauterina, desde o momento da concepção ao nascimento, esteve envolvido em amor... Constituiu-se um capital de forças vitais para o novo ser, que nós como pais fomos buscar às reservas coletivas da espécie. Fomos “fundo no querer”!

Tais reservas imponderáveis, que passam pela raça, transitaram pela família e pelos progenitores, impregnaram-se, na passagem pelo leite materno de sua mãe, de particularidades étnicas e familiares, que as caracterizaram hereditariamente... E o princípio vital habitou-o “vestindo-lhe melhor que eu”! Como nos sentimos felizes...

Cada homem, portanto, e Leandro às sobras, possui uma força vital, que se distribui a cada célula material do seu corpo, transmitindo-lhe suas idiossincrasias, ou seja, aquele “temperamento peculiar”, aquela “característica comportamental ou estrutural peculiar”, aquela “condição mental única” e específica, mesmo referindo-se ao modo como reages, percebendo e experimentando situações comuns.

E assim como o trabalho de cada célula beneficiando o conjunto e consequentemente a si mesmo, do mesmo modo cada esforço deste homem – Leandro -  aumenta as boas aquisições, beneficia o próximo, privilegia a humanidade, reportando-se ao capital coletivo. Que filho! Que homem!

A vida deste filho, aos meus olhos, desenrola-se, pois, exclusivamente pela agregação sucessiva deste capital congenital, sob a influência “das suas boas ações unidas às de seus agentes exteriores”, sejam estes seus familiares, amigos, atletas, parceiros... amor e descendente. Então o melhor, que a direção destas ações e reações são governadas por “si mesmo”.

Possui, portanto, este menino Leandro, integralmente, desde o principio da vida, todas as forças de ação, as potências de desenvolvimento e as suas fontes de “abastecer-se”, formando um capital, de que ele tem a gerência, que pode “gastar ao seu modo” dimensionando sua vida, economizando-a e dilatando-a para a nossa alegria!

Resumindo: Leandro recebeu, ao nascer, certo capital vital, que chegou ao máximo na adolescência. Viveu e hoje, ainda sabiamente, sobriamente economiza esse capital, e a saúde, a felicidade, que se reflete nas práticas do esporte e vida cotidiana que o acompanha, proporciona a merecida longevidade!

A vida humana é uma aprendizagem, um meio de evoluir. O nascimento, que nos presenteou, foi o começo de um novo trabalho. Certamente que haverá a renovação... Certamente que Leandro está longe de ter atingido “o ponto culminante de sua evolução”, e este fato, cientificamente demonstrado e religiosamente sentido, é certo que constitui para ele “o mais importante e estimulante meio para sua ótima conduta física, moral e intelectual”!

Leandro, às minhas impressões, a maneira como vives hoje determinará a qualidade de vida e aspirações de amanhã. Tenho tanta certeza disso, pois que, vives nobremente durante o dia... Chegada a noite, o sono decorre sereno, sem pesadelos, podendo ainda aproveitar as horas de sono para o seu progresso se, antes de adormeceres fixar seus pensamentos nos objetivos que almejas obter.

E o despertar, ao raiar da manhã, se apresenta feliz... Será sempre feliz e te preparará para enfrentar alegremente as tarefas do dia que acontece em sua vida. Jean-Baptiste Massillon, célebre pregador francês, falou-nos a este respeito:

Podemos aumentar maravilhosamente a saúde e a felicidade concentrando, no momento de adormecer, os nossos pensamentos no que se pode obter nesses domínios. A força que atua no subconsciente põe-se imediatamente a construir a nossa personalidade, segundo o modelo que lhe oferecemos”.

Leandro, eu nunca adormeço sem ter equilíbrio mental, sem as minhas faculdades estarem em harmonia e sem o meu coração sereno. Deste modo, olho para ti e declino meus votos, neste precioso dia: Parabéns, felicidades constantes, plenas e progressivas!

Roberto Costa Ferreira, 25Ago2016.      

sábado, 20 de agosto de 2016

A Jovem dos meus encantos!


Jovem dos meus encantos...  Senhora dos meus instantes!
Fizeste em mim a tua beleza,  manobrando a prodiga natureza.
Por vezes, quando me bate uma frouxidão, e sinto que vacilante,
Inexorável, incomplacente para comigo, tenho que regressar a ti.

Quando paira em mim  uma  voracidade de afeto,  tal deleitamento,
Que me faz parar no tempo, assim parei pra fazer contas, a quantas
Que de tão rápido as lembranças atuam, tal jovens atores estreantes
Em cujo palco serviste por 762.120 horas! E me pergunto, senhora:
Que faço de mim, ausente, se 43.800 horas perdura de lembranças?

Eu e você juntos, em 534.360 horas,  partilhamos os mesmos benefícios,
Das lágrimas, receios, dificuldades e anseios, plenos de vida, sem vícios.
Que dimensão temporal e espacial é essa que nos faz vivos, jovens, belos
Na legítima essência de nós, seres viventes? A temporalidade, um retrato
Inato do meu pensar...  Que modelos comuns de percepção das realidades
Que nos permite a construção de um mundo compartilhado, muito amado!


Roberto Costa Ferreira, 20 Agosto de 2016.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

O Pai... O Dia dos Pais, a Grande Festa!


Gente, não existe um mau abraço, somente bons e ótimos! Então, nunca deixe para amanhã se você pode abraçar alguém hoje. Porque quando você dá o abraço em alguém, no mesmo instante você recebe de volta a energia compensadora. E foi o que aconteceu... E de tais atitudes o amor se alimenta, não é só de palavras, mas de atitudes!

Desse modo, ver amigos, rostos vozes e atos que nos definem, nos afastam do sentimento de exclusão. O reconhecimento do outro é o primeiro limite que aprendemos na vida. Que precisamos de algo além da nossa vontade, além do nosso desejo primal de fome, colo e de afeto.

Encontrar o outro na vida adulta é um retorno a esse limite, o pertencimento é a expansão dos limites, a expansão das possibilidades do eu no coletivo, na turma, na tribo, na família, no “churrasco por conta do dia dos pais”!

E assim falamos de gente. E quem gosta de gente, “amontoado de gente também é festa”! E quem não gosta de festa? O que é uma festa? Nesta situação “uma festa é uma solenidade comemorativa destina a pessoas ou fatos importantes”: O Pai... Dia dos Pais!

As variantes mais comuns de festas são as de aniversário (que ocorrem, geralmente, de ano em ano e no dia do nascimento do festejado) e as religiosas (procissões, resultantes de romarias ou peregrinações) em comemorações a certas crenças religiosas.

Quando a festa possui um caráter mais abrangente ou oficial torna-se festival, geralmente atraindo mais público e repercussão junto à sociedade. Portanto, quando você é convidado para uma festa você se empolga, prepara-se, vive expectativa, ansiedade, certo?

E quando você é o promotor da festa? Além das preocupações no preparo dela, da lista de convidados, de envolver ou não gente, ou se quase todos os participantes serão aqueles eleitos, seus queridos... Então você vai se esforçar para produzir “uma bela festa”, até simples como a um churrasco, onde não pode faltar a farta refeição, as crianças, os detalhes todos e cuja realização demanda dedicação e considerável tempo, envolvendo até outras pessoas nas colaborações.

Constrói-se assim, sedimenta-se, intensifica-se uma grande rede de relações entre os participantes. E você tem um convidado especial, aquele que você espera não faltar... Não pode faltar! E você espera ansiosamente... E ele não comparece! Certamente você vai se frustrar, até sofrer!

Por que sofrer com a ausência de alguém querido na sua festa? Porque tais eventos são efêmeros? São circunstanciais? E você vive isso? Eventos e pessoas circunstanciais? Ora, relembrar O Pai... O Dia dos Pais é sublime! É reviver, vivenciar, pois que tal oportunidade é viver determinado momento de modo que o mesmo tenha um significado profundo... É lembrar que, como referido pelo cantor:

Quando a gente ama de verdade esse amor não se esquece... O tempo passa, tudo passa, mas, no peito, o amor permanece”.

Desse modo, não se preocupe, vá para a “grande festa” como você está, como você é... De peito aberto, coração limpo e mente plena, disponível para o novo. Pois a festa é também você!

Foi assim, nesse ritmo que estivemos presentes, e como bem refere o senso comum: “todos juntos e misturados”... Eu estive nesta festa! E vivemos o amor sublime, desmedido, descomprometido e incondicional, como bem merece um Pai!

Roberto Costa Ferreira, 14 de Agosto de 2016.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Um dia marcante, significativo!





Um dia marcante, significativo! Um dia num tempo formidável!

Muitos amigos estiveram comigo, outros se manifestaram estando distantes. Todos estreitos nos votos formidáveis... O que buscamos é o acordo das mentes! E quando ao ato de reflexão tem lugar na mente, quando nos olhamos à luz do pensamento, descobrimos que nossa vida esteve, pela participação dos amigos e queridos, envolta em beleza.

Então, cercado que fora, de maravilhosas inteligências, personalidades repletas de querer e saber, o que nos convém é a alegria, a coragem, o esforço para realizarmos as nossas esperanças. E tais esperanças se realizaram com todos presentes, trazendo ao seu modo o presente!

É certo que a nossa melhor obra é a nossa própria vida! Construímo-la sobre alicerces resultantes dessa beleza interior. Recatada e silenciosa, nunca aspirando a que acenda ao nosso redor a candelária do triunfo exterior. Nossos triunfos residem nestes atos e manifestações. Por tais meus agradecimentos e, bem por tais me fiz feliz!

E nessa intensa felicidade alguns me perguntaram... Quantos anos eu tenho? Lembrei-me de José Saramago que declinou:


Tenho a idade em que as coisas são vistas com mais calma, mas com o interesse de seguir crescendo.Tenho os anos em que os sonhos começam trocar carinhos com os dedos e as ilusões se transformam em esperança.Tenho os anos em que o amor, às vezes, é uma chama louca, ansiosa para se consumir no fogo de uma paixão desejada. E em outras, uma corrente de paz, como um entardecer na praia, na enseada.Quantos anos eu tenho? Não preciso de números para marcar, pois meus anseios alcançados, as lágrimas que derramei pelo caminho, ao ver meus sonhos destruídos... Valem muito mais que isso, esses descaminhos.Não importa se faço vinte, quarenta ou sessenta e cinco! O que importa é a idade que eu sinto. Tenho os anos de que preciso para viver livre e sem medos e receios. Para seguir sem medo pelo caminho, pois levo comigo a experiência adquirida e a força de meus anseios.Quantos anos eu tenho? Isso não importa a ninguém! Tenho os anos necessários para perder o medo e fazer o que quero e sinto, aquém.



Roberto Costa Ferreira, 05Ago2016.

domingo, 10 de julho de 2016

SORRISO, A FISIOGENIA



Dra. Silvia Helena Cardoso - Sorriso, conforme publicação de sua autoria  e texto  no destaque,
em Facebook, a pedidos, em 09/07/2016, 20:08h, de cuja  motivação segue meu texto adiante.


Que sorriso... Quanta revelação... Que inspiração!
Eis que faço do seu, o meu sorriso, tanto de tão lindo.
Reflete alma, aquela essência imaterial de bela vida humana,
E que no conjunto das faculdades intelectuais e morais,
Traz alma generosa, o mérito das virtudes próprias, o régio!

E nos olhos que revestem este sorriso temos a consciência,
Que dos olhos o espelho d’alma e de quem cruza este olhar.
Os lábios cantam com a alma, entusiásticos, cuja boca em fogo
Nos aquece e deleita, como a fortuna que sorri aos audaciosos.

Que sorriso propiciatório! Que sorri prometedor, sorridente...
Que aplaca até divina ira, como um vento “muy denso y caliente”,
Sorrateiro, visguento e pegajoso,  como coceira na pele da gente,
Calmoso e veemente... Digo melhor: “pelando de tão quente”!

De tão merecido recebe-lo como a quem alcança o perdão.
Um “rir sem fazer ruído”, que por meio de um breve e ligeiro
“Esfregar dos lábios”... E pestanejar dos olhos, tremeluzir,
Devido à luz muito viva, renovador, de "mocidade sem juízo"!   

Roberto Costa Ferreira, Jul2016.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

VELHÃO - Que comemorou seu aniversário n'O Velhão


O nome “O Velhão” e “As Véia” faz referência ao casal fundador de todo o complexo -
Moacyr e Iracema
 – esta, atualmente, mantendo-se administradora de todo o complexo.

Mesa em um dos ambientes d'O Velhão, momento que o aniversariante Sergio que se encontra
ladeado por Bia, à esquerda e eu, Roberto, seguindo pelo casal Dalmo e Mary, minha irmã e
Isabel,  minha esposa.
Fico a imaginar se o Sr. Moacyr, aquele que se fez engenheiro e que morando em município vizinho de São Paulo, que vendeu seu terreno, sua única área onde residia com a mulher e filhos para investir naquilo que acreditava, pois precisava de área maior, comprando então quatro terrenos, imaginava reunir nos dias atuais tanta gente impressionada, e que nas noites de jantar ou mesmo nos fins de semana, com a música, cantam e dançam vivendo intensamente aqueles cenários... Prosseguiu bem... Vendeu um e comprou quatro!

Entre 1977/1978, depois de muito protesto familiar, e imagino quantos, deu início ao complexo com a compra de um lote de 3.000m2 e, a construção de um casarão e uma oficina. Isto tudo no meio do nada, pois, à época, a estrada de Santa Inês, mal asfaltada, era a precária ligação entre Mairiporã e São Paulo de então, em cujo número 3000 nem se sonhava contar.

Perseverante, foi adquirindo mais lotes, expandindo seu acervo e ali, naquele reduto, Moacyr Archanjo dos Santos construiu um sonho... Hoje um conjunto arquitetônico que se ergue na estrada de Santa Inês, no coração da Serra da Cantareira, momento de uma pequena vila com Marcenaria, Serralheria, Restaurante, Lojas, cercadas de verde, onde as construções são todas executadas em material de demolição reciclado, num estilo que quase lembra cidadelas nos primórdios de formação!

E proporcionou mais! A escola que educa hoje cerca de 208 crianças entre 3 e 10 anos – do pré ao ensino fundamental – e que, anualmente, promove a “Festa do Dia das Crianças”, diplomada pelo MEC, resultou do reconhecimento das dificuldades da comunidade em razão da Educação, momento que os fundadores d’O Velhão, além de fornecerem o terreno, construíram a Escola Municipal Moacir Archanjo dos Santos.

Moacyr Archanjo dos Santos, que atualmente sob o CEP 07600-000 no distrito de Mairiporã leva o nome de Rua Engenheiro Moacyr Archanjo dos Santos, era prudentino, pois que, nascido em Presidente Prudente, interior de São Paulo onde permaneceu durante a infância. Logo aos 15 anos já trabalhava em uma empresa de ônibus para ajudar a ampliar a renda de sua família. Em 1960, a empresa na qual trabalhava o transferiu para o centro de são Paulo, onde nem a corredia do dia a dia e o trabalho intenso o afastaram de sua paixão: a arte presente na arquitetura de são Paulo e o contraste de seu aguçado olhar!

Do tempo livre que possuía, e até mesmo no transitar de ida e volta para casa, visitava ou observava os casarões antigos, as igrejas, os monumentos da cidade e as linhas de bonde que ainda existiam no inicio dos anos 60. Neste mesmo período, iniciou seu acervo, visto que, nessas muitas andanças pela cidade, adquiria, quando não conseguia abandonados aqui ou ali peças de demolição que julgava ser “material artístico” , transferindo toda “aquela velharia”, no entender de muitos, para o seu reduto.

No trabalho, Moacyr conheceu Iracema Rodrigues, cujo complemento de amor o fortaleceu e com quem se casou. Nascida no bairro bem próximo na Zona Norte, Tremembé, em 2 de Março de 1943, de família humilde e infância pobre o seu sonho era ter uma boneca para brincar... Nunca teve esse privilégio! Servia-se de vestimentas doadas pela igreja, sempre usadas, onde sua avó trabalhava como serviçal de lavar roupas e passar.

Devido à sua dedicação aos estudos e manifestado interesse ganhou uma bolsa de estudos, situação que lhe permitiu continuar seus estudos em colégio particular. E sua classe social era um fator determinante para o sofrimento com a discriminação que largamente sofreu, embora, tendo como base de apoio e estimulo um conselho proporcionado por sua mãe, que portava dentro de si: “Você só irá vencer na vida com muito trabalho e dedicação aos estudos”.

Vivendo durante 33 anos e tendo neste enlace com Moacyr netos e três filhos: Ubirajara, Ubiratã e Eliane. Ele sempre esteve ladeado por sua esposa e atual proprietária ‘IRACEMA Rodrigues Archanjo dos Santos’, a peça fundamental para o atual funcionamento e continuidade de “O Velhão”. Moacyr veio a falecer em 2001, contando aproximados 57 anos.

Então, a Sra. Iracema obstinadamente, foi capacitando jovens aprendizes da comunidade local para as oficinas de marcenaria e serralheria. Por conta disso, construiu uma cozinha para uso exclusivo dos funcionários. Com o descobrimento desta cozinha começaram a surgir clientes e, ao perceber o interesse que havia surgido, resolveu-se transformar a cozinha num legítimo restaurante, expandindo-se magnificamente, denominado de “As Véia”.

O nome “O Velhão” e “As Véia” faz referência ao casal fundador de todo o complexo - Moacyr e Iracema – esta, atualmente, mantendo-se administradora de todo o complexo. Refere com orgulho que:
“Somos uma loja de materiais de demolição. restauramos, remodelamos, confeccionamos portas de entrada, janelas, portas balcão, mobiliário, assoalhos a partir de madeiras nobres como Pinho de Riga, além de temos um grande acervo em material de demolição vindo de casas, casarões, galpões, fragmentos de cimento, vasos, banheiras antigas em ferro fundido com pezinhos, tijolos antigos, dormentes, cruzetas, mão francesas, escadas etc.”. E que, “na serralheria, temos a feitura de portas, portões, gazebos, suportes, grades com rebites, encaixes e ornamentos feitos na forja, como no início do século passado: SEM SOLDAS”!

A comida, no local, apresenta-se criteriosamente preparada à moda caseira de fazenda, em self-service e, além da variedade de caldos, seleto na frequência de ambiente familiar. Lá estive com esposa, irmã e cunhado, irmão aniversariante, e este era o motivo, e cunhada, ocasião de muita dança e música ambiente, digna e profissionalmente executada através Blues Band Signori & Truffatori, que no conjunto de três personagens apresentam-se como a uma orquestra, tal o resultado que conquistam com suas performances:
  • na voz e guitarra de Michele Naglieri,
  • com bateria de Thiago Bustamante e,
  • baixo magnífico de Daniel Tedesco.

Fantásticos... Aliás, tudo e todos fantásticos em noite de comemoração de aniversário!


Roberto Costa Ferreira, 6Jul2016.






terça-feira, 5 de julho de 2016

BEIJOS... QUANDO EXPRESSOS NA PAREDE!


       Conforme fototexto postado no Facebook em 05 de Julho de 2014, partindo de curtida, 
       comentário e compartilhamento de Chiado Editora, de minha amiga Patrícia Vecchia e,
       cujo texto elaborei partindo da sugestiva imagem, republicado em 2015 e ora no blog.

Beijos expressos na parede... Poderiam ser no céu da boca!
Assim pensam meninos, porque menino ousa assim pensar,
Porque meninos "gostam de" empurrar meninas na parede...
Quando pra falar que tem u'a boa pegada. Resumidamente...
Nem todos sabem fazer isso, segundo creio ... Certamente!

Deste meu dito, endosso com o pensar de Fábio Chap:

Imagine uma parede; e imagine que nessa parede está encostada a mulher que vai roçar na sua barba te fazendo pensar com ares de esquecimento: ‘como era antes dela?’

Nessa parede branca com leves rachaduras está encostada e sorridente a mulher que topará viajar contigo pra Veneza ou pra Diadema. De jatinho ou de Chevette.

Alta, a parede é recheada com rabiscos de outros casais. Iniciais e corações estão lado a lado com as rachaduras; algo como o amor na prática. Lá está ela: a mulher que fará dos seus sonhos um lugar quase palpável. Lugar esse que vocês terão umas plantinhas pra cuidar, muitos beijos pra praticar e, talvez, até uma criança com os olhos de um e a boca do outro.

Imagine um lugar que você conseguiu convencê-la que se tratava de um ponto; que lá passava o ônibus em direção a faculdade dela. Mentira das grandes que atrasa a ida, mas adianta a vinda de uma boca que… meu deus do céu.

Roberto Costa Ferreira, 5Jul2016