Do mestre Ryuho Okawa líder que,
tendo devotado a sua vida à exploração do mundo espiritual e meios de gerar a
felicidade para os seres humanos, conhecido por sua sabedoria, compaixão e
comprometimento em educar as pessoas a pensarem e agirem de acordo com as
orientações espirituais e religiosas, que disse:
“Após descobrir o que veio fazer na Terra,
verá que a missão e o dever são parte do seu próprio ser”.
Diante de tal afirmação convoquei
meus queridos para um passeio - Um evento que chegou ao Anhembi em 2006 - no
maior centro de exposições da América Latina, a 24ª Bienal Internacional do
Livro de São Paulo.
Palco para o encontro das
principais editoras, livrarias e distribuidoras do pais, contendo cerca de 480
marcas, apresenta seus mais importantes lançamentos para aproximadamente 700
mil visitantes em um espaço enorme, totalizando 60 mil m². Gigantesco!
Interagiram todos, num exercício
mútuo com o próximo, em universo que por trás dos livros, enriquece o
repertório individual ao nível de conhecimento do cultural, a sua instrução. É
todo conhecimento armazenado que se expande, modifica e confirma os ideais do
ser, de ser e querer ser.
Assim, no impacto deste cenário e
nos olhos encantados daqueles pequenos, nasce pelas experiências do tato, no
trato e contato, pelas ações e direções que circulam, que circundam, pelo seu
opcional repertório individual ali utilizado em razão das mensagens, nas
escolhas reside a compatibilidade de níveis de repertório e a apreensão da
mensagem em sua totalidade, a cada um, é possível.
Naquele cenário tudo é possível,
ao alcance da visão e das mãos, preenchendo as condições necessárias para ser,
existir e realizar-se!
Roberto Costa Ferreira,
Bienal do Livro, 03ago2016.
Shakespeare referiu que ”quem
enriquece o corpo é o espírito”! Aliás, muito bem lembrado por Harvey: “O único meio de ter beleza exterior é ter beleza interior”, mesmo
porque “A beleza da alma reflete-se no
corpo”. Sêneca.
Esse é o meu menino! Leandro, que durante a vida intrauterina,
desde o momento da concepção ao nascimento, esteve envolvido em amor... Constituiu-se
um capital de forças vitais para o novo ser, que nós como pais fomos buscar às
reservas coletivas da espécie. Fomos “fundo
no querer”!
Tais reservas imponderáveis, que
passam pela raça, transitaram pela família e pelos progenitores,
impregnaram-se, na passagem pelo leite materno de sua mãe, de particularidades
étnicas e familiares, que as caracterizaram hereditariamente... E o princípio
vital habitou-o “vestindo-lhe melhor que
eu”! Como nos sentimos felizes...
Cada homem, portanto, e Leandro
às sobras, possui uma força vital, que se distribui a cada célula material do
seu corpo, transmitindo-lhe suas idiossincrasias, ou seja, aquele “temperamento peculiar”, aquela “característica comportamental ou estrutural
peculiar”, aquela “condição mental
única” e específica, mesmo referindo-se ao modo como reages, percebendo e
experimentando situações comuns.
E assim como o trabalho de cada
célula beneficiando o conjunto e consequentemente a si mesmo, do mesmo modo
cada esforço deste homem – Leandro - aumenta as boas aquisições, beneficia o
próximo, privilegia a humanidade, reportando-se ao capital coletivo. Que filho! Que homem!
A vida deste filho, aos meus
olhos, desenrola-se, pois, exclusivamente pela agregação sucessiva deste
capital congenital, sob a influência “das
suas boas ações unidas às de seus agentes exteriores”, sejam estes seus familiares,
amigos, atletas, parceiros... amor e descendente. Então o melhor, que a direção
destas ações e reações são governadas por “si mesmo”.
Possui, portanto, este menino
Leandro, integralmente, desde o principio da vida, todas as forças de ação, as
potências de desenvolvimento e as suas fontes de “abastecer-se”, formando um
capital, de que ele tem a gerência, que pode “gastar ao seu modo” dimensionando
sua vida, economizando-a e dilatando-a para a nossa alegria!
Resumindo: Leandro recebeu, ao
nascer, certo capital vital, que chegou ao máximo na adolescência. Viveu e
hoje, ainda sabiamente, sobriamente economiza esse capital, e a saúde, a
felicidade, que se reflete nas práticas do esporte e vida cotidiana que o
acompanha, proporciona a merecida longevidade!
A vida humana é uma aprendizagem,
um meio de evoluir. O nascimento, que nos presenteou, foi o começo de um novo
trabalho. Certamente que haverá a renovação... Certamente que Leandro está
longe de ter atingido “o ponto culminante
de sua evolução”, e este fato, cientificamente demonstrado e religiosamente
sentido, é certo que constitui para ele “o
mais importante e estimulante meio para sua ótima conduta física, moral e
intelectual”!
Leandro, às minhas impressões, a
maneira como vives hoje determinará a qualidade de vida e aspirações de amanhã.
Tenho tanta certeza disso, pois que, vives nobremente durante o dia... Chegada
a noite, o sono decorre sereno, sem pesadelos, podendo ainda aproveitar as
horas de sono para o seu progresso se, antes de adormeceres fixar seus
pensamentos nos objetivos que almejas obter.
E o despertar, ao raiar da manhã,
se apresenta feliz... Será sempre feliz e te preparará para enfrentar
alegremente as tarefas do dia que acontece em sua vida. Jean-Baptiste
Massillon, célebre pregador francês, falou-nos a este respeito:
“Podemos aumentar maravilhosamente a saúde e
a felicidade concentrando, no momento de adormecer, os nossos pensamentos no
que se pode obter nesses domínios. A força que atua no subconsciente põe-se
imediatamente a construir a nossa personalidade, segundo o modelo que lhe
oferecemos”.
Leandro, eu nunca adormeço sem
ter equilíbrio mental, sem as minhas faculdades estarem em harmonia e sem o meu
coração sereno. Deste modo, olho para ti e declino meus votos, neste precioso
dia: Parabéns, felicidades constantes,
plenas e progressivas!
Gente, não existe um mau abraço,
somente bons e ótimos! Então, nunca deixe para amanhã se você pode abraçar
alguém hoje. Porque quando você dá o abraço em alguém, no mesmo instante você recebe de volta a energia compensadora. E foi o que aconteceu... E de tais
atitudes o amor se alimenta, não é só de palavras, mas de atitudes!
Desse modo, ver amigos, rostos
vozes e atos que nos definem, nos afastam do sentimento de exclusão. O
reconhecimento do outro é o primeiro limite que aprendemos na vida. Que
precisamos de algo além da nossa vontade, além do nosso desejo primal de fome,
colo e de afeto.
Encontrar o outro na vida adulta
é um retorno a esse limite, o
pertencimento é a expansão dos limites, a expansão das possibilidades do eu no
coletivo, na turma, na tribo, na família, no “churrasco por conta do dia dos
pais”!
E assim falamos de gente. E quem
gosta de gente, “amontoado de gente
também é festa”! E quem não gosta de festa? O que é uma festa? Nesta
situação “uma festa é uma solenidade
comemorativa destina a pessoas ou fatos importantes”: O Pai... Dia dos Pais!
As variantes mais comuns de festas
são as de aniversário (que ocorrem, geralmente, de ano em ano e no dia
do nascimento do festejado) e as religiosas (procissões,
resultantes de romarias ou peregrinações) em comemorações a certas crenças
religiosas.
Quando a festa possui um caráter
mais abrangente ou oficial torna-se festival, geralmente atraindo mais
público e repercussão junto à sociedade. Portanto, quando você é convidado para
uma festa você se empolga, prepara-se, vive expectativa, ansiedade, certo?
E quando você é o promotor da
festa? Além das preocupações no preparo dela, da lista de convidados, de
envolver ou não gente, ou se quase todos os participantes serão aqueles
eleitos, seus queridos... Então você vai se esforçar para produzir “uma bela
festa”, até simples como a um churrasco, onde não pode faltar a farta refeição,
as crianças, os detalhes todos e cuja realização demanda dedicação e
considerável tempo, envolvendo até outras pessoas nas colaborações.
Constrói-se assim, sedimenta-se, intensifica-se
uma grande rede de relações entre os participantes. E você tem um convidado
especial, aquele que você espera não faltar... Não pode faltar! E você espera
ansiosamente... E ele não comparece! Certamente você vai se frustrar, até
sofrer!
Por que sofrer com a ausência de
alguém querido na sua festa? Porque tais eventos são efêmeros? São circunstanciais?
E você vive isso? Eventos e pessoas circunstanciais? Ora, relembrar O Pai... O Dia dos Pais é sublime! É reviver, vivenciar, pois que tal
oportunidade é viver determinado momento de modo que o mesmo tenha um
significado profundo... É lembrar que,como
referido pelo cantor:
“Quando
a gente ama de verdade esse amor não se esquece... O tempo passa, tudo passa,
mas, no peito, o amor permanece”.
Desse modo, não se preocupe, vá
para a “grande festa” como você está, como você é... De peito aberto, coração
limpo e mente plena, disponível para o novo. Pois a festa é também você!
Foi assim, nesse ritmo que
estivemos presentes, e como bem refere o senso comum:“todos juntos e misturados”...
Eu estive nesta festa! E vivemos o amor sublime, desmedido, descomprometido
e incondicional, como bem merece um Pai!
Um dia marcante, significativo! Um dia num tempo formidável!
Muitos amigos estiveram comigo, outros se manifestaram
estando distantes. Todos estreitos nos votos formidáveis... O que buscamos é o
acordo das mentes! E quando ao ato de reflexão tem lugar na mente, quando nos
olhamos à luz do pensamento, descobrimos que nossa vida esteve, pela
participação dos amigos e queridos, envolta em beleza.
Então, cercado que fora, de maravilhosas inteligências,
personalidades repletas de querer e saber, o que nos convém é a alegria, a
coragem, o esforço para realizarmos as nossas esperanças. E tais esperanças se
realizaram com todos presentes, trazendo ao seu modo o presente!
É certo que a nossa melhor obra é a nossa própria vida!
Construímo-la sobre alicerces resultantes dessa beleza interior. Recatada e
silenciosa, nunca aspirando a que acenda ao nosso redor a candelária do triunfo
exterior. Nossos triunfos residem nestes atos e manifestações. Por tais meus
agradecimentos e, bem por tais me fiz feliz!
E nessa intensa felicidade alguns me perguntaram... Quantos
anos eu tenho? Lembrei-me de José Saramago que declinou:
Tenho a idade em que as coisas são vistas com mais calma,
mas com o interesse de seguir crescendo.Tenho os anos em que os sonhos começam trocar carinhos com
os dedos e as ilusões se transformam em esperança.Tenho os anos em que o amor, às vezes, é uma chama louca,
ansiosa para se consumir no fogo de uma paixão desejada. E em outras, uma
corrente de paz, como um entardecer na praia, na enseada.Quantos anos eu tenho? Não preciso de números para marcar,
pois meus anseios alcançados, as lágrimas que derramei pelo caminho, ao ver
meus sonhos destruídos... Valem muito mais que isso, esses descaminhos.Não importa se faço vinte, quarenta ou sessenta e cinco! O
que importa é a idade que eu sinto. Tenho os anos de que preciso para viver
livre e sem medos e receios. Para seguir sem medo pelo caminho, pois levo
comigo a experiência adquirida e a força de meus anseios.Quantos anos eu tenho? Isso não importa a ninguém! Tenho os
anos necessários para perder o medo e fazer o que quero e sinto, aquém.
O nome “O Velhão” e “As Véia” faz referência ao casal fundador de todo o complexo - Moacyr e Iracema – esta, atualmente, mantendo-se administradora de todo o complexo.
Mesa em um dos ambientes d'O Velhão, momento que o aniversariante Sergio que se encontra ladeado por Bia, à esquerda e eu, Roberto, seguindo pelo casal Dalmo e Mary, minha irmã e Isabel, minha esposa.
Fico a imaginar se o Sr. Moacyr,
aquele que se fez engenheiro e que morando em município vizinho de São Paulo,
que vendeu seu terreno, sua única área onde residia com a mulher e filhos para
investir naquilo que acreditava, pois precisava de área maior, comprando então
quatro terrenos, imaginava reunir nos dias atuais tanta gente impressionada, e
que nas noites de jantar ou mesmo nos fins de semana, com a música, cantam e
dançam vivendo intensamente aqueles cenários... Prosseguiu bem... Vendeu um e
comprou quatro!
Entre 1977/1978, depois de muito
protesto familiar, e imagino quantos, deu início ao complexo com a compra de um
lote de 3.000m2 e, a construção de um casarão e uma oficina. Isto tudo no meio
do nada, pois, à época, a estrada de Santa Inês, mal asfaltada, era a precária
ligação entre Mairiporã e São Paulo de então, em cujo número 3000 nem se sonhava
contar.
Perseverante, foi adquirindo mais
lotes, expandindo seu acervo e ali, naquele reduto, Moacyr Archanjo dos Santos
construiu um sonho... Hoje um conjunto arquitetônico que se ergue na estrada de Santa Inês, no coração da Serra
da Cantareira, momento de uma pequena vila com Marcenaria, Serralheria,
Restaurante, Lojas, cercadas de verde, onde as construções são todas executadas
em material de demolição reciclado, num estilo que quase lembra cidadelas nos
primórdios de formação!
E proporcionou mais! A escola que educa hoje cerca de 208
crianças entre 3 e 10 anos – do pré ao ensino fundamental – e que,
anualmente, promove a “Festa do Dia das Crianças”, diplomada pelo MEC, resultou
do reconhecimento das dificuldades da comunidade em razão da Educação, momento
que os fundadores d’O Velhão, além de fornecerem o terreno, construíram a Escola Municipal Moacir Archanjo dos Santos.
Moacyr Archanjo dos Santos, que atualmente sob o CEP 07600-000 no distrito de Mairiporã leva
o nome de Rua Engenheiro Moacyr Archanjo dos Santos, era prudentino, pois que, nascido em
Presidente Prudente, interior de São Paulo onde permaneceu durante a infância.
Logo aos 15 anos já trabalhava em uma empresa de ônibus para ajudar a ampliar a
renda de sua família. Em 1960, a empresa na qual trabalhava o transferiu para o
centro de são Paulo, onde nem a corredia do dia a dia e o trabalho intenso o
afastaram de sua paixão: a arte presente
na arquitetura de são Paulo e o contraste de seu aguçado olhar!
Do tempo livre que possuía, e até
mesmo no transitar de ida e volta para casa, visitava ou observava os casarões
antigos, as igrejas, os monumentos da cidade e as linhas de bonde que ainda
existiam no inicio dos anos 60. Neste mesmo período, iniciou seu acervo, visto
que, nessas muitas andanças pela cidade, adquiria, quando não conseguia
abandonados aqui ou ali peças de demolição que julgava ser “material artístico” , transferindo toda
“aquela velharia”, no entender de
muitos, para o seu reduto.
No trabalho, Moacyr conheceu Iracema Rodrigues, cujo complemento de amor o
fortaleceu e com quem se casou. Nascida no bairro bem próximo na Zona Norte,
Tremembé, em 2 de Março de 1943, de família humilde e infância pobre o seu
sonho era ter uma boneca para brincar... Nunca teve esse privilégio! Servia-se
de vestimentas doadas pela igreja, sempre usadas, onde sua avó trabalhava como
serviçal de lavar roupas e passar.
Devido à sua dedicação aos
estudos e manifestado interesse ganhou uma bolsa de estudos, situação que lhe
permitiu continuar seus estudos em colégio particular. E sua classe social era
um fator determinante para o sofrimento com a discriminação que largamente sofreu,
embora, tendo como base de apoio e estimulo um conselho proporcionado por sua mãe,
que portava dentro de si: “Você só irá vencer
na vida com muito trabalho e dedicação aos estudos”.
Vivendo durante 33 anos e tendo
neste enlace com Moacyr netos e três filhos: Ubirajara, Ubiratã e Eliane. Ele sempre
esteve ladeado por sua esposa e atual proprietária ‘IRACEMA Rodrigues Archanjo
dos Santos’, a peça fundamental para o atual funcionamento e continuidade de “O
Velhão”. Moacyr veio a falecer em 2001, contando aproximados 57 anos.
Então, a Sra. Iracema obstinadamente, foi capacitando jovens aprendizes da comunidade local para as
oficinas de marcenaria e serralheria. Por conta disso, construiu uma cozinha
para uso exclusivo dos funcionários. Com o descobrimento desta cozinha
começaram a surgir clientes e, ao perceber o interesse que havia surgido,
resolveu-se transformar a cozinha num legítimo restaurante, expandindo-se
magnificamente, denominado de “As Véia”.
O nome “O Velhão” e “As Véia” faz
referência ao casal fundador de todo o
complexo - Moacyr e Iracema – esta, atualmente, mantendo-se administradora
de todo o complexo. Refere com orgulho que:
“Somos uma loja de materiais de demolição.
restauramos, remodelamos, confeccionamos portas de entrada, janelas, portas
balcão, mobiliário, assoalhos a partir de madeiras nobres como Pinho de Riga,
além de temos um grande acervo em material de demolição vindo de casas,
casarões, galpões, fragmentos de cimento, vasos, banheiras antigas em ferro fundido
com pezinhos, tijolos antigos, dormentes, cruzetas, mão francesas, escadas
etc.”. E que, “na serralheria, temos a feitura de portas, portões, gazebos,
suportes, grades com rebites, encaixes e ornamentos feitos na forja, como no
início do século passado: SEM SOLDAS”!
A comida, no local, apresenta-se
criteriosamente preparada à moda caseira de fazenda, em self-service e, além da
variedade de caldos, seleto na frequência de ambiente familiar. Lá estive com
esposa, irmã e cunhado, irmão aniversariante, e este era o motivo, e cunhada,
ocasião de muita dança e música ambiente, digna e profissionalmente executada
através Blues Band Signori &
Truffatori, que no conjunto de três personagens apresentam-se como a uma
orquestra, tal o resultado que conquistam com suas performances:
na voz e guitarra de Michele Naglieri,
com
bateria de Thiago Bustamante e,
baixo magnífico de Daniel Tedesco.
Fantásticos... Aliás, tudo e todos fantásticos em noite de
comemoração de aniversário!
Conforme fototexto postado no Facebook em 05 de Julho de 2014, partindo de curtida,
comentário e
compartilhamento de Chiado Editora, de minha amiga Patrícia Vecchia e,
cujo texto elaborei partindo
da sugestiva imagem, republicado em 2015 e ora no blog.
Beijos expressos na parede... Poderiam ser no céu da boca!
Assim pensam meninos, porque menino ousa assim pensar,
Porque meninos "gostam de" empurrar meninas na parede...
Quando pra falar que tem u'a boa pegada. Resumidamente...
Nem todos sabem fazer isso, segundo creio ... Certamente!
Deste meu dito, endosso com o
pensar de Fábio Chap:
Imagine uma parede; e imagine que nessa parede está encostada a mulher
que vai roçar na sua barba te fazendo pensar com ares de esquecimento: ‘como
era antes dela?’
Nessa parede branca com leves rachaduras está encostada e sorridente a
mulher que topará viajar contigo pra Veneza ou pra Diadema. De jatinho ou de
Chevette.
Alta, a parede é recheada com rabiscos de outros casais. Iniciais e
corações estão lado a lado com as rachaduras; algo como o amor na prática. Lá
está ela: a mulher que fará dos seus sonhos um lugar quase palpável. Lugar esse
que vocês terão umas plantinhas pra cuidar, muitos beijos pra praticar e,
talvez, até uma criança com os olhos de um e a boca do outro.
Imagine um lugar que você conseguiu convencê-la que se tratava de um
ponto; que lá passava o ônibus em direção a faculdade dela. Mentira das grandes
que atrasa a ida, mas adianta a vinda de uma boca que… meu deus do céu.