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sexta-feira, 23 de março de 2018

TAREFA ESCOLAR - PRÊMIO NOBEL


A execução de tarefa escolar envolvendo "lição de casa" demanda, no envolvimento do avo, intensa entrega, o exercício do prazer, do amor incondicional, a renovação interior e, sobretudo, a situação de ser agraciado com a premiação máxima momento que Isabela, minha neta, entregou-me toda a sua atenção e confiança.

A estreita atenção ao desenvolvimento da arte por parte de ambos, eu avô e neta Isabela, denota tal oportunidade "tão relevante quanto ao merecimento de um Premio Nobel". Isabela não precisou justificar tal "premio meu" como motivo para não entregar o trabalho no devido tempo, muito diferente do ocorrido com a menina Maddie, sueca que deu como desculpa para não ter terminado o dever de casa da escola que seu avô havia ganhado o Nobel.

Assim, um bilhete com a desculpa ganhou destaque após uma foto ser compartilhada no Reddit, alcançando mais de 1,5 milhão de visualizações. O detalhe é que, de fato, o avô da menina chamada Maddie foi agraciado com o importante prêmio. Seu avô Tomas Lindahl foi um dos três vencedores do Nobel de Química, em anúncio realizado no dia 7 de outubro último.

O bilhete foi escrito pelos pais de Maddie. Nele, eles pedem que a professora dê mais um dia para sua filha completar a lição de casa, pois, por conta de uma boa notícia na família, não pôde finalizar.

Às conclusões: Não ganhei nenhum Premio Nobel, bem como Isabela e seus pais não lograram escrever qualquer bilhete. Porém, a significação do ato de realização de tal arte, em determinado lapso temporal, não configurando este "um ato falho", arremetendo-nos à compilação de precioso tempo existencial - a vida de Isabela nas nossas vidas!

Proporciona tal dedicação, como em Kant, onde temos que "duas estéticas a do Belo, na qual pode-se basear os estudos da estética do cotidiano, e a do Sublime, no qual aparece uma superação da estética em direção a uma experiência metafísica", ou seja, cujo significado está “além dos sentidos e das experiências sensoriais", uma realização plena, edificante, acolhedora e... Sublime!


Vô Roberto, o "colador de fotos" na tarefa escolar de Isabela.

Um bilhete com a desculpa escrito pelos pais de Maddie

Roberto Costa Ferreira, 11Mar2018,
em tempos de Semana Internacional da Mulher.

quinta-feira, 22 de março de 2018

O ESPECTRO – O barbeiro Anedes e o “alter ego” de Julio Guerra

Roberto Costa Ferreira — com Jose Jorge Peralta em
  
Biblioteca Pública Municipal Prefeito Prestes Maia
Espectro é o nome dado para a visão de uma imagem considerada fantasmagórica, da figura incorpórea de alguém que não está vivo, ou seja, um fantasma. A partir do seu sentido figurado, espectro ainda pode se referir ao que representa uma ameaça ou que provoca dor e sofrimento. Aliás, a palavra espectro pode assumir diferentes tipos de acepções, de acordo com o contexto em que é utilizada.


Ainda, segundo a sua interpretação figurativa, espectro pode representar a imagem de uma pessoa extremamente magra, pálida ou esguia, etc., sendo certo que não há dois elementos com o mesmo espectro, tal como não há duas pessoas com as mesmas impressões digitais!

Neste caso, um "espectro de pessoa" seria o mesmo que um indivíduo com figura cadavérica e mórbida? A ideia de "fantasma" que remete a palavra espectro também pode ser interpretada a partir do sentido figurado, como as lembranças "agradavelmente insistentes" que nunca desaparecem!

Desse modo, nessa cidade e bairro de Santo Amaro que um dos expoentes da pintura e escultura brasileira, Júlio Guerra, nos diz acerca do personagem "aparentemente lúgubre” do barbeiro Anedes. Afigura-se "fantasmagórico", "super-herói", ambicioso ou agarrado ao dinheiro? Enganam-se:

"Anedes não era um ambicioso ou agarrado ao dinheiro, mas era um apologista do ouro, não negando o seu valor"!

Nas histórias de Super Heróis "alter ego" é o lado oculto de uma pessoa. Já em psicologia é uma segunda personalidade de alguém... E Júlio Guerra, na sua investidura, homenageou ao barbeiro Don Anedes Nemendes de Aragoia, 1850-1930.

Em obra exposta em frente à Biblioteca Prestes Maia (antiga Kennedy), tal personagem, ex-barbeiro da Real Casa de Bascelar, era um tipo popular na oportunidade. Filósofo que fazia música em sua terra, a Espanha, vindo ao Brasil, morou em Santo Amaro por volta de 1920 e, com sua sagacidade e ironia deixava o cliente pagar o corte do cabelo como quisesse.

Nos demais destaques da arte, ao centro, o personagem "Cabeção" de Manoel de Borba Gato, obra inaugurada em janeiro de 1963, à entrada de Santo Amaro - em alusão à estátua de quarenta toneladas e dez metros de altura.

Outros dois personagens compõem o cenário histórico, ladeando o Cabeção: Humanista, cientista da linguagem, filósofo, historiador e memorialistas, o Dr. José Jorge Peralta contracena com seu par, Roberto Costa Ferreira e, todos em comum professam por missão: "professorar"... Todos viventes e entusiastas, "agradavelmente insistentes", como nunca!

Roberto Costa Ferreira, 18Mar2018
 — com Jose Jorge Peralta em


sábado, 17 de fevereiro de 2018

CARNAVAL... NO SITIO... NA ROTA DO VINHO!


* Video publicado no YouTube: https://youtu.be/9x6A2HFI_TU


O meu carnaval foi mesmo assim...
Sem enfeite, confete ou serpentina,
Alguns poucos meninos e meninas,
  E todos os demais bem junto a mim!

 Não bastava a saudade desse canto.
Precisava de mais tempo, um tanto.
Quanto encantamento, gente junta,
Vontade, um punhado, sem pranto!

  Desceu gelada a bebida, eu garanto.
Quente, a vida ardente tal o carvão
Que no calor braseia tanto, a manta
   De carne tenra a assar, bife do vazio,
    Costela... No fundo, azul firmamento!

    A água morna brota sob o Sol ardente.
     No dente, mordo a pimenta com limão,
   No tempero do tira-gosto, o braseado.
      E encosto-me ao azul piscina, que sina!

    Por fim, das cinzas já na quarta se ver,
  Tantas outras marchas engatar, saber.
    Das religiões tantas, o segredo revelar
  Que o homem seu premio conquistou
    Sem saber: “a vida eterna sempre foi”!

Roberto Costa Ferreira, 13Fev2018. 

domingo, 28 de janeiro de 2018

POSE - Netas... Essas incríveis meninas!

Tenho duas netas... Uma de ISABELA e outra de Maya
Ainda  uma terceira,  muito recente,  vinda de Melissa
E também tenho dois netos, um maior, vindo de Lucas
E outro menor,  semelhante ao pai,  vindo de Arthur...
Que todos juntos somam cinco.  Cinco, todos os netos.
Mas, essas meninas...  Ah!  Essas incríveis meninas!



POSE – a própria expressão que reporta ao feminino.
E a maneira pela qual o corpo se encontra disposto,
Presente na atitude, ou,  no efeito para ser retratado.
Fotografado, imobilizado... Denotando compostura,
Comedimento, um leve e lindo traço de atrevimento,
Quer artificialidade, clara ausência de naturalidade...

E a aura de mistério acompanha a presença do artista
Como uma bruma que envolve, absorve e não permite,
Que se revele por completo, a força, a delicadeza vista.
Residindo afetação, onde a fotografia fria, ou calórica,
Vez que trás tempo de exposição à luz fixando postura,
Atitude de alguém de ficar imóvel, maneira estudada.

Que tempo é este que em momento d’um olhar fixado,
No tempo da necessária ação luminosa para a posada,
Cuja impressão completa do objeto, na placa sensível,
Dá-nos o visível, o calor das emoções presentes? Entre
Flores do tempo, sombras, degraus de acesso e gente,
É tempo de vida plena, sonhar criança... Um presente!


Roberto Costa Ferreira, 15Jan2018.

domingo, 17 de dezembro de 2017

GRÊMIO CAMPO GRANDE/ CDC Maria Felizarda da Silva - Seus Meninos...

Lucas Zanzini e a equipe do Grêmio  Campo  Grande, tendo no conjunto, o
primeiro da direita para a esquerda, o magnífico DUDU, grande coordenador!
 

Que privilégio... Quanta alegria para a minha e, para as vidas que se envolveram!
Um ano de longas e intermináveis caminhadas, amanhecimentos nublados, esperanças reduzidas e dissabores sentidos, vividos... Criticas e sinais de desistências, conversas apartadas, mas, uma técnica – Prof.ª. Bela Costa - perseverante, acima do padrão de media compreensão, pois que “não se limitou aos fundamentos do futebol"...!

Tem no seu coração a consciência de que, nesta juventude de diversos rincões repousam nossas esperanças do amanhã e, portanto, o "papel de construir personalidades, de formar caráter, de preparar cidadãos íntegros e prontos para serem uteis e exemplares à sociedade" que habitam, estando muito acima do pretenso e simplesmente "jogar bem o futebol"!

Esta conquista de Campeões na categoria tem ainda o lustro, o brilho e, "olhar de lince" daquele que observa - DUDU/Olegário Tolói de Oliveira - orienta e "fala duro e certeiro" apoiado na sua “brilhante passagem futebolística". O Sr. Olegário, 78 anos, de Araraquara/SP, hoje Coordenador de futebol do Grêmio Campo Grande, atual campeão, já viveu tudo no futebol como DUDU, o maior e versátil volante da Academia Palmeirense, que se adaptou na marcação dura e compondo a cobertura necessária, deixando claro o papel tático, como "carregador de piano", o "pulmão alviverde" compondo com Ademir da Guia, incansável na marcação e com espirito guerreiro.

Foi peça fundamental no time sob comando de Filpo Nunes e Oswaldo Brandão, chegando a fazer 609 jogos com a camisa do Palmeiras e conquistando 9 títulos oficiais com aquela agremiação. Convocado para a seleção brasileira, na Copa de 1966, esteve ao lado de Carlos Alberto Torres, Djalma Santos, Gilmar, Leônidas, Dino Sani, Amarildo, Gerson, Zito, Garrincha, Jairzinho, Pelé e tantos... Encerrou a carreira de jogador em 1975, tendo antes jogado ao lado de "feras", no Palmeiras como: Djalma Santos, Djalma Dias, Vavá, Julinho Botelho, Ademir da Guia, Leão e Luis Pereira.

Hoje "tenho certeza", na sua dureza chorou, vibrou e torceu, e comemorou com os 3 gols de seu "time menino" do coração e dois, em verdadeiro "golaço" de pé esquerdo em “voleio” de Lucas. Lembrou-se dos tempos de atleta, como inesquecível foi a "bolada na cara" em falta cobrada por Rivelino, na disputa do Campeonato Paulista que o Palmeiras ganhou com gol de Reinaldo em 1974. Apagou, mas, ganhou o campeonato!

No momento certo e oportuno, soube chamar para conversar, definir o perfil do atleta quase pronto e disponível, soube escolher a ocasião para chamar e direcionar o futuro atleta que enxergava promissor, conversar, e muito competente para "falar aos ouvidos" daquele que lhe é "o perfil do futuro"...!

Dudu, a grande Luz dessa conquista, cujo neto meu - Lucas Zanzini - "não negou fogo". Realizou 2 (dois) golaços para selar esta majestosa trajetória na vitória por 3 gols, devolvendo o negativo resultado anterior, sagrando e ao time, também ao conjunto da obra - Bela, Dudu, Janaina, Natalia - Campeões desta temporada.

À técnica muito querida e "mãezona" da garotada, primorosa e confiante na condução destes astros/meninos, soube transmitir-lhes a necessária confiança para reverter um "espírito afetado" de resultados negativos anteriores, cuja conquista revelou-se majestosa pelo enfrentamento das dificuldades comportamentais.

Os meninos "deram o recado em campo", nos bastidores você Bela, "disse tudo que precisavam ouvir e na hora precisa".

Você é preciosa... Maestrina que, sob o olhar arguto do brilhante DUDU souberam conduzir os garotos do Grêmio Campo Grande/ CDC Maria Felizarda da Silva, à esta significativa conquista.

Outras virão, isto é certo, mas esta é especialíssima, pois que "muitos calos se ralaram... Muito suor correu... Muita lágrima verteu... Agora então, só risos" e muitas alegrias nos corações!

Comemoremos então, os Novos Campeões!


Roberto Costa Ferreira, 16DEZ2017,
Muito feliz e, avô do  Lucas Zanzini.

Professora Bela Costa com o elenco e Mestre Dudu

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

APOSENTADORIA – O tempo de Marina


A maneira como se ajusta à aposentadoria, não raro, reflete a pessoalidade e o estilo de vida que se vem mantendo. Digo mais que, atualmente, é uma conquista! Se por um lado ocorre a perda de uma rotina, muitos, não só você, sentirão... Tantos tempos vividos, sabores e dissabores, muitos presentes, tantos ausentes...

Mas, sempre nos adequamos ao novo, é natural que o seja. Viver é adaptar-se. Então entendo que é um “novo tempo” para renovação. Sempre nos renovamos e, até nos remoçamos... Aguçamos “quereres” e “expectativas melhores”. E nos adaptamos.

Agora à condição de aposentada. Noutra condição hospedada. E, dependendo da pessoa, claro, não é fácil: até parece compreensível, num primeiro momento. É como “uma grande féria”. No começo, euforia!!!

Depois, quase perdidos, imerecidos, pelo próprio habito do trabalho, dos convívios, da sequência de ações já tão bem sabidas e “amanhecidas”... Então pairará o sentimento vazio. Porque, ao menos, para uma boa parte daqueles que estiveram próximos, as pessoas, produzir é algo que “dá sentido à vida”!   

Por tal, muitos “inventam coisas”, coisas por fazer, a cada dia, cada hora. Sempre uma nova invenção. Oh, tentação! Sejamos claros então: Há um adeus e todo adeus é dolorido. São escolhas e, provavelmente, esta é a que lhe parece, e mereces, a mais apropriada, desejada... Precavida!

Que não haja salto no escuro são os meus votos. Se bem que, ainda que não residam planos longevos, o bom desse salto é que também pode nos levar às situações tanto promissoras quanto à certeza desse processo. E tudo pode ficar melhor do que antes que, igualmente, são os nossos sufrágios.

Saberás, bem o sei, reger os comentários dos que estão ao lado: Que ótimo! Que pena! Que chato! E agora? Este é o novo momento. Mas, nada que uma boa viagem para iniciar “novos tempos”... Esquece-se dos “dissabores” assimilando-se novos saberes, agrados e prazeres!

Então vislumbramos outras graças dessa vida plena de realizações, mas, pairará sempre nos ares saudades, a recordação daquilo que está guardado na memória, o que recorda a experiência vivida; e na faculdade da memória que trabalha rápida, lembranças que comprovam fatos certeiros, tendo a cicatriz como certeza do realizado, cujo presente que se oferece para felicitar você!

Farás falta! Tenho tanta certeza de tal quanto dos meus pares. E todos à mesma voz. Para finalizar, lembrei-me de Claude Aveline, pseudônimo de Eugen Avtsine, poeta francês, que nos deixou isto:

“Faz que cada hora da tua vida seja bela. O mínimo gesto é uma lembrança futura.”

E, muito bem comentado pelo professor e filósofo Prof. Clóvis de Barros Filho:

“Talvez não possamos fazer bela cada hora de nossas vidas, pois a angústia e a tristeza nos arrebata quando menos nos precavemos... Mas se descobrirmos em nós o que nos desperta o verdadeiro “tesão pela vida”, possivelmente teremos muitas boas lembranças futuras, e um farto banco de horas bem vividas para revivermos mentalmente!”

Saudações!

Roberto Costa Ferreira, 06Dez2017, pela noticia da

Aposentadoria de minha amiga  Marina  A. Roschel



segunda-feira, 13 de novembro de 2017

DO CAOS SE FAZ A ORDEM e, Zeus Comeu sua Esposa... Considerações Psicanalíticas – Os Mitos

Roberto Costa Ferreira


Do Vazio (O CAOS), da massa organizada surge NIX – A personificação da Noite – (uma das melhores fontes de informação sobre essa deusa provém da teogonia de HESÍODO) e deste nasce ÉREBO – O Mistério, a personificação das trevas – e GAIA, a Mãe-Terra, que nascida da Noite, como elemento primordial e latente de uma potencialidade geradora incrível e que mais tarde conterá a LUZ.

O Ovo surge de NIX, formando o Ovo Elemental circundado sete vezes pela LUZ – Éter – e desse ovo nasce EROS – o elemento da energia, o amor, a palavra – e ainda nasce O Silencio, A Ignorância. Por oportuno, em coletâneas de citações atribuídas, provavelmente, a Benito Mussolini destacamos:
“O silêncio é a única resposta que devemos dar aos tolos. Porque onde a ignorância fala, a inteligência não dá palpites!” – Citado em “The Book of Italian Wisdom” – página 87, Antonio Santi, Citade Press, 2003.

Eros une-se a Éter fazendo surgir a PYROS – O Fogo Divino que Prometeus teria roubado do Olimpo e dado à humanidade – que derrama sobre GAIA e pode queimá-la e, numa reação da Noite cria a HIDROS – o deus primordial das águas que, em uma teogonia órfica era essencialmente idêntico a Oceano, o rio que circundava a TERRA – para evitar a destruição da Terra, que faz nascer a URANO – O CÉU, “o que cobre” ou “o que envolve”... E se unem em casamento.

Urano foi raramente considerado como antropomórfico, à parte a genitália do mito da castração. Aprisionou os filhos mais novos de GAIA - a Mãe-Terra – nas entranhas desta, causando grande dor a Gaia. Ela forjou uma foice e pediu aos filhos para castrarem Urano. Apenas Cronos, o mais jovem dos titãs concordou. Ele emboscou seu pai, castrou-o e lançou os testículos cortados ao mar.

Assim começam e conhecemos dos MITOS... E histórias com cenas diferentes e o mito no papel transcendental. O “tocar” o ser humano, o seu interior “Daimon”; anjo da guarda; alma; gênio; espirito... É ele o portador do nosso destino, tal ideia trazida de Platão através do Mito de Er no Livro da República. Este é o transcendental!

James Hiilman em seu livro O Código do SER – Teoria do fruto do carvalho – fala da vocação, destino, caráter e sobre imagem inata. Então, eu invocando Jung, diria também, do Mito do Significado – de cada um de nós – ou seja, desta singularidade que pede para ser vivida e que já está presente antes de poder ser vivida. Hillman diz que “o “daimon” nos acompanha para que nossa vocação seja vivida, tornando-se um chamado necessário para a realização existencial”.

Do livro “O Poder do Mito”, fruto de uma série de conversas entre Joseph Campbell e o jornalista Bill Moyers, numa combinação de sabedoria e humor, oportunidade em que o casamento, os nascimentos virginais, a trajetória do herói, o sacrifício ritual e até os personagens heroicos do filme ‘Guerra nas estrelas’ são abordados, destaco: “... onde mito é aquele que nos traz o espirito da vida”!

Arquétipos são modelos em torno de algo que se soube, tocou... e que se mostram através de símbolos com conotação diferenciada e única, individualmente, com poderes diferenciados, bons e ruins. A Mitologia mostra que os estudos dos mitos, os arquétipos, mostram-se através de símbolos e, via de regra, não se explicam, visto interiormente, são mágicos! Assim, quando deixamos de viver estas transcendentalidades “a alma sofre”, residindo em cada lado da moeda suas respectivas histórias.

A passagem do conhecimento racional ocidental ocorreu na Grécia e, para compreender melhor como se deu essa passagem é preciso compreender duas grandes manifestações do pensamento mítico: em primeiro lugar, a obra de Homero; em segundo lugar a obra de Hesíodo. Destes, as obras são duas expressões que, apesar de suas diferenças, pertencem ao mundo mítico que antecede ao nascimento da razão grega.

Poetas que levaram histórias de povo em povo, com autonomia, sem punições. Fazem na sua contagem, colocando “deuses e humanos”, um do lado do outro! Existe um respeito entre os deuses... Essa transcendentalidades está além do pensamento. Portanto, quando se conhece da expressão “Zeus comeu sua esposa”, o que se entende: Colocou para dentro de si o feminino!

A mitologia é baseada no dualismo. Assim, em Adão e Eva ouve o dualismo. E quando “Eva dá a maçã para Adão, mostra a este o conhecimento”.  É saber aquilo que alegra e entristece, por influência da serpente... Colocando a serpente como coisa do mal, tira a vida, quando ela promete a vida!

Por tal, a mulher mostra as polaridades ao homem, fazendo o homem refletir, e o homem é aquele que sabe determinar o caminho. Então, como saber se o bem e o mal me atingem se “não ouço” a minha natureza? Portanto, “os mitos são verdadeiros quando nos tocam”... Vivemos a história naquele momento. Todos os mitos tocam a história de um herói.

Yung, que nos países francófonos, espontaneamente, várias formas possíveis de admiração vêm à mente: Yung, Young, Yun, Youn, Jung... O sobrenome de Carl Gustav Jung está escrito bem JUNG! Este é um nome muito comum nos países de língua alemã (Alemanha, Suíça de língua alemã, etc.) coloca que existem mitos pessoas – os nossos santos – e coletivos – do inconsciente coletivo... os mares, os monstros, as catástrofes. A função do mito é nos colocar, de acordo com a época, em contato com o mistério, usando nossos sentidos!

Em Joseph John Campbell, estudioso norte-americano de mitologia e religião comparada, antes referido, temos que: “se a pessoa não for capaz de reconhecer o mito, isso poderá transformá-lo num monstro, numa máquina... Em algo sem vida”!

Desse modo, se insistir num determinado programa e não dar ouvidos ao coração corre-se o risco de um colapso esquizofrênico. Não se ouve, portanto, ficando “fora do circuito”. Ouvir o coração é dizer para o corpo o que ele necessita. Qualquer um tem capacidade de ouvi-lo. Ausentes desta sintonia são máquinas!

Roberto Costa Ferreira, 11/11/2017.
Em 11Nov2017, 03:56, da Série
Considerações Psicanalíticas.

domingo, 12 de novembro de 2017

Claudette Soares e Ayrton Montarroyos - Zona Sul de São Paulo – Centro Cultural Municipal de Santo Amaro/ Teatro Leopoldo Fróes



Claudette Soares e Ayrton Montarroyos



Em solene noite de MPB desembarcamos, eu e Isabel, neste sábado à noite na Zona Sul de São Paulo – Centro Cultural Municipal de Santo Amaro/ Teatro Leopoldo Fróes – e lá, recepcionados que fomos pela personalidade contagiante da amada Andrea Souza – supervisora de Cultura – que, magnificamente, expressou-se a convite “para quem acolhe a diferença, valoriza a arte e ama MPB de Fino Trato”! E prosseguiu em apropriada verve:

Ela? 80 anos! Ele? 22! Ela, 1,50m, ele 1,90! Ela contralto, ele tenor! Ela, a "Ivete Sangalo" dos anos 40, ele o "Cauby Peixoto" dos anos 2017! Ela princesinha do Baião e do frevo, ele, príncipe do repertório romântico.
Ela? CLAUDETTE SOARES, a pequena notável!
Ele? AYRTON MONTARROYOS, a grande revelação finalista do THE VOICE!

Ambos, desde a primeira vez que se apresentaram juntos, a empatia e a sintonia entre uma das musas da Bossa Nova e o finalista do programa The Voice, da TV Globo, foi total. Duas grandes vozes de duas gerações diferentes se juntam num show que passeia pelo ontem e o hoje da música popular brasileira.

Ela, Claudette Soares, 60 anos de carreira, apresentou os clássicos da música brasileira dos anos 50, 60 e 70 (Vinicius de Moraes, Johnny Alf, Marcos Valle, Roberto e Erasmo, Chico Buarque).
Ele, Ayrton Montarroyos, 22 anos, cantou as canções que o consagraram no programa e os novos compositores que estão no seu primeiro e elogiado álbum, lançado no primeiro semestre desse ano.
Foi um privilégio viver e conviver com personalidades marcantes...

Claudete Soares, 80 anos bem vividos e uma das expressões máximas da música popular brasileira, cantando MPB como ninguém, Bossa Nova, Sambalanço Romântico, de Princesinha do baião, ainda na década de 1950, dividiu o palco com Luiz Eça, João Donato, Baden Powell, Milton Banana e outros músicos e, na década de 60, no programa de TV Brasil 60.
Cantou Bossa Nova em São Paulo junto com o pianista Pedrinho Mattar, apresentando o espetáculo Um show de show. Em 1967, compareceu ao programa de TV Jovem Guarda, da TV Record, (Rede Record canal 7 de) São Paulo, ocasião em que interpretou “Como é grande o meu amor por você” (Roberto Carlos/Erasmo Carlos). Casou-se com o músico Júlio César Figueiredo, em 1972. Seu grande sucesso, “De tanto amor”, foi um presente de casamento dado por Roberto Carlos, que foi seu padrinho.

Ayrton José Montarroyos de Oliveira Pires, recifense e cantor brasileiro, contando 22 anos de idade, é famoso por sua participação em 2015 na quarta edição do show de talentos The Voice Brasil da Rede Globo no qual chegou a final. Antes do programa ele possuía – 2013 - uma indicação ao Grammy Latino por sua participação no disco "Herivelto Martins - 100 Anos", no qual dividiu a faixa “Dois Corações” com Ylana Queiroga. O álbum foi indicado como "Melhor Álbum de Música Popular Brasileira".
Em 2015 Montarroyos se inscreveu para a quarta edição do show de talentos The Voice Brasil transmitido pela Rede Globo e na semifinal ele cantou "Olhos Nos Olhos" avançando para a final ao derrotar Joelma Santiago. Em 25 de dezembro de 2015, já na final, Montarroyos cantou Fascinação.

Roberto Costa Ferreira, 11Nov2017, 21:00h.
Centro Cultural Municipal de Santo Amaro
Teatro Leopoldo Fróes/ Zona Sul S. Paulo


Ayrton Montarroyos e Roberto Costa Ferreira, após espetáculo.