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domingo, 26 de fevereiro de 2017

VITAL – Seu nome!




À este personagem que está por vir, devo destacar que já conversamos a algum tempo... Qual o seu nome? Não importa... Talvez Tolerante, como a um Indulgente por aquilo que se não pode ou se não quer impedir; Condescendente, Perseverante, de muita energia, firmeza, constante na fé, nas virtudes, onde “a perseverança tudo alcança”... Quem sabe!

Pode até ser um Iluminado, ou não, que certamente recebeu a luz como a um ilustrado, instruído, um artista, mas certamente se revestirá de grandes virtudes e trará na vestimenta que escolher, visto que o local e "seus cuidadores, condutores" já os escolheu, muitas luzes que se propagarão por onde tocar e olhar.

Um Apaziguador? Que põe em paz, que aquieta, um Reconciliador? Quem sabe AMOR? Aquele que traz afeição profunda ditada pelas leis da natureza, pleno neste sentimento vivo, intenso de gosto por amor das artes, do amor do prazer... Que não o denominem assim, está bem, mas será como a um TROVÃO que faz chover um Oceano de AMOR, forte e retumbante, mesmo entre nuvens e cujo clarão será sempre a manifestação visível, perceptível, mas que não apresenta, pois, por si próprio, nenhum perigo.

Sendo certo que enquanto eu viver tê-lo-ei ecoando um Trovão de Intelecto Perfeito, pleno da faculdade de compreender, intenso, extenso e enigmático, apaixonante como a um monólogo no qual o Salvador Imanente, permanente, discorre sobre uma série de afirmações sobre a natureza feminina das divindades, como a uma forma poética popular do Mediterrâneo, onde expõem suas virtudes para uma plateia atenta e a admoesta a procurar alcançá-las.

Pode ser um Virtuoso, portador de grandes talentos e inspirado pela virtude... Mas Trará ainda um Princípio Inteligente, integro e capaz de se desenvolver e envolver tantos quantos dele quiser saber, ver e ouvir... Um Sereno, Lindo e essencial à vida... VITAL!

Roberto Costa Ferreira, 25 de Fevereiro, sábado de Carnaval.


 Em tempo: Toda essa manifestação em razão da notícia que se segue, seguida das demais, adiante:

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

UM BURACO no ASFALTO... Chama o Haroldo!

Um buraco no asfalto... Chama o Haroldo!
Este homem “faz mais do que tapar só buracos no asfalto”...
Enche minh'alma de Esperanças!

11:00h. - Rua Andaquara - Vila Anhanguera – Av. Nossa Sra. do Sabará, altura do nº 700, esquina da Praça das Contendas, nome apropriado até para o presente, onde vejo o meu amigo HAROLDO... Que surpresa!
E repito: Este “meu amigo”... E que, antes da importância da amizade me conquista por sua COMPETÊNCIA... Tal atributo que na acepção da palavra denota a capacidade para recepcionar a demanda e RESOLVER! Nem que seja “a próprio punho”, “sozinho” como bem o vi e por tal me emocionei!

Tem ele o Haroldo, “intrinsecamente”, a presunção ou o juízo fundado sobre princípios nobres, de Igualdade e “concorre sozinho nesta jornada”, com tantos indivíduos ausentes à mesma disposição. Merece ele, este meu amigo, um texto impar, sem igual, adimensional, o mesmo em natureza, em qualidade, quantidade e valor!

Determinadas figuras são iguais, coincidentes nas realizações... Porém Haroldo é distinto, um gênio que mesmo posto sobre outras revelará sua “condição impar” que não é superiora nem inferior... Apenas sem igual! Um grande realizador que, à sós, também com sua competência, na jornada sob a luz do Sol intenso, com o suor lhe vertendo à fronte, “refina o calo" continuado, circunscrito aos pés, tornozelos e postos às mãos. A substância é dura. Imperceptível às indiferenças e insensibilidades provenientes do hábito de “uns muito incompetentes". Este não! 

Meu amigo Haroldo me fez parar para apreciá-lo, até ajudá-lo no transito dos diversos transeuntes e fotografá-lo... Pena não ser capaz de revelar sua alma! Tal essência imaterial da vida humana ora "diminutamente revelada" traz no seu no seu bojo um conjunto muito digno das mais ilustres faculdades intelectuais e morais do homem: uma alma generosa, nobre, que “se duro no palavreado cotidiano, embrutecido pelo Sol que lhe aquece e enturra”, nos traz à Consciência de que “nos seus olhos residem o espelho desta alma vibrante e bem disposta".

Este homem “faz mais do que tapar só buracos no asfalto”... Enche minh'alma de Esperanças!

Roberto Costa Ferreira, 17Fev2017.



sábado, 11 de fevereiro de 2017

Andrea Bocelli - "Mi Mancherai" - Vou sentir Saudades!




Neste vídeo o tenor Andrea Bocelli toca piano e canta "Mi Mancherai" (I'll Miss You) do filme Il Postino (1994). O compositor Luis Enriquez Bacalov, Ricardo Del Turco & Paolo Margueri com os líricos de Marco Marinangeli, ganhou o Best Score Award - Premio de Melhor Pontuação - do italiano Nastro d'Argento, o equivalente ao Oscar naquele país. O filme foi dirigido por Michael Radford e estrelou Massimo Troisi (1953 - 1994), como o ator principal que interpretava um homem de correio simples que descobre a poesia e, portanto, altera a sua vida, vindo a falecer 12 horas após seu envolvimento na filmagem. Ele tinha uma condição cardíaca séria que derivava de uma doença de infância. Ainda contracenaram Philippe Noiret e Maria Grazia.

Outro dia peguei-me pensando na expressão “... Vou sentir saudades”! Depois, vendo tal vídeo, conclui que já o tinha salvado e postado, tendo até alguma coisa escrita em algum lugar. Que pena deixar e até me esquecido deste pequeno e apropriado resumo feito por mim do mesmo vídeo que ora trago, querendo expressar o que sentia acerca da expressão “Mi mancherai”.

Então, joguei meu nome da internet – juro por Deus – e descobri que havia colocado no meu blog tal sentido para a expressão pensada, que naquele momento eu não fazia ideia, sequer pensava que falava de amor. Uma doce lembrança!

E então, reformulando o texto reconheci que o cinema italiano nos deu outra música vencedora do Oscar, do amado filme “O Carteiro e o Poeta”. É uma obra de ficção baseada na vida do poeta chileno Pablo Neruda que ensina a um simples carteiro a conhecer e amar a poesia.

Pergunto então: o que pode ser mais poético do que ver e ouvir Andrea Bocelli cantando a comovente canção de tal filme? Com a melodia de Louis Enriquez Bacalov, “Mi Mancherai” vertido para o português no sentido de que “Vou sentir Saudades”, digo eu que, odeio emprestar meu piano para alguém... para qualquer pessoa... exceto para Andrea Bocelli que executa no instrumento a extensão de seu amor à música, ao canto, sensibilizando magnificamente nesta interpretação. Aclamemos então: Viva!  Com os merecidos aplausos... Quem sabe nestes, o vazio aqui dentro e a alegria que era minha amiga vai embora no calor das palmas!

Roberto Costa Ferreira, 11Fev2017

sábado, 4 de fevereiro de 2017

ARTHUR - Com “H” ou sem “H”




Minha outra neta Isabela, da festa de sua escola, me entregou e destinado a mim, um presentinho com um bilhete, assim:

“Quando olho uma criança ela me inspira dois sentimentos, ternura pelo que é, e respeito pelo que possa ser.”

Sir Jean William Fritz Piaget – BiografiaA Teoria dos Estágios e a contribuição interdisciplinar, ou ainda em: Piaget além da Biologia; DAVIS, C.; OLIVEIRA, Z. Psicologia na Educação, 2ª ed. São Paulo: Cortez, 1993.

De nome masculino, no Brasil, Artur é um nome bastante comum, uma variante de ortografia comum usada em muitos de descendência eslava, romances e mesmo na língua germânica, assim como a sua variante inglesa Arthur. Sua etimologia é disputada, nome deste personagem, assim como daquele outro, cuja popularidade deriva do fato de ser o nome do herói lendário – Rei Arthur. Arte e Artie são formas diminutivas do nome. A origem igualmente dita Celta é muito usada, mesmo na sua forma francesa e até inglesa. Arthur significa o nobre, o generoso.

Rei Artur é a mais famosa personagem com este nome, e este nome não requer um padrão de transliteração, mas tal como o significado do seu nome, a sua história está envolvida num grande mistério. Artur terá sido um Rei dos Bretões no século VI, mas os indícios parecem indicar que o Rei Artur e os Cavaleiros da Távola Redonda sejam apenas uma lenda.

Artur ainda foi o nome de muitos membros da nobreza europeia, como Artur I, Duque da Bretanha e Artur, Príncipe de Gales. Entretanto nos escritos bíblicos em especial no livro do Apocalipse este personagem não aparece. Já, Arthur, cujo objetivo desta operação de conversão para a escrita do nome com a inserção do “h” é de permitir a reconstrução automática e inequívoca do texto original (também conhecido como retroconversão) é uma série para televisão feita especialmente para as crianças.

Uma produção canadense e norte-americana, sucesso no mundo inteiro, produzida desde1996, é baseada nos livros de Marc Brown, "As Aventuras de Arthur" (em inglês). Observe que nomes próprios em idiomas que usam outros alfabetos servem-se de algum grau de arbitrariedade. No Brasil foi exibido na TV Cultura. Em Portugal restou apresentado na RTP2 ainda em 2015. Arthur Read foi a estrela do show. Seu nome completo é “Arthur Timothy Read”, e ele tem vocação para ser uma espécie de "criança boa".

Arthur foi também a denominação de um sistema operacional com interface gráfica usado em computadores da Acorn equipados com UCPs ARM, de cerca de 1987. Foi o SO das primeiras máquinas ARM Archimedes, cuja área de trabalho é bem primitiva, apresentando um esquema de cores tipicamente descrito como “technicolor”. As primeiras versões eram cheias de defeitos, e a razão de sua existência era reservar um lugar para o RISC OS 2 (o nome escolhido, em vez de "Arthur 2"), em fase de desenvolvimento.

O nome "Arthur" teria sido descartado da versão 2 por conta do lançamento na época de um filme chamado Arthur 2: On the Rocks ("Arthur 2: O Milionário Arruinado", no Brasil). Do nome Arthur também foi dito que seria uma contração de "A Risc-based operating system by THURsday" ("um sistema operacional RISC para quinta-feira", o que dá uma ideia da rapidez com que teve de ser desenvolvido). Supostamente, a pressa no desenvolvimento do Arthur deveu-se ao fato de que o sistema operacional revolucionário que a Acorn estava desenvolvendo (o ARX) não iria ficar pronto a tempo. A maior parte do software feito para o Arthur pode ser executado sob RISC OS. 

Assim, quer Artur ou Arthur, sendo Rei ou Nobre de nobreza europeia, filme de produção canadense ou norte-americana, ainda um Sistema Operacional, tais se foram e este lindo personagem surgiu para a vida. “Quanto mais voluntária a morte, mais bonita ela é!

Portanto, este ARTHUR me faz jovem e feliz e a Felicidade vem do bem... E este fim justifica os meios. Assim é o meu “modificar de ânimo”! Concluo que para receber esta dádiva em vida “eu estou certo, na hora certa”, no presente, onde a vida acontece e, bem por tal sou feliz! E ser feliz é:

“ter força para ser firme, mas ter coragem para ser gentil; ter coragem para ter dúvida... 
É ter o universo como caminho; o Amor como lei; a Paz como abrigo; a experiência como escola; a dificuldade como estímulo; o trabalho como benção; o equilíbrio como atitude; a dor como advertência; a perfeição como meta”.

É como Plutarco, em "Vida de Péricles" (1958, p. 390), onde o autor expõe, acerca das obras de Péricles “exprimindo a ventura e a magnificência do feito como um cancelamento do tempo consumado pela beleza”:

"Nas obras de Péricles", expõe o autor, "floresce como que uma juventude perene; essas se conservam à visão indenes ao tempo, quase possuem infuso um ar sempre fresco e uma alma que não conhece velhice".

Roberto Costa Ferreira, 02/02/2017.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

465° ANIVERSÁRIO de SANTO AMARO e seu CORAL cantando o Brasil e Outras Tribos das Terras de Cayubi


Santo Amaro completa 465 anos neste mês de Janeiro de 2017. E celebrar tal tempo requer solenidade, comemorar com espírito jovial, restaurativo, de louvor, com notabilidade, sentimento de conquista e reconquista, como quem recupera e insere um espírito renovador na estima pública em prol de suas origens, seu chão, terra e pessoas queridas.

Assim vivemos esta festa com personalidades regionais investidos do senso de cidadania artística e cultural, em demonstração de ousadia... "Felicidade Cidadã", muito bem dito pela amada Andrea Sousa, com seu vocalismo materno e inspiração sonora do mestre Chapinha no embalo paterno do CORAL, todos insignes cidadãos compondo um magnífico, aplicado e experimental "Coral cantando o Brasil e Outras Tribos das Terras de Cayubi".

Transitou tal Coral, partindo dos ensaios na Casa de Cultura de Santo Amaro, assento do Samba da Vela, alongou-se pelo Paideia Associação Cultural, marcante nas suas realizações. Concentrou-se no lazer do significativo Shopping Regional Boa Vista, que de vista linda viu seu vibrante Coral percorrer seu alegre interior, cantando e encantando a todos, mesmo o público que acompanhou as canções de mestres da composição e cancioneiro nossos, evoluindo até ocupar-se do Átrio onde o show aconteceu sob o dançar e cantar de vasto público.

Na sequência, o destino levou-nos ao Shopping Mais - Livraria Nobel – recepcionados pelos seus proprietários, palco também do lançamento e distribuição de autógrafos por conta de já esgotada edição do livro "Santo Amaro Um século de autonomia" com a presença ímpar da escritora, pesquisadora e Professora Dra. Inês Garbuio Peralta – Professora de Graduação e Pós-graduação USP, Filosofia, Letras e Ciências Humanas – que, vibrante na assistência e participação, cantarolou conjuntamente com o prestigiado Coral que lá encerrou o dia de festividades, que continuam!

Santo Amaro é assim, insinuante, instigante, perseverante, contínuo e constante. Parabéns ao festejado e festejadores de Santo Amaro!

Gestor Público de Saúde
Risco Industrial e Ambiental

Caio Prado e Kika do Samba da Vela para o instrumental e Roberto na voz compondo o ritmo do Coral



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sábado, 7 de janeiro de 2017

SANTO AMARO – CASA de CULTURA e CORAL SANTAMARENSE de 2017 - ANIVERSÁRIO



O Samba Enredo "Caminhos de Santo Amaro”, com letra de Sérgio Vaz, música e interpretação: Mestre Chapinha, em cuja foto situa-se ao centro. Tal passagem deu-se nesta primeira quarta-feira, 05 de Janeiro do Novo Ano, por ocasião dos ensaios do Coral Santamarense, por conta dos preparativos do 465° anos de Santo Amaro, na Casa de Cultura de Santo Amaro – Manoel Cardoso de Mendonça – espaço de referência que contribui, por intermédio de sua programação e atuação junto à comunidade, na construção da cidadania cultural.

Encontra-se instalada - Casa de Cultura de Santo Amaro - no antigo prédio do Mercado Municipal de Santo Amaro, local que atualmente ainda realiza cadastramento permanente de artistas, artesãos e profissionais que atuam nas mais diversas áreas da cultura, tendo sido inaugurado em 1897, cumprindo papel fundamental no abastecimento de São Paulo. Após seu fechamento em 1958, abrigou inúmeras atividades, até que em 1980 foi incorporado à Secretaria Municipal de Cultura.

Estando lá, os integrantes do Coral Santamarense curtiram do Samba que no formato de CD tem nesta oportunidade a audição privilegiada e, em continuidade, dois momentos em áudio, dos resultados preliminares do ensaio, mediante duas canções: Trem das Onze e Carinhoso.

Por conta do 1º Ensaio do Coral, que igualmente também atuei e que ocorreu na Casa de Cultura Santo Amaro (Manuel Cardoso), este se prepara para participar e festejar os 465 anos de Santo Amaro - 15 de Janeiro - festejos previstos para o próximo dia 21 de Janeiro, enquanto São Paulo fará 463 anos em 25 de Janeiro. Inquestionável então seu "pioneirismo", sendo certo considerá-lo, nos primórdios, um município independente de São Paulo.

A região de Santo Amaro foi então elevada a paróquia em 1680 e transformada em freguesia em 1686. Em 1832, Santo Amaro tornou-se município separado de São Paulo, sendo instalado em 7 de abril de 1833.

O município, muito extenso, abrangia todo o território ao sul do córrego da Traição (hoje canalizado sob a avenida dos Bandeirantes), parte da Vila Mariana e da Saúde, todo o Ipiranga e Cursino, estendendo-se até a serra do Mar, incluindo as terras correspondentes aos atuais municípios de Itapecerica da Serra, Embu, Embu-Guaçu, Taboão da Serra, São Lourenço da Serra e Juquitiba.


Uma vez elevado a município, se desmembrando de São Paulo, permaneceu assim até 1935, quando voltou a ser incorporado novamente por São Paulo.

Roberto Costa Ferreira, 07 de Janeiro de 2017



O Mestre Chapinha, em cuja foto acima situa-se ao centro e de camiseta branca e boina foi o regente do Coral. Tal passagem deu-se nesta primeira quarta-feira, 05 de Janeiro do Novo Ano, por ocasião dos ensaios do Coral Santamarense, em razão dos preparativos do 465° anos de Santo Amaro, na Casa de Cultura de Santo Amaro – Manoel Cardoso de Mendonça – espaço de referência que contribui, por intermédio de sua programação e atuação junto à comunidade, na construção da cidadania cultural. 


Comentários
Andrea Sousa Maravaliha: letra, música, "canários",Chapinha da Vela,Solange Mazia,Texto informativo/musical do iluminado Roberto Costa Ferreira
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Garmendia Maria Cláudia Querido amigo Roberto Costa Ferreira muito obrigada pelo texto introdutório . Show. Aliás , se me me permite completo :- " Formamos um time e tanto "!!!! 😁😂 🤗 Parabéns À TODOS !!!!
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quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

NATAL ILUMINADO

No palco da Associação Comercial Distrital Sul-Sto. Amaro, promovendo um PRESÉPIO VIVO inédito, formado por gente muito ocupada; são empreendedores que trabalham mais de 12 hs. por dia! Parceiros - GENTE DO BEM - que aceitaram o convite para representar a cena sagrada do nascimento de Jesus!






Senhores, 

Meus queridos, lento e moroso e por vezes dolorido é expor e abrir o coração... Pois que, muitos diversos nele habitam, sem tempo certo, momento definido ou tempo de vida. Outros chegam e lá ficam, eternamente! Isto porque somos assim, atemporais, intemporais... É assim que tem que ser e, muito na moda, mesmo porque vivemos este tempo e outros, visto que somos imortais!

Tem uma frase magnífica de Sócrates que cabe para expressar meus entendimentos:
"As almas de todos os homens são imortais, mas as almas dos justos são imortais e divinas".
Portanto, sob tal afirmação somos justos e perfeitos, divinos, logo, os que se cotizam envolvendo este evento, igualmente, divinos!

Este é o meu entendimento, sob a luz de Deus e este é o modo de expressar-me... Estas são as minhas impressões. A conquista de felicidades constantes, cada dia comemorado como o de ontem, de hoje, de amanhã, com muitos lembrando, e vivendo a vida intensamente, iluminando muito mais o Natal. Todos em pensamento, numa egrégora de muita luz e amor, desejando e colaborando para suas realizações, reforçando "seus quereres", cotizando-se para um gesto simples, mas significativo para a dimensão de vida na qual fazemos parte.

Parabenizemo-nos por, mais do que vivenciar este ato, sobretudo por nos proporcionarmos o privilégio de dividirmos "tais luzes", em amizade, amor e propagação de paz, certos de que zelamos por "este magnífico querer" do qual somos muito dignos. Assim, somos nós partícipes desta festa, onde, hoje e sempre, promovemos a alegria em vida!

                                                          Roberto Costa Ferreira, 08Dez16,
Tudo em razão do evento Natal Iluminado, presença do Enzo, e homenagens, conforme abaixo:



quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

D. QUIXOTE e SANCHO – SONHOS


Depois do Natal, durante a semana antes de findar este ano de 2016, minha neta perguntou-me, em uma tarde em minha casa, se eu sabia o que era sonho. Para uma criança, aprendi que 'nunca se deve considerar tal curiosidade uma bobagem'! E que quando conversamos com a criança, 'tudo deve ser muito bem pensado', pois que, nossas palavras têm grande significação e influência sobre ela. Podemos ajuda-la a construir ou destruir seus sonhos. Então lhe mostrei um quadro pendurado na parede da sala – o retrato que se vê – e começamos a conversar.

Considerei que no ano que finda celebramos o quarto centenário da morte de Shakespeare e de Cervantes. Que os dois escritores faleceram em 1616, quase ao mesmo tempo. Considerei ainda um texto lido recentemente de Karnal, discorrendo adiante sobre tal, e viajei no assunto com Isabela e o valioso quadro de José Segrelles – D. Quixote e Sancho.

Minha relação com Shakespeare é antiga, sólida, transformadora do meu mundo. Mas, nesta oportunidade, o momento é explicar sobre sonho e “quero falar de um outro amor, o cervantino”.

Como em tantas coisas, entrei no mundo de La Mancha pelas mãos de Monteiro Lobato. Ele traduziu para a linguagem infantil o clássico espanhol. Adorei a leitura. Depois, descobri o texto pelas mãos de dois portugueses, os viscondes de Castilho e Azevedo. Era um texto erudito, com muitas palavras a descobrir. Enfrentei bem, mas ainda não era a hora para a paixão. Já era um homem adulto quando descobri novas traduções, como as de Eugênio Amado e de Sérgio Molina.

Por fim, aproveitando o lançamento de edições críticas do quarto centenário, li em espanhol, em 2005. E, ao longo de todos esses anos, sempre fui apaixonado pelas imagens de Gustav Doré, que eu já estimava na Divina Comédia, na Bíblia e no Paraíso Perdido. Um capítulo do escritor E. Auerbach, no clássico Mimesis, tratou da obra do espanhol e aumentou minha ligação com a literatura de Cervantes.

A Dulcineia Encantada analisa a representação do real na obra. Um privilégio ler alguém muito mais inteligente do que nós: o olho de Auerbach viu coisas que me escaparam inteiramente. Na década de 1990, conheci o professor Júlio Garcia Morejón, intelectual devotado ao mundo da literatura do século de ouro e dono de uma bela biblioteca cervantina. Dr. Morejón ajudou-me com meu claudicante espanhol e mostrou-me edições preciosas do Quixote. Dei um salto exponencial no meu conhecimento.

Cito-os, penso sobre eles, encontro soluções intelectuais e pessoais a partir de suas obras. Agradeço a generosidade do professor e considerei até, neste contexto, um discurso preparado por Karnal aproximando Shakespeare e Cervantes. Imaginei, com liberdade poética, um encontro entre ambos e um diálogo sobre o ato de criar, embora considere que é uma licença ficcional, eles nunca se encontraram. Sim eu sabia e por isso repito que se trata de um exercício aproximativo, comparativo. É uma liberdade literária, não um fato histórico. Enfim, decadente, o nobre D. Quixote dava asas a minha imaginação e enfrentava gigantes.

Cheio de bondade e de ética encarnava valores de cavalaria já crepusculares há muito. Era a vitória do ideal sobre o real. Seu auxiliar, Sancho, era o triunfo do imediato, do concreto, do aqui e agora. Quixote lia demais, Sancho nunca lia. O cavaleiro via além de tudo, o escudeiro não conseguia abstrair nada fora do imediato que seus olhos contemplavam. O fidalgo era magro, aéreo, onírico; Sancho gordo, terreal, interesseiro. Pais e professores costumam pedir que o real se manifeste em seus rebentos e alunos.

Seja concreto, tenha metas precisas, pare de pensar o impossível.”

A idade costuma nos tornar espessos. Como o escudeiro, desejamos que eles governem uma ilha, ou uma empresa, ou uma instituição. O sonho alheio vai ficando incômodo à medida que temos consciência do que nos custou abandonar o nosso. O atarracado auxiliar é o homem dos ditados de senso comum: “À noite, todos os gatos são pardos”, repete à exaustão. Sancho aparenta mais sensatez do que seu amo, mas sua sanidade é baseada na ambição rasteira. O auxiliar deseja coisas objetivas do mundo, exequíveis e ortodoxas. Quixote lê e sonha, busca mais e, claro, apanha e é ridicularizado. O fidalgo esquálido é insano e pode transformar pelo olhar tudo ao seu redor.

Minha neta atenta ao modo pelo qual eu me expressava para traduzir à dimensão de sua compreensão e entendimento, ora invadia aquele mundo de sonhos, ora voltava à realidade, fitando longamente as personagens do quadro. Nosso Cavaleiro da Triste Figura mostra fulgores racionais em meio aos devaneios. A loucura de Hamlet de Shakespeare é artificial e política. A alienação quixotesca é poética e imaginativa. Propor utopias para combater a enfermidade do real. Ver gigantes em moinhos arruinados. Amar uma Dulcineia belíssima e especial. Combater o mal, defender os fracos, ler muito, sonhar... Eis parte da fórmula quixotesca.

Assim viajamos e retornamos com 2017 esmurrando nossa porta. Que bela tarde, que interesse manifestado, promotor deste encanto! Ela saiu, naquele momento intrépida, voltando para o seu filme preferido que “rolava na TV”. Eu, ora sentado, na esperança do novo ano, de não morrer afogado na lucidez rasa de Sancho. Quero um pouco da insanidade sábia do fidalgo. Ser Sancho engorda; ser Quixote transcende. Querem saber no que resultou a objetividade material e concreta de Sancho Pança? Tornou-se político no fim da vida.

Feliz 2017!


Roberto Costa Ferreira, 29Dez2016.