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quarta-feira, 10 de maio de 2017

RESISTÊNCIA - REPETIÇÃO - PULSÃO "CAMPEONATO BRASILEIRO de TRIATHLON" – João Pessoa/PARAÍBA

Paulo Henrique Ferreira

Palavras chaves como Resistência, Repetição, Pulsão, contidas nas mãos de um experiente treinador e praticadas por um competentíssimo triatleta, nos levam a explorar o conceito de repetição em psicanálise. Freud e Lacan objetivaram obter uma visão abrangente do conceito, que é fundamental para a teoria e mesmo posto em prática.

A última acima, a PULSÃO, designa em psicanálise um impulso energético interno que direciona o comportamento do indivíduo, no caso o meu amigo Paulo Henrique em plena competição, até consigo mesmo, momento que... “mas insisti em continuar”.  O comportamento gerado pelas pulsões diferencia-se daquele gerado por decisões, na oportunidade em que, “durante a prova pensei em desistir...”, por ser aquele gerado por forças internas, inconscientes, alheias ao processo decisional.

É oportuno que se destaque que “a pulsão” distingue-se do “instinto”, por este, o instinto, ser ligado a determinadas categorias de comportamentos preestabelecidos e realizados de maneira estereotípica, enquanto aquela, “a pulsão” refere-se a uma fonte de energia psíquica não específica, que pode conduzir a comportamentos diversos. Meu querido amigo Paulo decidiu pelo correto: agir! O conceito de pulsão, ora abordado, foi utilizado por diferentes teorias da motivação, sendo dentre as mais importantes a de Sigmund Freud e a de Clark L. Hull.

A compulsão à repetição é trabalhada por Freud no texto "Repetir, Recordar e Elaborar" de maneira singular. Lacan acrescenta que, neste texto, como o primeiro momento na obra freudiana a destacar, de forma articulada, a presença no psiquismo de uma compulsão à repetição. Por tal a importância da “constância no treinamento repetitivo” – desenvolvimento ciclístico, natação, no triathlon, por exemplo.

Nesse momento, Freud circunscreve a transferência no campo da repetição de forma incisiva:

"Logo percebemos que a transferência é, ela própria, apenas um fragmento da repetição..." (Freud, v.XII:166).

Entendemos então que, enquanto o triatleta se encontra em intenso treinamento, ‘não pode deixar de ter esta compulsão à repetição’, que é uma maneira de recordar, sem que o atleta se dê conta do que efetivamente está ocorrendo, ou seja, “quando o triatleta repete, ele atua sem saber que está repetindo, por diversas oportunidades”.

Desse modo, trabalhando na perspectiva da primeira consideração, Freud acredita que “para lidar com a repetição e superar a resistência é preciso tornar consciente o que está inconsciente”. Aqui o precioso detalhe, considerado pelo hábil e experiente preparador: trabalhar este material com o triatleta para que ele possa elaborá-lo, tudo isto através do manejo da transferência.

Para Freud, nessa oportunidade, “a repetição está identificada à resistência”, que está relacionada com as lacunas de memória. Portanto, o treinador atua, trabalhando através das devidas orientações, até em planilhas de, aparentes, repetitivos treinamentos, adequando o seu atleta e, “espera-se que o trabalho analítico supere as resistências com o preenchimento das lacunas de memória através das interpretações do material inconsciente”.

Logo se compreende que a compulsão à repetição é um impulso à ação que substitui o recordar; sendo assim, quanto maior a atuação, maior a resistência e menor a recordação. “Logo, a “repetição” é definida como algo que faz oposição ao saber, sendo ela da ordem da ação”. Por tal, no aparente esgotamento, surge a superação!

Nesta perspectiva, cabe ao treinador, utilizando-se da “transferência” e da posição que esta lhe confere, saber isolar a repetição na transferência (durante os treinamentos preparatórios) e possibilitar que o seu atleta possa passar de uma “neurose comum, convencional” – o dilema de parar ou não – a uma neurose de transferência, que abrirá campo para a intervenção sugestionada, ”inconscientemente”, por parte do treinador, momento que o vivente do dilema possa se superar e concluir, brilhantemente: “...mas insisti em continuar, e graças a minha insistência, o resultado veio”... Brilhante!

Paulo! Verdadeiramente já conhecíamos antecipadamente de suas capacidades, restou a você prova-las, suficiente e soberbamente. E soubeste materializá-las. Parabéns!

Roberto Costa Ferreira, 09Mai2017.




quinta-feira, 20 de abril de 2017

Dia do Índio – Isabela e Miró diante d’O Ouro do Firmamento.




Tal relevante data proporciona lembrar e reforçar a identidade do povo indígena não só brasileiro, quanto americano, na história e cultura atual. Objetivando preservar as tradições e identidade dos indígenas, o Dia do índio foi definido proporcionando não deixar as novas e futuras gerações anularem, em razão do esquecimento, as verdadeiras raízes que compõem o povo brasileiro. E por aqui tal data – 19 de Abril – foi oficializada através do Decreto-Lei nº 5.540, de 2 de Junho de 1943, mediante assinatura do então presidente Getúlio Vargas.

No cenário americano tal data objetivou comemorar a cultura indígena em homenagem ao Primeiro Congresso Indigenista Interamericano havido em 19 de Abril de 1940, oportunidade que tal evento reuniu lideres indígenas das diferentes regiões do continente americano, marcando a proposta de zelar e preservar seus direitos.

Num cenário restrito de convivência, porem amplo e infinito de seu pensar, minha neta Isabela, devidamente paramentada em pintura, bem a caráter da data, debruçou-se sobre sua arte que executara com toda a dedicação e entendimento. Executou sua obra “por sobre a outra”, ou seja: O autor da obra de arte é aquele que produz a obra. Ele é a causa motora e final do objeto que produz.

Relembrando, Duchamp com o “ready made” instaura o primeiro momento de instabilidade na hegemonia do autor: Um ready-made é algo "já feito", de pouca originalidade, ou previamente fabricado. O artista não cria, no sentido tradicional, mas elege entre os objetos do universo industrial o (em menor medida) natural. Duchamp falou em inúmeras ocasiões sobre esses trabalhos indicando aspectos como o da “desumanização da obra de arte”, ou a ideia da "inartisticidade", coisas às quais não podia aplicar-se "nenhum dos termos aceites no mundo da arte".

Com Duchamp, poderíamos dizer que surge o conceito de “apropriação”. Neste caso apropriação de objetos e conceitos. Na apropriação não existe causa material. O autor não produz a obra no sentido literal do termo. Eleva sim o objeto do quotidiano para um estatuto superior: o de Arte.

Outro rombo na serenidade da autoria é concretizada por Lázló Moholy-Nagy. Com este nascia o “conceito de autoria compartilhada ou colaborativa”. O autor (aquele que detém o poder de concretização da obra, aquele que possui em si a causa motora) existe num plano diferente do da obra, o autor existe num espaço / tempo diferente da obra. Aqui a autoria é associada àquele que detém o poder da Ideia.

Com similar conceito, Sol Lewitt, nos anos 70, desenvolveu o “conceito de licença artística”, na qual deixava instruções específicas ao comprador da obra sobre o que podia ou não fazer com ela: na mesma estavam indicadas instruções específicas como deveria ser determinado desenho pintado numa parede. No fundo, Sol Lewitt fornecia as instruções para outros poderem executar a obra. Mas além deste conjunto de instruções, indicava igualmente em que moldes é que podia utilizá-las.

Assim, quero crer que perfumada espiritualmente por tais inspirações nasceu a obra de Isabela servindo-se, num reflexo de espelho, de Joan Miró, obra que conhecera em sua Cartilha Escolar, que ao arrepio da simplicidade do artista e de seu caráter catalão, pleno de ordem, respeito, equilíbrio, tenacidade, traços que marcam um pintor de vida discreta, mas de força interior extraordinária, e de lá exteriorizou sua inspiração. Estando eu a seu lado, privilegiado pelo esplendor da iniciativa e do ato criativo, momento que a pequena artista, inconscientemente, utilizando-se do conceito de autoria compartilhada ou colaborativa, como antes referi, redimensionou a obra de Miró.

As obras, a primeira recriando um mundo onírico pessoal no qual fluem imagens distorcidas da realidade, cheias de formas orgânicas e construções geométricas – O Ouro do Firmamento – em acrílico sobre tela, medindo 205 x 173,5 cm, posta em 1967 na Fundação Joan Miró, Barcelona, Espanha, enquanto minha neta, na sua recriação, no Dia do Índio, externou sua criação que denominei  - O Firmamento Dourado – muito inspiradamente.

Reconheço que Isabela, como possível futura pintora, encontrou um ambiente para cultivar a sensibilidade como fonte de experiência artística. E algo em comum a ambos é perceptível: espírito, vibração, tensão, são conceitos presentes com frequência no vocabulário de Miró e que demostraram seu constante esforço para alcançar a essência da pintura. É o que observo na atual construção e na pintora que precede à sua arte!


Roberto Costa Ferreira, 19de Abril de 2017.



quarta-feira, 19 de abril de 2017

ISABELA - Um café com as vovozinhas!

Retrata este vídeo uma oportunidade especialíssima,
momento que minha neta Isabela canta e dança!

Quinta-feira à tarde em Campo Grande...
No colégio da netinha "um café com a vovozinha"!
Uma tarde feliz, de verter lágrimas nos olhos, de pingar o nariz...
Quanta emoção, no coração, nos pelos da pele, de tremer a mão.
Só não chorei mais, pois, tantos felizes, muitas gurias e guris.


 Neste vídeo, imagens fotográficas do evento.


Roberto Costa Ferreira, 
12 de Abril de 2017, no Colégio Clara Suiter.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

VITAL – Seu nome!




À este personagem que está por vir, devo destacar que já conversamos a algum tempo... Qual o seu nome? Não importa... Talvez Tolerante, como a um Indulgente por aquilo que se não pode ou se não quer impedir; Condescendente, Perseverante, de muita energia, firmeza, constante na fé, nas virtudes, onde “a perseverança tudo alcança”... Quem sabe!

Pode até ser um Iluminado, ou não, que certamente recebeu a luz como a um ilustrado, instruído, um artista, mas certamente se revestirá de grandes virtudes e trará na vestimenta que escolher, visto que o local e "seus cuidadores, condutores" já os escolheu, muitas luzes que se propagarão por onde tocar e olhar.

Um Apaziguador? Que põe em paz, que aquieta, um Reconciliador? Quem sabe AMOR? Aquele que traz afeição profunda ditada pelas leis da natureza, pleno neste sentimento vivo, intenso de gosto por amor das artes, do amor do prazer... Que não o denominem assim, está bem, mas será como a um TROVÃO que faz chover um Oceano de AMOR, forte e retumbante, mesmo entre nuvens e cujo clarão será sempre a manifestação visível, perceptível, mas que não apresenta, pois, por si próprio, nenhum perigo.

Sendo certo que enquanto eu viver tê-lo-ei ecoando um Trovão de Intelecto Perfeito, pleno da faculdade de compreender, intenso, extenso e enigmático, apaixonante como a um monólogo no qual o Salvador Imanente, permanente, discorre sobre uma série de afirmações sobre a natureza feminina das divindades, como a uma forma poética popular do Mediterrâneo, onde expõem suas virtudes para uma plateia atenta e a admoesta a procurar alcançá-las.

Pode ser um Virtuoso, portador de grandes talentos e inspirado pela virtude... Mas Trará ainda um Princípio Inteligente, integro e capaz de se desenvolver e envolver tantos quantos dele quiser saber, ver e ouvir... Um Sereno, Lindo e essencial à vida... VITAL!

Roberto Costa Ferreira, 25 de Fevereiro, sábado de Carnaval.


 Em tempo: Toda essa manifestação em razão da notícia que se segue, seguida das demais, adiante:

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

UM BURACO no ASFALTO... Chama o Haroldo!

Um buraco no asfalto... Chama o Haroldo!
Este homem “faz mais do que tapar só buracos no asfalto”...
Enche minh'alma de Esperanças!

11:00h. - Rua Andaquara - Vila Anhanguera – Av. Nossa Sra. do Sabará, altura do nº 700, esquina da Praça das Contendas, nome apropriado até para o presente, onde vejo o meu amigo HAROLDO... Que surpresa!
E repito: Este “meu amigo”... E que, antes da importância da amizade me conquista por sua COMPETÊNCIA... Tal atributo que na acepção da palavra denota a capacidade para recepcionar a demanda e RESOLVER! Nem que seja “a próprio punho”, “sozinho” como bem o vi e por tal me emocionei!

Tem ele o Haroldo, “intrinsecamente”, a presunção ou o juízo fundado sobre princípios nobres, de Igualdade e “concorre sozinho nesta jornada”, com tantos indivíduos ausentes à mesma disposição. Merece ele, este meu amigo, um texto impar, sem igual, adimensional, o mesmo em natureza, em qualidade, quantidade e valor!

Determinadas figuras são iguais, coincidentes nas realizações... Porém Haroldo é distinto, um gênio que mesmo posto sobre outras revelará sua “condição impar” que não é superiora nem inferior... Apenas sem igual! Um grande realizador que, à sós, também com sua competência, na jornada sob a luz do Sol intenso, com o suor lhe vertendo à fronte, “refina o calo" continuado, circunscrito aos pés, tornozelos e postos às mãos. A substância é dura. Imperceptível às indiferenças e insensibilidades provenientes do hábito de “uns muito incompetentes". Este não! 

Meu amigo Haroldo me fez parar para apreciá-lo, até ajudá-lo no transito dos diversos transeuntes e fotografá-lo... Pena não ser capaz de revelar sua alma! Tal essência imaterial da vida humana ora "diminutamente revelada" traz no seu no seu bojo um conjunto muito digno das mais ilustres faculdades intelectuais e morais do homem: uma alma generosa, nobre, que “se duro no palavreado cotidiano, embrutecido pelo Sol que lhe aquece e enturra”, nos traz à Consciência de que “nos seus olhos residem o espelho desta alma vibrante e bem disposta".

Este homem “faz mais do que tapar só buracos no asfalto”... Enche minh'alma de Esperanças!

Roberto Costa Ferreira, 17Fev2017.



sábado, 11 de fevereiro de 2017

Andrea Bocelli - "Mi Mancherai" - Vou sentir Saudades!




Neste vídeo o tenor Andrea Bocelli toca piano e canta "Mi Mancherai" (I'll Miss You) do filme Il Postino (1994). O compositor Luis Enriquez Bacalov, Ricardo Del Turco & Paolo Margueri com os líricos de Marco Marinangeli, ganhou o Best Score Award - Premio de Melhor Pontuação - do italiano Nastro d'Argento, o equivalente ao Oscar naquele país. O filme foi dirigido por Michael Radford e estrelou Massimo Troisi (1953 - 1994), como o ator principal que interpretava um homem de correio simples que descobre a poesia e, portanto, altera a sua vida, vindo a falecer 12 horas após seu envolvimento na filmagem. Ele tinha uma condição cardíaca séria que derivava de uma doença de infância. Ainda contracenaram Philippe Noiret e Maria Grazia.

Outro dia peguei-me pensando na expressão “... Vou sentir saudades”! Depois, vendo tal vídeo, conclui que já o tinha salvado e postado, tendo até alguma coisa escrita em algum lugar. Que pena deixar e até me esquecido deste pequeno e apropriado resumo feito por mim do mesmo vídeo que ora trago, querendo expressar o que sentia acerca da expressão “Mi mancherai”.

Então, joguei meu nome da internet – juro por Deus – e descobri que havia colocado no meu blog tal sentido para a expressão pensada, que naquele momento eu não fazia ideia, sequer pensava que falava de amor. Uma doce lembrança!

E então, reformulando o texto reconheci que o cinema italiano nos deu outra música vencedora do Oscar, do amado filme “O Carteiro e o Poeta”. É uma obra de ficção baseada na vida do poeta chileno Pablo Neruda que ensina a um simples carteiro a conhecer e amar a poesia.

Pergunto então: o que pode ser mais poético do que ver e ouvir Andrea Bocelli cantando a comovente canção de tal filme? Com a melodia de Louis Enriquez Bacalov, “Mi Mancherai” vertido para o português no sentido de que “Vou sentir Saudades”, digo eu que, odeio emprestar meu piano para alguém... para qualquer pessoa... exceto para Andrea Bocelli que executa no instrumento a extensão de seu amor à música, ao canto, sensibilizando magnificamente nesta interpretação. Aclamemos então: Viva!  Com os merecidos aplausos... Quem sabe nestes, o vazio aqui dentro e a alegria que era minha amiga vai embora no calor das palmas!

Roberto Costa Ferreira, 11Fev2017

sábado, 4 de fevereiro de 2017

ARTHUR - Com “H” ou sem “H”




Minha outra neta Isabela, da festa de sua escola, me entregou e destinado a mim, um presentinho com um bilhete, assim:

“Quando olho uma criança ela me inspira dois sentimentos, ternura pelo que é, e respeito pelo que possa ser.”

Sir Jean William Fritz Piaget – BiografiaA Teoria dos Estágios e a contribuição interdisciplinar, ou ainda em: Piaget além da Biologia; DAVIS, C.; OLIVEIRA, Z. Psicologia na Educação, 2ª ed. São Paulo: Cortez, 1993.

De nome masculino, no Brasil, Artur é um nome bastante comum, uma variante de ortografia comum usada em muitos de descendência eslava, romances e mesmo na língua germânica, assim como a sua variante inglesa Arthur. Sua etimologia é disputada, nome deste personagem, assim como daquele outro, cuja popularidade deriva do fato de ser o nome do herói lendário – Rei Arthur. Arte e Artie são formas diminutivas do nome. A origem igualmente dita Celta é muito usada, mesmo na sua forma francesa e até inglesa. Arthur significa o nobre, o generoso.

Rei Artur é a mais famosa personagem com este nome, e este nome não requer um padrão de transliteração, mas tal como o significado do seu nome, a sua história está envolvida num grande mistério. Artur terá sido um Rei dos Bretões no século VI, mas os indícios parecem indicar que o Rei Artur e os Cavaleiros da Távola Redonda sejam apenas uma lenda.

Artur ainda foi o nome de muitos membros da nobreza europeia, como Artur I, Duque da Bretanha e Artur, Príncipe de Gales. Entretanto nos escritos bíblicos em especial no livro do Apocalipse este personagem não aparece. Já, Arthur, cujo objetivo desta operação de conversão para a escrita do nome com a inserção do “h” é de permitir a reconstrução automática e inequívoca do texto original (também conhecido como retroconversão) é uma série para televisão feita especialmente para as crianças.

Uma produção canadense e norte-americana, sucesso no mundo inteiro, produzida desde1996, é baseada nos livros de Marc Brown, "As Aventuras de Arthur" (em inglês). Observe que nomes próprios em idiomas que usam outros alfabetos servem-se de algum grau de arbitrariedade. No Brasil foi exibido na TV Cultura. Em Portugal restou apresentado na RTP2 ainda em 2015. Arthur Read foi a estrela do show. Seu nome completo é “Arthur Timothy Read”, e ele tem vocação para ser uma espécie de "criança boa".

Arthur foi também a denominação de um sistema operacional com interface gráfica usado em computadores da Acorn equipados com UCPs ARM, de cerca de 1987. Foi o SO das primeiras máquinas ARM Archimedes, cuja área de trabalho é bem primitiva, apresentando um esquema de cores tipicamente descrito como “technicolor”. As primeiras versões eram cheias de defeitos, e a razão de sua existência era reservar um lugar para o RISC OS 2 (o nome escolhido, em vez de "Arthur 2"), em fase de desenvolvimento.

O nome "Arthur" teria sido descartado da versão 2 por conta do lançamento na época de um filme chamado Arthur 2: On the Rocks ("Arthur 2: O Milionário Arruinado", no Brasil). Do nome Arthur também foi dito que seria uma contração de "A Risc-based operating system by THURsday" ("um sistema operacional RISC para quinta-feira", o que dá uma ideia da rapidez com que teve de ser desenvolvido). Supostamente, a pressa no desenvolvimento do Arthur deveu-se ao fato de que o sistema operacional revolucionário que a Acorn estava desenvolvendo (o ARX) não iria ficar pronto a tempo. A maior parte do software feito para o Arthur pode ser executado sob RISC OS. 

Assim, quer Artur ou Arthur, sendo Rei ou Nobre de nobreza europeia, filme de produção canadense ou norte-americana, ainda um Sistema Operacional, tais se foram e este lindo personagem surgiu para a vida. “Quanto mais voluntária a morte, mais bonita ela é!

Portanto, este ARTHUR me faz jovem e feliz e a Felicidade vem do bem... E este fim justifica os meios. Assim é o meu “modificar de ânimo”! Concluo que para receber esta dádiva em vida “eu estou certo, na hora certa”, no presente, onde a vida acontece e, bem por tal sou feliz! E ser feliz é:

“ter força para ser firme, mas ter coragem para ser gentil; ter coragem para ter dúvida... 
É ter o universo como caminho; o Amor como lei; a Paz como abrigo; a experiência como escola; a dificuldade como estímulo; o trabalho como benção; o equilíbrio como atitude; a dor como advertência; a perfeição como meta”.

É como Plutarco, em "Vida de Péricles" (1958, p. 390), onde o autor expõe, acerca das obras de Péricles “exprimindo a ventura e a magnificência do feito como um cancelamento do tempo consumado pela beleza”:

"Nas obras de Péricles", expõe o autor, "floresce como que uma juventude perene; essas se conservam à visão indenes ao tempo, quase possuem infuso um ar sempre fresco e uma alma que não conhece velhice".

Roberto Costa Ferreira, 02/02/2017.