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quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Professor... Professorar... O Professor, um Artista!

 

Professorar é sinônimo de ensinar, lecionar, é o transmitir conhecimento sobre alguma coisa a alguém e, por extensão, dar instruções sobre alguma coisa a alguém; instruir, ensinar sua técnica aos estudantes, indicar de maneira precisa; em que há precisão; orientar: ensinar-lhe o caminho a seguir. Professor ou docente é uma pessoa que ensina ciência, arte, técnica ou outros conhecimentos. Para o exercício dessa profissão, requer-se qualificações acadêmicas e pedagógicas, para que consiga transmitir/ensinar a matéria de estudo da melhor forma possível ao aluno.

Na atualidade, contudo, ser professor não se limita apenas a transmitir conhecimento sobre determinado assunto. O papel do professor envolve uma responsabilidade bem mais complexa, que consiste em formar o aluno em uma perspectiva integral que engloba os aspectos tais como social, afetivo e psicológico. Para isso, é preciso ter experiência, cultura e conhecimento plural, a fim de tornar o aluno capaz de responder, de forma crítica e autônoma, aos desafios de uma sociedade em transformação constante, seja no âmbito pessoal ou profissional. Ser pesquisador, professor, também coordenador de um curso na área de educação me faz parte integrante do grupo que analiso, isto é, “daqueles que pensam e, ao mesmo tempo, vivenciam o fenômeno da educação”.

Um professor “não pensa somente com a ‘cabeça’, mas ‘com a vida”, com o que foi, com o que viveu, com aquilo que acumulou em termos de experiência de vida, em termos de lastro de certezas. Em suma, ele pensa a partir de sua história de vida não somente intelectual, no sentido rigoroso do termo, mas também emocional, afetiva, pessoal e interpessoal.

O professor, quando planeja, cria, toma decisões e improvisa, em uma constante articulação entre o saber teórico, científico e formal, pertencentes à esfera profissional. Além desses, orienta-se por saberes da esfera pessoal, referente aos seus sentires e à sua experiência prática. Segundo contribuições de Lovisolo (1993), que usa a imagem do “bricoleur” de Lévi-Strauss que designava um modo específico de pensar – o pensamento mágico - por vezes denominamos essa competência de combinar recursos diversos de arte. Isso indica que, na atividade desse bricoleur, seu gênio, instinto, sua percepção são fundamentais.

A chave de sua atuação é a mediação entre racionalidades, entre saberes. Os conhecimentos do saber técnico, que é aquele saber especializado que se aprende expressamente, não se desligam do saber da experiência, que é aquele saber prático geral humano que se acumula por quem vive; abarca a esfera profissional, mas, da mesma maneira, toda a existência privada e pessoal.

‘‘É certo que tal saber é ‘subjetivo’, quer dizer, em grande parte incontrolável e instável.

No entanto, trata-se de um saber no qual a ciência não pode negar seu interesse’’,

(Gadamer, 2011, p. 9).

A criação do professor – como a um artista (da prática pedagógica como uma obra de arte) é um fenômeno vital, por isso exige dele algo mais do que apenas conhecimento científico, teórico e técnico. Depois de resgatar o valor dos saberes da experiência e tendo como referência que a arte pode nascer de uma vivência, penso que, no planejamento, na criação, o professor-artista precisaria ‘‘percorrer um território’’, aventurar-se, arriscar-se a quebrar as próprias resistências, atrever-se a habitar o mundo no seu ‘‘estar aí’’ para conseguir criar o novo ou transformar o já existente, porque “no viver está a luz que permite projetar sua obra”.

Nessa criação a partir da abertura à vivência estética, ele, o professor-artista, não representa uma forma na sua prática, não planeja sua obra a partir da cópia de estruturas já estipuladas ou guias. Ao contrário, reconhece que o espaço da aula será sempre diferente. Em última instância, conforme disse González e Fensterseifer (2006, p. 6):

‘‘[...] ela não é uma etapa de uma ‘linha de montagem’, mas parte de um processo que envolve sujeitos’’.

É possível planejar/criar uma prática como obra de arte a partir de vivências e numa constante conversa com a tradição, senti-la presente e construí-la como passado de um futuro próximo. Já para o momento da execução da prática pedagógica, poderíamos dizer que, diferentemente do trabalho de um artesão ou arquiteto,

“o trabalho artístico do professor se configura no contato com outros humanos e isso faz com que tanto a construção como os resultados da obra sejam diferentes e por vezes se eternizem”.

A obra do professor, à semelhança da obra de arte, não gera um produto que se dispõe a outros para seu uso; não se cria uma matéria física palpável e observável com a qual se pode verificar o conhecimento ou o talento. A obra do professor-artista, a prática pedagógica, remete à formação; é um tipo de inclusão à vida, acompanhar na possibilidade de que o outro (o aluno) se transforme no transitar do mundo. É por isso que podemos dizer que, também semelhante à arte, a formação significa um ‘‘acréscimo do ser’’.

Portanto, não há nada desagradável em ser professor. É um trabalho muito lindo, relevante, amoroso, recompensador mesmo que não o seja financeiramente. E é pura conexão com o outro, aprendizado constante - mudança constante - e reflita: uma das poucas coisas que se pode dizer sobre essa existência é que “a vida é sobre se conectar amorosamente com o outro ser humano”. Ser professor é fazer isso constantemente. Ai de quem, sendo professor, perde essa realidade.

Ficar em pé? Não viajar imediatamente para qualquer lugar que deseje ir? Bom… nomeie-se várias coisas desagradáveis, mas em essência é um constante encontro do futuro com o presente. Vê-se tanta mudança sutil na teia social devido a sua ação que, pensar mais na tristeza de não se terem todas as pessoas engajadas na rede da educação, do que em coisas propriamente desagradáveis.

Desagradáveis são, talvez seja sempre assim em última análise, problemas de natureza íntima, tais como a nossa natural inadequação à realidade que nos obriga a amadurecer com o tempo aceitando que nossos ideologismos são feitos à medida de nossa inexperiência e que é a vida que realmente nos propõe os reais problemas relevantes.

Ter o dom... Um bom professor tem que primeiramente ter o dom de ensinar e amar fazê-lo. Obviamente, ele deve conhecer muito bem a matéria que ensina, assim como saber como transmiti-la a seus alunos. Ele deve ser criativo, interessante e contagiante.
Sua atitude deve ser de apoio, carinho e respeito para seus os alunos. E a maneira como apresenta sua matéria deve incentivá-los a quererem estudar, participar de suas aulas... Para mim, ser um bom professor baseia-se em aspetos tais como: explicar-se bem e à matéria e cativar os alunos. Esses aspetos deixam-me muito interessado numa aula.

Trabalhei em algumas outras áreas antes. Me sentia extremamente amarrado, com pouca margem de criação. Ser professor me permite criar possibilidades a todo instante. Ainda que tenhamos currículos e diretrizes a seguir, a função do professor é justamente encontrar estratégias de dinamizar os conteúdos e temas de aprendizagem em metodologias, que vão mudar sempre de uma turma pra outra, geralmente de um aluno para outro.

Além disso, a educação é uma via que promove mudanças sociais, não apenas em sentido técnico, capacitando pessoas para funções, mas a partir de visões críticas da realidade. É na escola que a gente para pra pensar sobre o mundo, e isso é muito potente. Enfim, essas foram razões que me levaram à docência. Mas existem outros motivos, sem dúvida. Infelizmente a sociedade brasileira não tem valorizado o trabalho de professoras e professores, e essa carreira tem atraído cada vez menos pessoas, e aquelas que foram atraídas se sentem cada vez mais desmotivadas.

Esse é um dos pontos que nos levam a essa eterna crise na educação no Brasil, que não é crise, como bem disse Darcy Ribeiro; é projeto. E o projeto de formação, capacitação e oportunidade de universidade adiante, merece consideração. Portanto, vou aqui considerar e dar uma resposta neutra e objetiva. A primeira coisa que se precisa entender é que existem diferentes tipos de professores universitários. Imagino que você tenha em mente o tipo clássico: professor doutor, concursado de universidade pública que faz pesquisa em sua área. Para isso, você precisa:

    1.         fazer graduação;
    2.          fazer mestrado (opcional em alguns casos);
    3.           fazer doutorado;
    4.       talvez fazer um estágio de pós-doutorado;
    5.       aguardar concurso para professor adjunto;
    6.        passar no concurso público. Esses são passos possíveis.

Exercer... E este exercício esbarra em limites a se considerar, tal que, é desagradável perceber que o ensino acadêmico está a perder o seu método socrático de ensino, onde procuramos o debate e a articulação verbal do conhecimento, em detrimento do ensino doutrinário de vários professores, a inibir o pensamento articulado dos alunos, capazes de “pôr em causa” a informação transmitida. A parte boa dos alunos que “colocam em causa as informações que se transmite”, como professor, destaco que “só consigo sustentar uma boa contra-argumentação quando tenho o conhecimento do meu lado e sou competente ao partilhar uma lógica do pensamento”.

Se este diálogo resultar aberto, sem medo de “ofender” só porque pensamos diferentes, deixar de existir, alimentamos o cinismo e doutrinas ideológicas que inibem a individualidade de cada um, e facilita o agrupamento tribal de pessoas. Sem pensamento livre, debate verdadeiro e genuíno, as capacidades individuais de cada um são perdidas no esquecimento. Não exijam dos professores “enfiar” o conhecimento em vossos cérebros. Nem escolham áreas onde não se tem real interesse. O interesse vai fazer com que se estudem sobre o assunto naturalmente.

Como decorrência da complexificação social e da diversificação de atividades consideradas educativas, amplia-se o campo da educação de forma a estarmos, hoje, diante de “uma sociedade genuinamente pedagógica” (Libâneo, 1998, p.19). Esta ideia implica em aceitar que a escola seja mais um dentre os espaços educativos, já que em vários campos (televisão, empresas, turismo dentre outras), há constantemente o que o autor denomina “intervenção pedagógica”.

O que talvez Libâneo pudesse afirmar é que a ampliação da denominação “educação” e “educador” tende a acentuar a profissionalização docente. Ou seja, a contratação de educadores para trabalhar em instituições não escolares, gera uma necessidade de especificar (ou tornar mais profissional) o trabalho dos professores que devem, portanto, ser reconhecidos como profissionais da educação. Um bom exemplo do que estou afirmando pode ser encontrado nas palavras de Sacristan (2003). Para o autor, todo cidadão comum é capaz de desenvolver práticas educativas, mas o professor, além de partilhar como cidadão uma cultura comum da educação, seria também um especialista, na medida em que dominaria os saberes pedagógicos com mais profundidade.

Lembro também que a definição de aprendizagem como “objetivo fim da educação” já se encontra combinada em Comênio, que propunha:

“uma arte universal de ensinar a todos, de um ou outro sexo, não excetuando ninguém, em parte alguma; a escola elementar é democrática e universal”

(LOVISOLO, 2000 p. 33).

Portanto, Comênio antecipa, e muito, o que mais tarde caracterizaria a ação educativa na modernidade: isto é, que a aprendizagem deve ser a finalidade e o ensino, os meios, e, para que isso ocorra, é preciso haver um sistema organizado. O que talvez Libâneo pudesse afirmar é que a ampliação da denominação “educação” e “educador” tende a acentuar a profissionalização docente. Ou seja, a contratação de educadores para trabalhar em instituições não escolares, gera uma necessidade de especificar (ou tornar mais profissional) o trabalho dos professores que devem, portanto, ser reconhecidos como profissionais da educação.

Um bom exemplo do que estou afirmando pode ser encontrado nas palavras de Sacristan (2003). Para o autor, todo cidadão comum é capaz de desenvolver práticas educativas, mas o professor, além de partilhar como cidadão uma cultura comum da educação, seria também um especialista, na medida em que dominaria os saberes pedagógicos com mais profundidade. De acordo com o autor:

Podemos dizer que, em certa medida, somos todos práticos (todo o mundo em algum momento ensina algo a outro, ou exerce alguma influência premeditada sobre alguém) e que todos sabemos algo. Em outro contexto (Gimeno Sacristán, 1998), argumentamos mais detalhadamente sobre o fato de que a educação é uma prática compartilhada, assim como sua compreensão. Todos sabemos algo a respeito dela, todos, de alguma forma, podemos ensinar algo aos outros, podemos conduzir e orientar o cidadão comum - mesmo que não seja pai ou mãe - entende e é capaz de desenvolver práticas educativas, assim como o professor, visto que é, ao mesmo tempo, um detentor dessa cultura sobre a educação e um especialista que domina os saberes pedagógicos com mais profundidade e destreza do que aqueles que não exercem seu ofício. O especialista tem um conhecimento diferente dessa cultura, elaborado desde outra perspectiva, o qual poderá ser mais profundo. O educando também dispõe desses conhecimentos, extraídos de suas vivências como sujeito passivo das práticas educativas” (SACRISTAN, 2003, p. 16)

Vemos aqui já anunciada no âmbito do debate educacional, uma ideia que hoje é moeda corrente em textos específicos sobre a formação professores; isto é, que a intervenção docente é uma ação que traz, ao mesmo tempo, a cultura e a ciência, ambos contidos no assim denominadosaber docente”!

 Roberto Costa Ferreira, 15Out2020 – Professor


terça-feira, 13 de outubro de 2020

MARIA ESTER BUENO - Tenista - 81 Anos em 2020

 


Maria Ester Bueno ...

No último domingo – 11 de Outubro – se viva, estaria aniversariando! Conheci-a, ainda na minha juventude, treinando no então famoso Clube de Regatas Tietê e que, por influência dos pais jogando socialmente, usando à época raquetinha de madeira, que igualmente me servi décadas após, só as fatalidades ocorridas para lhe reduzir possibilidades outras.

Nascida e criada no Bairro da Ponte Pequena (Estação Armênia do Metrô) em São Paulo, em 11 de outubro de 1939 e tendo seu falecimento ocorrido nesta mesma cidade em 8 de junho de 2018, atualmente estaria somando 81 anos. Venceu dezenove torneios do Grand Slam (7 na categoria simples; 11 em duplas femininas; 1 em duplas mistas), para Federação Internacional de Tênis, foi a nº 1 do mundo em 1959, na categoria individual feminina. O International Tennis Hall of Fame também a incluiu como a melhor tenista do mundo, em 1964 e 1966. Conhecida pela sua elegância no estilo de jogo e pela potência do serviço.

Seu nome consta do Livro dos Recordes: na final do US Open de 1964, venceu a americana Carole Caldwell Graebner, em apenas 19 minutos. Iniciou sua carreira no tênis em 1950, no clube acima referido, e em pouco mais de 20 anos colecionou 589 títulos internacionais com destaque para os torneios individuais de Forest Hills em 1959, 1963, 1964 e 1966, e os de duplas de 1960, 1962 e 1968, Wimbledon, na Inglaterra, em 1959, 1960 e 1964,e os de duplas em 1958, 1960, 1963, 1965 e 1966, o Aberto da Itália em 1958, 1961 e 1965, em 1960, jogando em dupla.

Em 1963, nos Jogos Pan Americanos de São Paulo, esperava conquistar “3 ouros”, mas, tendo sido mordida por um cachorro que ganhou de uma amiga, teve um de seus dedos da mão direita rasgados, mas mesmo assim ganhou Ouro no individual e Prata nas duplas (feminina e mista). Logo, por causa de uma contusão no braço direito encerrou sua carreira em 1967 e só voltou a jogar no final da década de 1970, mas sem destaques em vista das diversas cirurgias que foi submetida.

Em novembro de 1978 foi, digna e merecidamente, homenageada com a inclusão de seu nome no exclusivíssimo International Tennis Hall of Fame, numa cerimônia realizada no Hotel Waldorf-Astoria, de Nova York e ganhou sua estátua de cera no famoso museu londrino Madame Tussauds. No Aberto dos Estados Unidos de 2006 (que havia vencido por 4 vezes), foi homenageada junto com Billie Jean King, Billie Jean Moffitt, sobrenome usado quando solteira.

Esta ex-tenista norte-americana, que aprendeu a jogar tênis nas quadras públicas da Califórnia, considerada uma das melhores tenistas e atletas femininas de todos os tempos, que também resultou consagrada nos anos 70, posterior à Ester, terminou sua carreira com 129 títulos de simples, sendo 12 de Grand Slams em simples.

Foi um privilégio, agora doce e agradável recordação, resultado da oportunidade de conhecê-la e vê-la treinar e jogar naquele clube e depois, com muita simplicidade, caminhar atravessando a Avenida Santos Dumont indo para sua casa do outro lado da avenida. Que tempo!

Roberto Costa Ferreira, 12 de Outubro de 2020 – Guarujá/SP.



sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Haja coração! Liz, a menininha distante...

 


Um alguém...

Uma menininha que de tão distante, não sai de perto de mim...

Grudou no meu pensar, chacoalha e chocalha meu coração!

É assim... Haja coração! Este é o real significado de tal expressão...

Imagine que a vida inteira você esperou para encontrar determinada pessoa,

Foi seu maior sonho, e esse sonho está para ser realizado. Então essa pessoa

Materializa-se magnificamente perante sua vida, vem visitar e conviver com você!

 

Assim, você não consegue se conter de tanta emoção, nem consegue dormir direito,

Nem se alimentar, as horas demoram para passar, seu coração bate disparado...

O tempo todo! Por vezes, até perde o sono e não vê a hora do dia amanhecer, o sol tornar,

Só pra ver o doce brilho de seus olhinhos de novo brilhar... Haja coração pra tanta emoção!

Que las emociones son tan fuertes que se necesita “mucho corazón” para aguantarlas”!

 

Roberto Costa Ferreira, 02Out2020.

Tal Facebook - LIZ -  em 06Out2020.

terça-feira, 6 de outubro de 2020

SANTO AMARO - 468 anos de história e sua Casa de Cultura de Santo Amaro/SP.

 

Eu e Guilherme Bonfim, Coord. das Casas de Cultura de Santo Amaro/SP

Este ano comemoramos 468 anos de vida exuberante de Santo Amaro/SP e, nas memórias, eu e Guilherme Bonfim, Coord. das Casas de Cultura de Santo Amaro/SP, personalidades e autoridades locais da Sociedade civil organizada, além da mídia, vivemos as comemorações do aniversário de 466 anos, no dia de hoje em 2018, no Centro Cultural de Santo Amaro.

Nos reunimos para um encontro sempre histórico sobre a vida do bairro, outrora município, contando com a necessária e preciosa participação, colaboração e organização de sua coordenadora Andréa Souza - Centro Cultural de Santo Amaro.

Em 2004 passou a ser denominada Casa de Cultura de Santo Amaro - Manoel Cardoso de Mendonça - situada na Praça Dr. Francisco Ferreira Lopes, 434 - Santo Amaro. Muito bom estar lá e gratidão por abrilhantar nossos dias e noites e pelos maravilhosos registros!

 Roberto Costa Ferreira, 06Out2020.

Comemoração do aniversário de número 466, de Santo Amaro/SP, no Centro Cultural de Santo Amaro.

Nas comemorações do aniversário de 466 anos, no Centro Cultural de Santo Amaro eu e o Sr. GUILHERME, autoridades locais da Sociedade civil organizada e a mídia local, nos reunimos para um encontro sempre histórico sobre a vida do bairro, outrora município.

Este Sr. Guilherme Bonfim, Coordenador das Casas de Cultura de Santo Amaro - Manoel Cardoso de Mendonça - é dramaturgo, diretor de teatro, foi ator no início de sua carreira e, merecendo destacar que um dos primeiros palcos que subiu foi o do Teatro Paulo Eiró, situado neste precioso Santo Amaro, cuja primeira relação artística ocorreu no ano de 1976 com a peça "A Mandrágora", um texto da tragédia grega.

Coordena ele, magnificamente, um espaço de referência que contribui, por intermédio de sua programação e atuação junto à comunidade, na construção da cidadania cultural, encontrando-se instalado no antigo prédio do Mercado Municipal de Santo Amaro. É local que atualmente ainda realiza cadastramento permanente de artistas, artesãos e profissionais que atuam nas mais diversas áreas da cultura, a exemplo dos trabalhos reconhecidos do "Samba da Vela", todas as 2as. feiras às 20 horas.

Tendo sido inaugurado em 1897, cumprindo papel fundamental no abastecimento de São Paulo, como Mercado de Santo Amaro. Após seu fechamento em 1958, abrigou inúmeras atividades e, em 1972 o imóvel é tombado pelo CONDEPHAAT.

Em 1977 o Depto. de Patrimônio Histórico cria um Programa de Revitalização do Prédio, executando ainda não adequada reforma e restauro, até que em 1980 foi incorporado à Secretaria Municipal de Cultura. Em 1990, em substituição ao CACE, liga-se ao Depto. de Bibliotecas Infanto Juvenis da SMC.

Em 2004 passa a ser denominada Casa de Cultura de Santo Amaro - Manoel Cardoso de Mendonça - situada na Praça Dr. Francisco Ferreira Lopes, 434 - Santo Amaro.
Muito bom estar lá e gratidão por abrilhantar nossos dias e noites e pelos maravilhosos registros!

Roberto Costa Ferreira, 05Out2018.

Casa de Cultura de Santo Amaro – Manoel Cardoso de Mendonça –

Praça Dr. Francisco Ferreira Lopes, 434 - Santo Amaro – SP/SP

CEP 04723-000 (11) 5522-8897

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Isabel... Tanto Cara é la mia bambina!




Isabel, este é o seu dia, e bem por tal o comemoro, e muito!

Adiante, no destaque da escrita de Marcello Cesare - MANOEL MARCELLO CEZARE FILHO – cidadão itapirense, criado pela avó, pois que, sem pai e mãe produziu literatura - Autor do Livro "ENCONTRANDO A FELICIDADE" – promovendo tirar pessoas muitas, que do poço da solidão e sob sua condução voltaram a ser feliz! Agora, tantos olham para e por ti, a comemorar.

Comemoremos, memoremos vivendo assim, pois este é o nosso tempo.

Pois, ninguém tem o direito de prender ninguém em nome do amor,

O amor é uma prisão espontânea onde as pessoas devem se sentir Livres”!

Querida, saiba que para escrever-te, como faço, muitas (em número de sete),

Pessoas se cotizaram, alguns vivos, nesta ação de elaboração do presente texto.

Adiante, na letra de Piero Mirigliano, composição a duas mãos de Giorgio Zini e, Mancinotti, em doce e maviosa voz de Guido Renzi, trouxe-te: Tanto Cara é la mia bambina!

Eu não saberia me expressar tão bem quanto, tal a junção dos esforços e nestes traços,

Juntasse a sintonia do meu pensar, do querer, com a belíssima voz em vídeo que quando, é adiante na canção anexada e para o português vertida, atasse tudo às memória e laços,

Ao meu inesquecível e, à época, reservado amigo José Magnoli – Hélio Ribeiro – que ator,

Exímio radialista, narrador, inigual jornalista, que se vivo estivesse, agora no mês prestes,

Da significação dos seus 85 anos completando estaria, provavelmente nos embelezando

Com uma música bem romântica, que poderia ser talvez...

Querida,

Eu quero agradecer “aos céus” que me deram você!

A minha vida, a minha vida agora é vida de verdade, sabe.

Eu procurava um sol e agora o sol que me ilumina é você.

O sol está nos seus olhos... Obrigado, eu quero agradecer.

Obrigado por tudo aquilo que você me dá! A compreensão,

O bem que você me quer... E a ternura... A ternura que eu

Encontro em você me obriga a gritar pra todo mundo,

Pra quem quiser ouvir que você é muito querida, viu.

Eu amo você! Você é a minha querida, é verdade, viu!

Eu jamais vou trocar você por outra, nem pensar!

Agora, agora que eu tenho você, eu não quero mais nada...

Nada mais quero eu! Eu só peço a Deus, eu digo:

“Deus, deixe, faça com que ela fique comigo, do meu lado...”!

Querida, obrigado por tudo aquilo que você me dá...

A compreensão, o bem que você me quer e a ternura,

A ternura que eu encontro em você faz com que eu queira

Dizer pra todo mundo, eu sair nas ruas gritando:

“Ela é minha querida. Ela é minha querida”!

É verdade, eu jamais, eu iria ou não irei trocar por outra!

Tanto cara é la mia bambina!

 

Roberto Costa Ferreira,

22Set2020 – Aniversario de Isabel!

terça-feira, 30 de junho de 2020

O Ânimo e a Alma... A ordem natural entre Alma & Corpo


Fala-se em revigorar a Alma...

Antes, renovar as energias, poucadamente!

Alimentando com atitudes que promovam amor e paz,

Revigorando o coração... Indo além do teu olhar e comemorar!

Inicialmente, é preciso considerar e saber que o intelecto é o órgão que abre o mundo para a alma e tem possibilidades, ao menos duas,  podendo ser ativo, quando produz a própria riqueza intelectual, quando se conecta a vontade no que a pessoa escolhe, se quer fazer o seu intelecto funcionar, querendo ampliar o seu repertório espiritual e se quer acolher em si seus amores e elementos culturais. Isto pode e é autodidático, sendo um critério de educação tal participação, ou então um processo passivo, quando absorve produções alheias.

Então, fica escrito que para a alma tira, com as próprias forças e recursos, os bens ou alimento do mundo que vem a conhecer e ainda que experimenta afluxos de energia e regeneração, não só pelos efeitos da corporeidade ou dos bens culturais, mas também pelo processo formativo e, também se amplia e desenvolve com base em outros fatores. E como está impregnada no corpo, ela se enriquece e se revigora “juntamente com a saúde do corpo”. No entretanto, também se enfraquece com a enfermidade que lhe acomete.

Assim, “para haver uma ordem natural e correta entre Alma & Corpo [...], é necessário que ele receba a alimentação, os cuidados e exercícios necessários ao funcionamento adequado do organismo. Daí a importância da saúde e do cuidado com o corpo. Portanto, é imprescindível, a meu ver, um conhecimento racional dos objetos que abarcam e seduzem as pessoas e seus corpos, para que sejam avaliados e controlados pela razão e para que “os movimentos do ânimo, que são a mola da vontade”, regulem as atividades da razão e da vida afetiva. Pois nas disposições e nos “movimentos do ânimo”, a alma compreende seu próprio ser e aquilo que ela é, como é e o que é chamada a ser!  

Roberto Costa Ferreira, 30 de Junho de 2020.

Texto postado no Facebook,  nesta oportunidade,  

por conta do tempo de vida comum nesta plataforma.





sábado, 6 de junho de 2020

CORONA... SANTA CORONA - Coroa de Espinhos de Jesus!


Tal santa - Santa Corona - segundo o texto de minha especialíssima amiga Dra. Silvia Helena Cardoso, postado em 28 de Maio p.p. em sequência a este, via Facebook, vem nos lembrar que ninguém está livre do sofrimento. Coroas espinhosas, visíveis ou invisíveis, perambulam entre nós o tempo todo, desde os primórdios da História, querendo nos atingir, nos deixando cientes de que a vida é uma eterna combinação de prazer e dor. E tal afirmação vem assinada nos seus estudos por outro especialista em relíquias sagradas, Fábio Tucci Farah que publicou recentemente um ensaio sobre a “Coroa de Espinhos de Jesus e o seu simbolismo”, no qual aponta que a coroa teria o formato de um turbante de espinhos, o qual remeteria ao Sumo Sacerdote.

Nas suas explanações explicou que “as relíquias da Paixão revelam detalhes significativos da história de nossa salvação”, por isso, “é fundamental estudar cada uma delas”. Entretanto, assinalou que, “nas últimas décadas a Santa Síndone atraiu a atenção da maior parte dos pesquisadores. Qualquer novidade sobre a Santa Síndone ganha os noticiários. Na realidade, os sindonologistas enxergam as demais relíquias da Paixão como sombras na mortalha de Cristo”.

Assim, indicou, que “a Coroa de Espinhos já foi descrita como um capacete, um gorro, uma carapuça, o que não faria sentido algum do ponto de vista simbólico. Até utiliza-se no jargão popular: “se a carapuça lhe serviu...” Expressão esta utilizada quando alguém/algo se identifica com algo ruim. No sentido de estar culpado, assumir a culpa. Quando se fala que a carapuça serviu para alguém, significa que aquela pessoa assumiu a culpa, isto é, é culpada.

Por que os soldados confeccionariam uma coroa em formato tão prosaico?”, questionou-se o pesquisador Fábio: “Resolvi me aprofundar no estudo da Coroa de Espinhos na tentativa de compreender seu real significado. Isso me fez enxergar um novo aspecto no episódio central de nossa salvação, um aspecto fantástico”! Disse ainda mais: “...que o estudo da Coroa me fez resgatar um simbolismo que já havia se perdido, apesar de estar amplamente enraizado nas Sagradas Escrituras”, acrescentou.

Portanto, é oportuno que se conheça do conteúdo abaixo exposto pela Silvia Helena Cardoso, que afirma e ora reafirmo que a “Santa Corona” carrega uma coroa nas mãos. Mas não é uma coroa cravejada de pedras preciosas, como as da realeza... “É uma coroa com pontas pontiagudas, como os espinhos da coroa de Cristo. E como as espículas de um vírus”!

“Essas são coroas que ferem, que destroem. Destroem a vida de quem as carrega, e a vida de seus entes queridos, que assistem ao sofrimento sem nada poderem fazer. Destroem também a sociedade, pois cada pessoa destruída, é uma luz que se apaga na escuridão do ambiente, que requer o saber e o labor específico de cada ser humano para continuar iluminado”.

Esta é uma significativa afirmativa!

Roberto Costa Ferreira, 28 de Maio de 2020

 Texto produzido em razão da produção da  

Dra. Silvia Helena dia 28 Maio p.p.abaixo. 

sábado, 30 de maio de 2020

PROCURAR... DESCOBRIR... ACHAR e ESCONDER!


Diego,

O que te dizer, num momento que atinges o 38º degrau nos anos de sua existência? Tudo é elevação... Tudo é perfeição... Tudo é possível... Tudo se pode dizer..., mas, o adequado, o que está em perfeita conformidade com o apropriado ou conveniente, quando dizer? Do ponto de vista da Psicologia das habilidades sociais na Infância, SIM, SIM; NÃO, NÃO! Frequentemente as pessoas concordam, isto é, dizem SIM para os outros, mesmo quando estão com vontade de dizer NÃO. Também há ocasiões em que eu digo NÃO, quando na verdade deveria dizer SIM!

Do ponto de vista Teológico sistemático parece adequado dizer o SIM, quando é realizado da forma correta, com a certeza do dito, situação que, com certeza, também traz algum benefício espiritual. Assim, do livro de Raul Paiva – Cantar e Celebrar – e que também vem na música Gospel de cunho religioso da Ir. Míria Therezinha Kolling – também no Livro de Cantigas Marianas, vol. 1 – Um Canto Novo – me vem à lembrança da recomendação de que “... devemos festejar tempo de vida”. E hoje estou muito propenso a dizer-te um SIM, pois que estou festejando tal tempo!

Desse modo, tomo-te pelas mãos não como a um pai, mas, como a um amigo que precisa de alguém para conversar e passear... Trazê-lo para perto, próximo ao coração,  circunstanciado pelo meu tempo de vida nessa existência, e dizer-te que, nesta oportunidade destaquei do livro referido dois instantes preciosos dentre as resenhas nele expostas, as quais preciso te dizer:

“1. É bom estarmos juntos/à mesa do Senhor. / E unidos na alegria, / partir o Pão do Amor:

Na vida caminha/ quem come deste Pão. / Não anda sozinho / quem vive em comunhão.

2. Embora sendo muitos, / é um o nosso Deus. / Com Ele, vamos juntos / seguindo os passos seus.

3. Formamos a Igreja, / o Corpo do Senhor; / que em nós o mundo veja / a luz do seu amor.

4. Foi Deus quem deu outrora, / ao povo o pão do céu; / porém, nos dá agora / o próprio Filho seu.

5. Será bem mais profundo / o encontro, a comunhão, / se formos para o mundo / sinal de salvação.

6. A nossa Eucaristia / ajude a sustentar / quem quer no dia-a-dia / o amor testemunhar”.

Amparei-me também na Cecília Vaz Castilho, mestra em Psicossociologia de Comunidades e Ecologia Social pela Universidade do Rio de Janeiro – Ir. Cecília Vaz Castilho – que do mesmo livro do Raul nos traz a lição: “É PRECISO QUE O MUNDO ENVELHEÇA”:

“1. É preciso que o mundo envelheça / pra como criança a vida brotar. /É preciso mudar os caminhos, / pra que as coisas não voltem pro mesmo lugar.

“A esperança é o fermento do mundo, / que é pão e a todos deve alimentar! / Nós queremos que ele se torne, / o corpo de Deus num só altar!”

2. É preciso que a gente entenda: / o tempo é passagem, não volta jamais. / É preciso cortar as raízes / ir sabendo que nada é certo demais.

3. É preciso saber que a verdade / não anda tranquila, / não tem mais poder. / É preciso abrir bem os olhos / para vê-la sofrendo porque quer ver.

4. É preciso voltar ao princípio: / viver é tão simples, feliz é quem crê. / É preciso buscar a alegria nestas coisas pequenas / que o mundo não vê.

5. É preciso quebrar as barreiras, / que impedem a vida de desabrochar. / É preciso, com olhos humildes, / ver que tudo é areia, só Deus é o mar!”    

Ainda, não me desmentindo, pois que, falei em “dois instantes preciosos” e bem agora me ocorreu um derradeiro momento deste tempo, o terceiro, portanto, vindo destacar Drumond! O velho poeta que ele é e como se ele, nesse poema, estivesse organizando sua memória. Não para se lembrar nostalgicamente de nada, mas, para atualizar uma experiência que era o seu passado e continua no seu presente, podendo ser reflexo no nosso... Essa procura, é a procura de um menino que está na infância, época de grandes descobertas, grandes aventuras, o conhecimento do mundo   e que continua a ser a procura do velho que, como um lírico, procura o significado da palavra “procurar” ...

Como a um ato de buscar por alguma coisa, tentar encontrar, embora não tenha tanta certeza do que busca, não sendo isto, nem aquilo e, portanto, não pode responder porque não sabe o que procura e por tal é chamado de bobo, vivendo olhando nos espaços vazios, afirmando não se dar bem com o que o mundo lhe oferece. Reúne em si uma única certeza: “... que um dia irá descobrir”! E nessa oportunidade, não poderá rir de ninguém nem mostrar seu achado, a coisa que busca, haverá de ser invisível para todos, menos para consigo mesmo. E isso lhe satisfaz!

Então é assim: “Procurar o que?

 “O que a gente procura muito e sempre não é isto nem aquilo.

É outra coisa.

Se me perguntam que coisa é essa, não respondo,

Porque não é da conta de ninguém o que estou procurando.

Mesmo que quisesse responder, eu não podia. Não sei o que procuro.

Deve ser por isso mesmo que procuro.

Me chamam de bobo porque vivo olhando aqui e ali, nos ninhos, nos caramujos, nas panelas, nas folhas de bananeira, nas gretas do muro, nos espaços vazios.

Até agora não encontrei nada. Ou, encontrei coisas que não eram a coisa procurada sem saber, e desejada.

Meu irmão diz que não tenho mesmo jeito, porque não sinto o prazer dos outros na água do açude, na comida, na manja, e procuro inventar um prazer que ninguém sentiu ainda. 

Ele tem experiência de mato e de cidade, sabe explorar os mundos, as horas. Eu tropeço no possível, e não desisto de fazer a descoberta do que tem dentro da casca do impossível.

Um dia descubro. Vai ser fácil, existente, de pegar na mão e sentir. Não sei o que é. Não imagino forma, cor, tamanho. Nesse dia vou rir de todos. 

Ou não. A coisa que me espera, não poderei mostrar a ninguém. Há de ser invisível para todo mundo, menos para mim, que de tanto procurar fiquei com merecimento de achar e direito de esconder”.

                                                      Carlos Drummond de Andrade 

Diego, que significativa oportunidade me deste para tal necessária conversa... E isto me bastou! Tenho claro que, no momento que desapertamos as mãos, encontro as solidas razões para a minha existência, “com merecimento de achar e direito de esconder”. Só que não... Vou gritar o quanto puder acerca deste meu achado: você! Afinal, não é a qualquer momento que tenho tanto privilégio!

Saudações e parabéns, inclusive nesta data tão lembrada e querida.

Roberto Costa Ferreira, 29 de Maio de 2020.