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sexta-feira, 20 de março de 2020

Que Março bom é esse?

Roberto Costa Ferreira compartilhou uma lembrança — Facebook - 
Santo Amaro, São Paulo - LUCAS ZANZINI

No dia de hoje, meu brow do coração, aquele cara muito demais, o Christian Zanzini de minha vida, que chegou para somar, multiplicar, proporcionar e promover, enfim gratificar, ocupa 46, isso mesmo, "quarenta e seis anos" de tempos vividos nesta minha existência.

É verdade. Desses tempos alguns primeiros desconheço. Mas no coração, algo já me dizia que "um brow iria pintar"! E veio para colorir e somar e multiplicar... Lembro-me que quando visto, ainda jovem rapaz, de sorriso largo, bochechas proeminentes e coradas, um rabinho de muito cabelo preso, trouxe muitos raios de Sol no meu portão!

Depois, tudo somou com o laço justo e perfeito, atado à Andressa minha filha, que também aniversariou, 44, 2a. feira passada. E não bastando, ambos somados promoveram a um "cara muito moreno e lindo”, 16, comemorado na última 3a. feira - 17 de Março.

Gente amiga, que Março bom é esse? Que tantos preenchem minha vida de felicidades constantes, plenas... E tem a Vera, mãe do Christian, que hoje também comemora o seu nascer e que “parece a cada novo tempo rejuvenescer”!

Que gente linda, belos e agregadores que muito me lembram Summerhill, que desde sua criação por Neil, quanto ao desenvolvimento emocional, proporciona aos estudantes estímulos para entrarem em contato com seus corpos e suas emoções "vivenciando tudo que aprendem, reforçando o próximo"!

Esses meus queridos são assim... Agregadores! E o exemplo se segue no vídeo que ora rola, oportunidade que o Lucas Zanzini - neto amado, então somava 12 anos, mantendo o mesmo brilhante sorrir e espelhar-se e projetar-nos alegria vibrante, agregando muitos outros amigos, ainda hoje e, certamente, por muito tempo presentes.

Eles são assim, que adicionados a mim, só somamos em egrégora magnificante! Para nós, sucesso é aquilo que definimos... Que o indivíduo define, mesmo partindo de um sorriso, de um "Muito obrigado Senhor"! Portanto, reforço agora e sempre: Muito obrigado Senhor!

Roberto Costa Ferreira, 19 de MARÇO de 2020

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

UM DENTINHO CAÍDO... UM SANTO AMARO QUERIDO DE BRAÇOS DADOS NUM CAMPO GRANDE!




O local onde morava... Uma modesta casa que à época, habitava a periferia. Um dia, ainda criança, um dentinho lhe caiu...

Assim, quando a fase banguela chega, pais e filhos já estão sabendo como encarar a queda do primeiro dente, presumível o primeiro aos 6 anos até a do último, aos 12 anos. E, para tornar o momento ainda mais especial e menos traumático para aquela criança, os pais lançam mão de brincadeiras e fantasias, conhecidas suas e de seus tempos como, por exemplo, a lenda da Fada do Dente. Substancial e diversamente, cá entre nós, essa é a lenda mais famosa envolvendo a queda dos dentes das crianças. Ao contar essa história para seus filhos, os pais dizem que “quando o dente de leite cai, ele deve ser colocado embaixo do travesseiro para que a Fada venha buscá-lo à noite. Em troca, ela deixará uma moeda ou um presente para a criança”.

Por conta disso, muitos pequeninos esperam ansiosamente por tais seguidos momentos... Como nessa idade não tinha travesseiros, sequer colchão, o repousar de sua cabeça encontrava aconchego nos seus bracinhos que, não raro, confidenciou-me, acordava em horas idas de sono com um monte de formigas, parecia, no braço servido e, até amanhecia em outras com “o travesseiro adormecido! Com o mesmo objetivo das outras histórias, essa consiste na possibilidade da criança jogar seu dente de leite no telhado de sua casa e fazer um pedido (alguns pais misturam as lendas e falam que os pedidos devem ser feitos para a Fada do Dente). Assim, a cada dente jogado, a criança terá seus pedidos atendidos. Ele fizera o seu. Disse-me que até sonhou! Porém, um dia após o sonho, já então acordado, notou que o dente antes jogado havia ao solo voltado.

 Então concluiu que tal sorte não o atingiria e, assim, reservou-o no interior de um gibi que muito se lia à época - O Fantasma, o primeiro herói mascarado tido em apelido como "O espírito que anda", não detentor de superpoderes e confiante em sua força, inteligência e imortalidade de renome para derrotar seus inimigos, cujo personagem tem um grande amor – Diana Palmer, com quem é casado e que vive sempre distante, como voluntária da ONU, cujo namoro e noivado percorreu quase 40 anos antes do casamento. Este é um verdadeiro recorde de causar inveja a qualquer solteirão mas, o mais duro desafio para o herói, pior que enfrentar um tigre dente-de-sabre, foi mesmo encarar a terrível sogra Lily Palmer que não gostava muito do genro, pois que o considerava um tanto quanto estranho. Ainda, um lobo treinado chamado Capeto o acompanha e um cavalo que atende por Herói. Como os Fantasmas descendentes, ele vive na antiga Caverna do Crânio, ou da Caveira que conta com uma cripta, na qual estão os 20 antepassados da linhagem. Foi o primeiro herói fictício a vestir um traje colante, portando uma máscara preta e um uniforme vermelho! 

Como se observa, ele, ainda criança sonhava com o impossível! Acreditava muito no forte pensar e movido pela fé, um dia pegou do dentinho guardado e o jogou ao alto, para ser levado pelo vento como a uma semente, pensando que este brotaria proporcionando a uma flor, talvez em terra distante... Do alto do arremesso, nunca soube onde caíra tal dente e qual seu paradeiro. Talvez num campo florido de terras largas, de Campo Grande! Então, decorridos anos e largo tempo de experiências vividas restou, a meio caminho desse tempo, um dia morador nessas terras antes sonhada. Que tempos! Então hoje, me diz confidencialmente que, por instantes ao se se afastar das suas terras, ao retorno, distintivamente do comentário do quadro visto pelo antropólogo Levis-Straus que, “quando vindo ao Brasil à convite e chegando na baía da Guanabara - 1935 - indagado do que achava, disse entender tal imagem com o Pão de Açúcar junto, assemelham-se a raízes de dentes perdidas nos quatro cantos de uma boca desdentada", minha boca "vai às escancaras" e "todos os meus dentes se põem à mostra"... sem a ausência de um dentinho sequer! 

É natural que, em meio a tanto entusiasmo, se encontrem também críticas e até mesmo impressões em que as decantadas belezas decepcionaram. Portanto, traz ele consigo tal certeza madura de que pisando no seu terreno, de braços dados com Santo Amaro e tendo sob seus pés um largo Campo Grande, terras da região Centro-Sul, em área de 13,1 km², de considerável evolução demográfica, com expressivo e “muito elevado IDH” em razão da Cidade de São Paulo, tal região de Campo Grande surgiu através de um loteamento e pretendida urbanização através da Cia City, a partir de 1953. Tal Companhia City, é o nome pelo qual é conhecida a empresa fundada em 1912 com o nome de "City of São Paulo Improvements and Freehold Land Company Limited”, que participou ativamente do processo urbanístico da cidade de São Paulo. Fundada em 1912, urbanizou vários bairros importantes de São Paulo, como o Jardim América, City Butantã, Alto da Lapa, Planalto Paulista, Alto de Pinheiros e Pacaembu, todos com a presença de Urbanistas ingleses!

Campo Grande, assim, abriga fábricas, sedes de complexos industriais de diversas multinacionais, ainda inúmeros e isolados galpões do setor industrial, todos instalados ao longo das avenidas Nações Unidas e Eng. Eusébio Stevaux, considerando que, atualmente alguns estão sendo desativados e seus terrenos estão sendo incorporados por grandes construtoras. Contamos também com três times de várzea muito tradicionais da região: o tradicional Grêmio Campo Grande, o Vila Anhanguera e o Estrela. Espaços preciosos também com escolas tradicionais, quer particulares, mesmo estaduais e até as de competência municipal e que, além do dinamismo do setor industrial e construção civil, somos detentores de grandes centros comerciais como os diversos Shopping’s instalados e respectivos Parques como o maior parque indoor da América Latina, o temático Parque da Mônica ocupando área de 12.000m², dois cemitérios de importância regional estão situados no distrito tais como Cemitério do Campo Grande e Cemitério de Congonhas.

O meio de transporte é generoso e saudável. Delimita-se pelas avenidas Interlagos, Yervant Kissajikian, Washington Luis, Vitor Manzini, Ponte do Socorro e em todo limite sudoeste, pelo Rio Pinheiros, oportunidade que esse trecho do rio também é conhecido como Rio Jurubatiba. É certo considerar que nesta extremidade sul, às margens do referido rio está o Aterro de Santo Amaro. Ocorrem também as principais vias, junto com Avenida Nações Unidas e a Nossa Senhora do Sabará. Neste espaço de terras está localizado o mais antigo e principal campo de golfe da cidade, o São Paulo Golf Club, próximo ao bairro Jardim Bélgica, conhecido por suas ruas arborizadas e praças de lazer, sendo visitado por moradores de diversas regiões da cidade, mais precisamente nas adjacências, como Santo Amaro, Capela do Socorro, Interlagos, etc... que se locomovem até as poucas ruas do bairro para descansar à sombra de frondosas árvores, crianças que vão para diversão e lazer nas três praças ali existentes. Um encanto!

São Paulo Golf Club é um campo de golfe particular localizado nesta cidade de São Paulo, primeiro Clube de Golfe fundado no Brasil. No final do século XIX, ingleses e escoceses, que trabalhavam na São Paulo Railway, e em outras empresas britânicas, promoveram as primeiras iniciativas para a formação de um grupo de pessoas interessadas em jogar golfe na cidade de São Paulo. O primeiro local escolhido para a prática do esporte, então tipicamente britânico, foi a Chácara Dulley, localizada entre os rios Tamanduateí e Tietê. Posteriormente, a expansão urbana obrigou esses golfistas pioneiros a se mudarem para outro local. A área escolhida localizava-se onde hoje está o bairro Bela Vista, então pouco habitada. Foi nesse novo local que esse grupo pioneiro, fundaram um clube onde pudessem praticar o golfe, junto com seus familiares. Nascia assim, em 1901, o São Paulo Country Club, ainda não São Paulo Golf Club, consolidado com a construção de um novo campo. Local aprazível, próximo à Avenida Paulista, em cuja via começavam a proliferar os casarões dos barões do café, este campo de golf passou a ser conhecido e visitado por numerosas famílias. Como se situava na parte mais elevada, o local ficou conhecido como “Morro dos Ingleses”.

Outra mudança viu-se necessária, em razão de tal local atrair muita gente e o progresso, inevitavelmente, chegar ao local, deslocando-se para o Bairro do Jabaquara e lá permaneceram até por volta de 1915. Em terreno adquirido da "Light" e situado em Santo Amaro que até então, um município independente, para além do Largo 13 de Maio foi feito um novo campo. Avançávamos para o ano de 1915. Com o Club crescendo, firmando-se como um dos mais tradicionais do Estado – e agora já com o nome de São Paulo Golf Club - passava a ostentar invejável status. Era preciso acompanhar o progresso! Assim em 1935 foi processada a primeira reforma, quando o Club contratou os serviços de um dos maiores nomes em arquitetura de campos de golfe dos Estados Unidos, Stanley Thompson, que com a ajuda do profissional José Maria Gonzalez, este com muitos anos de clube, introduziu as reformas necessárias do campo e “greens de grama”, em substituição aos de areia.

Em 1964, a antiga sede, que já se mostrava pequena, foi demolida, dando lugar à atual. A grama existente foi substituída, então, pelo tipo “tifton 328”. Quase todos os “greens” foram remodelados e novos “tees” foram feitos em quase todos os buracos. Na oportunidade foi construído também o "driving range" (campo de treino) uma antiga reivindicação dos associados. Foi também construído um mini campo com 6 buracos, de par 3, na área compreendida entre buracos números 13, 14 e 15, para o jogo de principiantes e menores. Tal área do São Paulo Golf Club totaliza 59,2957 ha. Seu traçado possui 18 buracos e um mini-campo com 6 buracos todos de PAR 3. Sua topografia apresenta um terreno levemente ondulado com depressões e pequenos lagos. É totalmente gramado e arborizado de acordo às normas que regem internacionalmente o jogo de golfe e, para manter esse padrão, o São Paulo Golfe Club conta com o que há de melhor em equipamentos técnicos e mantém uma equipe de funcionários formada por engenheiros, agrônomos e técnicos que dão suporte mecânico e estrutural. 

Chique no úrtimo...”, parafraseando os vale paraibanos, confidenciou-me o amigo: “... é habitar terras de Campo Grande”! Este componente valoroso da extensão territorial, sempre abraçado à Santo Amaro e que hoje, nesta sintonia, também nos proporciona viver o HILASA – Instituto de Letras e Artes de Santo Amarocomemorando seu 1º ano de atividades!

Roberto Costa Ferreira, 19 de Fevereiro de 2020 – para o Hilasa.




segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

IDOSA SABEDORIA!

Quem não vivenciou deixou de experimentar viver mais! Foi uma festa para comemorar tempos de vida, vivências e experiências. Digo de pessoas que tem muitos anos de vida; do SABEDOR aquele, experiente e bem divertido, bem disposto para ensinar-nos.

É importante ressaltar que para podermos demonstrar nossa honra, satisfação e, reconhecer a fundamental superioridade nessas reações e nem sempre isso ocorre através de só presença, ações de aplausos e sorrisos. Até mesmo o silêncio é capaz de provar quem somos e do que somos capazes. Não deixe se levar, por exemplo, por impressões. Seja sábio!

Por "velhice" entende-se, ainda, a etapa da vida que se segue à maturidade e que apresenta efeitos específicos sobre os organismos em razão do passar dos anos. Nesse entendimento a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia – SBGG, entidade destinada aos estudos e pesquisas em relação aos idosos, em breves considerações, utiliza dois conceitos distintos para definir velhice, quais sejam:

a) Conceito simplista: é o processo pelo qual o jovem se transforma em idoso;
b) Conceito biológico: são fenômenos que levam à redução da capacidade de adaptação e sobrecargas funcionais.
O conceito simplista restringe-se única e exclusivamente ao critério cronológico, enquanto o conceito biológico refere-se aos fatores internos da condição humana.

Psicologicamente, o conceito de idoso leva em consideração a idade cronológica do indivíduo, o seu histórico de vida e o grau de desenvolvimento do país em que ele vive. A idade cronológica observa exclusivamente o tempo de vida do indivíduo desde o seu nascimento.

Sob tais considerações, quer do ponto de vista biológico, no âmbito psicológico, dada a complexidade de sua natureza, estando relacionado à psicodinâmica e às reações psicossociais do "bem vivido" ao seu meio, pode-se considerar que a ausência ou a não participação nessas oportunidades, nessas atividades, promove o envelhecimento social também.

Daí todas as dimensões citadas culminarem no âmbito existencial do Ser. É, portanto, "coisa boa" poder ser entendido por meio da assertiva de que na fase de tal "salutar antiguidade" o indivíduo pode atingir a integridade, sendo esta resultante da satisfação ao avaliar a vida e praticar um cotidiano como este.

Nesse mesmo sentido, destaque-se que aquele encanecido que aprendeu muito pela longa prática, que viveu bem a sua vida e tem vivido bem o seu tempo é unânime em afirmar que "esta é uma fase boa, que lhes proporciona bem-estar, satisfação, estimulando a busca de variáveis que interferem no alcance de um viver bem-sucedido”.

Esse conceito foi muito bem ilustrado, não só com as falas e cantos ou no tocar e cantar... E um dos participantes, aquele cujo tempo passa muito rápido e a velhice nunca chega, quando contou suas histórias, nas entrelinhas quis dizer:

“Eu acho que tudo isso é muito bom e eu gosto. A gente se sente mais realizado; se eu vivi bastante é porque tenho história pra contar. Acho que é experiência posta em prática”.

Há ainda que se destacar que um dos critérios predominantes utilizados pelos "idosos presentes ao evento", para manutenção de sua saúde física e emocional está embasado em sua disposição de participação e manutenção das atividades da vida diária, conceito contemporaneamente presente em termos de qualidade de vida.

Portanto, qualquer pessoa que chega aos 80 anos capaz de gerir a própria vida e determinar quando, como e onde se darão suas atividades de lazer, convívio social trabalho e diversão, certamente será considerada uma pessoa saudável e feliz! Essa concepção pode ser extraída das representações de alguns participantes do sensacional evento, quando expressam:

“Eu me sinto bem, estou com saúde, circulando e aplaudindo, conversando e cantando com o pessoal, então tudo pra mim é muito bom. Faço as coisas de que gosto, tenho vários amigos e amigas, de todas as maneiras e sem preconceitos, por isto tudo me sinto muito feliz”!

Ou ainda, como expressou-se em texto minha querida coordenadora e promotora Andréa, assim:

“Hoje, a sabedoria  foi ao Centro Cultural Sto. Amaro,  e ela tinha 99 anos, como Orlando Donádio, tinha 98 anos como Ímara de Lucia,  tinha 100 anos como a professora Cecília,  tinha 83 como Algacir, tinha 85 como a professora Letícia,  tinha 72 como Do Carmo, tinha 82 como Escurinho , tinha 73, como o magnífico Carlos Sereno, tinha 70 do Roberto Costa, tinha 73 da Neli Araújo,  inclusive  toda a mocidade de Ana Luiza de 14 , de Marcela de 15, de Cauê de 8 e demais outros  tantos queridos de boa vontade, de bem com a vida e que  seguem semeando e disseminando bem estar, respeito ,tolerância e simpatia. Cantaram, tocaram, declamaram, contaram, emocionaram.
Foi lindo o término dos festejos dos 468 anos de Sto. Amaro”!


Roberto Costa Ferreira, 31 de Janeiro de 2020.







Roberto Costa Ferreira, 31 de Janeiro de 2020.

domingo, 19 de janeiro de 2020

Clube da Viola de Campo Limpo no Centro Cultural de Santo Amaro




Clube da Viola de Campo Limpo!

Premiando e prestigiando Santo Amaro que em tempos de aniversário, tem no seu significativo Palco do Teatro Leopoldo Fróes, aconchegado no Centro Cultural de Santo Amaro, músicas que tocam às raízes! Não bastando, o professor André Moraes comandou os violeiros presentes... Uma festa digna de Santo Amaro nos seus 468 anos!

É a Viola que toca, num conjunto harmônico de vozes e som impactantes de percussão. Instrumento que está presente em diversas manifestações culturais, como Catira, Fandango, Folia de Reis, entre tantas, e que chegou ao pais durante o período Colonial, tendo sido levado para o interior pelos bandeirantes e tropeiros, tornando-se símbolo da música caipira. Em nenhum lugar no mundo a viola, que tem origem europeia, se desenvolveu tanto como no Brasil, mesmo não havendo, até recentemente, uma metodologia sistematizada. Reside sim, uma variedade e liberdades nos modos de tocá-la.

Assim, se você tem aquela viola que está encostada há um tempão... Que tal desenferrujar as mãos e aprender um pouquinho? Saiba então que agora tem clube da viola no Sesc Campo Limpo, com professor e tudo o mais! O professor André é esta pessoa disponível para pessoas que não sabem tocar e também para quem já toca a viola caipira. Um espaço para troca de experiências, aprendizagem e ampliação do repertório. Santo Amaro foi presenteado!

Roberto Costa Ferreira, 19 de Janeiro de 2020.

sábado, 4 de janeiro de 2020

Gepeto, Pinochio e o "Vovô Gepeto" dos netos!







Gosto dos finais de ano. É tempo de sonhar e projetar o novo. É também tempo de retrospectiva, tempo de contemplar o que foi bom. Não apenas para rememorar, mas para seguir vigilante e com retidão na eterna construção de um futuro melhor. Tem coisas que jamais podemos esquecer... E eu trago, nesta oportunidade, esta grata lembrança das palavras de minha filha Andressa que, “pela voz de seu filho, meu neto Lucas e, reconhecidamente, também sua filha e minha neta Isabela, entendem-me ‘Vovô Gepeto’, em razão de emergenciais reparos nos brinquedos por vezes danificados de meu neto, trocando braços, pernas de bonequinhos “super-heróis”, seus brinquedos, na feitura de tantos outros, alguns de pano, outros de papelão e cola, bonecos para feiras culturais e tamanduá em pintura plástica para compor zoológico de exposição em mini zoológico, até um mini vulcão ativo!

Nunca tive vocação para Papai Noel, sequer fui convocado para tal mister, sendo certo que também nunca convivi bem com os modos de comemoração de tais datas natalinas. Nestas, ponho-me muito triste! Porém, em breve memória, lembrando-me das páginas de “Cenas da Vida Clerical” de George Eliot, por volta das páginas 145/150... Não me lembro, que disse:

"No homem cuja infância conheceu carinhos, há sempre um fundo de memória que pode ser despertado para a ternura".

Segundo pesquisadores, a chave para entender essa intricada lógica está na psicologia: memórias positivas permanecem por mais tempo guardadas no cérebro do que as negativas, ajudando-nos a lidar com frustrações e outros eventos ruins. A primeira teoria sobre a suposta "perenidade" das memórias positivas foi proposta, pela primeira vez, cerca de 80 anos atrás.

Por volta de 1930, em pesquisas, psicólogos coletaram lembranças sobre diferentes episódios da vida das pessoas – férias, por exemplo – classificando-os como "agradáveis" ou "desagradáveis". Semanas depois, veio um outro pedido dos pesquisadores para que os entrevistados tentassem se lembrar de suas memórias. Das experiências consideradas "desagradáveis", quase 60% foram esquecidas – comparado com 42% das lembranças "agradáveis". De acordo com os pesquisadores, um exemplo emblemático desse fenômeno acontece quando somos capazes de discorrer sobre os dias prazerosos de nossas férias, festas de fim de ano, mas esquecer possíveis atrasos dos voos, viagens frustradas ou outros eventos ruins.

Memória... Ah, a memória! Cuja melhor compreensão é a capacidade de reter, recuperar, armazenar e evocar informações disponíveis, seja internamente, no cérebro (memória humana), seja externamente, em dispositivos artificiais (memória artificial) ocorre.
Em "Introdução à Metafísica", Henri Bergson declinou:
"...não há estado de alma, por mais simples que seja, que não mude a cada instante, pois não há consciência sem memória, não há continuação de um estado sem adição, ao sentimento presente, da lembrança de momentos passados. Nisto consiste a duração. A duração interior é a vida contínua de uma memória que prolonga o passado no presente, seja porque o presente encerra distintamente a imagem incessantemente crescente do passado, seja, mais ainda porque testemunha a carga sempre mais pesada que arrastamos atrás de nós, à medida que envelhecemos. Sem esta sobrevivência do passado no presente, não haveria duração, mas somente instantaneidade".
Assim, em razão do carinhoso entendimento de meu neto, em determinado tempo de sua vida compreendendo-me ‘um Vovô Gepeto’ cabe-me justificar sua alusão reforçada pela fala de minha filha, que tal denominação, intrinsecamente, não foge à média compreensão e, falar acerca do dito personagem requer um aprofundamento na composição dos mesmos. Bem a propósito do uso da expressão “intrinsecamente”:

“Passamos a ser o que não éramos. Ao mesmo tempo, porém, somos mais nós próprios depois desse dia nos ter acontecido. Esses momentos de tempo trabalham-nos intrinsecamente a essência do encaminhamento orientado na direção de nós para nós”.

Portanto, é muito certo que existem muitas diferenças entre o livro do criador de Pinóquio, Carlo Collodi, pseudônimo de Carlo Lorenzo Fillipo Giovanni Lorenzini (1826/1890), jornalista e escritor italiano do século XIX, que nasceu e viveu em Florença toda a vida e se tornou famoso por haver criado o dito personagem - um boneco de madeira que sonhava em ser um menino de verdade – e um dos mais famosos personagens da literatura infantil e o filme da Disney. O enredo foi simplificado e Pinóquio se tornou um inocente personagem e não é o desajustado, teimoso e ingrato, do livro original. Todos os elementos são fundamentais, no entanto, ainda presentes na adaptação do filme, e a mensagem subjacente permanece intocada.

Às origens, no contexto conturbado da reunificação italiana, Collodi escreveu o Livro “As Aventuras de Pinóquio”, publicado em 1882/1883, na Itália. Uma análise superficial do significativo trabalho revela:
    ·  Uma apologia para a educação e,
    ·  Uma denúncia do vício e da ociosidade.

Cujos ideais, próprios da cultura ocidental mas são inevitáveis, mandato para encomendas para as ordens esotéricas. O Simbolismo que reside oculto em Pinóquio, me faz recordar as famosas óperas de Mozart, dentre as quais destaco "A Flauta Mágica", em dois atos, a sua grande obra por excelência mostrando a filosofia do Iluminismo. Mas, retorno a Pinóquio. A sua história, objetivamente simples é salpicada de:
    ·  Considerações de ordem moral e da evolução da pessoa que faz a história de um relato iniciático,
    ·  Momentos que Pinóquio se vai desprendendo de seus muitos defeitos e se tornar um 
        verdadeiro ser humano, uma criança neste caso.

Poucas pessoas sabem que Pinóquio, o boneco de madeira que saiu da mente e da criatividade do referido escritor, no livro, não é um conto de fadas. Na verdade, seu comprimento é um romance, mas sua trama infantil suspeita é nada mais do que o veículo através do qual o autor destina-se a entregar uma mensagem profundamente espiritual, iniciático, esotérica e desenvolvimento pessoal.

"Lorenzini ficou fascinado com a ideia de usar um amável personagem malandro como um meio de expressar suas próprias convicções através da alegoria. Em 1880 ele começou a escrever Storiadiunburattino ("A história de uma marionete"), também chamado Le avventurediPinocchio, que foi publicado semanalmente no Il Giornale dei Bambini (o primeiro jornal italiano para crianças). "

Le avventurediPinocchio”, um conto de fadas que descreve as aventuras de um boneco de madeira obstinado em sua busca para se tornar um menino de verdade, foi publicado em 1883:

É certo que o trabalho de Lorenzini não foi apenas político. Seus escritos, especialmente “Le avventurediPinocchio”, continham uma grande quantidade de aspectos metafísicos, que são, frequentemente, ignorados pelos leitores modernos.

Carlo Lorenzini escreveu Pinóquio após a longa tradução de textos místicos: uma história narrativa simples que pode ser apreciado pelas massas, com um sentido oculto reservado aos "sábios". 

Já, Walt Disney, que detém esta história imortalizada no filme de animação e cujos desenhos representam mais do que qualquer outro o boneco e os outros personagens, mostra Geppetto, que é um diminutivo do nome Giuseppe (italiano para Joseph), assim:
    ·  Um velho mestre que usa o avental, sempre sonhou em ter uma criança, de modo que, ao ver               brilhar no céu a Estrela Azul, fervorosamente, pediu que seu desejo fosse concedido(este é entrar         em contato com um maior nível de consciência).

Naquela noite, enquanto Gepetto dormia, apareceu a Fada Azul e deu vida ao boneco, advertindo-o a se comportar bem para se tornar um menino de verdade (compreendemos a partir da ideia de ser um homem de verdade). Para aconselhamento sobre seu comportamento chamou o Grilo Falante (com sua consciência, o trabalho consciente de desenvolvimento pessoal é também um ideal hermético).

O Filme, lançado em 1940 – Pinóquio - é um clássico da Disney que continua a ser apreciado por crianças e adultos em todo o mundo. No entanto, a história dessa marionete de madeira esconde uma alegoria espiritual baseada nos ensinamentos esotéricos.

Quantas pessoas estão cientes do verdadeiro significado subliminar de Pinóquio?

Por trás da história de uma marionete tentando se tornar um bom menino, ela é uma história profundamente espiritual que tem suas raízes nas escolas misteriosas do ocultismo. Através dos olhos de um iniciado, a história das crianças sobre o "serem bons", cheio de lições sobre "não mentir", torna-se uma busca do homem para a sabedoria e iluminação espiritual. Os comentários brutalmente honestos e sociais de Pinóquio mostram uma visão sombria do nosso mundo moderno e prescreve, talvez, uma maneira de escapar de suas armadilhas.

No filme, que começa com Gepetto, um escultor italiano, o Senhor Geppetto, também Mastro Geppetto, um personagem fictício do romance, é um entalhador idoso e empobrecido que transforma um pedaço de madeira em um boneco. Ele dá ao boneco a características de homem, mas continua a ser um boneco sem vida. Geppetto é, de certa forma, o Demiurgo de Platão e dos gnósticos. A palavra "Demiurgo" é traduzida literalmente do grego para o "fabricante, artesão ou artífice". Em termos filosóficos, o Demiurgo é o "deus menor" do mundo físico, a entidade que cria seres imperfeitos que são mandados para as armadilhas da vida material.

A casa Geppetto está cheia de relógios do seu ofício, que, como você deve saber, são usados para medir o tempo, uma das grandes limitações do plano físico. Geppetto cria uma ótima aparência para a marionete, mas ele percebe que precisa da ajuda do "Grande Deus" para dar a Pinóquio a centelha divina necessária para se tornar um menino "real" ou, em termos esotéricos, um homem iluminado. Então, o que ele faz? Ele "deseja a uma estrela". Ele pede ao Grande Arquiteto do Universo para infundir Pinóquio com algo da sua essência divina.

Poderia ser a estrela Sirius, a estrela flamejante? A "Fada Azul", representante do Grande Arquiteto do Universo, em seguida, desce à terra para dar à Pinóquio uma fagulha da Mente Universal, o 'nous' "dos gnósticos''.

"Foi afirmado pelos cristãos gnósticos, que a redenção da humanidade foi assegurada através da descida do Nous (Mente Universal), que foi um grande ser espiritual superior ao Demiurgo e que, entrando na constituição do homem, conferiu a imortalidade consciente sobre as fabricações de Demiurgo".

Então, a fada confere a Pinóquio o dom da vida e o livre-arbítrio. Embora ele esteja vivo, porém, ele não é ainda um “menino de verdade". Nas escolas de mistério é ensinado que a vida real só se inicia após a iluminação. Antes de tudo isto não é nada, mas lenta decadência. Então, quando Pinóquio pergunta: "Eu sou um menino de verdade?", A resposta da Fada é: "Não Pinóquio. Prove-se corajoso, verdadeiro e altruísta e um dia você será um menino de verdade".
Este tema de auto-confiança e do auto-aperfeiçoamento, é de forte inspiração gnóstica. Os ensinamentos dizem:
      ·  A salvação espiritual é algo que tem de ser merecida através da auto-disciplina,
          auto-conhecimento e força de vontade intensa.

A lição a ser aprendida é que, por meio da educação e da aquisição de conhecimentos, um homem melhora o estado de seu ser espiritual e moral. Como o homem, cada “pedra bruta” começa como uma pedra imperfeita. Com a educação, a cultura e o amor fraternal, o homem é moldado em um ser que tenha sido ‘julgado pelo quadrado da virtude’ e ‘circundadas pelo compasso de seus limites’, dado a nós por nosso Criador.

Assim, Pinóquio começa sua jornada como um pedaço de madeira bruta e procurará suavizar suas bordas para finalmente se tornar um menino de verdade. Nada, no entanto, foi entregue a ele! Um processo alquímico interior precisa acontecer para que ele fosse digno de iluminação. Ele tem que atravessar a vida, a sua luta contra as tentações, e usando a sua consciência (encarnado pelo Grilo Falante), ele tem de encontrar o caminho certo. O primeiro passo é:
    ·  Ir para a escola (simbolizando o conhecimento). Depois disso,
    ·  As tentações da vida rapidamente cruzam o caminho de Pinóquio.

Em seu caminho para a escola, Pinóquio é interrompido por Foulfellow, a raposa (não um nome muito confiável) e Gideão, o gato que irá atraí-lo para o caminho fácil "para o sucesso": O show business! Apesar das advertências de sua consciência, a marionete segue os personagens obscuros e é vendido a Stromboli, o promotor beligerante do show de marionetes. Durante sua performance, Pinóquio familiariza-se com os lados do caminho "fácil": fama, fortuna e até bonecos de mulheres ''quentes'', sensuais!

Pinóquio, porém, aprende rapidamente os significativos preços deste aparente sucesso:
    ·  Ele não pode voltar a ver seu pai (o Criador),
    ·  O dinheiro que ele gera só é usado para enriquecer o Stromboli, seu “treinador" e,
    ·   Ele vê o destino que o espera quando ele envelhece.


Esta é uma descrição triste do show business, não é? Ele é basicamente nada mais do que um fantoche! Depois de ver a verdadeira natureza do caminho "fácil", Pinóquio descobre o triste estado em que se encontra, ele é enjaulado como um animal e está à mercê de um ‘titereio cruel’. Ele foi enganado em vender sua alma!

Então Pinóquio ganha de volta sua consciência (Grilo Falante) e tenta escapar. Toda a consciência do bem no mundo não pode no entanto salvá-lo, o grilo não pode abrir a fechadura. Nada menos do que uma intervenção divina é necessária para salvá-lo, mas não antes que ele seja verdadeiro para a Fada (mensageiro divino) e o mais importante, para si mesmo. De volta no caminho certo, Pinóquio é interrompido novamente por Foulfellow, a Raposa, que vai atrai-lo para ir ao "Pleasure Island", um lugar sem escola (conhecimento) e as leis (moral). As crianças podem comer, beber, fumar, combater e destruir a vontade, tudo sob o olhar atento do cocheiro.

PleasureIsland é uma metáfora para a vida do "profano", aquele que não pertence ao âmbito do sagrado, que caracteriza-se por ignorância do conhecimento, a busca da gratificação imediata, e a satisfação de baixos impulsos. O cocheiro incentiva esse comportamento, sabendo que é um método perfeito para criar escravos. Os rapazes que se entregam o suficiente, se transformar em burros, então explorados pelo cocheiro para trabalhar em uma mina. Outra representação bastante negativa, desta vez das massas ignorantes.

Logo, Pinóquio começa a se transformar em um burro! Em termos esotéricos, ele está mais perto do seu “eu material”, personificado por este animal teimoso, que é “seu eu espiritual”. Esta parte da história é uma referência literária para Apuleio, a "Metamorfoses ou Asno de Ouro'', um trabalho clássico estudado em escolas místicas. Pinóquio, uma vez que recuperou a consciência, escapou da prisão da vida profana e fugiu de Pleasure Island.

Desse modo, Pinóquio volta para casa para se unir ao seu pai, mas a casa está vazia. Ele descobre que Geppetto foi engolido por uma baleia gigante. O boneco, em seguida, salta na água e é também, engolido pela baleia, a fim de encontrar o seu Criador. Esta é a sua iniciação final, onde ele tem que fugir da escuridão da ignorância da vida (simbolizada pelo ventre da baleia gigante) e o ganho de luz espiritual. Mais uma vez, Carlo Collodi foi fortemente inspirado por uma história clássica de iniciação espiritual: O Livro de Jonas, encontrado no Cristianismo, Islamismo e Judaísmo, Jonas e a Baleia também são lidos nas escolas místicas.

"Jonas é também o personagem central no livro de Jonas. Ordenado por Deus para ir para a cidade de Nínive profetizar contra ela "pois a sua maldade subiu até mim", Jonas procura em vez disso, fugir "da presença do Senhor", indo para Jaffa e numa vela, navegou para Társis. Uma enorme tempestade se levanta e os marinheiros, percebendo esta não ser uma tempestade comum, jogam sortes e aprendem que Jonas é o culpado. Jonas admite isso e afirma que, se ele é jogado ao mar, a tempestade vai cessar. Os marinheiros tentam levar o navio para a costa, mas acabam jogando-o ao mar. Jonas é milagrosamente salvo ao ser engolido por um peixe grande, especialmente preparado por Deus, onde passou três dias e três noites (Jonas 1:17).

Decerto que Pinóquio atravessou as dificuldades da iniciação e saiu da escuridão da ignorância. Ele emerge da tumba, “ressuscitado”, como Jesus Cristo! Ele agora é um menino "real", um homem iluminado, que rompeu os grilhões da vida material para abraçar o seu “eu superior”. O Grilo Falante recebe um crachá de ouro maciço da fada, o que representa o sucesso do processo alquímico de transformação da consciência de Pinóquio, de um metal bruto em ouro. O "Grande Trabalho" foi realizado. O que resta fazer? Um grupo de acordeões loucos, é claro!

Às Conclusões...

Visto através dos olhos de um iniciado, a história envolvendo Geppetto e Pinóquio, em vez de ser uma série de aventuras aleatórias infantis, na verdade, torna-se uma alegoria espiritual profundamente simbólica. Detalhes no filme, que são aparentemente insignificantes, de repente revelam uma "verdade esotérica”, ou pelo menos um comentário brutalmente honesto e social. Inspirado em clássicos da metafísica, como “As Metamorfoses” e “Jonas e a Baleia”. Portanto, se você acha que posso dizer o quanto à história de Pinóquio corresponde à evolução dos seres humanos para alcançar a plena realização da “humanidade”, como seres humanos completos e, particularmente, com a nossa própria evolução, procure ao menos o filme, senão o livro. É a recomendação do Vovô Gepeto!

Roberto Costa Ferreira, 01 de Janeiro de 2020, com vistas à novos tempos!





sábado, 28 de dezembro de 2019

LEMBRANÇAS...

 Ricardo Paschoal com seu tio Roberto Costa Ferreira


Num Natal de 2016... Tempos voam. Mas, carregamos as asas!

Já não gosto destes tempos e modos natalinos de comemoração... Também sinto saudades dos tempos de reflexão. A mão que me sustentava era outra, hoje, o pão que sustenta é d’outro... Tudo é muito estranho!

Lá em Romanos XII:II, li que:
“... Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”.

Então, ando de alma em alma errando, errando,
Como de santuário em santuário.
Sou como o secreto e místico templário
Cujas almas, em silencio, contemplando.

Não sei que som de harpas em mim vibrando,
Que sons de um estradivário peregrino,
Me lembra, reverencias de sacrário
E de vozes celestes murmurando.

Mas sei que de alma em alma ando perdido,
Atrás de um belo mundo indefinido
De Silencio, de Amor, de Maravilha.
Eis a razão de saudades tantas, por tal,
Um tempo novo, um Ano Novo!

Roberto Costa Ferreira, 25Dez2019.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

INTERLOCUÇÃO...




Cida Campos,

Àquela conversa trocada entre duas ou mais pessoas, o necessário diálogo que, juridicamente, se ajusta a um “despacho interlocutório”, o interlúdio, o entreato, a intermediação, a moderação, condições sinonímicas que pressupõem a existência de “sujeitos que se comunicam a partir de situações da realidade social concreta em que se encontram”.

Saiba que originalmente significa 'diálogo', mas o significado foi estendido a toda forma de interação e comunicação entre os sujeitos. O processo de construção desse diálogo do saber ocorre em determinadas situações, a dita “interlocução”, com diferentes pares situados no mesmo espaço geográfico ou não, e exige relativa dedicação, experiência, consideração para com o próximo, um dedicado olhar para a situação e a causa, ou seja, muito amor ao ato, a dedicada linguagem do amor!

E tal uso dessa linguagem é a capacidade que os seres humanos têm para produzir, e a poucos é dado tal exercício de desenvolver e compreender a língua e outras manifestações da comunicação — como pintura, música e dança. E a essas manifestações, cujo conjunto organizado de elementos (sons e gestos) que possibilitam a comunicação assertiva, adequada, do “olho no olho”, diz respeito à linguagens básicas pelas quais o amor é expressado e compreendido. E  cada indivíduo nasce com uma maneira específica de identificar, receber e dar amor, a chamada de 'linguagem', e as várias maneiras de expressá-la que são chamadas de “dialetos”, "papos retos", "um chega mais"!

A tentativa de “demonstrar o amor por meio de determinada linguagem para alguém” que também carrega uma linguagem particular requer um dedicado esforço e atento olhar... Muita paciência e dedicação! Difícil!!!

Assim, o primeiro passo para expressar seu amor por outra pessoa é saber identificar sua linguagem do amor e também a linguagem que a pessoa amada utiliza para isso. Deve-se considerar que todo ser humano é único. O que muitas vezes deixamos passar e acabamos não dando importância é justamente para as particularidades de cada um, colocando a nossa forma de enxergar o mundo ao nosso redor como prioridade sobre as outras pessoas.

Sendo assim, é fundamental estar sempre atento à energia que propagamos ao nosso redor por meio das palavras, pois elas podem prejudicar não só as pessoas que nos rodeiam, mas também a nos mesmos. O ideal é que estejamos atentos, e, sempre que possível, ofereçamos o apoio, por meio de palavras de afirmação a quem estiver precisando de algo neste sentido. É uma das linguagens mais essenciais na atualidade. Acontece que, com a correria e a quantidade de demandas que necessitam da nossa atenção diariamente, acabamos deixando de passar um tempo ou de encontrar pessoas que são importantes para a nossa existência em si.

Com isso, vamos perdendo o contato, e, conforme a vida se desenrolando, 'mesmo a condição de aposentadoria e outros que tais', podemos até não encontrar mais maneiras de retomar a convivência com estas pessoas. Assim, é fundamental que encontremos um tempo, que dediquemos um período para nos aproximarmos, mais do que presentes. O que essas pessoas de fato querem e merecem é que estejamos com elas de corpo e alma, com ou sem preocupações aparentes, mas atentos à necessária 'condição de interlocutora'.

E esse mister é a característica nata em você, Cida Campos, querida amiga!

Parabéns para nós, por tal precioso tempo e à nossa particular e extensiva dedicação, o próximo!


Roberto Costa Ferreira, in “A Interlocução”, em 27 de Outubro de 2019.

https://www.facebook.com/roberto.ferreira2/videos/2527851830818213/?t=0

PROMESSA...



Gente, decorridos sete anos - 10 de Dezembro de 2012 - neste dia, compreendi significativamente das razões de minha existência, e da importância de nos somarmos ao próximo, até de se doar a alguém, pois que, o amor liberta o eu para qualquer disposição de ato: doar-se em amor é a vida que troca de centro! 

Trata-se do ato pelo qual me abro ao outro em vez de fechar-me. No plano da intersubjetividade compreende -se o sacrifício total. Mesmo quando alguém corre o risco de vida... Metaforicamente existe uma diferença entre "sacrificar sua vida em prol do próximo" e, "doar-se mediante troca, em promessa".
"Quem doa sua vida, dá tudo por algo a que atribui um valor superior!" 

Coloca sua vida à disposição, mesmo que em promessa, leva a disponibilidade até o limite; sacrifica-se a um ser amado, querido, pondo este ser acima de sua vida; faz isso só porque reside fé e esperança; pois que, "sem esperança não há sacrifício".

Eu prometi! Pois sei que a esperança sempre está ligada ao ser; o sacrifício, é a afirmação... Então afirmo que, se reside exuberância nesta vida plena, à fé que em mim habita, correspondeu às expectativas que se materializam.

Quanta beleza nesta minha neta Isabela, exuberante de vida!


Roberto Costa Ferreira, 19Dez3019, sete anos depois...