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domingo, 10 de janeiro de 2021

ANIVERSÁRIO de SANTO AMARO - 2021 - CORAL & Mestre Chapinha ...


Gente! Eu estou presente... Tantos outros também... Chapinha, “os Mazia”, Andrea, estou ao fundo como que enquadrado e Isabel ao meu lado... Agora, se “sob” e ou “sobre”, que nada mais são que duas 'preposições' essenciais causando muita confusão na hora de se escrever um texto, não importa. Isso porque elas são palavras ‘parônimas’, uma vez que são muito semelhantes na pronúncia e na escrita, entretanto, possuem significados diferentes.

Sendo assim, ainda, o sob e o sobre são termos ‘antônimos’, ou seja, o significado de uma é o contrário da outra, nada importando no presente momento. Importante mesmo é que estávamos “todos juntos”, e “misturados”, sem respeito às distâncias mínimas hoje requeridas!

Ah, está! E éramos todos ‘sinônimos’ de muita alegria e felicidades, plenos de certezas presentes, todos convergindo para celebrar um tempo, não importando, segundo o poeta, “... se a estação do ano muda, se o século vira, se o milênio é outro, se a idade aumenta...” Conservemos a vontade de viver, pois que, não se chega a parte alguma sem ela, a dita vontade.

Ainda que, se não guardamos, nos esquecemos a data de aniversário de quem nos importa, que é importante na memória do coração, e se, o significante é a “forma”, o “corpo” que se vê ou que se ouve – como diz o samba do Chapinha, da palavra –, o significado corresponde ao conteúdo, ao que o conjunto de sons/letras que constituem essa palavra representa - o “conjunto das pessoas juntas” ... Sendo assim, o conceito corresponde ao significado, e a imagem ora posta e acústica na lembrança lembrada do samba, ao significante.

Portanto, reitero o dito daquele poeta que disse: “se não guardamos e nos esquecemos a data de aniversário de que nos importa, não vale a pena escrevê-la na agenda”.

Então recomendo: “Guardem na agenda, na memória, no coração outra oportunidade de tal ação - Santo Amaro aniversaria e estaremos disponíveis - oportunidade de revivermos o inesquecível conjunto dos ‘Meninos e Meninas Cantoras de Santo Amaro, o Samba Enredo cantado na música e orientação do Mestre Chapinha, percorrendo “Caminhos de Santo Amaro”, com vistas à consagração do 469º aniversário. Brevemente!

Roberto Costa Ferreira - HILASA/ Santo Amaro, 10/01/2021.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

O Dia de Hoje! Clarice Lispector - Centenário de nascimento e aniversário de data - 10/12/1920.

 


Tem dia que não rezo não. Sinto que estou esperando para rezar... Tem dia que rezo. Por tudo, tudo de bom, hoje e sempre!

Tem coisas na vida que até esqueço. Outras coisas não. Coisas na vida, da vida, as vezes esqueço.

Tem pessoas na vida que até mesmo esqueço... Às vezes lembro. Por vezes não quero lembrar.

Tudo depende, na vida, na morte. Eu sempre fiz tudo devagar... As vezes quero que o tempo pare, por vezes dispare. Por vezes quero nele ficar... Como que “dormente”, até pra sempre.

Tem momentos inesquecíveis, outros sofríveis, momentos que vem de dentro... Tudo vem de dentro.

Mas quando vem de fora, do outro, de dentro do outro, então quero que tudo aquilo fique aqui por dentro, e queria que tudo aquilo de dentro de mim partisse, ficasse como que colado dentro do outro!

Foi assim o meu encontro. Que durou pouco. O suficiente para que entrássemos um no outro. Isso... Tudo! Um dentro do outro, muito próximo um olhando dentro do olho do outro. Como que penetrando teso, inteiriço e duro, um n’outro!

Foi um lance! Que “pintou” como que num “transe” ... Inebriante! Que para mim perdura constante.

Tal reflexão, e, normalmente, as reflexões de cunho psicológicos são efetuadas pelas pessoas que “pensam”, “que questionam” o que as “rodeiam”. E a reflexão psicológica é muitas vezes utilizada na filosofia. Assim, refletir é pensar, abordar um tema, que nos intriga, por vezes “lembrar do inesquecível”, “amar”, falar do “amor impossível”, impassível naquele momento, tal que não suscetível de “padecer”, de “sofrer”, apenas “querer” ... Nem que fora por um instante, pois que, mesmo que se queira esquecer devemos primeiro lembrar!     

Então, como referido no texto objeto do blog adiante: “Clarice aniversaria, portanto Inesquecível...!” Lembro que no dia de hoje ela faleceu, 8 anos de tempo decorrido, após tê-la conhecido – Leme/RJ, 1969 – no auge dos seus 48 anos! Deixou-me! Deixou-nos a exatos 43 anos – 9 de Dezembro de 1977, no Rio de Janeiro.

A maior escritora judia desde Franz Kafta, cuja obra está repleta de “cenas cotidianas e tramas psicológicas”, reputando-se como uma de suas principais características “a epifania de personagens comuns em momentos do cotidiano”. Como que “um sentimento que expressa uma súbita sensação de entendimento ou compreensão da essência de algo. Podendo ser ainda “tal qual um termo usado para a realização de algo, um sonho com difícil realização”. Literal e filosoficamente, sugere que alguém “encontrou a última peça do quebra-cabeças”. Pode ser. Talvez que num destes “cotidianoseu estivesse presente como a um ensaio ... Será!

Em verdade, o que importa é que, embora nascida Ucraniana e chegada ao Brasil em 1922 – 2 anos de idade – com seus pais, sempre disse: “Naquela terra eu literalmente nunca pisei: fui carregada de colo” e que sua verdadeira pátria era o Brasil, esta na qual amanhã comemoraremos seu aniversário de nascimento – 10 de Dezembro.

Roberto Costa Ferreira, 09 de Dezembro de 2020.

Membro  Relator e  Pesquisador  nos  Comitês

Ética/Pesquisa: CEP/USP-UNIFESP/HSP-HU

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

SINDEMIA III - O que acontece com a síntese de proteínas na inibição da síntese de ATP mitocondrial?

Às notícias, em 19 de Dezembro p. p. circulou a notícia, momento que “Londres e arredores, lojas não essenciais devem  fechar e as pessoas devem ficar em casa a partir da  meia-noite de sábado, com exceções limitadas para alguns tipos de trabalho e compras essenciais, disse Johnson. Os locais de culto permanecerão abertos”.

Anteriormente, em 16 de dez. de 2020 veicula-se a notícia segundo a qual, novamente, “Londres fecha cinemas, teatros e restaurantes, novamente, devido à pandemia. A capital britânica e partes do sudeste da Inglaterra ...”

Mais ultimamente temos a corrida da Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas (ABCVAC) que vem negociando com a farmacêutica Bharat Biotech a compra de 5 milhões de doses de uma vacina contra covid-19, esta então produzida na Índia - a Covaxin - que poderá ser aplicada em caráter emergencial, conforme autorização concedida pelas autoridades do país.

Assim, consagradamente, além do poder público, a corrida pelas vacinas mobiliza também a rede privada. Nesta, porém, a vacina ainda não tem o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser distribuída no Brasil.

Desse modo, a par das notícias nos meios mundiais de comunicação e, verificando-se que Londres estava em bloqueio, uma "solução de custo quase zero" simples e eficaz prosperou nos estudos... Em concordância com minha modesta proposta, agora também sinteticamente publicada nesta blog, mas que integralmente publicizada e conhecida nos canais científicos competentes, proposta realizada em pesquisa fundamentada, condiz com o trabalho desenvolvido pelos pesquisadores adiante declinados, principalmente através Dr. Michael Durairaj S., Master of Science, virologista - Goswami Ganesh Dutta Sanatan Dharam Gollege -Department of Biochemistrv, momento que diz:

“A vacinação individual específica para setotipo, pois a progressão da doença é lenta, usando o vírus infectante como "vírus inativado" como vacina. É a ideia básica. Vale a pena, pois economiza dinheiro e ajuda as pessoas em todo o mundo, ... “

Este não é o formato científico aceito. É custo quase zero... Provar isso em laboratório levará dois (três) anos. Mas como autorização de uso emergencial, como por aqui, atualmente, largamente se propaga, pode ser comprovado em 15 dias. No campo, implementando a inalação de vapor conforme mencionado à frente.

O Controle da Covid 19 globalmente - requer estratégia simples de Vacinação individual específica para sorotipos, conforme:

     ·  Usando inalação de vapor e retendo a respiração.

     ·    Fazer inalação de vapor três vezes ao dia durante 5 minutos.

     ·    Conforme o "Método de Michael".

Depois de inalar o vapor, tente retê-lo e permitir que os níveis de CO2 aumentem até seu nível de conforto, digamos, 30 segundos ou menos, é possível. Isso vai realmente ajudar, principalmente como a vacina de sorotipo específico. Assim, adiante:

Passos técnicos:

1. Do dia 0 da infecção aos sintomas graves, leva o dia 8 a 10, se for necessária hospitalização.

2. A produção de anticorpos IgM começa no quinto dia após a imunização/infecção.

3. Ponto crucial da atual estratégia: não publicado: Teoricamente, a umidade da inalação do vapor a água inibe a síntese de ATP tão essencialmente necessário para a replicação do vírus no pulmão. (Considere que a teoria da temperatura do vapor é uma porcaria ... pois ela mata as células pulmonares).

4. Como a síntese do vírus é inibida, ao interromper a síntese de ATP, nosso mecanismo imunológico assume, antes que a doença comece, com cargas virais baixas quando o vapor é inalado três vezes ao dia.

5. Altas altitudes acima de 2500-3000 metros, devido à acidose de baixo CO2 estão interferindo na replicação viral... ácidos podem ser usados para inativar vírus... Então, segurando a respiração por menos de 30 segundos e inalação de vapor, podemos controlar. Isso pode ser experimentado em pequeno nível, em uma pequena população geográfica.

Então, aplicado em maior população geográfica, isso pode ser experimentado em pequeno nível e assim, aplicado em maior nível. Digamos um Taluk, ou uma pequena população... Então, um distrito ou estado maior que o ambiente Global. É um tiro certeiro, garante-se!

Fiz modesta publicação, fato tal que o Dr. Michael tentou escrever em todos os lugares, porém decidiu que esse é o método ideal. Referiu até seus parentes envolvidos, com quem manteve contato em casa, os nomes também estão lá, inseridos nas pesquisas, nos TCLE – Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, requeridos.

Em especial, quis até registrar “STOP VIOLENCE CONTRA DOCTORS” para fornecer todas as informações técnicas sobre o curso da doença e do tratamento, respondendo dúvidas, em muitas oportunidades, até tarde da noite e em meio a horários agitados. Disse ainda que:

“Tive tempo livre para consertar o quebra-cabeça, coletando informações sobre dúvidas ... No caso de comentários de dúvidas que possamos discutir ... deve ser 97 +% eficaz. Aqueles com forte reação ao vírus SARS-COV2, como eles respondem não tem certeza ... “

Digo em acréscimo que ‘alguns perfis de soro têm problemas. Mas como o mecanismo imunológico é o mesmo, isso pode ser altamente eficaz. Em especial, quero deixar registrado o STOP VIOLENCE CONTRA MÉDICOS, procedimento antes referido, por fornecer todas as informações técnicas sobre o curso da doença e do tratamento que, atende a dúvidas noturnas em meio a horários agitados’.

Complementou o virologista, consoante meu parecer que: “Tive tempo livre para consertar o quebra-cabeça, coletando informações sobre dúvidas. No caso de comentários de dúvidas que possamos discutir... deve ser 97 +% eficaz. Aqueles com forte reação ao vírus SARS-COV2, como eles respondem não tem certeza. Alguns perfis de soro têm problemas. Mas como o mecanismo imunológico é o mesmo, isso pode ser altamente eficaz”.

Assim, finalizo está apreciação crítica referindo que talvez possamos verificar a propagação do vírus e ainda, controlar a infecção em 98% da população. Plausível solução!


São Paulo, 30 de Dezembro de 2020.

Roberto Costa Ferreira, Mestre em Educação Superior

 Membro dos Conselhos de Ética em Pesquisa

USP/SP e UNIFESP - Brasil

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Thanksgiving - Dia de Ação de Graças!


“Thanksgiving” ... Um dos feriados mais importantes dos Estados Unidos e Canadá, que simboliza um dia de gratidão, geralmente a Deus, pelos bons acontecimentos do ano. Celebra-se na quarta quinta-feira do mês de novembro. Também no Brasil, desde 1949, tendo sido instituído o Dia de Ação de Graças, cuja lei foi regulamentada em 1965 pelo presidente Castelo Branco. É celebrado também na quarta quinta-feira de novembro. Neste dia, as pessoas comemoram com festas e orações. Mas foi somente em 1941 que o Congresso americano tornou a data feriado nacional.

É conveniente que se saiba que a origem do Dia de Ação de Graças remonta a 1621, momento que os colonos de Plymouth, em Massachusetts, e os indígenas celebraram a colheita de outono com um grande jantar - acredita-se que esse foi o primeiro banquete de Thanksgiving da história. A celebração tinha um motivo bem importante: O inverno anterior havia sido brutal.

Creio que muitos, todo mundo já ouviu falar de Thanksgiving ou Dia de Ação de Graças: é um dos feriados mais populares nos Estados Unidos, marcado por jantares fartos, com um enorme peru assado na mesa, tendo após, na composição da sobremesa, torta de abóbora! Essa cena é, inclusive, bem comum em filmes e em séries norte-americanas. É assim, um feriado que antecede o Natal - nos Estados Unidos, foi celebrado na 4ª quinta-feira de novembro, sendo certo que neste 2020, ocorreu no dia 26/11 p.p. e, no Canadá, na 2ª segunda-feira de outubro. Reitero que, em ambos os países, o Dia de Ação de Graças é feriado nacional.

Já está no nome: o Dia de Ação de Graças é uma data em que as pessoas agradecem as coisas boas que aconteceram no curso do ano. No passado, Thanksgiving era celebrado logo depois das colheitas. Por isso, a ideia da fartura de comida está tão ligada a esse feriado: nesse dia, as pessoas agradeciam justamente pela produção agrícola, rememoro. É interessante considerar que, diferentemente da maioria dos feriados, o Dia de Ação de Graças não é uma data com raízes religiosas. Pelo contrário: Thanksgiving está diretamente relacionado à história dos Estados Unidos e à sua colonização.

Considerando a origem do Dia de Ação de Graças, em 1621, os colonos de Plymouth, em Massachusetts, e os indígenas celebraram a colheita de outono com um grande jantar - acredita-se que esse foi o primeiro banquete de Thanksgiving da história. A celebração tinha um motivo fundamental: O inverno anterior, brutal na sua ocorrência, proporcionou que significativo contingente dos colonos passassem a estação abrigada em um navio - o veículo que usavam em suas explorações - e foram expostos a doenças contagiosas. Apenas metade do povo sobreviveu para ver sua primeira primavera em Massachusetts.

Chegando março, os colonos receberam a surpreendente visita de um indígena Abenaki, oriundo da tribo nativa pertencente ao grupo Algonquino, que vivia no nordeste dos Estados Unidos, que os cumprimentou em inglês. Dias depois, ele retornou acompanhado de Squanto, membro da tribo Patuxet, mais conhecida por ser uma das primeiras ligações entre a população nativa americana no sul da Nova Inglaterra e os peregrinos do Mayflower, um indígena que havia sido sequestrado, escravizado e levado a Londres. Quando retornou, ele ensinou aos peregrinos, debilitados pela desnutrição e doenças, como cultivar milho, extrair seiva de bordo, pescar nos rios e evitar plantas venenosas.

Ele também ajudou os colonos a formarem uma aliança com os Wampanoag, uma tribo local, que duraria mais de 50 anos e que continua sendo, infelizmente, um dos únicos exemplos de harmonia entre colonos europeus e nativos americanos. Depois de uma colheita bem sucedida, em novembro de 1621, o governador William Bradford organizou um grande banquete de comemoração, que durou três dias. Embora não existam registros sobre o cardápio exato do banquete, é possível se ter uma ideia. 

Peru assado é um dos pratos mais tradicionais do feriado. O cronista do peregrino Edward Winslow, separatista que viajou no Mayflower em 1620, tendo sido um dos vários líderes seniores do referido navio, também mais tarde na Colônia de Plymonth, escreveu:

"Realizada nossa colheita, nosso governador enviou quatro homens à caça de aves, para que, juntos, de maneira especial, pudéssemos nos alegrar, depois de colhermos os frutos de nosso trabalho. Em apenas um dia, os quatro mataram tantas aves que a Companhia se alimentou por quase uma semana. Nesses dias, exercitamos nossas armas, ao lado dos índios e do chefe da sua tribo, Massasoit, que tem cerca de 90 homens. Durante três dias, festejamos, e eles saíram e mataram cinco veados, que trouxeram para a fazenda e entregaram ao nosso governador e ao capitão. E, embora nem sempre seja tão abundante, como foi nesta época conosco, pela bondade de Deus, estamos tão longe da necessidade, que muitas vezes desejamos que vocês participem de nossa abundância."

Historiadores sugerem que as receitas provavelmente foram preparadas seguindo as tradições dos nativos, com seus temperos e seus métodos. Como, na época, os peregrinos não tinham forno, o banquete não teve tortas, bolos e outras sobremesas - esses pratos só se tornaram tradicionais de Thanksgiving muitos anos depois.

Já em razão do feriado nacional de Thanksgiving em 1623, considerando que as colheitas foram ameaçadas por um longo período de seca, para agradecer os alimentos colhidos, foi feito o segundo banquete de Ação de Graças. A partir de então, a data passou a ser celebrada anualmente na região da Nova Inglaterra. Mas foi um longo caminho até que Thanksgiving fosse declarado, de fato, um feriado nacional.

Em 1789, George Washington emitiu a primeira proclamação de Ação de Graças pelo governo nacional dos Estados Unidos; nele, “incentivou os americanos a expressar sua gratidão pela feliz conclusão da guerra de independência do país e a ratificação bem-sucedida da Constituição dos EUA”. Seus sucessores, John Adams e James Madison, também designaram dias de agradecimento durante suas presidências. George Washington finalmente ganha uma biblioteca presidencial​.

Já ao longo de 1817, muitos estados do norte já declaravam Thanksgiving como feriado oficial (Nova York foi o primeiro deles). Mas cada estado celebrava em datas diferentes. E os estados sulistas sequer reconheciam o festejo.

É interessante notar que, diferentemente da maioria dos feriados, o Dia de Ação de Graças não é uma data com raízes religiosas. Pelo contrário: Thanksgiving está diretamente relacionado à história dos Estados Unidos e à sua colonização, sendo certo que dez anos mais tarde, a editora de revistas e escritora Sarah Josepha Hale, que era muito famosa na época, começou a enviar cartas a presidentes, governadores e prefeitos, pedindo o reconhecimento do Dia de Ação de Graças como um feriado nacional. Ela enviou esses pedidos por 36 anos! Por isso, ganhou o apelido de "Mother of Thanksgiving", a mãe do Thanksgiving.

Foi só em 1863 que Abraham Lincoln, presidente dos Estados Unidos na época, acatou os pedidos de Sarah. Diante das mortes de soldados durante a Guerra Civil, Lincoln pediu aos americanos que "recomendem ao terno cuidado de Deus todos aqueles que se tornaram viúvas, órfãos, enlutados ou sofredores na lamentável luta civil" e "cure as feridas da nação". A data passou a ser comemorada sempre na última quinta-feira do mês de novembro.

E na ocorrência do ano de 1939, o presidente Franklin Roosevelt até tentou adiantar a celebração, para incentivar vendas e ajudar a economia sofrida depois da Grande Depressão. Mas a medida foi altamente criticada e, a partir de 1941, Thanksgiving virou feriado nacional, sempre na 4ª quinta-feira do mês. Atualmente, o Dia de Ação de Graças perdeu muito de seu significado de origem. As famílias e amigos americanos costumam se reunir para partilhar uma bela refeição. Não há certeza se o peru, o símbolo mais clássico de Ação de Graças, foi servido no primeiro banquete dos peregrinos. Nos dias de hoje, porém, cerca de 90% dos americanos consomem peru assado no feriado. Outras receitas clássicas são purê de batata, molho de cranberry e torta de abóbora.

Fazer trabalho voluntário também é uma atividade bem comum, para os americanos, durante o feriado de Thanksgiving, e as comunidades e bairros costumam servir refeições beneficentes aos mais necessitados. As paradas, com enormes balões, também se tornaram clássicas. Tal tradição teve início em 1924, impulsionada pela loja Macy's, em Nova York. Até hoje, a parada da cidade é a mais famosa e reúne cerca de 3 milhões de pessoas nas ruas, além de uma enorme audiência na televisão. Com o tempo, também surgiu uma tradição bem curiosa: dois perus são "poupados" de serem assados e são enviados a uma fazenda. Isso começou em meados do século XX, com o "perdão" sendo consentido aos perus pelo presidente, e, até hoje, alguns governadores também fazem esse ritual. Obama perdoa seu último peru de Ação de Graças​, onde cerca de 50 milhões de perus são consumidos no Dia de Ação de Graças, também conhecido como “Turkey Day” (Dia do Peru).

No Brasil, pouca gente sabe, mas existe Dia de Ação de Graças! Ele foi instituído em 17 de agosto de 1949, no governo de Eurico Gaspar Dutra (Lei n.º 781). Seguindo a tradição americana, o Thanksgiving aqui também é celebrado na 4ª quinta-feira de novembro. A Escola de Joinville celebra Dia de Ação de Graças​. Florianópolis mantém as tradições culturais do Arquipélago de Açores, em Portugal​. No país, também é uma data para se agradecer pelas coisas boas do ano. Como não é muito popular por aqui, não é feriado nacional. A data é mais celebrada por descendentes e imigrantes ingleses e americanos. As escolas de idioma, sim, costumam celebrar Thanksgiving como forma de ensinar aos alunos sobre essa tradição.

No Canadá, Thanksgiving foi celebrado pela primeira vez em 1879, sendo conveniente referir que a data atual (sempre na 2ª segunda-feira de outubro) foi definida em 1957. Com tal condição geográfica, estando mais ao norte do que os Estados Unidos, as colheitas são feitas antes por lá. Por isso, o Dia de Ação de Graças também é celebrado antes, em outubro.

Convite elaborado e divulgado por ocasião do evento

Em 2020, ocorrido no dia 26/11 em Santo Amaro, bairro da cidade de São Paulo, na 5ª quinta-feira última de novembro. Não é feriado nacional. Aliás, poucos mencionaram o evento em razão do quadro pandêmico predominando e nas ansiedades de um prospectivo futuro: como será o Natal em 2020 em meio a pandemia?​ Aconteceu sim, nas ideias propostas e nascida no interior, na coordenação do Centro Cultural de Santo Amaro, evoluindo para conhecimento dos membros atuantes no contexto literário e cultural, cujas atividades postas em prática pelos hilasianos (membros vinculados ao HILASA – Instituto de Letras e Artes de Santo Amaro) organizaram-se objetivando fazerem honrarias...

... E tornaram público com um ato de gratidão em razão da consagração da vida. Presencial sim, nas imagens postas em plataforma e tela, nas vozes, nos olhares cruzados, divididos entre assistentes e assistidos, nos benévolos semisorrisos e sorrisos... Todos ao evento imbuídos, plenos e embebidos na jarra posta de mosto, tal qual a dimensão de Provérbios 3:10 – “E se encherão os teus celeiros abundantemente, e transbordarão de mosto os teus lugares.” Lugar aquele da emanação da solenidade onde a mesa ao centro posta trazia a “satisfação” de termos o pão magnificamente produzido por alma gentil, simbolizando a ressureição, a imortalidade, à continuidade da vida.  E membros, postos e dispostos, ordenadamente afeitos, adaptados a um território ainda estranho de pandemia, mas que, perfeitos na execução do proposto, falantes, outros eloquentes discursantes, que de palavra fácil fecundaram, dos assistentes o coração e, destes, ensementaram fraternidade e amor!

Um Dia Perfeito!       


Roberto Costa Ferreira, 27 de Novembro de 2020

 – Thanksgiving - Dia de Ação de Graças.

segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Isabel, filha de Francisco disse... Francisco presente!

 

Francisco Santos Conceição

Isabel, filha de Francisco disse, na oportuna data de 20 de Novembro de 2020  - Dia da Consciência Negra – momento que não é de comemoração e sim de reflexão – oportunidade que é celebrado no Brasil na data de 20 de Novembro, tendo sido criado em 2003 como efeméride incluída no calendário escolar, até ser oficialmente instituído em âmbito nacional mediante a Lei nº 12.519, de 10 de Novembro de 2011, sendo feriado em cerca de mil cidades em todo o país e em alguns estados através de decretos estaduais. Em alguns estados que não aderiram à referida lei a responsabilidade limita-se à câmara de vereadores que decidem se haverá o feriado municipal – o texto em verso adiante que, muito merecidamente dedicou ao seu pai, figura impoluta e bela em sua existência!

Ato contínuo, manifestei-me quase em exaltação, mas, antes de tudo uma manifestação de amor, cuja descrição do personagem é feita através do enlevo ao significante personagem.

O galo cantou as quatro da manhã, não
Sem antes ecoar retumbantemente...
E foi-se embora desse mundo de ilusões
Como a um vento forte, vibrantemente,
Que circulou por sobre as cabeças, pois
Que, queria que não o vissem chorar.

Mas eu, ainda aqui, hoje choro por tanta
Saudade.... Sem tristeza, sim, existente!
Como pudera viver-se ausente de tão
Expressivo existir, sendo certo que,
A presença dos ausentes na memória dos
Presentes é mais forte do que a morte.

De tão ilustre personalidade negra, nesta
Minha significante vida trago a certeza
De quão doida é a saudade imensa,
Mas feliz por contê-la e vivê-lo em meu
Coração!

Isabel Conceição Costa Ferreira, 20 de novembro de 2020,
Por uma consciência negra!

Verdade!

Um mestre... Significativa homenagem a um homem que, no exercício de sua existência prosperou e viveu sabiamente, atinente ao princípio inteligente proporcionado pelo Grande Arquiteto do Universo!

Um homem que, deixou-me referências e recomendações existenciais, as quais e muitas, ainda pratico obedientemente.

Mais que um sogro, mais que amigo, brilhante serena e expectante Luz no meu caminhar, na minha existência!

E bem por tal agradeço por sua presença, quando em vida e superiormente bela no plano espiritual. Francisco presente!

Por oportuno, sugiro ouvirem a canção no link adiante.

Roberto Costa Ferreira, 20Nov2020.

https://youtu.be/r3zY7-wJVCc

domingo, 22 de novembro de 2020

Sindemia II ... E o começo de tudo! "Covid-19 à Covid-20", resposta institucional à atual crise baseada num "pensamento sindêmico, e não pandêmico".

 



Wuhan, na China, mais populosa e contendo cerca de 11 milhões de habitantes, um dos principais polos turísticos, a vasta capital da província de Hubei, é um centro comercial dividido pelos rios Yangtzé e Han. É a capital, a maior cidade da província chinesa. No momento que o governo notificou a Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre uma misteriosa pneumonia no local, especialistas de todo o mundo começaram a tentar identificar o agente causador. Supõe-se que ele tenha se originado num mercado de frutos do mar na cidade. Inicialmente foi comunicado haver cerca de 40 pessoas infectadas, ao final de dezembro de 2019.

Partindo de então o Glossário da crise do coronavírus ganha novo termo. Ele reflete a ideia de que o vírus não atua simplesmente sozinho, mas sim compactuando com outras doenças. E isso demanda uma abordagem diferente. Desse modo, um artigo publicado no final do mês de setembro no semanário The Lancet, uma das mais antigas e prestigiadas publicações científicas do mundo, remontando ao ano de 1823 sua criação – Reino Unido - e voltada para a disciplina de medicina, com revisão por pares, sendo publicada semanalmente, pôs um novo termo no já extenso debate sobre o novo coronavírus. O texto defende que o mundo não enfrenta simplesmente uma pandemia, mas uma "sindemia".

Tal artigo é assinado pelo editor-chefe da referida revista, Richard Horton, que argumenta ser a COVID-19 não “uma peste como outra qualquer já vista no passado e que, por isso, merece abordagem diferente. O termo sindemia, por isso, seria mais adequado”. Compreende-se assim que o vírus não atua sozinho, mas compactuando com outras doenças. Logo, a desigualdade social tem papel-chave nisso. 

"A COVID-19 não é uma pandemia. É uma sindemia. A natureza sindêmica da ameaça que enfrentamos significa ser necessária uma abordagem mais diversificada se quisermos proteger a saúde de nossas comunidades", escreve Horton. 

Ainda, Sindemia caracteriza a interação mutuamente agravante entre problemas de saúde em populações em seu contexto social e econômico. Este conceito foi cunhado por Merril Singer a partir de estudo desenvolvido sobre o entrelaçamento entre a síndrome da imunodeficiência adquirida e a violência em cidades estadunidenses. Desse modo, tal artigo repercutiu em alguns dos principais meios de comunicação internacionais e ganhou eco no mundo científico, revelando-se objeto de estudo mais acurado. A americana Sociedade de Medicina de Catástrofes e Saúde Pública, por exemplo, defendeu, em artigo intitulado "Covid-19 à Covid-20", que a resposta institucional à atual crise seja baseada num "pensamento sindêmico, e não pandêmico".

Compreende-se logo que a palavra "sindemia", portanto, entra aos poucos no glossário do debate sobre a COVID-19, ao lado de termos como "lockdown", "imunidade de rebanho" e "achatar a curva", antes praticamente desconhecidos do grande público, agora e rapidamente de popular expressão. Mas o que significa exatamente sindemia? O que é? Bem, o termo "sindemia", com mais detalhes, foi cunhado nos anos 1990 pelo antropólogo médico americano Merrill Singer, mais conhecido por suas pesquisas sobre abuso de substâncias, HIV/aids e disparidades sociais na saúde da população, como sinteticamente mencionei no parágrafo anterior e em cujo conteúdo Singer definiu a sindemia como:

"um modelo de saúde que se concentra no complexo biossocial" – ou seja, nos fatores sociais e ambientais que promovem e potencializam os efeitos negativos da interação de uma determinada doença.

Em outras palavras, de acordo com a tese de Singer, a abordagem sindêmica olha para a doença de forma mais ampla, explorando as consequências gerais de medidas como lockdowns e o distanciamento social, mesmo em razão de vivências periféricas na sociedade contemporânea. E é nessa tecla que Richard Horton bate em seu artigo na Lancet. Ele escreve que, agora vertido: 

“à medida que o mundo se aproxima de 1 milhão de mortes por covid-19, é importante enfrentar o fato de que a atual abordagem é demasiadamente restrita para administrar a crise do novo coronavírus”.

Segundo Horton, todas as intervenções se concentraram até agora em cortar linhas de transmissão viral. A "ciência" que tem guiado os governos, afirma ele, é baseada principalmente em modelos de combate a epidemias que enquadram a atual emergência sanitária num conceito de peste que tem séculos de existência

"Mas a história da covid-19 não é tão simples assim", argumenta o editor da Lancet, ao que concordo. "Duas categorias de doenças estão interagindo dentro de populações específicas – a síndrome respiratória aguda severa (Sars-Cov-2) e uma série de doenças não transmissíveis (DNTs). Estas condições estão se agrupando dentro de grupos sociais de acordo com padrões de desigualdade profundamente enraizados em nossas sociedades. A agregação dessas doenças em um contexto de disparidade social e econômica exacerba os efeitos adversos de cada doença separada."

Então, como combater uma sindemia?

Uma “epidemia sindêmica” refere-se à ideia de que o vírus não age isoladamente, como o coronavírus, um vilão solitário que simplesmente espalha pneumonia e falência de órgãos entre a população. Ele tem cúmplices como:

· a obesidade, diabetes, doenças cardíacas e, principalmente 

· condições sociais, que acabam agravando a situação do infectado.

A questão é que muitos dos "cúmplices" da COVID-19 já são uma epidemia isolada por si só em algumas sociedades. A obesidade, por exemplo, é um fator de risco para o desenvolvimento de diabetes e doenças cardíacas.

Um artigo recente na revista Obesity Reviews – uma revista médica mensal revisada por pares, criada no ano de 2000, que publica análises de todas as disciplinas relacionadas ao tema Obesidade, é o jornal oficial da Federação Mundial da Obesidade e publicado em seu nome por Wiley-Blackwel – empresa, cuja ação é o negócio internacional de publicações científicas, técnicas, médicas e acadêmicas da John Wiley & Sons tendo sido formada pela fusão dos negócios científicos, técnicos e médicos globais de John Wiley com a Blackwell Publishing, depois que Wiley assumiu o controle em 2007.

Tem como editor-chefe David A. York – que se aposentou em 2014 de sua posição como professor do Departamento de Biologia da Universidade Estadual de Utah. Antes disso, foi Diretor Executivo Associado de Ciências Básicas no Pennington Centre em Baton Rouge e membro do corpo docente do Departamento de Nutrição Humana da Universidade de Southampton, no Reino Unido, tendo agora um cargo adjunto na Wayne State University em Detroit, onde mora agora. Anteriormente, tesoureiro da Associação Internacional para o Estudo da Obesidade e, então, atua como o referido cargo de Editor-Chefe de Revisões de Obesidade e como Presidente do Comitê de Publicações da Obesidade Mundial.

Referido artigo da revista Obesity Reviews, por exemplo, concluiu que pessoas obesas têm 50% mais chances de morrer de coronavírus. Em seu artigo, Richard Horton destaca que as sindemias são caracterizadas por interações biológicas e sociais, interações estas que aumentam a suscetibilidade de uma pessoa ver seu estado de saúde piorar ao contrair uma doença. Especificamente, no caso da COVID-19, argumenta o editor da Lancet: 

“... atacar doenças não transmissíveis é um pré-requisito para um combate bem-sucedido à atual crise. O número total de pessoas que vivem com doenças crônicas está crescendo. Abordar a COVID-19 significa abordar a hipertensão, obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares e respiratórias crônicas, e câncer", diz.

Horton afirma ainda ser especialmente importante prestar maior atenção às doenças não transmissíveis em países mais pobres. Ele cita ainda um artigo na Lancet, também de setembro, em que os especialistas Gene Bukhman e Ana Mocumbi descreveram algo que chamam de DNTLsadicionando lesões à categoria de "doenças não transmissíveis".

Para o bilhão de pessoas mais pobres do mundo, as DNTLs - Doenças não Transmissíveis, que são a principal causa de morte e incapacidade em todo o mundo e cujo controle eficaz dessas doenças crônicas depende, em grande parte, dos serviços continuados, responsivos, acessíveis e de qualidade, além de engajamento e autocontrole satisfatório por parte do pacientes.representam mais de um terço do seufardocom doenças. O artigo acima citado por Horton afirma ainda que: 

“... a disponibilidade de intervenções acessíveis e econômicas durante a próxima década poderia evitar quase 5 milhões de mortes entre as pessoas mais pobres do mundo. E isso sem considerar os riscos reduzidos de morrer por COVID-19”.

"A menos que os governos elaborem políticas e programas para reverter as profundas disparidades, nossas sociedades nunca estarão verdadeiramente seguras da COVID-19", concluindo Horton ainda que, merecendo destaque:

"A crise econômica que está avançando em nossa direção não será resolvida por uma droga ou uma vacina.” 

Portanto, tal quadro requer um olhar mais apurado, muito aquém das “conveniências políticas e respectiva afetação em razão das condições eleitoreiras”, mesmo porque, ainda temos a considerar que o Brasil está perdendo a liderança no cenário mundial na adoção de políticas que permitam alimentação saudável, práticas salutares e procedimentos coerentes, mesmo à vista do que afirma o professor Boyd Swinburn, especialista em Nutrição Populacional e Saúde Global da Universidade de Auckland (Nova Zelândia).

Swinburn é copresidente da comissão responsável pelo relatório que também apontou a existência de uma "sindemia global", esta última provocada pela junção das pandemias de obesidade, desnutrição e mudanças climáticas. Diz ainda, tal autoridade que: 

“é urgente um esforço de governos e da sociedade civil para reverter a tendência de piora nos indicadores”.

Para ele, progressos começam a ser identificados em alguns países, "mas o Brasil está seguindo os EUA e retrocedendo", constata. Ainda que, conforme publicado no início do ano na revista The Lancet, referido estudo indica que o sistema alimentar atual, além de impulsionar a obesidade, favorece a desnutrição e as mudanças climáticas.

Comenta também a autoridade que, aprofundadamente, e com o merecido olhar: 

“... devido à importância da Amazônia, esse é um problema que afeta a todos, não apenas o Brasil. As políticas estão indo em direção oposta ao que desejaríamos. Infelizmente, acredito que isso seja reflexo dos interesses das grandes corporações. Temos de dar voz a outros grupos, ao interesse de pequenos produtores, à sociedade civil, como ocorria no Consea (Conselho Nacional de Segurança Alimentar, colegiado que teve suas atribuições retiradas pela atual autoridade governamental.”

Quando referiu, conforme acima que, “progressos estão sendo identificados em várias partes do mundo, mas, o Brasil está seguindo os EUA e retrocedendo”, isto é de se lamentar! É preciso que se olhe para si, com muito mais atenção, para enxergar o próximo! Se temos tempo para pensar em conter o próximo avanço, observo que temos, à comum consenso com referida autoridade, mas não muito. As três pandemias que interagem entre si têm trajetórias distintas.

Mesmo considerando que as taxas de desnutrição estão caindo, mas lentamente, a obesidade continua aumentando e a mudança climática, ainda mal começou a ser revertida, as estimativas mostram que temos 10 anos para mudar a tendência atual para que não entremos num ciclo vicioso, sem nos esquecermos do entendimento real do que significa SINDEMIA: a compreensão de que tal termo combina duas palavras, quais sejam: 

· Sinergia e Pandemia, em cujo conceito envolve e é usado para explicar uma situação em que:

um vírus não atua sozinho, mas, se forma a partir da interação de duas ou mais doenças em um contexto social”, e repito, nocivo à saúde pública!

 Roberto Costa Ferreira, Nov2020

Membro,  Relator e  Pesquisador nos

Comitês: CEP/USP e UNIFESP/HSP-HU 


quarta-feira, 18 de novembro de 2020

SINDEMIA I – Ciência e Sociedade, próximas para se apoiarem...

 


Um grupo de cientistas garante que a Covid-19 não é uma pandemia e se propõe a enfrentá-la como uma sindemia - a interação mutuamente agravante entre problemas de saúde em populações em seu contexto social e econômico. Aderem e propõem uma mudança de estratégia para o enfrentamento do vírus que já deixou mais de 1 milhão de mortes no mundo. Especialistas argumentam que lidar com Covid-19 do ponto de vista da sindemia permitirá não apenas combater a doença infecciosa, mas também ajudar a corrigir o contexto social das pessoas mais vulneráveis.

Enquanto muitos países da Europa estão voltando a restringir atividades sociais e determinando isolamentos após registrarem aumentos recordes de casos, a Nova Zelândia, por exemplo, passou ao seu nível de alerta mais baixo. No entanto, essa estratégia para lidar com o coronavírus é, na opinião de diversos cientistas, limitada demais para deter o avanço da doença. Com o passar dos meses, as medidas para evitar a propagação da Covid-19 foram sendo endurecidas ou flexibilizadas em diferentes partes do mundo segundo o aumento ou a diminuição dos casos locais.

“Todas as nossas intervenções se concentraram em cortar as rotas de transmissão viral para controlar a disseminação do patógeno", escreveu recentemente em um editorial Richard Horton, editor-chefe da prestigiosa revista científica The Lancet, medida amplamente adotada significativamente por outras autoridades ligadas à saúde. Considere-se ainda que tal pandemia – de coronavírus - que, aliás, foi declarada como tal pela Organização Mundial da Saúde (OMS) há, tão somente e apenas seis meses — está afetando de diversas formas nossa percepção do tempo. E se tem um campo em que os limites do tempo parecem ter sido alterados de forma inédita foi o da Ciência e que, "Embora possa parecer uma eternidade, é um período (o da pandemia) muito curto para se obter avanços em pesquisas", reconhecem diversos professores e autoridades em pesquisas e saúde.

"A verdade é que a área de pesquisas está recebendo um grande estímulo de outros campos", levando a "muitas mudanças pioneiras e revolucionárias", tais como:

· Colaboração entre equipes - "O coronavírus promoveu a colaboração entre muitas equipes”, sendo certo que os pesquisadores tendem a ser muito colaborativos, mas a pandemia foi um estímulo adicional. E os resultados têm sido compartilhados rapidamente para todos os grupos ligados ao tema. Ainda que a pressão exercida pela gravíssima situação sanitária e socioeconômica mundial fez aumentar a colaboração de muitas universidades, grupos e centros de pesquisa. É um fato!

· Sequenciamento do vírus - uma destas áreas com forte colaboração internacional é também uma das que registra "grandes avanços", mesmo considerando que o número cresce a cada dia, sendo certo que a comunidade científica está colocando suas melhores ferramentas a serviço desta investigação, “aumentando muito a capacidade de cálculo e de revisão das alterações genéticas do coronavírus”, considerando que a Covid-19 “pode causar retrocesso na expectativa de vida em várias partes do mundo” e que, no futuro, segundo estudos, “deverá ser sazonal como outros vírus respiratórios”. De forma resumida diria ainda que, no campo da bioinformática tem havido grandes inovações na análise da sequência do material genético de cada vírus que infecta as pessoas.

· Testes – Técnicas de diagnósticos também avançaram e se diversificaram na pandemia. Um dos grandes desafios no combate à Covid-19 tem sido detectar pessoas infectadas a fim de isolá-las e, assim, conter a disseminação da doença. O desenvolvimento de técnicas de diagnóstico muito poderosas e que usam ferramentas de edição de genes — um elemento muito importante da genética hoje, é um diferencial, permitindo ao pesquisador reconhecer que testes de diagnóstico rápido são "menos sensíveis" que os testes moleculares (PCR), e portanto muitos acabam não sendo confiáveis para a tomada de decisões, mas têm a vantagem de oferecer resultados imediatos e ajudar epidemiologistas a traçar um cenário sobre o avanço (ou não) da doença em determinadas comunidades.

· A corrida da vacina - O fato deste coronavírus e a doença que ele causa serem novos significa que ainda há muito desconhecimento sobre eles. Mas há algo que para os especialistas é evidente: a única maneira de chegar a uma imunidade coletiva é com uma vacina. E o sucesso disto depende do cumprimento de alguns requisitos: “é preciso encontrar uma candidata (vacina) que se mostre eficaz, segura e passível de ser administrada à população de forma massiva”.

"Se, como diz a OMS, isso acontecesse em 2022 — embora nos pareça distante —, seria um grande sucesso, considerando o tempo que se levou para obter outras vacinas e aplicá-las em grande parte da população mundial." Na verdade, o prazo usual para o desenvolvimento de vacinas é de 15 a 20 anos; consideremos que agora, pode ser que cheguemos a um recorde de um ou um ano e meio.

· Outros tratamentos - Além da corrida por uma vacina, pesquisadores também estão dedicados ao desenvolvimento de tratamentos para pacientes infectados com o novo coronavírus — seja com medicamentos existentes, completamente novos, apostando no vírus como alvo ou no fortalecimento do sistema imunológico. Residem também terapias em teste que focam em diferentes fases da doença, desde as mais leves às mais graves. Ainda que, a OMS monitora mais de 1,7 mil estudos com terapias em potencial pelo mundo, dos quais 990 já estão recrutando pacientes para experimentos.

· Práticas de higiene - Outro grande avanço, este não diretamente relacionado às pesquisas nos laboratórios, mas que, é fundamental para o futuro, é a introdução na cultura dos cidadãos de certos hábitos de higiene e prevenção que ajudarão a conter este e outros surtos causados por vírus. Refiro-me a circunstância do uso de máscaras e de se evitar locais com aglomeração, principalmente fechados, mesmo quando residindo pessoas com sintomas gripais. Na verdade, estudos em diferentes países já mostram que as medidas tomadas contra a Covid-19 tornaram a temporada de outras doenças respiratórias virais menos extensa e mortal.

Neste contexto, a importância da Ciência, o que, significamente, cidadãos quiseram saber sobre saúde e ciência, e fizeram-no diretamente com os especialistas e, estes, por sua vez, têm se esforçado para se comunicar melhor, estimulados pela busca por informação de qualidade por parte dos jornalistas e sociedade, momento de uma mudança profunda e resultado da pandemia é que a sociedade entendeu que a solução passa pela ciência. E considere-se que “comunicar ciência não é fácil”, sendo certo que os avanços também são lentos e com base em evidências muitas vezes não óbvias, que se modificam quando surgem novas evidências. Assim, acredito que tem havido um grande avanço mútuo da ciência e da sociedade, porque agora estão mais próximas do que nunca e devem se apoiar.

Roberto Costa Ferreira,  SP,  17Nov2020

Relator Comissão de Ética em Pesquisa-USP/UNIFESP


segunda-feira, 16 de novembro de 2020

O Espanador... O Pavão. Um misterioso!

Um brinco, usado no carnaval, que tortura animais pela beleza

Segundo Eclesiastes 3:1-8, que diz:

 “Há para todas as coisas um tempo determinado por Deus...

3 Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.”

Naquela oportunidade, num tempo distante, 7 anos - 16 Novembro de 2013 - determinada pessoa advertiu-me, delicada, cuidadosamente, de certo modo preocupada, assim:

 “Cuidado com o ego.... o Pavão de hoje pode ser o Espanador de amanhã...!”

A d. advertência, extraída de um provérbio hindu, pegou-me de tal modo que entrelacei que nem e feito linhas do crochê, enlaçando um com o outro, como as vidas que se misturam no casamento. Então produzi, saciando tal sede que nunca acaba, atento pois que, doença pode resultar de vontade exagerada, isto é certo:

O ESPANADOR E O PAVÃO

O espanador de fios macios aprisionados a um cabo, cujo destino é espanar a poeira das superfícies, ou de qualquer coisa... Como a própria, a minha, a sua dor!

Pode incorporar, na dor contida do espanar, o verbo transitivo direto, rebatendo-se violentamente, mesmo sem direção e chegando a assustar o jogador adversário que o controla, se o olhar atentamente!

Então ressurge como a um misterioso e espampanante Pavão, cujos machos erguem e abrem em leque a longa cauda com plumas de um verde iridescente e caprichosos ocelos, tal qual Fênix, do pó da poeira espanada, fruto da espanação, exigindo-lhe os tafetás mais garridos...

“e uma arquitetura espampanante em estilo só dele, nunca vista nem sonhada." (Conforme citou Aq. Ribeiro, Volfrâmio, c. 9, p. 276, já em 4ª ed.) Que emendo:

Então, meu Pavão misterioso, como a um canto choroso,

diz-me quando eu que já lacrimoso, e sofrido e tortuoso...

torturado pelo carnaval que tortura animais pela beleza:

“nesta cauda aberta em leque, me guarda moleque de eterno brincar,

me poupa do vexame de morrer tão moço, muita coisa ainda quero olhar!

Não temas minha donzela, nossa sorte nessa guerra, eles são muitos, mas não podem voar!”

 

Roberto Costa Ferreira, 16Nov2020

(Canto de Ednardo, na 2ª estrofe acima)

http://youtu.be/lk4WCpEaoig