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terça-feira, 3 de março de 2026

EVENTO LÍTEROCULTURAL - LANÇAMENTO DO LIVRO: O CANTADOR DE HISTORIAS e Demais Autoras Presentes!


Penúltimo dia do mês findo – 27 de fevereiro – e atendendo ao honroso convite da Associação Comercial de São Paulo, estive presente no evento líterocultural, conjuntamente a outros membros do HILASA – Instituto de História, Letras e Artes de Santo Amaro que, na oportunidade, celebramos o lançamento de Livro "O Cantador de Histórias", de autoria de Fredi Jon, com a apresentação musicada e bem à moda da seresta, de clássicos em voz e violão.


Um evento que se estendeu por aproximadas três horas, pleno de manifestações artísticas, sendo certo que tais comunicações humanas que servem-se de linguagens específicas objetivando transmitir ideias, emoções que jorraram à cântaros e visões de mundo mediante artes auditivas e literárias, compreendendo músicas tocadas – violão e saxofone - e cantadas pelo autor Fredi Jon e demais expressões de literatura – poesia, contos, cultura popular e prosa – diante das presenças marcantes das expoente máximas presentes e autoras.


A professora Dra. Inez Garbuio Peralta, tão valiosa Inez com todo seu embasamento explicando e declamando detalhes preciosos de seus livros, nesta oportunidade referindo-se às suas emoções e seu gosto por escrever com objetividade. No primeiro, esclarecendo dúvidas e destacando o crescimento econômico de Santo Amaro e sua perda de autonomia, referindo o destacado contexto cultural diferente de todos os demais bairros, dizendo de sua angústia com relação às suas dúvidas em relação a este município que guarda esta grandeza por ter sido município.


Disse de outra história acerca do dito popular, segundo o qual, o Cemitério da Consolação era o Cemitério mais antigo de São Paulo. Então, estudando, descobriu que não ... O Cemitério Municipal de Santo Amaro é o Cemitério Municipal mais Antigo da Cidade de São Paulo! Então, quis conhecer dessa “Casa dos Mortos” construída e embelezada pelos vivos! Resultou no livro “O Cemitério de Santo Amaro”, basicamente construído com documentos resultantes dos documentos e documentação remanescente do dito Cemitério. Referiu-se, na oportunidade, especialmente a Júlio Guerra e monumentos produzidos por tal artista!


Outro questionamento que tentou resolver refere-se ao “Enigma do Borba Gato”, momento no qual se diz que “todo mundo de Santo Amaro descente de Borba Gato”. Sua inquietação levou-a pesquisar acerca do personagem, sua origem familiar, descendência e inverdades históricas. Destacou acerca da introdução do livro e perseguição dos passos do personagem, sua passagem pela Penha de França com destino de à seu sogro Fernão Dias Paes Leme e seu destino a Minas Gerais. Por tal e diante de cada desafio, escreve e destaca as verdades pertinentes.

Igualmente a autora e professora Andrea Sousa contando preciosidades de suas composições literárias e razões para escrever, em segunda participação no evento, momento que disse dos livros, literatura, sua origem e infância. Disse mais, da aprendizagem, do ler e a "caçar" livros. Disse da Toinha dos Inhamuns, da “Menina que Buscava Palavras”, tema de TCC e Teatro de Fantoches. Continuou, ainda acerca das "Bonecas do Pé de Manga" e, como "reinventar histórias", sempre "correndo atrás dos Livros"!


Disse ainda da fala do pai: "Toinha, tó! Sabendo que não viria repreensão em razão do chamamento "Toinha", resultando no merecimento do seu primeiro Dicionário. E neste, soube da significação de palavras magníficas e inesquecíveis como: "Agregar", "gradativo", "hombridade", "ética", "honestidade", "empatia" e "resiliência"! Contou de suas outras obras, terminando por ler um de seus cinco poemas, homenageando ao amigo Leonardo Ugolini! Ressaltou, por fim, dizendo das suas "setenta e duas peripécias" donde conta histórias, referindo-se especialmente a Raul Seixas e ao personagem Tonhão, destacando o surpreendente "choro coletivo" no lugar do esperado aplauso. Assim manifestou-se Andrea, a Contadora de Histórias! E, em sequência, também, a Sra. Eunice Barroso que muito disse de seu pai, segundo relatado em obra já editada.   


Considere-se que um evento com esse formato, cumulado com a apresentação de clássicos da literatura de outros demais autores presentes é, na essência, uma celebração da continuidade literária. Ele não apenas apresenta uma obra nova, mas a coloca em diálogo direto com a tradição e o cânone da literatura, já firmada inclusive além território. Aqui trago então, onde está o significado desse evento dividido por camadas:

     1) O Simbolismo da "Passagem de Bastão" - Ao unir o lançamento de um livro inédito à apresentação de clássicos, o evento cria uma ponte temporal. Ele sugere que a nova obra não nasce no vácuo, mas sim como herdeira de uma linhagem intelectual. É um reconhecimento de que a literatura é um organismo vivo, onde o novo se alimenta do eterno. 

       2) Validação e “Prestígio” - Quando três autores estabelecidos apresentam seus clássicos no mesmo palco que um autor estreante (ou uma obra nova), ocorre um fenômeno de chancelamento: 

              · Para o autor que lança: Recebendo o "selo de qualidade" e a atenção do público que já admira os clássicos; 

             · Para os autores dos clássicos: Que demonstram generosidade intelectual e mantêm suas obras vibrantes e relevantes para as novas gerações. 

       3) Dinâmica do Evento - Diferentemente de um lançamento comum (que pode ser apenas uma sessão de autógrafos), este formato é uma "curadoria artística". Ele se transforma "em um sarau ou painel literário”, onde o público ganha, manifestando-se em: 

              · Contexto: Entender as referências que moldaram o novo livro; 

             · Performance: A "apresentação" de clássicos geralmente envolve leitura dramática, análise ou declamação, elevando o nível cultural da experiência, fato consagrado nesta realização.

Desse modo, partimos para um breve resumo do significado, em razão do realizado: 

          4)  Aspecto Cultural - Significado: 

              · Fomento à leitura e democratização do acesso a textos fundamentais. 

          5)   Aspecto Social, significando: 

              · Fortalecimento da comunidade literária e networking entre gerações de escritores. 

          6)  Aspecto Intelectual, no seguinte significado: 

              · Exercício de intertextualidade (que provindo da semiótica clássica, sendo o que transforma papel e tinta em universos inteiros (muito bem manifestado pelas professoras presentes), como um livro conversa com o outro, seus entendimentos, expressões, significados e significantes ).

ü  Significante: A forma física, a “casca” da palavra. São as letras impressas, a sonoridade da frase (no conjugado do canto do autor) mesmo o objeto o livro, sua razão de existir!

ü  Significado: Materializando-se no conceito, a imagem mental e a interpretação que aquela palavra, aquela narrativa, aquele canto, desperta em você!

É de se destacar que, nos livros, essa dualidade funciona de forma fascinante, tendo em vista: 

          1) A Estética da Linguagem: Oportunidade que o autor escolhe o significante (o som da palavra “melancolia”, quando expressada nas canções, por exemplo) não apenas pelo sentido, mas pelo peso e  ritmo que ele traz ao texto, em razão da obra escrita, o livro. 

          2) O Papel do Leitor: Enquanto o significante é fixo no papel, o significado é fluido. O que um livro “quer dizer” muda conforme a bagagem cultural de quem lê! 

       3) O Livro como Objeto: Para colecionadores, o livro físico (capa, papel, tipografia) é um significante que agrega valor artístico antes mesmo da leitura do conteúdo.

Basicamente, o livro é o veículo (que significante) transporta a experiência subjetiva ( o significado) do autor até a sua imaginação. E quanta! E quantas!

É de se destacar, em apartada nota que, esse tipo de evento é muito comum nos seguintes locais: 

           ü  em academias de letras

           ü  centros culturais e feiras literárias

           ü  em associações e grêmios de cultura,

que buscam oferecer uma experiência mais profunda do que o simples consumo comercial de um livro.

A oportunidade resultou significativa? Certamente que sim! Unir o lançamento de um livro à música e ao canto, reunindo parceiros ilustres e autores consagrados promove o que chamo de experiência artística integrada ou interdisciplinar. E tal combinação não é apenas um evento social, mas uma oportunidade digna por diversos motivos, dentre os quais destaco: 

             · Profunda ampliação da Experiência Sensorial, transformando a leitura em uma experiência viva e multissensorial; 

        · Performance e Significado, mostrando que a literatura e a música são linguagens que se complementam permitindo contar uma história mais completa;

           · Engajamento e Memória, momento que tais eventos que misturam linguagens artísticas são mais memoráveis. 

            · Fortalecimento Cultural – Essa integração é vista e consagrada em enormes festivais tais como Bienal do Livro e Festas literárias, momento que a literatura se funde a melodias e movimentos para celebrar a diversidade cultural e impulsionar o Pilar da Cultura.

Magistral e oportuna realização!



Por: Roberto Costa Ferreira - 28fev26.
Prof,Pesquisa,Pedagogista,Med-MEng
HILASA-SP-Instit.História Letras Artes
Santo Amaro - SÃO PAULO - SP.

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