Da esquerda para direita: Isabela, Andressa (Drê), Christian, Vó Geralda e Lucas
Gente...
Esta foto foi a “mais procurada e curtida naquele ano de 2014” na minha página
do Facebook.
Nesta oportunidade a Vó Geralda, habitualmente,
revelava o “seu sempre sorrir assim”... O Christian, então,
rejuvenescido em 6 anos... Um garotão imberbe!
As suas crianças, que são nossas também e, certamente de tantos, queridas e
de uma alegria espelhada nos sorrisos ímpares, vez que, magnéticos e
encantadores, só provindos de quem cuida das “coisas do coração, da alma e
da memória”, não põe em dúvida a herança genética de feliz constituição ao
encanto do amor, sendo certo que aqueles que não sabem “sorrir à luz da
alegria interior” não cabem na foto.... Ainda! Á tais restarão viver outros
tempos, até que referida Luz lhes alcancem as faces...
Drê,
então saiba que, face ao exposto, como é magnifico vê-la neste ato, igualmente
sorrindo, e sempre assim, disponível e sempre disposta para as experiências da
vida, fato que me consagra e me alegra, pois ratifica o meu pensar e certeza
maior das razões lógicas, superiormente belas e divinais de nossa existência.
Por tal, tais e tantos, inesquecíveis!
E foi assim... Mais reconhecida
como idealizadora do Dia das Mães, na sua forma atual, é a metodista
Anna Jarvis, filha de Ann Maria Reeves Jarvis, que em 12 de Maio de 1907,
dois anos após a morte de sua mãe, criou um memorial à esta e iniciou uma
campanha para que o "Dia das Mães"fosse um feriado reconhecido.
Ela obteve sucesso ao torná-lo
reconhecido nos Estados Unidos em 8 de Maio de 1914 quando a resolução
Joint Resolution Designating the Second Sunday in May as Mother's Day foi
aprovada pelo Congresso dos Estados Unidos instalando o segundo domingo do
mês de maio como "Dia das Mães".
Na Europa, particularmente em Portugal,
o Dia da Mãeé celebrado no primeiro domingo de Maio, embora durante
muitos anos tivesse sido comemorado no dia 8 de Dezembro, dia da Nossa
Senhora da Conceição.
No Brasil, em 1932, o então
presidente Getúlio Vargas oficializou a data no segundo domingo de maio. Em
1947, Dom Jaime de Barros Câmara, Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro,
determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial da Igreja
Católica.
Tanto no Brasil quanto nos
Estados Unidos o Dia das Mães é a segunda melhor data do comércio, depois do
Natal. A National Retail Federation (Federação Nacional de Varejo
norte-americana) estimou na ocasião, para 2012, que os gastos para o Dia das
Mães deveriam ultrapassar $18.6 bilhões ( à razão de $152 por pessoa) nos
Estados Unidos. Surpreendente!
Com a crescente difusão e
comercialização do Dia das Mães Anna Jarvisafastou-se do movimento,
lamentou a criação e lutou para a abolição do feriado motivada primordialmente
pelo desvirtuamento ocorrido.
Assim, no dia 10/05/2020 – Dia das
Mães no Brasil – repeti tal texto neste blog – acrescentando o texto adiante
descrito, contendo a foto florida de minha mãe!
Olga Costa Ferreira, resume-se no meu melhor livro por mim lido!
Mãe!
Não me esgotarei no dizer, pois que,
Minha voz se faz plena e presente,
Mesmo para um dito anteriormente.
O que agora repito, sua voz, recomendações,
Sempre prudente, otimista e incansavelmente,
Dizente: "Meu filho, não importa circunstâncias,
Sempre se faça por ser feliz, sorridente e presente!
PADARIA SÃO DOMINGOS e Adoniran, o João Rubinato de Valinhos/SP
O Adilson Correa trouxe esta foto das lembranças no espaço do Viva São Paulo Antiga.
Gente, que fantástico! Feliz
lembrança, pois que, morei, ainda na juventude, por volta dos 18/20 anos, ao
lado desta padaria lá pelos idos de 1970... E ela, por vezes ainda frequento,
mesmo que decorridos 50 anos. Residia eu na esquina da Rua São Domingos,
fazendo esquina com a Rua Humaitá - Bela Vista, e de lá só sai para subir ao
altar da Igreja da Consolação, casando-me então e estando ainda presente
com Isabel Conceição Costa Ferreira!
Quanto ao personagem, qualquer
hora te conto de quantas ouvi, vi e vivi... Um personagem que, a par de sua
bronquite, não hesitava em baforar seu habitual cigarro. Fui privilegiado pela
vida, nas lembranças, na consagração do amor, nas experiências vividas e, deste
personagem - Adoniran, o João Rubinato de Valinhos/SP - que
representava no rádio das antigas e para o samba, ao longo dos tempos, o
Adoniran Barbosa.
Confundindo-se com seu próprio
personagem, ainda outro vivido, o “Charutinho”, que através do rádio,
contava e vivia as peripécias inclusive das “habitações coletivas”, as
malocas situadas nos casarões da Bela Vista e suas andanças. O jornalista Oswaldo
Moles, sucessor de Antonio de Alcântara Machado na literatura
paulista e tido como o “pai” de Adoniran Barbosa, por volta de 1956, estando
na Rádio Record, conheceu e escreveu para o rádio de então o Programa
História das Malocas, momento que Adoniran, contracenando com a
comediante Mariamélia, vivendo esta o papel de Pafunça, além de Terezeca,
tudo sob inspiração do samba Saudosa Maloca que na gravação original não teve
tanta repercussão, só posteriormente nas vozes e com os Demônios da Garoa.
Do “Pai do Samba paulistano”,
guardo lembranças de sua voz rouca e das diversas interpretações, eu ainda quando
criança e assíduo ouvinte do rádio, momento que o programa vinha ao ar às
sextas-feiras, sempre às 9 horas da noite e retratava o cenário que muito
imaginava do Morro do Piolho e, cujo personagem, de uma malandragem que sempre
o levava a sair-se mal, não gostando de trabalhar. Nos raros encontros que tivemos tempos
adiante, tantas risadas e tiradas que fazíamos do cotidiano duro, e duro na
acepção da palavra... Pairava muita dureza no bolso, no ar!
Ao seu lado, que naquele tempo no
rádio já vivia o humor executado por apenas um comediante e que se apresentava
geralmente em pé, sem acessórios, cenários, recurso teatral da quarta parede,
diferenciando o stand-up de um monólogo, portanto, nenhuma novidade o modismo
atual, onde fabrica-se risadas por meiode stand-up, “fazendo-se cócegas nos espectadores”,outros expoentes do samba viviam e muitos
vivos, tive oportunidade de conhecer alguns, tal como Geraldo Filme – o
“Seu Geraldo”, também “Tio Gê” e que, segundo ouvia contar, na
infância de “Negrinho das Marmitas” - o sambista da Barra Funda,
Germano Mathias, aquele da “caixa de fósforos” e também da “lata de
graxa” herança dos engraxates da Praça da Sé, embora nascido no bairro
paulistano do Pari, Aldo Bueno, que chegou a ser puxador da Escola de
Samba Vai-Vai, Osvaldinho da Cuíca, o “homem da frigideira”,
o “Preto no Branco” e que como passista, e muito nele me espelhei, é
o autêntico representante de uma arte popular que transita entre a tradição e a
contemporaneidade, além de Thobias da Vai-Vai, o seu Edimar, três
anos mais velho que eu e que chegou a ser presidente da escola d’onde fui
passista.
Filme, também "o Corvão", igualmenteera frequentador das “rodas deTiririca”, no Largo da Banana,
no embrião das escolas de samba em São Paulo na Barra Funda, local hoje
substituído por um viaduto que liga dois trechos da Avenida Pacaembu,
onde os negros, no início do século 20, se reuniam aguardando a chegada do trem
que trazia mercadorias do interior para a capital paulista, então em tempos de
espetáculos como “Balbina de Iansã” e “Pagodeiros da Pauliceia”,
onde, verdadeiramente, se sambava e pagodeava ao som da “caixa de engraxate”,
do “latão de lixo”, da “palma de mão” e “tampa de graxa”. Sambava-se mesmo, algo
parecido com capoeira e “fazendo visagem” e, não “só no sapatinho” ... No
básico “quadradinho” e sim como se fazia na “Cidade da Folia”
onde, tomando-se o bonde desembarcava-se ali perto do Parque Antártica,
mesmo depois, tudo com parceria de Plínio Marcos:
“Um povo
que não ama e não preserva suas formas de expressão mais autênticas jamais será
um povo livre”.
Plinio, muito depois,
incomodou a ditadura, sendo autor de Barrela e Navalha na Carne, com
texto duro e com a característica de apresentar ao público histórias e músicas
de compositores desconhecidos, anônimos, gênios de pouca popularidade oriundos
das Escolas de Samba da capital paulista e que “não podia ser calada”
e, donde, “dessa gente que só berra da geral sem nunca influir no resultado”!
Neste local, o Largo da Banana,
Dionísio Barbosa, negro da primeira geração de escravos livres, nascido
em 1891 em Itirapina (anteriormente comarca de Rio Claro) um dos
precursores do legítimo samba paulista, próximo do pátio de manobras dos trens
e ponto de reunião e encontro de sambeiros, fundou o primeiro cordão
carnavalesco paulista, do Grupo Carnavalesco da Barra Funda – Cordão
Barra Funda/Camisa Verde, primeiro movimento cultural organizado dos negros
e primeiro cordão da cidade de São Paulo, no seu início só com 12 personagens.
Paty, saudades tenho eu, de você...
Saudades tenho eu, todas minhas,
Sabes? Podes até nem se lembrar,
E perguntar, de quê?
Do que? Não importa, se são
saudades, só minhas...
Coisa que mexe entranhas, que escarafuncha estórias,
Que até constrói uma história, e creia, reveste-se de verdade.
Verdade ou mentira, quem lembrará de mim... E ainda de você!
Coisa estranha... Pois você estará presente, sempre, na minha mente.
Constantemente, muito mais que de repente, muito além de, inesperadamente...
Até mesmo que, subitamente!
Entende? São coisas assim 'que pintam' numa tela antecedente, incandescente,
muito mais que um simples adiante,
Mas, apropriadamente possível,
E pretendido abraçar sempre!
Parabéns pra você! Quem sabe, concebivel, para tal viva eternamente!
O QR Code que são de uso livre, sendo um símbolo bidimensional (2-D),
criado em 1994 e cuja marca registrada pela empresa Japonesa Denso-Wave Incorporated reúne o principal objetivo de ser
um código rapidamente interpretado pelos equipamentos de leitura. A sigla QR deriva do termo “Quick Response” ou “Resposta Rápida” e está associado ao
fato de que tais códigos poderem ser lidos e decodificados eletronicamente em
grande velocidade.
Pode conter informação tanto na
vertical bem como na horizontal, daí o termo bidimensional. Devido a esta
característica tais códigos QR possibilitam armazenar centenas de vezes mais
dados que os tradicionais códigos de barras. Hoje a informação contida nestes
pode ser facilmente lida através de um aplicativo para descodificar o código QR
instalado no seu tablet ou smartphone.
Se não possuí ainda instalado um leitor de QR Code no celular, poderá
fazer o download gratuito da internet e instalar uma das muitas aplicações
compatíveis com a plataforma utilizada. Depois basta abrir o aplicativo e
apontar a câmera para o código QR. Aguarde um pouco e já está lá o tipo de informação
embutida que, pode ser tão útil “quanto inesquecível”
... Experimente!
Portanto, é uma ferramenta muito
particular, inclusive até fazer uma pesquisa por código QR é um dos métodos
mais populares hoje em dia. E qual a vantagem? Esta pode ser a indagação, senão
vejamos:
Coletar
informações sem ter os dados de contato dos respondentes;
Um código
QR pode estar em qualquer lugar: no ponto de venda, no papel, no site, etc.;
Você pode
obter feedback imediato, por isso pode ser muito útil quando usado após uma
compra ou fornecer um serviço;
Os códigos
QR também podem ser personalizados, o que os torna muito atraentes para o
público;
Seu uso é
fácil e intuitivo;
Sendo um
elemento interativo, dá um toque moderno e tecnológico à sua pesquisa.
Você pode vincular o código de
sua pesquisa a um código QR,
imprimi-lo, publicá-lo onde quiser, para que as pessoas que tenham um
dispositivo móvel equipado com o aplicativo de leitura correto possam
escaneá-lo, abrir a pesquisa e responder.
Se você deseja obter o código QR da sua pesquisa, vá para a
sua pesquisa, em “Distribuir” – “Compartilhar” e imediatamente o Código
QR associado à sua pesquisa aparecerá para que você possa baixá-lo ou
imprimi-lo. Os entrevistados só precisarão escanear esse código QR para abrir e responder a pesquisa.
Como se observa esses pequenos
códigos estão agora em toda parte: em um livreto, um cartaz, uma revista, uma
página da Internet, uma fatura, no ponto de ônibus, em um bilhete de compra,
etc.
Ainda, um código QR pode ser utilizado para cobrir várias necessidades de sua
empresa ou organização, por exemplo:
Perguntar a um novo cliente sobre sua marca,
produto ou serviço diretamente no ponto de venda;
Avaliar a satisfação do cliente após abrir seu
produto;
Receber reclamações de consumidores;
Solicitar que os consumidores respondam a um
formulário on-line e coletar informações para o banco de dados do cliente;
Fornecer acesso a informações adicionais
seguidas de um questionário: instruções de uso, contato com o serviço pós-venda,
etc.;
Avaliar a qualidade de um serviço;
Ouvir seus clientes e estar o mais próximo
possível deles.
Você pode, ainda, aplicá-lo para
fazer pesquisas destinadas a eventos, shopping centres, etc. Desse modo, após
os códigos de barras se terem tornado populares devido à velocidade de leitura,
os códigos 2-D surgem também para
responder à necessidade de códigos capazes de armazenar mais informação, mais
tipos de caracteres e poderem ser impressos num menor espaço, oportunidade que
as empresas começaram a explorar novas formas de utilização dos QR Code e o seu uso comercial
generalizar-se em várias partes do mundo.
Desse modo, em razão das suas
propriedades, os QR Code permitem armazenar diferentes tipos de dados,
incluindo caracteres alfabéticos, números, símbolos, binários, Kanji e Kana
(alfabeto japonês). Enquanto o tradicional código de barras pode ter no
máximo 20 dígitos, um QR Code
pode armazenar até 7.089 caracteres. E tais caracteres podem ser combinados
num símbolo de grande porte ou então divididos até 16 símbolos.
Outra grande vantagem dos QR Code é poderem ser digitalizados a
partir de diferentes ângulos de 360 graus. Estes códigos QR também são capazes de codificar a mesma quantidade de
dados num décimo do espaço de um código de barras tradicional (Micro QR Codes).
Magnífico!
Considere que o atual uso de
“códigos personalizados”, com diversas cores e logótipos embutidos apenas são
possíveis devido à propriedade de correção de erros dos QR Code. O uso de um nível elevado na criação dos tais recursos
possibilita a correta leitura dos códigos artísticos, parcialmente danificados
ou sujos. Bom, hein!
Tendo em vista a “Capacidade
de Armazenamento”, temos que:
Numéricos – máx. 7089 caracteres;
Alfanuméricos – máx. 4296 caracteres;
Binário (8 bits) – máx. 2953 bytes;
Kanji/Kana – máx. 1817 caracteres;
Quanto à “Capacidade de Correção de
Erros”, temos:
Nível L 7%;
Nível M 15%;
Nível Q 25%;
Nível H 30%.
Em face das “Perspectivas de
Utilização” dos ditos QR Code tendo
em vista o corrente avanço da tecnologia nos telefones, tablets e a
massificação da Internet móvel, os tais códigos são em grande parte utilizados
para ações de marketing. Na tentativa de ligar o mundo físico ao mundo online,
os QR Code revelam-se eficazes na
promoção interativa de marcas e produtos junto aos utilizadores de dispositivos
móveis.
Dada a facilidade de utilização
dos leitores QR nos smartphones, é bastante simples descodificar e converter um
código QR num endereço web e redirecionar o utilizador para conteúdos
específicos, campanhas publicitárias ou perfis de empresas em redes sociais. É
hoje muito comum encontrarmos QR Code
associados a promoções, flyers, cupom de descontos e ofertas especiais.
Embora mais desconhecidos no
ocidente que nos países asiáticos os códigos QR ainda captam a atenção dos
consumidores pelo mistério que envolvem, mais do que propriamente pela
utilidade de transmitir rapidamente informações. Muito útil é também a forma
prática que os QR Code possibilitam transferir informações para os dispositivos
móveis. Contatos, vCards, localizações, instruções de utilização, cardápios e
bilhetes eletrônicos são alguns exemplos do vasto leque de utilizações.
Por oportuno, experimente tocar
neste código ora exposto, ampliando-o e, com o celular atualizado, e que leia o QR Code, posicionar sobre o mesmo... Viva esta experiência!
Obra, "Prece a Anchieta" e texto de Guilherme de Almeida
Obra de Lucas Teixeira, nas iluminuras e, texto de Guilherme de Almeira, tal obra na parede de minha sala
Assinatura na obra - Lucas Teixeira - 1980
Então, volto no tempo... Agora em 2020, trazendo do ano de 2014 a
notícia de que sou detentor de uma de suas obras (abaixo), decorridos seis anos
das primeiras citações acerca da obra e do assinante das iluminuras. E neste
tempo do calendário perfez cem anos que, em 1918, nasceu no concelho de
Felgueiras, no Norte de Portugal, o cidadão Armando Teixeira, mais
tarde celebrizado como Frei Lucas Teixeira e por fim admirado
como artista iluminurista e poeta radicado no Brasil. Também
teremos no próximo dia 28/04/2020 o transcurso de sete anos de seu
passamento, totalizando 102 anos das memórias de Armando (Lucas)
Teixeira (23 / 3 / 1918 - 28 / 4 / 2013).
LUCAS TEIXEIRA
Numa espécie de, agora, ampliação da pesquisa de preservação
divulgativa, a escabichar sobre temas que jazem algo esquecidos ou mesmo
desconhecidos da generalidade conterrânea, qual roteiro por fatos e personagens
dignos de nota do interesse Felgueirense, brasileiro e paulistano, damos ensejo
a um nome que bem merece admiração por seu valor, pelo prestígio alcançado
aquém e além fronteiras, como pelos seus dotes artísticos e engenho de
conseguir transmitir sentimentos, em suma por quanto honrou e glorifica a terra
Felgariana – o antigo monge beneditino, depois unicamente
cidadão e sempre artista e poeta, Lucas Teixeira.
Natural de Varziela, recebeu o nome de Armando no
batismo. Tendo ficado apenas com um sobrenome, atendendo à coincidência de
ambos os progenitores serem do mesmo único apelido, sendo filho de Américo
Teixeira e de Margarida Teixeira, casal honrado que soube
legar bons princípios ao filho.
ILUMINURAS
DOM LUCAS TEIXEIRA
Assim, Armando Teixeira, de sangue Felgueirense fecundo,
oriundo de uma família de parentela numerosa (visto uma sua avó, nascida na
Pedreira, ter sido mãe de 18 filhos), teve apenas de pai e mãe uma sua irmã,
Elvira, que faleceu na flor da idade, aos 20 anos, ficando sepultada no
cemitério de Pedra Maria (a Virinha, a quem o irmão depõe uma açucena em
verso, aquela flor de pureza, “cecém” colocada num soneto que merece
honras, de apoteose!
Para melhoria de vida e poder estudar, Armando Teixeira entrou
num seminário conventual, onde acabou por se adaptar e seduzir pela vida
religiosa. Professou na Ordem Beneditina em Singeverga, tendo
ingressado em 1929 nesse convento, onde depois concluiu o curso de Humanidades
e mais tarde, em 1934, ao receber o hábito preto de S. Bentoadotou
o nome Lucas, tal como em 1937 fez votos solenes e em
1941 foi ordenado presbítero, ficando então a chamar-se Frei D.
Lucas Teixeira.
CLAUSURA
DOM LUCAS TEIXEIRA
Cógula de Monge Bento
Dedicou-se ao estudo e execução de iluminuras, tendo sido bolseiro em
1946 pelo Instituto da Cultura. De suas mãos saíram excelentes
trabalhos da arte iluminista para arquivos, museus e bibliotecas, merecendo
realce uma ilustração em livro de Polifonia realizada para oferta ao Marquês de
Rio Maior, bem como um outro trabalho que, servindo de prova do aproveitamento
da referida bolsa de estudo, ofereceu ao antigo diretor do museu de
Arte Antiga, Dr. João Couto. Segundo o que ficou registado, nas
enciclopédias mais completas, executou diversas obras nesse "difícil gênero",
algumas das quais enriqueceram o arquivo do Mosteiro de Singeverga.
Ilustrativo da sua obra, foi publicado em 1952 um estudo
intitulado “A arte da iluminura / Dom Lucas Teixeira”, inserto
como separata no Boletim Cultural de Santo Tirso. Como em 1954, no
Porto, teve luz outro estudo intitulado ”Iluminuras de Dom Lucas Teixeira”,
com apreciações sobre exposições antes realizadas em 1949 em Lisboa,
em Santo Tirso no ano de 1951, em Braga em 1952,
no Porto em 1952 também, e servindo de catálogo a Exposição
em São Paulo-Brasil, nesse ano de 1954.
Quem é este artista,
fora do seu século, que vem renovar a tradição dos nossos pergaminhos, numa
pintura delicada e fina, em que “o céu fala com a terra, através de uma alma em
êxtase?...”
Como que em resposta, em “Vita Plena” - 1950-1951/ ”À volta
dos Iluministas portugueses”, apareceu escrito:
“O amor pelo desenho
vem-lhe da infância. Depois, (como escreveu Hipólito Raposo), rezando, começara
a pintar, e, pintando continuaria a rezar... “
De sua vasta obra, enquanto Religioso Beneditino, tiveram relevância
trabalhos com que iluminou documentos, tais como a Mensagem das
Mulheres Portuguesas ao Santo Padre; Mensagem do Distrito do Porto
a Carmona e Salazar; a Regra de S. Bento; Mensagem da
Câmara de Sintra a Sª Exª o Presidente da República Portuguesa (1954-Craveiro
Lopes); o Diploma de Batismo pertencente à igreja de Fátima de Lisboa; a
Mensagem do Congresso Internacional dos Médicos Católicos, reunido em
Dublin no ano de 1954, ao Santo Padre Pio XII; assim como o texto
da consagração de Portugal a N.ª Sª de Vila Viçosa foi iluminado por
si para a Casa de Bragança.
Iluminura
DOM LUCAS TEIXEIRA
São Paulo - Brasil 1954
Entre outras obras suas, depositadas em mãos de personalidades
nacionais, Salazar teve o “Painel dos Pescadores, do Políptico
Veneração de S. Vicente, de Nuno Gonçalves”, pergaminho
iluminado de 1948, incluindo um soneto do mesmo autor do desenho, Frei Lucas
Teixeira. E ainda os seus “Auto da Cidadania” e “Senhor dos Passos”,
também de 1948, ficaram pertences do Cardeal Cerejeira. Entretanto, participou
em muitas mais exposições, entre as quais a (referida no catálogo antes
registado) do IV Centenário da Cidade de São Paulo, no Brasil, que
teve repercussão no seu futuro.
Foi monge sensivelmente até entre os 37 aos 38 anos de idade. Após isso,
depois de percurso passado por Singeverga-Santo Tirso, pelo Porto, Coimbra
e Lisboa, entre outros pontos de passagem e residência conventual,
havendo verificado que sua vocação não estava no encerramento
monástico, regressou à condição de cidadão normal. Enveredou então
definitivamente pela carreira da arte de iluminuras, em que passou a assinar os
seus trabalhos porLucas Teixeira, nome que mais tarde encerrou
também composições poéticas de encher a alma. Para se afirmar, contudo,
precisou rumar ao Brasil, e aí, “recebeu tantas encomendas e convites para
dar aulas que acabou ficando”.
Iluminura - Auto da Cidadania”
e “Senhor dos Passos”, 1948,
pertences do Cardeal Cerejeira
Por isso, diversos artistas brasileiros se orgulham e vangloriaram de
nomearem o fato de terem tido o “português Lucas Teixeira” por
professor de iluminuras, como acontece em constar honrosamente, por exemplo, no
currículo de Maria Amélia Arruda Botelho, natural de São Paulo e figura
cultural do Brasil inteiro, saliente pintora, escultora,
memorialista, pesquisadora folclorista e ficcionista.
Entretanto, ficara fixado Armando Teixeirana grande
nação irmã a partir de 1954, onde estabilizou sua vida, “bem casado com
uma portuguesa transmontana”, com a qual constituiu prole bem sucedida, pai
de dois filhos brasileiros, que lhe deram quatro netos “e a alegria de os
ver bem situados na vida” e onde foi sendo “feliz, muitíssimo
feliz”!
Lucas Teixeira - Instantâneo
visual de seu paciente e
minucioso labor iluminarista.
Faleceu no dia 28 de Abril de
2013, por volta de 22:30 horas da noite, domingo, aos 95 anos... “sem sofrimento, levado pelos anos” —
como bem referiu sua filha Maria Margarida, e que ainda lembrou que:
“Logo pela manhã desse domingo de abril se passou algo muito curioso,
principalmente pela adoração que meu pai tinha pelos pássaros e os animais pela
casa dele. Sempre apareciam, de uma fona ou de outra. No lado de fora da porta
de entrada há pregado um São Francisco em madeira com os braços abertos a
recebê-los, se assim posso dizer. O enfermeiro após ter feito os cuidados da
manhã trouxe meu pai para a sala da casa e o colocou na cadeira em que sempre
ficava desde que não pode mais andar. A porta da rua estava aberta e por ela
entrou um passarinho que sobrevoou sua cabeça, pouso ao lado dele e logo em
seguida foi pousar em uma das iluminuras feitas por meu querido pai e que
estava pendurada na parede do lado oposto da janela da sala. O enfermeiro
preocupado com o passarinho foi abrir a janela para ele sair e, então, a ave
saiu pela mesma porta por onde entrou. Quando minha mãe chegou e soube do
acontecido ficou certa que devia chamar os filhos para a despedida.”
Lembrou ainda, parafraseando o
autor e escritor israelense Amos Oz,
cujo nome original é Amos Klausner,
nascido em Jerusalém e co-fundador do movimento
pacifista Paz Agora (Shalom Akhshav), onde em determinado trecho de
um de seus livros diz:
"a gente vive até o dia em que morre a
última pessoa que se lembra de nós."
No Obituário da cidade de Piracicaba/SP, em "Nota de falecimento em Abril de 2013... ARMANDO TEIXEIRA, faleceu anteontem (dia 28) na Cidade de Piracicaba aos 95 anos de idade e era casado com a Sra. Maria Amélia Teixeira, Filho do Sr. Américo Teixeira e da Sra. Margarida Teixeira, ambos falecidos. Deixa os filhos: Augusto Teixeira casado com Nilza Akemi Tsutiya e Maria Margarida Teixeira Moreira casada com Jofelo Moreira Lima. Deixa ainda netos. O seu corpo foi transladado em auto fúnebre para a cidade de São Paulo e o seu sepultamento deu-se ontem as 15:00h. no Cemitério Gethsemani naquela localidade, onde foi inumado em jazigo da família". Destaco então, inserindo nesta oportunidade e como complemento da
matéria, o conteúdo do original relato de 05 de Abril, postado em 06 de
Abril de 2014, momento que discorro acerca da Prece a Anchieta, como se vê adiante, sendo
certo que deste autor, Lucas Teixeira – Poeta e Iluminurista, português e que
esteve no Brasil – autor de “O Teu Retrato, Mãe”, muito conheço, pois, tenho
uma de suas artes na parede de minha sala. Neste ano de 2014, 03 de Março, o
Jesuíta que catequizou índios do Brasil no século XVI e fundou a cidade de São
Paulo, o beato José de Anchieta foi canonizado pelo papa Francisco.
Tal processo, longo, que começou em 1980 com a sua beatificação por João
Paulo II, anteriormente vinha, desde o século XVI, quando foi feito o pedido.
Pois bem, Lucas Teixeira, um felgueirense natural de Varziela -
Portugal e nascido em 1918, o qual obteve grande saliência nas artes e nas
letras, sobressaiu-se como poeta no Brasil onde se fixou no exercício da arte
do desenho Iluminurista a partir de 1954.
Depois de abandonar a vida monástica, ele que fora Monge
Beneditino quando se chamavaFrei D. Lucas Teixeira e se
tornara famoso como autor de iluminuras, assina tal obra da qual sou
detentor - um tipo de pintura decorativa, frequentemente aplicado às letras
capitulares no início dos capítulos dos códices de pergaminho medievais.
O termo “iluminura” se aplica igualmente ao conjunto de
elementos decorativos e representações imagéticas executadas nos manuscritos,
produzidos principalmente nos conventos e abadias da Idade Média. A sua
elaboração era um ofício refinado e bastante importante no contexto da arte
medieval.
Tal obra, “Prece a Anchieta”, datada de 1980 e assinada
pelo autor, apresenta-se em tela sob passe-partout de madeira 3 mm,
alto-relevo, medindo 397x450mm, branco, emoldurando madeira de 570x630mm, e
composta com texto de Guilherme de Almeida.
Conta de quatro estrofes regulares sendo, duas em quadra e outras duas
em terceto, caracterizando um soneto. Inicia assim, cuja arquitetura das
estrofes em razão da pontuação difere do original do autor:
A inspiração é que me toca neste
momento. Na inspiração, é realizada a entrada de ar nos nossos pulmões,
movimento essencial para a obtenção de oxigênio e vida no coração!
A inspiração é como um bebê. Não
esconde uma hora decente para chegar ao mundo. Não tem nenhuma consideração com
o pobre poeta... Mas, é uma loucura envolvente, reunindo nenhum ato de bondade,
por menor que seja, jamais será desperdiçado. Esta frase é atribuída aos Sonhadores, mas que, nesta oportunidade
me cotizo a tantos outros atores que, juntos, comemoram esta oportunidade,
colaborando na construção, na realização desta história, “que tem que continuar a ser escrita”, bem afirmado por sua atual
diretora Rosana Cristina – Escola
Municipal de Saúde – SMS – SP.
Nesta dimensão, na destinação, na
atuação e aproximação como membro integrante do Conselho Municipal de Saúde de São Paulo, quer a Coordenação da Comissão de Educação
Permanente, como membro ativo do GTEP
– Grupo de Trabalho em Educação Permanente para o Controle Social na SMS/SP,
e que se estreita ao GTEPS Grupo Técnico
de Educação Permanente em Saúde daquela escola, do qual também sou
participante, configurando-se como fluxos de apreciação e encaminhamentos para
aprovação de projetos para as capacitações, tudo sob o olhar e participação
colaborativa das suas ramificações através das Escolas Regionais, tão bem conduzidas por seus coordenadores que, ora
reunidos cantamos “parabéns pra você...
Parabéns pelas histórias e estórias contadas”, muito bem dito pelo amigo e
dirigente da ETSUS-Sul – Marcelo Scrocco,
cujo valor preditivo de sua expressão de empatia reitero: “É um privilégio poder dividir um pedacinho desta linha do tempo com
vocês!”
Senhores, venho numa
demonstração de confiança falar, momento que me enche de orgulho, uma justa
exaltação por pertencer a tal oportunidade, da qual só recentemente me
aproximei, por uma espécie de timidez que me tolhe o impulso de tentar algo que
me pareceu ambicioso demais. Um fato já passado, momento que a instituição
sede, o prédio da Escola Municipal de
Saúde se viu ameaçado de lá, onde se situa, não mais permanecer. E ides
permitir que lembre aqui, neste momento solene, um fato já decorrido, que muito
me espremeu o coração, diria, já antigo! O que talvez vos seja novidade é o
fato do qual, atuando como personagem, vencendo minha timidez decidi, já
entrando nas estratégias, endereçar àquela instituição que queria como a um
“amor de coração” um pedido de esclarecimentos e satisfações que, surpreso,
respondeu-me o meu consciente: “Senhor, por que vindes tão tarde?”
Por que lembrar este fato, num
momento grato ao meu coração e à minha inteligência? Porque me pareceu ouvir, na
oportunidade, “uma voz coletiva”, vinda em minha direção a questionar-me: “Senhor,
por que tão tarde? Por que mais tarde que qualquer um de nós
outros?” E, enchendo-me de coragem, responder-vos: “Pelo mesmo motivo que levou o velho poeta a
retardar o tempo de sua plena realização. Aceitei-me tal como sou e permiti-me
dizer o que sinto”. São palavras simples, de agradecimento até, mesmo pelas
confianças creditadas, até pelo conjunto de soluções e realização da obra, do
feito!
O prédio lá está, majestoso e
sereno, até modestamente proporcionando-me “gentil
sombra quando transito externamente por suas calçadas”, como que querendo
minimamente contribuir para manter as memórias deste senhor, que num determinado
dia também abraçou, com tantos e como tantos, num abraço de proteção, de
preservação de sua destinação de promover a formação, o desenvolvimento e o
aprimoramento profissional dos servidores públicos, dos trabalhadores das
organizações parceiras, residentes, estagiários e dos membros dos conselhos
gestores vinculados às unidades de saúde
da Secretaria Municipal de Saúde da cidade de São Paulo, e talvez, quem sabe, rompendo esta minha timidez,
atreva-me a pretender lá ingressar e, quem sabe, saboreie um café sempre posto
à entrada do auditório, local onde muitas vozes se ouvem e as tenho ouvido,
mesmo que distante, em eco!
Por enquanto canto, baixinho e no
meu canto, timidamente, sempre discreto, sereno e contraído, como que “no pé do ouvido”, mas, em consonância,
como na sístole ventricular do coração cujas valvas, a semilunar aórtica
abre-se, o ventrículo e a aorta tornam-se uma câmara comum, e a pressão em
ambos sobe em uníssono. O sangue não reflui para trás em direção ao átrio.
Então, bombeemos certeiros! Deixemos o entusiasmo exacerbado para oportuno
momento, pois que, sempre costuma falar auto e mais forte esta nossa justa
emoção!
Parabéns pra você, Escola Municipal de Saúde, plena de gente
contagiante, vibrante e aconchegante, em cuja essência são detentores de tal
estrutura triúna. Esta verdade ora expressa de forma clara e inquestionável: de
corpo, alma e espirito!
No dia de hoje, meu brow do
coração, aquele cara muito demais, o Christian Zanzini de
minha vida, que chegou para somar, multiplicar, proporcionar e promover, enfim
gratificar, ocupa 46, isso mesmo, "quarenta
e seis anos" de tempos vividos nesta minha existência.
É verdade. Desses tempos alguns
primeiros desconheço. Mas no coração, algo já me dizia que "um brow iria pintar"! E veio para
colorir e somar e multiplicar... Lembro-me que quando visto, ainda jovem rapaz,
de sorriso largo, bochechas proeminentes e coradas, um rabinho de muito
cabelo preso, trouxe muitos raios de Sol no meu portão!
Depois, tudo somou com o laço
justo e perfeito, atado à Andressa minha
filha, que também aniversariou, 44, 2a. feira passada. E não bastando,
ambos somados promoveram a um "cara
muito moreno e lindo”, 16, comemorado na última 3a. feira - 17 de Março.
Gente amiga, que Março bom é esse? Que tantos preenchem minha vida
de felicidades constantes, plenas... E tem a Vera, mãe do Christian, que hoje também comemora o seu nascer e que
“parece a cada novo tempo rejuvenescer”!
Que gente linda, belos e
agregadores que muito me lembram Summerhill,
que desde sua criação por Neil,
quanto ao desenvolvimento emocional, proporciona aos estudantes estímulos para
entrarem em contato com seus corpos e suas emoções "vivenciando tudo que aprendem, reforçando o próximo"!
Esses meus queridos são assim...
Agregadores! E o exemplo se segue no vídeo que ora rola, oportunidade que
o Lucas Zanzini -
neto amado, então somava 12 anos, mantendo o mesmo brilhante sorrir e
espelhar-se e projetar-nos alegria vibrante, agregando muitos outros amigos,
ainda hoje e, certamente, por muito tempo presentes.
Eles são assim, que adicionados a
mim, só somamos em egrégora magnificante! Para nós, sucesso é aquilo que
definimos... Que o indivíduo define, mesmo partindo de um sorriso, de um "Muito obrigado Senhor"! Portanto,
reforço agora e sempre: Muito obrigado
Senhor!