Grau°

domingo, 11 de janeiro de 2015

Charlie Hebdo, O atentado! Uma Reflexão!


O ataque ao semanário desperta o debate sobre a liberdade de expressão. Quatro cartunistas reconhecidos mundialmente estão entre as vítimas do massacre que também deixou 11 feridos. Eles sofriam ameaças de morte devido a charges que satirizavam Maomé e o Islã. Segundo a polícia, europeus jihadistas são os autores do massacre.
Jihad, em árabe:جهاد; é um conceito essencial da religião islâmica e significa "empenho", "esforço". Pode ser entendida como uma luta, mediante vontade pessoal, de se buscar e conquistar a fé perfeita. Ao contrário do que muitos pensam jihad não significa “Guerra Santa”, nome dado pelos Europeus às lutas religiosas na Idade Média, ao exemplo: Cruzadas, por mimetismo com o contacto com um Islão que, durante 500 anos antes destas, invadira metade do mundo cristão. Aquele que segue a Jihad é conhecido como Mujahid.

A explicação quanto as duas formas de Jihad não está presente no Alcorão, mas sim nos ditos de Maomé:
·         Uma, a "Jihad Maior", é descrita como uma luta do indivíduo consigo mesmo, pelo domínio da alma; e a outra:
·         a "Jihad Menor", é descrita como um esforço que os muçulmanos fazem para levar a teoria do Islã a outras pessoas.
Pois bem, voltando ao raciocínio, longos 5 minutos para o crime que chocou o mundo! Dois homens de preto encapuzados mostraram eficácia militar, descarregaram friamente contra alguns dos famosos nomes do cartum francês. Um carro patrulha ainda atendeu ao chamado, mas não resistiu às metralhadoras automáticas. Mataram, bateram em retirada e bradando vingança por Maomé!

O ato criminoso de violênciaatentado – deixou um saldo de doze (12) mortes, onze (11)  feridos, quatro (4) em estado crítico. Horas depois as pistas reforçavam uma suspeita: europeus jihadistas por detrás do massacre! O terror sem senso de humor não venceu à solidariedade! Os franceses, ao invés de se recolherem ao medo, foram para as ruas... Cem (100) mil por todo o pais!
Esse ataque terrível foi motivado pela política, não pela religião. Temos que compreender o contexto dessas ações. Tais não surgiram do nada... O contexto é político, um contexto onde reside muita violência no mundo muçulmano, principalmente nos últimos 15 anos. Há muito desafeto e alienação das minorias muçulmanas no Ocidente.  Se não entendermos de onde vem tudo isso, acabamos dizendo que as diferenças culturais explicam tudo. Desta forma não estaríamos fazendo as perguntas certas e coisas assim continuarão acontecendo.

O protesto na França e no mundo, pós-ataque, volta-se contra o obscurantismo de extremistas religiosos que se julgam no direito de matar quem insiste:
·         no direito de liberdade de expressão,

·         no direito de crítica, de ironia e sátira.
Neste aspecto, Charlie Hebdo era eclético, debochava de tudo e de todos, sem poupar religiões. Católicos, judeus, muçulmanos eram sempre o alvo principal desses jornalistas que, ora mortos, tinham a tradição de anticlericais, ou seja, pessoas profundamente laicas, e, em sua maioria, ateias. Essa paisagem não seria a mesma se eles não fizessem parte dela.

Tem gente que considera importante o trabalho jornalístico ser feito de outra forma, tem gente que considera, sem dúvida, que às vezes, esses jornalistas exageravam. Mas acredito que esses mesmos jornalistas e cidadãos franceses apreciavam a ideia de se “ir um pouco mais além!” Era o expressar-se da alma francesa, de parte de muitos franceses. E quem sabe, reside pretensão nesta afirmação:
Morreram os possíveis herdeiros de Voltaire, em uma época de ouro da sátira política na França, que transcende para o mundo humano”!
Recentemente, o professor de relações internacionais Fernando Brancoli - PUC/RJ, durante entrevista no curso destes eventos, declinando que...

“existem uma série de movimentos no Líbano que usam a expressão “Não em meu nome”, criando até o hashtag: #not in may name, argumentando que as ações do estado islâmico não são ações que dizem respeito a todos os muçulmanos e que, em sua maioria, inclusive os islâmicos, não são a favor desse tipo de comportamento e ação, mas, obviamente, ficamos sabendo dos mais radicais que chamam mais atenção e cometem este tipo de barbárie”!
Pois bem, então indago: E quanto aos terroristas, o que querem? O que os terroristas querem é provocar uma reação... Querem evidenciar esse suposto choque entre civilizações. Querem mostrar que os ideais de Tolerância do Ocidente são superficiais, que eles podem fazer com que todo o aparato de segurança do Ocidente seja reforçado e mostrar como o Ocidente odeia o Islã.

O ataque ao semanário francês Charlie Hebdo, entendo, desperta ainda o debate sobre liberdade de expressão e, até que ponto se deve evitar a publicação de artigos e ilustrações que ofendam a fé religiosa de eleitores! Porque atacar um jornal que simplesmente faz charges satíricas, etc.?
Assim, entramos num outro tema clássico que é essa tensão entre a ideia segundo a qual nós vivemos da sacralidade da liberdade de expressão e as coisas que outras sociedades, outras culturas enxergam como sagrado! Então aqui, evidentemente, há um desencontro...  Entre o que para nós pareceria de mau gosto, ao exemplo, se agora realizasse uma peça de humor sobre esse ataque, isto seria visto ou lido “de muito mau gosto” e com muita razão.
No mundo árabe muçulmano algumas coisas são vistas “como de mau gosto” e para nós são vistas como normais. Portanto, as charges contra o profeta Maomé entram nesta categoria. É certo que há algo a se investigar! É certo ainda que nada justifique um ataque deste, esta tamanha violência...

Não há cartunista, jornalista que mereça este tipo de violência, portanto isto está dado de pronto, mas, acho que existe a necessidade de uma reflexão aqui no Ocidente em relação à questão “liberdade de expressão e a relação com o Islã” que é descobrirmos o momento que passamos da “mera sátira” para a “mensagem de ódio”, porque creio que, talvez, o Charlie Hebdo tenha ultrapassado essa fronteira, em algum momento, porem, com isto não quer dizer que “merecia ser atacado” nem que ele ”deveria ser atacado”. Mas é certo que nós precisamos fazer esta reflexão sobre quando nós passamos da mera sátira à mensagem do ódio, a participar de “uma onda de islamofobia”. Muito cuidado!

Alguns estudiosos têm debatido, definindo o envolvimento de causas e características como a um tipo de racismo. Outros comentaristas tem postulado um aumento da islamofobia resultante dos ataques ocorridos em 11 de Setembro, enquanto outros ainda, tem associado o aumento devido a presença de muçulmanos em nações seculares.

É algo para muito se pensar, refletir... E Normalmente as reflexões são efetuadas por pessoas que "pensam", "questionam" o que as rodeia. A reflexão psicológica é muitas vezes utilizada na Filosofia. Refletir é pensar, abordar um tema, que nos intriga, por vezes... Como e elencado!

Roberto Costa Ferreira, Jan2015.
 
 
 
 

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Dia do ATLETA – O Triathon e “Atletas Medleyanos”


21 de dezembro: No dia que se festeja o Yule, uma celebração do Norte da Europa pré-cristã. Os pagãos Germânicos celebravam o Yule desde os finais de Dezembro até aos primeiros dias de Janeiro, abrangendo o Solstício de Inverno.

O Solstício de Dezembro: Verão no hemisfério sul e inverno no hemisfério norte, portanto, o dia mais longo e a noite mais curta no hemisfério sul e o dia mais curto e a noite mais longa no hemisfério norte, ocorre também o Dia de São Pedro Canísiso.

Também é o Dia de São Tomé, em espanhol: Día de Santo Tomás; em basco: San Tomas jaia sendo uma das festas mais importantes em várias cidades do Pais Basco espanhol, nomeadamente, Bilbau e Mondragón. A origem da festa é provavelmente a celebração dum mercado popular que coincidia com o dia de pagamento de rendas, apesar do seu nome religioso.

É, 21 de Dezembro, o 355.º dia do ano no calendário gregoriano (356.º em anos bissextos), faltando, portanto, 10 dias para acabar o ano. Então, comemora-se neste dia – 21 de Dezembroo Dia do Atleta.

Atleta é o profissional dos desportos (preferencialmente atléticos) e das atividades físicas. O termo iniciou-se com os que praticavam atletismo. Depois estendeu-se aos praticantes de luta (em jogos solenes) na Grécia e Roma Antiga. Também pode significar um homem ou mulher de sólida compleição.

Segundo Krieger, (2007) o atleta:

é qualquer pessoa que pratique qualquer manifestação de desporto, seja educacional, de participação ou rendimento, podendo ser classificado quanto à forma de sua prática, em amador, não profissional e profissional.”

Mesmo os que apenas correm pelas ruas da cidade a fim de melhorar a forma física e a saúde não o deixam de ser, no sentido mais amplo da palavra.

O atleta amador é o praticante eventual, que o faz apenas por prazer, saúde ou vaidade, é o corredor ou o ciclista de fim-de-semana ou fim de tarde aquele que corre para manter a forma, ou até o que participa de maratonas ou outros torneios, sem o intuito de lucrar, mas pode ter o espírito desportivo de pura competição. Amador é aquele que leva a sério o ideal de Pierre de Coubertin, onde o “importante não é vencer, é participar”.

O atleta não profissional é o que pratica algum desporto sem receber remuneração, podendo, porém, receber incentivos materiais ou patrocínios.

Já o atleta profissional é aquele que faz do esporte seu meio de sustento, auferindo além dos louros da glória esportiva lucro financeiro através de sua atividade. Nas modalidades mais populares perfazem grandes cifras em dinheiro e acabam por tornarem-se personalidades públicas.

Um atleta (americano e britânico Inglês) ou o desportista, desportista (British Inglês) é uma pessoa que compete em um ou mais esportes envolvendo:

· Força física,

· Velocidade e,

· ou Resistência, podendo serem, como já referido, profissionais ou amadores.

A maioria dos atletas profissionais têm particularmente físicos obtidos por um extenso treinamento físico e exercício intenso, acompanhado por um rigoroso regime alimentar bem desenvolvido e adequado.

A palavra "atleta" é uma romanização do grego:

· (άθλητὴς), atletas → aquele que participa de um concurso;

· de (ἄθλος), athlos, ou (ἄθλον), Athlon→ um concurso ou feat.

É o termo geral para todos os participantes em qualquer esporte físico; sua aplicação para aqueles que participam de outras atividades, como passeios a cavalo ou de condução, é um tanto controverso.

Um "atleta all-around" é uma pessoa que compete em vários esportes em alto nível, por exemplo:

· Alexander ("Alex") "Sasha" Baumann, nascido em 21 de abril de 1964 é um atleta canadense, que ganhou duas medalhas de ouro e dois recordes mundiais na natação nos Jogos Olímpicos de 1984 em Los Angeles. Born in Prague (former Czechoslovakia) , Baumann was raised in Canada after his family moved there in 1969 following the Prague Spring .Nascido em Praga (antiga Checoslováquia), foi criado no Canadá, depois que sua família se mudou para lá em 1969 na sequência da Primavera de Praga.

Exemplos de pessoas que jogaram diversos esportes profissionalmente incluem:

· Jim Thorpe, Lionel Conacher, Deion Sanders, Danny Ainge (masculino) e,

· Babe Zaharias (feminino). 

Outros incluem Ricky Williams, Bo Jackson, e Damon Allen, cada um dos quais foi elaborado tanto pela Major League Baseball e por profissionais de futebol de ligas como a NFL e do CFL. O japonês Kazushi Sakuraba, um atleta, competiu em ambas as modalidades misturando artes marciais e wrestling profissional, sagrando-se em ambos os esportes.

"O grande atleta do mundo"

O título de "Maior Atleta do Mundo" pertence, tradicionalmente, aos melhores concorrentes do mundo do decatlo (masculino) e heptathlon (feminino) em pista e campo. O decatlo é composto por 10 eventos:

· 100 metros, salto em distância, arremesso de peso, salto em altura, 400 metros, 110 metros com barreira, lançamento de disco, salto com vara, lançamento de dardo e 1500m. 

O heptathlon consiste em sete eventos:

· Os 100m com barreiras, salto em altura, arremesso de peso, 200metros, salto em distâncias, lançamento de dardo e 800 metros.

Estas competições exigem um atleta detentor de todo o espectro da capacidade atlética, a fim de ser bem sucedido, incluindo:

· a velocidade, força, coordenação, capacidade de salto, e resistência.

Embora o título de "maior atleta do mundo" parece um ajuste natural para estes dois eventos, a sua associação tradicional com o decatlo / heptathlon começou oficialmente com Jim Thorpe que, nomeadamente, também competiu profissionalmente no futebol, beisebol, futebol americano e basquete; e ainda no Collegiate competiu em Lacrosse e fez a dança de salão.

O Rei Gustav V da Suécia, ao conceder a Thorpe o ouro do decatlo disse:

"Você, senhor, é o maior atleta do mundo." Esse título tornou-se associado com o evento decatlo desde então.

Então, você sabe o que é preciso para ser mentalmente forte como os melhores atletas do mundo? No esporte de competição, o objetivo último do treino é o máximo rendimento. Dia após dia atletas e treinadores aperfeiçoam a metodologia do treino, incrementando:

· Cargas, melhorando técnicas, inovando táticas,

· tudo com o objetivo de alcançar a melhor performance possível nas competições mais importantes.

O atleta esforça-se para estar no seu pico máximo de desempenho, na sua competição mais importante, no caso dos atletas de elite, triathlon, por exemplo, tendo em vista Jogos Olímpicos, Copa do Mundo, ou Campeonatos do Mundo.

É nas competições mais importante de uma determinada época que se enfrentam os melhores adversários e consequentemente onde a competição se torna mais exigente e difícil. É neste tipo de competições que o atleta é colocado à prova. É a razão pela qual o atleta:

· trabalha tão duro,

· em todos os aspectos do seu esporte,

· objetivando um excelente desempenho e,

· atingimento do pico de performance.

Assim, o dia “D” é o momento em que o esportista se define como um atleta pleno. Ele mostra a si mesmo:

· do que é capaz de fazer,

· apresenta as suas habilidades para os outros,

· o quanto está bem preparado fisicamente, e mais importante,

· como é forte psicologicamente.

Todo o trabalho na psicologia do esporte é direcionado para:

· o pico de performance,

· para o máximo rendimento, nas competições importantes.

Prepara o atleta mentalmente para conseguir “ter um elevado desempenho sobre pressão”, e igualmente, “como ultrapassar momentos críticos em competição”.

Principais características psicológicas associadas à estrutura mental diferenciadora dos atletas de elite:


Autoconfiança:

· Ter uma crença inabalável na sua capacidade de atingir as metas competitivas,

· Reunir qualidades únicas que o fazem melhor do que os seus adversários.

Motivação:

· Ter um desejo insaciável e motivação interna para ter sucesso (você realmente tem que querer isso),

· Capacidade de se recuperar das derrotas e do fraco desempenho com determinação crescente para ter sucesso.

Foco:

· Permanecer totalmente concentrado na tarefa em mãos perante distrações específica da concorrência,

· Capacidade de mudar o foco sempre que necessário,

· Não ser negativamente afetado pelo desempenho dos adversários ou pelas suas próprias distrações internas (preocupação, padrão mental negativo)

Compostura sobre pressão/ Manipulação:

· Capaz de recuperar o controle psicológico na sequência de acontecimentos inesperados ou distrações, prosperando sobre a pressão da concorrência (abraçando a pressão, entrando no momento oportuno),

· Aceitar que a ansiedade é inevitável na competição e saber que pode lidar com ela,

· A componente-chave da tenacidade mental é aprender a condicionar a sua mente para pensar com confiança e ser capaz de superar a frustração / autocrítica negativa (resignificação de auto verbalização para o que deseja que ocorra).

Enfim, no dia do atleta é oportuno considerar que todas as estratégias cognitivas, que se pode denominar de Estratégias Mentais de Êxito, estabelecem uma forte relação com a capacidade que o atleta possa ter para ser “proativo” – “positivo”.

O “pensar positivo”, ter uma atitude proativo-positiva, expressar verbalizações positivas revelam-se tão importantes em treino quanto em competição. Portanto, em competição, quanto mais você enfrenta a adversidade, mais reativo situe-se, “positivando-se”, situação que lhe proporcionará construir a sua “necessária confiança” e “autoestima”.

Nesta oportunidade, siga em frente atleta, “triatleta medleyano”, e Bom Ano!
Roberto Costa Ferreira

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Feliz Natal, Próspero Ano Novo! GRATIDÃO - A CIÊNCIA DA FELICIDADE – O APRIMORAMENTO FÍSICO


GRATIDÃO significa que a energia recebida deve ser devolvida. É o ato de reconhecimento de uma pessoa por alguém que lhe prestou um benefício, um auxílio, um favor.
Em um sentido mais amplo, pode ser explicada também como recognição abrangente pelas situações e dádivas que a vida lhe proporcionou e ainda proporciona. A gratidão é uma emoção, que envolve um sentimento de dívida emotiva em direção de outra pessoa; frequentemente acompanhado por um desejo de agradecê-lo, ou reciprocar para um favor que fizeram por você. É aquela emoção de agradecimento e alegria que surge no recebimento de um presente ou de um auxílio.
Velha conhecida de religiões e filosofias, que há muito tempo a consideram uma manifestação fundamental da virtude e um componente básico da saúde, da integridade e do bem-estar, ela vem despertando um interesse científico cada vez maior, endossado por estudos que apontam para uma relação sólida entre ser grato e sentir-se melhor.
A gratidão é o ‘fator esquecido’ na pesquisa da felicidade”, avalia Robert Emmons, professor de psicologia da Universidade da Califórnia. A opinião é endossada por Todd Kashdan, professor adjunto de psicologia da George Mason University (Estados Unidos) e um dos pioneiros da “ciência da felicidade”.  Ele declarou que, se tivesse de nomear três elementos essenciais para criar felicidade e dar sentido à vida, estes seriam relacionamentos significativos, gratidão e viver no momento presente com uma atitude de abertura e curiosidade.
A gratidão leva as pessoas a agir de forma virtuosa ou mais altruísta”, afirmou DeSteno, cuja pesquisa foi publicada em 2009 na revista Current Directions in Psychological Science.
E constrói o apoio social, o qual sabemos, que está ligado ao bem estar físico e psicológico.”  

Para perceber os benefícios da gratidão, Sonja Lyubomirsky, professora de psicologia na Universidade da Califórnia, Riverside, afirma que é necessário exercitá-la.
Se você não fizer isso regularmente, não obterá os benefícios”, explica.

É como se você fosse para a academia de ginástica uma vez por ano. O que ganharia com isso?
 Logo, exercitando-a, as pessoas que registram ou expressam os motivos pelos quais são gratas apresentam doses bem altas de bom humor e otimismo. E não é só:

·         O sono e,

·         A disposição para praticar exercícios físicos melhoram,

·         A pressão arterial fica estabilizada e,

·         Os níveis de depressão e estresse diminuem.
No caso de doença, o corpo se recupera rapidamente, considerando ainda que os mais gratos são boas companhias.
Viver “os tempos modernos” quase nos obriga “a viver no piloto automático” e, com isso, não prestamos atenção nas coisas que recebemos. No que ocorre à nossa volta! Está se dando conta de que não anda agradecendo na proporção que deveria? Calma... Você tem a chance de desenvolver essa capacidade com algumas sugestões adiante. Adicione-as no seu dia a dia e colha bons frutos!

SÓ POR HOJE SEJA GRATO
Se para você a tarefa de expressar a sua gratidão todos os dias parece árdua e distante, experimente fraciona-la, como fazem os terapeutas reikianos. Um dos ensinamentos é, só por hoje, seja grato! Ser grato a vida toda parece mesmo difícil, mas até o final do dia todo mundo sente que consegue. Então pratique.

SUBSTITUA O “OBRIGADO”
Para dar mais atenção ao ato de agradecer faça esta modificação simples, como ensina Simone Kobayashiterapeuta holística – de São Paulo: “... não dizer mais a expressão “obrigada”, até porque se alguém faz algo digno de agradecimento, foi de livre e espontânea vontade”. Diz: “sou muito grata”! E complementa: “para fazer essa substituição, tenho que pensar na situação, avaliar como me afetou positivamente, e evito agradecer por educação”, simplesmente.

FAÇA UM DIÁRIO
Experimente manter um diário de gratidão, registrando nele coisas boas que aconteceram com você. O hábito favorece enxergar “as dádivas que passam despercebidas”.

AGRADEÇA POR “DAR”
Sim, você pode ser grato |(mesmo que mentalmente) a quem aceitou:

·         O seu carinho ou,

·         A sua ajuda e,

·         Permitiu que você se alegrasse,

·         Por poder exercitar atitudes como atenção e generosidade.

APRIMORE SUAS RELAÇÕES
Torne gratificante todas as relações pessoais e profissionais. Pergunte-se a si mesmo:
- O que eu recebi hoje de pessoas com quem convivo? O que eu dei? Causei alguma dificuldade a alguém?

EXPRESSE A GRATIDÃO
Declare-se ou escreva bilhetes, mensagens, e-mails. Basta uma frase para valorizar os pequenos e grandes favores ou gentilezas que recebemos. Ela será mais uma benção compartilhada. E Compartilhar é uma Benção, isto é viver..., é aprender...!

Farei descer a chuva a seu tempo, serão chuvas de benção.”
Ez 34.26
Assim, nesta oportunidade para reflexão, neste ano que se finda, aproveito do dito por Lettie B. Cowman, em “Mananciais no Deserto”, traduzindo:

Como está o tempo esta manhã em sua vida?

É tempo de sequidão? Então é o tempo oportuno para chuvas.

Tempo de ar pesado e nuvens negras? É o tempo para chuvas.

A chuva vem quando há nuvens no céu. A chuva cai quando o céu está coberto

pela densa camada de nuvens. Sem elas, a abençoada chuva não desce!

 Sou muito grato a todas as personalidades que transitaram pelo meu viver, bem como àqueles que me emprestaram o guarda-chuvas durante os temporais!
Roberto Costa Ferreira, Dez2014.
 
 
 
 

sábado, 20 de dezembro de 2014

EDITH PIAF – Um Rouxinol – Marcel Cerdan e as Cartas – O aniversário em 19 de Dezembro

A despeito das dúvidas, se 15 ou 19 de Dezembro, nasceu no dia 19 de Dezembro de 1915, um rouxinol que faria 98 anos se não houvesse falecida em 11 de Outubro de 1963. Sua vida foi sempre uma grande batalha. Nascida Édith Giovanna Gassion ou, segundo diz-se Marion Cottilard, também conhecida como La Môme Piaf (A Pequena Parda) em Belleville, Paris.  

Diz a lenda que ela nasceu na calçada da Rue de Belleville 72, mas sua certidão de nascimento cita o Hospital Tenon, tendo sido nomeada Édith após a Primeira Guerra Mundial pela enfermeira britânica Edith Cavell, que foi executada por ajudar soldados franceses a  escapar do cativeiro alemão. Piaf – um jargão oriundo do coloquialismo para “pardal" - foi um apelido que recebeu 20 anos mais tarde.

Sua mãe, Annetta Giovanna Maillard (1895-1945), era de ascendência francesa ao lado de seu pai e de italiano e berbere, origem em sua mãe.  Ela era natural de Livorno, cidade portuária na margem ocidental da Toscana, na Itália. Como cantora de café, abandonou-a no nascimento, sendo certo que Piaf ficou cega aos três anos, como resultado de meningite, mas recuperou a visão, quatro anos depois, próximo dos sete anos, milagrosamente.

Seu pai, Louis-Alphonse Gassion (1881-1944), um artista de rua acrobata de circo da Normandia com um passado no teatro, levando-a a longos passeios, encorajou-a a cantar.  Ela cantou durante anos nas ruas de Paris até ser descoberta por um dono de cabaré, que lhe deu seu primeiro emprego, em cuja discoteca e sugeriu que ela mudasse seu nome para Piaf.

Piaf, cuja história de vida é muito maior e mais significativa do que qualquer filme possa representar, tornou-se considerada diva nacional, bem como sendo um dos maiores astros internacionais da França. A vida sofrida foi coroada com o sucesso. Fama, dinheiro, amizades, mas também a constante vigilância da opinião publica resultaram implacáveis.

Seu canto reflete sua vida, assim com o seu especial ser através de canções e baladas, cantando perdas e tristezas, especialmente de amor, como em, "Hymne à l’amour" (1949). Entre suas canções temos ainda "La Vie em Rose” (1946), "Non, je ne regrette rien" (1960,"Milord"(1959),"La Foule"(1957 ), "l'accordeoniste" (1955), e "Padam Padam" 1951).

Inúmeras canções de Piaf são usadas ​​em filmes e outras mídias.  Filmes como O Resgate do Soldado Ryan, Inception, Bull Durham, La Haine, The Dreamers e do filme de animação, Madagascar 3, todos têm canções de Piaf. Love Me Se você ousa presta homenagem a sua canção La Vie En Rose, incluindo várias versões de a música em sua trilha sonora.

Na visão personalista, ser completo como pessoa é levar a sério suas necessidades pessoais satisfeitas, ou pelo menos, percebidas e trabalhadas. Levando isso a sério, a filosofia personalista, destacando o valor da pessoa, coloca a questão pessoal sobre as demais questões, por entender que todas as questões importantes da existência estão contidas nas questões pessoais. Nada, jamais, deve diminuir o valor e a primazia de uma existência personalista.

O personalismo coloca a pessoa acima de quaisquer instituições ou coletividade, pois o ser humano com sua pessoalidade é único e peculiar, e essa peculiaridade impossibilita que todo o seu querer e as suas ânsias, estejam totalmente em harmonia ou satisfeitos com as vontades, aspirações ou conquistas.

Tendo esse pensamento como princípio ideológico, o sujeito que se percebe como pessoa, percebe a importância de sua pessoalidade e se desperta para ação vocacional, dando lugar a expectativas pessoalizadas. Piaf não era assim. Fluiu naturalmente, voou como a um pássaro! E sua voz gutural, expressiva, combinado com sua aparência frágil diante de um holofote, e suas mãos apertando dramaticamente um microfone próximo de seu rosto, fez seus shows memoráveis e encantou!

Propriedade do Museu dos Amigos de Edith Piaf de Paris, diversas cartas foram reunidas pelos amigos de Marcel Cerdan e de Edith Piaf. Depois da trágica morte do boxeador, que desapareceu num acidente do avião nos Açores em outubro de 1949, seu irmão Armand entregou a Edith as cartas que ela lhe enviou.

Tais cartas de amor trocadas por ambos, e Cerdan foi o grande amor de sua vida, foram publicadas em 2002 pela editora Cherche-Midi, uma vez escritas nos seis últimos meses de vida do boxeador.

"Nada pode substituir a palavras dos amantes que viveram às escondidas sua louca paixão. O romance entre Piaf e Cerdan não pode se resumir a uma história de amor qualquer: escritas várias vezes por dia, suas cartas ilustram, de fato, até que ponto seus corpos, palavras e destinos estavam ligados ao do outro", acrescenta a editora no prefácio.

"Eu te amo de forma irracional, anormalmente, loucamente, e nada posso fazer para evitá-lo. A culpa é sua, és maravilhoso. Abraça-me com o pensamento entre seus braços e pensa que nada importa no mundo além de mim e você", escreveu Edith Piaf a Cerdan no dia 20 de maio de 1949.

Hoje, no Cemitério Père-Lachaise (homenagem de François d’Aix de La Chaise, 1624-1709, confessor de Luís XIV) descansam personalidades históricas como Augusto Comte, Champollion, Chopin, Alan Kardec, Honoré de Balzac e Edith Piaf, junto ao muro dos Federados (Comuna de Paris).






quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Dia de São Lázaro – 17 de Dezembro e a obra de J. Herculano Pires – O apóstolo de Kardec

São Lázaro vivia em Betânia e era irmão de Marta e de Maria. Morto e sepultado, Jesus o fez sair do túmulo, restituindo-lhe a vida, quando todas as esperanças já se achavam perdidas. O episódio é narrado apenas pelo evangelista João, mostrando que Jesus é a ressurreição e a vida: Quando Jesus chegou, já fazia quatro dias que Lázaro estava no túmulo.

Sabemos pelo Evangelho que Lázaro era tão amigo de Jesus que sua casa serviu muitas vezes de hospedaria para o Mestre e para os apóstolos, de tal sorte que, Lázaro foi quem tirou lágrimas do Cristo, quando morreu, ao ponto de falarem:
“Vejam como o amava!”.

Assim aconteceu que, por amor do amigo e para a Glória do Pai, Jesus garantiu à irmã de Lázaro o milagre da ressurreição:
”Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que morto, viverá: e quem vive e crê em mim, não morrerá, Crês isto?” (Jo 11,26).

O resultado de tudo foi a ressurreição de São Lázaro. Lázaro reviveu e este fato bíblico acabou levando muitos à fé em Jesus Cristo e outros começaram a pensar na morte do Messias, como na de Lázaro. Antigas tradições relatam que a casa de Lázaro permaneceu acolhedora para os cristãos e o próprio Lázaro teria sido Bispo e Mártir.

“... porque ele podia ser um morto-vivo, um cadáver com movimentos. Essa era realmente a impressão que produzia em muitos: de um ser já desprovido de vontade própria. Além disso, vivo ou morto ou morto e vivo ao mesmo tempo, aquele corpo esguio e enrugado cheirava a túmulo. E os que o viam atrás do Rabi no pátio do Templo murmuravam: Lá vai o Rabi com o Golém que ele afeiçoou.”
SHOLEM ASCH (O Nazareno).
À expressão acima referida “Golém”, para a melhor compreensão do destaque, tem-se um ser artificial mítico, associado à tradição mística do judaismo, particularmente à cabala, que pode ser trazido à vida através de um processo mágico.

O golem é uma possível inspiração para outros seres criados artificialmente, tal como o homunculus na alquimia e do romance moderno Frankestein, obra de Mary Shelley.

No folclore judaico, o golem é um ser animado que é feito de material inanimado, muitas vezes visto como um gigante de pedra. No hebraico moderno a palavra golem significa "tolo", "imbecil", ou "estúpido". O nome é uma derivação da palavra gelem, que significa "matéria-prima."

Ainda, do destaque, Sholem Asch (em iídiche) ou Shalom Asch (Kutno, polônia 1880 – Londres, Inglaterra 1957) foi um romancista iídiche, dramaturgo e ensaísta, nascido na Polônia, na época uma cidade sob dominação russa. Oriundo de uma família de dez filhos, ultra-ortodoxa, recebeu uma educação jovem tradicional e formação talmúdica.

Aos 17 anos, seus pais o enviaram a Włocławek, onde seria tutorado por um escrivão público, e iniciou-se em outros idiomas e na literatura profana. Foi então a Varsóvia, o núcleo da vida literária judia na Polônia. Começou então a escrever em hebraico, mas, graças às influências do grande escritor I. L. Peretz passou a escrever em iídiche, dando exclusividade a este idioma.

E voltando ao nosso cenário, da obra de J. Herculano Pires - Lázaro – que segundo Jorge Rizzini, autor de sua biografia o denomina o Apóstolo de Kardec, temos a considerar:

Da impureza para a pureza. O problema central da vida de Lázaro, neste romance, não é o da ressurreição, mas o da pureza. O que é a pureza? pergunta Lázaro e pergunta Simão, seu pai. Mas quem dá a resposta é o Messias, é o Rabi Joshua, de Nazareth. Não uma resposta de palavras, mas de atos. Principalmente a daquele ato supremo de imolar-se como cordeiro de Deus, na Páscoa da impureza de Edon, para salvar a Páscoa da pureza de Israel. Conceitos da pureza e da impureza numa interpretação superior, no plano do pensamento abstrato.”

Mais detalhadamente, tendo em vista alargar o entendimento no destaque contido no parágrafo anterior em razão do problema central do romance: O que é a pureza? Devemos visualizar a obra, os romances contidos na trilogia deste magnífico autor J. Herculano Pires: Barrabás, Lázaro e Madalena, onde no primeiro romance – Barrabás – que mereceu além de elogios de importantes críticos literários, o Premio do Departamento Municipal de Cultura de São Paulo, em 1954.

Em nota incluída na primeira edição prometera ele publicar mais dois romances, Lázaro e Madalena, com os quais, aliás, criaria a primeira trilogia evangélica – e, note-se, trilogia espírita – na ficção de língua portuguesa. O título inicial da trilogia era “Caminhos do Espírito”, mais tarde trocado por “A Conversão do Mundo”. O plano estrutural da trilogia era bastante arrojado, mas não compatível com o forte talento de romancista do autor. Afinal, em que consistia a estrutura temática da trilogia?

Ele, J. Herculano Pires partiu do princípio ou da tese de Wilhelm Dilthey, segundo a qual a transição histórica do paganismo para o cristianismo se deu em três tempos. E fixou esses tempos em três figuras evangélicas:
· Barrabás, por exemplo, representa um tempo do momento da transição. Esse tempo é o da violência que marcava a consciência pagã e que transita no cristianismo para a não violência.
Em temos de mecânica temporal podemos dizer que a consciência humana evolui da violência de Barrabás para a não violência de Cristo.
·  Já o romance Lázaro é um simbolo de sentido existencial, marcando um instante do homem no fluir do tempo.
Foi nesse aspecto que encarou o romance, procurando penetrar os mistérios de sua existência no momento histórico em que o mundo clássico greco-romano se apagava para que uma nova civilização se elevasse.
·   Madalena é o ápice de toda problemática abordada por Herculano Pires em sua trilogia.
“É nela (em Madalena) que vemos a passagem do amor sensual da antiguidade para o amor espiritual da era cristã”, afirmou Herculano Pires.

Ninguém melhor do que Victor Hugo acentuou esse problema no seu manifesto do romantismo, ao prefaciar sua peça sobre Cromwel, momento que Madalena passa de cortesã a santa. Seu amor pela beleza física transmuta-se em amor espiritual no seu encontro com JESUS. O amor não é mais carnal. Ele sai do platonismo prático dos antigos, que é a procura do Belo através das formas, para o platonismo ideal, e por isso verdadeiro, que só o toque da mensagem cristã conseguiu revelar em PLATÃO.

Fato curioso e até surpreendente é que entre um romance e outro houve um intervalo de longos anos. Barrabás foi publicado em 1954, Lázaro, dezessete anos após (em 1971) e Madalena em 1979, ou seja, vinte e cinco anos depois de Barrabás.

A razão (explicou Herculano Pires) é que houve muitas interferências e mais de dez livros de ensaio foram publicados de permeio – livros que o levaram em 1964 a fazer parte da diretoria da União Brasileira de Escritores, e demais evoluções reconhecidas.


Assim, evidenciamos o dia de hoje, 17 de Dezembro... São Lázaro, rogai por nós!