Grau°

terça-feira, 5 de julho de 2016

BEIJOS... QUANDO EXPRESSOS NA PAREDE!


       Conforme fototexto postado no Facebook em 05 de Julho de 2014, partindo de curtida, 
       comentário e compartilhamento de Chiado Editora, de minha amiga Patrícia Vecchia e,
       cujo texto elaborei partindo da sugestiva imagem, republicado em 2015 e ora no blog.

Beijos expressos na parede... Poderiam ser no céu da boca!
Assim pensam meninos, porque menino ousa assim pensar,
Porque meninos "gostam de" empurrar meninas na parede...
Quando pra falar que tem u'a boa pegada. Resumidamente...
Nem todos sabem fazer isso, segundo creio ... Certamente!

Deste meu dito, endosso com o pensar de Fábio Chap:

Imagine uma parede; e imagine que nessa parede está encostada a mulher que vai roçar na sua barba te fazendo pensar com ares de esquecimento: ‘como era antes dela?’

Nessa parede branca com leves rachaduras está encostada e sorridente a mulher que topará viajar contigo pra Veneza ou pra Diadema. De jatinho ou de Chevette.

Alta, a parede é recheada com rabiscos de outros casais. Iniciais e corações estão lado a lado com as rachaduras; algo como o amor na prática. Lá está ela: a mulher que fará dos seus sonhos um lugar quase palpável. Lugar esse que vocês terão umas plantinhas pra cuidar, muitos beijos pra praticar e, talvez, até uma criança com os olhos de um e a boca do outro.

Imagine um lugar que você conseguiu convencê-la que se tratava de um ponto; que lá passava o ônibus em direção a faculdade dela. Mentira das grandes que atrasa a ida, mas adianta a vinda de uma boca que… meu deus do céu.

Roberto Costa Ferreira, 5Jul2016

quinta-feira, 16 de junho de 2016

DESABAFO! JÁ ESCONDI UM AMOR COM MEDO DE PERDÊ-LO...





Duas produções!
A primeira, realizada em vídeo por mim partindo de colaborações distintas contidas nele, a quem muito agradeço pela oportunidade e cuja destinação presta-se à utilização e no tempo, do expressar-se mediante utilização da segunda produção – um texto – que adiante segue e discorro.

A segunda produção, um poema "via net"  de AUTOR DESCONHECIDO, com inserção de conteúdo de origem igualmente desconhecida, embora, tendo feito algumas pesquisas para tentar perceber até que ponto estou certo, pois que compactuo da ideia de autoria desconhecida do mesmo. Assim encontrei neste recurso de pesquisa a afirmação de uma professora brasileira de português e literatura, Márcia Lígia Guidin, de que “Clarice nunca escreveu um poema”. 

Por oportuno, conheço um pouco da obra de Clarice Lispector, mas tanto quanto sei Clarice não escreveu poesia, mas sim prosa, no entanto aparece sempre referenciada também como autora de poesia.

O forte de Clarice Lispector NUNCA fora poesia, o que há de "poesia" "via net" fora arranjado por um padre de nome Antonio Damázio, após a morte da referida autora (sem ao menos seu consentimento); a única poesia que tenho conhecimento que seja de Lispector é: "SOU UMA PERGUNTA" contida no livro Aprendendo a Viver. 

Clarice Lispector, registrada originalmente como Chaya Pinkhasovna Lispector, nasceu em uma família judaica da Rússia, naturalizada brasileira e, declarava-se, quanto à sua brasilidade ser pernambucana, em 10 de Dezembro de 1920, na  cidade de Chechelnyk - República Popular da Ucrânia - vindo a falecer aos 56 anos de idade no Rio de Janeiro em 09 de Dezembro de 1977, família esta que perdeu suas rendas com a Guerra Civil Russa e se viu obrigada a emigrar em decorrência da perseguição a judeus que estava sendo pregada então, resultando em diversos extermínios em massa. Clarice chegou ao Brasil, ainda pequena, em 1922, com seus pais e duas irmãs.

Quando voltou definitivamente para o Brasil, Clarice Lispector não teve dúvidas e escolheu o Rio de Janeiro para fixar residência e criar seus filhos. Fez-se uma premiada escritora e jornalista, tida como romancista, contista, colunista, cronista, jornalista e tradutora, autora ainda de romances, ensaios e contos e como cronista, sempre procurou seus temas nas ruas da cidade ou em conversas com seus mais bem informados habitantes, sendo considerada uma das escritoras brasileiras mais importantes do século XX e a maior escritora judia desde Franz Kafka.

Sua obra está repleta de cenas cotidianas simples e tramas psicológicas, sendo considerada uma de suas principais características a epifania de personagens comuns em momentos do cotidiano. Sabe-se que Clarice Lispector dominava pelo menos sete idiomas: português, inglês, francês e espanhol, fluentemente; hebraico e iídiche, com alguma fluência; e russo, com pouca fluência levada da infância. Como tradutora para o português, entretanto, utilizou somente o inglês, o francês e o espanhol.

Portanto, segue-se o texto objeto de tal curiosidade e resultante de belezas contidas, como a um DESABAFO! - JÁ ESCONDI UM AMOR COM MEDO DE PERDÊ-LO.

Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram...  Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das ideias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!

Roberto Costa Ferreira, 14 de Junho de 2016.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

A CRIANCICE e o trato psicológico!





Certas crianças, se juntas dançam, cantam e se encantam...
... Elas todas, belas, se interessam por ares, olores e cores,
Descrição, através da fala algumas matraqueiam, já outras,
Dadas de pueril discrição dirão, em profusão de informação.
Curiosas, inquietas, palpitam ânsias do acelerado coração.

E para o que deve ser-lhes dito... Aos “por quês?” e “cadês?”
É oportuno, para muitas e  infindas curiosidades atender,
Estar presente em  seu campo de visão, quanta emoção!
Ter seu olhar, a cabecinha amparar e dizer “o que fazer”.

Nesse tempo indo ao longe, surge a inútil noção do tempo.
Limitar ação, segurar a emoção, imprópria recomendação,
Não se tem sua compreensão, nem por vezes sua atenção.
Palpitações, batidas puladas, coceira na mão... Não amor,
Amor, não! Só quero estar p’ra dançar, talvez uma canção.

Roberto Costa Ferreira, Jun16.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

O QUERER! O meu querer...

Nesta imagem Silvia Helena diz: "Mar: Espelho do Céu"
envolvendo o soneto final do poema  "Mar Português",  de
Fernando Pessoa, discorrendo no texto de sua autoria, logo
destacado, comentando as referências do poeta.


Quando da abordagem neste conjunto de texto e imagem em cuja edição a Dra. Silvia Helena nos trouxe de maneira esplêndida o tema “Mar: Espelho do Céu” invocando o mar, o céu, a alma humana e conquistas, referindo-se a Fernando Pessoa dos mares de Portugal, destacado adiante, tal combinação de elementos individualizados e diferentes, porém, ligados por uma relação de pertinência que produz uma sensação agradável e de prazer, assume proporções de cores e formas proporcionando um todo, remontando a ideia de um universo previamente organizado.

Objetivando a aquisição de um estado de equilíbrio, para atingir a harmonia, cuja necessidade de conhecimento da natureza, das leis do universo se apresentam, passou a buscar neste cenário de conhecimento ( da natureza), entrelaçados por uma linha conferindo um caráter de observação da mesma, da realidade em foco e do ver do observador.

Sob esta ótica, compreendendo o conjunto e a conexão necessária entre as partes: corpo, mente, natureza em harmonia é que me atrevi a manifestar meu pensar conforme se segue...   

... Poetisa, mestra e doutora Silvia Helena, neste retrato onde “Mar: Espelho do Céu” trás em um trecho no destaque:

Sem a força específica necessária de cada componente do ser, a física e a mental, não há desejo, não há ação, não há vontade nem coragem. Grandes conquistas não são feitas em "mares plácidos" e nem com "almas celestiais frágeis e medrosas".
Ainda,
Sonhos grandiosos devem passar além de caminhos tortuosos. E só então poderão desfrutar de águas tranquilas, refletidas pela leveza, beleza e profundidade do céu.
Diante de tal desafio, venho falar do meu querer... O querer! ... E não me deixes ir, posso nunca mais voltar! Como bem disse Clarice Lispector.

Pois que, “todo o querer”, e diz Arthur Schopenhauer:

“A base de todo o querer é necessidade, carência, logo, sofrimento, ao qual o homem está destinado originariamente pelo seu ser. Quando lhe falta o objeto do querer, retirado pela rápida e fácil satisfação, assaltam lhe vazio e tédio aterradores”.
Todo o querer, diz-se, é uma admirável expressão cognitiva humana que demonstra um intenso desejo de obter um esperado resultado. O querer é a força motora que impulsiona as aspirações pessoais em direção ao sonhado destino.

Ademais, toda e qualquer intenção pessoal pode, de uma maneira concisa e prática, ser visualizada sob duas interessantes perspectivas, isto é, existem os desejos, ou querer, internos e os externos.

Os desejos internos são aqueles cuja dependência de outrem, ou outras coisas, para acontecerem são ínfimas, ou quase inexistentes, pois eles são pertinentes à pessoa com relação a ela mesma, ou seja, a maneira como a pessoa deseja comportar-se, os conhecimentos que ela deseja obter, as atitudes que ele anseia por manifestar, os sentimentos que ela almeja florescer em sua essência, os sonhos que ela deseja transformar em realidade, a maneira que ela ambiciona relacionar-se consigo mesma, com a sociedade e com a divindade, etc. Todos estão ao alcance do próprio indivíduo.

Por outro lado, os desejos externos são aqueles cujos resultados são subordinados à uma miríade de fatores que, mormente, são limitadamente acessíveis e, consequentemente, quase incontroláveis, ou seja, neste aspecto estão:
  •          as possibilidades e oportunidades sociais, intelectuais e espirituais que aparecem no horizonte das pessoas, assim como,
  •          os sistemas políticos, os planos econômicos, os princípios religiosos, os modelos ambientais, inter alia.
Assim sendo, no que tange aos desejos internos, querer significa:
  • ter a plena capacidade de conseguir,
enquanto que, nos desejos externos, querer significa:
  • que existe a possibilidade, ou não, de conseguir.
Então, consciente da realidade que impera sobre os desejosos presságios pessoais, qual a atitude que uma pessoa pode derivar de tais premissas?

Basicamente, no que tange aos desejos externos, pela sua inexorável característica interdependente e indominada, a pessoa pro ativamente deve sempre realizar todas as ações que estão ao seu alcance da maneira mais eficaz, construtiva e colaboradora possível, ciente de que realizou o melhor que podia para uma memorável constituição. Assim sendo, ela torna-se um admirável contribuinte do seu sistema, mesmo que, algumas vezes, o resultado seja distinto do esperado.

Por outro lado, os desejos internos, os quais possuem uma estrutura amplamente dependente da volição do sujeito são, em sua sublime arquitetura, uma senda livre, ilimitada e, principalmente, atingível.

Assim sendo, se a pessoa deseja tornar-me mais amorosa, mais sociável, menos medrosa, mais educada, menos rígida, mais disciplinada, menos julgadora, mais tolerante, menos triste, mais caritativa, menos rancorosa, mais alegre, mais curiosa, mais leve, menos sisuda, mais saudável, menos lamentosa, mais espiritualizada, mais criativa, mais estudiosa, mais aventureira, entre tantas outras adições e subtrações que uma pessoa, diariamente, imagina em seus pensamentos, ela, amplamente, detém o timão que conduz a nau de suas vontades em direção ao cobiçado destino mesmo sob tormentas!

Ademais, é importante mencionar que, em ambos os desejos, existe uma base comum que é:
·   a necessidade da existência de uma deliberada constância nos propósitos para os que desejos almejados tornem-se realidade,
·     pois é a contínua e consciente diligência que diferencia um ser humano comum de uma pessoa extraordinária.

Às conclusões, a pessoa que assimila tal realidade, deixa de ser um indivíduo passivo, ou moroso, cuja existência apenas é reconhecida pelos números nos registros nacionais, para tornar-se um soberano de sua própria existência, um arquiteto de sua manifestação, um sol de seu sistema e, provavelmente, um digno contribuinte para a sociedade que pertence, embelezadora das oportunidades que a vida e os momentos oportunizam, como os que ora aprecio longamente!

Roberto Costa Ferreira, 02Jun2016.

sábado, 14 de maio de 2016

“Medicalização na saúde” em razão do TDAH - Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade diante dos ditos “bandaids farmacológicos”



Então soou como uma horrível estória de um filme de terror: um psiquiatra norte-americano, internacionalmente famoso, testa em seus pacientes, nos anos 60, diferentes remédios psicotrópicos com a intenção de acalmar as crianças. Quando encontra a pílula adequada com a qual consegue acalmá-las, ele levanta em nome da Organização Mundial da Saúde a agitação das crianças como uma nova doença. Uma nova fonte de renda da rede mundial da indústria médica e farmacêutica. Milhões de jovens em todo o mundo tomam a tal RITALINA há décadas, porque eles teriam a suposta TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade).

O gigante farmacêutico e outros faturaram bilhões nas últimas décadas com o uso da Ritalina. O citado neurologista norte-americano leva o nome de Leon Eisenberg. Todavia a verdade sempre vem à tona, mesmo se às vezes demore um pouco mais. Pouco antes de sua morte em 2009, o médico de 89 anos revelou o embuste: nunca ele havia imaginado que sua descoberta tornar-se-ia tão popular, declarou ele em *um artigo intitulado: Melancolia sem vergonha, publicada em 06 de Fevereiro de 2012 – DER SPIEGEL. “TDAH é um exemplo marcante para uma doença fabricada”!

Na atualidade a Ritalina é fácil de se conseguir e é barata e sua comparação com a cocaína não é apenas um slogan. A Ritalina é quimicamente similar à cocaína. Quando injetada, manda aquele “golpe” pelo qual os dependentes imploram tanto.

Em 2000, a Drug Enforcement Administration (DEA) revelou os resultados dos estudos em animais e em humanos que receberam cocaína e Ritalina. O teste não consegue mostrar a diferença. A DEA concluiu que “Eles produzem efeitos que são quase idênticos”.

Assim, a companhia farmacêutica Ciba-Geigy (precursora da Novartis) lançou o produto no mercado em 1955, com o nome de Ritalina, enquanto por aqui é certo que a Polícia Federal está de olho nas compras irregulares de tal “medicamento” dito que:
  •          melhora a concentração,
  •          que virou febre entre estudantes, mas,
  •          também é certo que podem ser falsificados ou roubados.

Significativo número de estudantes tende a turbinar o cérebro com o uso de um “remédio” altamente controlado, que tem o efeito parecido com o da cocaína. Não bastando, outra agravante é que:
  •          tem muita gente se automedicando e,
  •          recorrendo ao mercado negro para conseguir o produto.

Remédios podem ser enviados pelos Correios, desde que acompanhados de nota fiscal e de receita médica. Mas nem sempre é o que acontece. Em rede social oferece-se Ritalina a pronta entrega. A negociação de vendedores de remédios e estudantes de cursinhos e de universidades está se tornando cada vez mais comum. Por trás de uma rotina exaustiva de estudos um segredo para dar conta dessa maratona.

O Ministério da Saúde não tem um levantamento sobre o uso do fármaco por região mas, sabe-se que pesquisas revelam que em 2004 verificou-se trinta vezes mais viciados em Ritalina – dita também “cocaína dos pobres” -  em salas de emergência do que em 1990, porém outra pesquisa da Universidade estadual do Rio de Janeiro mostrou que o uso do “medicamento” cresceu quase  800% nos últimos dez anos no Brasil.

Para uns, ela é uma droga perversa. Para outros, a “tábua de salvação”, tendo sido prescrita para adultos e crianças portadores de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade tendo o objetivo de:
  •          Melhorar a concentração,
  •          Diminuir o cansaço e,
  •          Acumular mais informação em menos tempo.

Esse fármaco desapareceu das prateleiras brasileiras há algum tempo, porém, já começou a voltar, trazendo instabilidade principalmente aos pais, pela incerteza do consumo pelos filhos. Ocorre que essa droga pode trazer dependência química, pois, reiteramos, tem o mesmo mecanismo de ação da cocaína, atuando como um narcótico. No caso de consumo pela criança, que tem seu organismo ainda em fase de formação, a Ritalina vem sendo indicada de maneira indiscriminada, sem o devido rigor no diagnóstico.

Nos Estados Unidos, pelo menos 9% das crianças em idade escolar foram diagnosticadas com TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade), e estão sendo tratadas com medicamentos. Já, na França, a percentagem de crianças diagnosticadas e medicadas para o TDAH é inferior a 0,5%. Como é que a epidemia de TDAH, que se tornou firmemente estabelecida nos Estados Unidos, foi quase completamente desconsiderada com relação a crianças na França?

TDAH é um transtorno biológico-neurológico? Surpreendentemente, a resposta a esta pergunta depende do fato de você morar na França ou nos Estados Unidos. Nos Estados Unidos, os psiquiatras pediátricos consideram o TDAH como um distúrbio biológico, com causas biológicas. O tratamento de escolha também é biológico – medicamentos estimulantes psíquicos, tais como RITALINA e ADDERALL.

Os psiquiatras infantis franceses, por outro lado, veem o TDAH como uma condição médica que tem causas psicossociais e situacionais. Em vez de tratar os problemas de concentração e de comportamento com drogas,
  • os médicos franceses preferem avaliar o problema subjacente que está causando o sofrimento da criança; não o cérebro da criança, mas o contexto social da criança.
  • Eles, então, optam por tratar o problema do contexto social subjacente com psicoterapia ou aconselhamento familiar.

Esta é uma maneira muito diferente de ver as coisas, comparada à tendência americana:
  • de atribuir todos os sintomas de uma disfunção biológica a um desequilíbrio químico no cérebro da criança.
  • Os psiquiatras infantis franceses não usam o mesmo sistema de classificação de problemas emocionais infantis utilizados pelos psiquiatras americanos.

Eles não usam o Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders ou DSM. De acordo com o sociólogo Manuel Vallee, a Federação Francesa de Psiquiatria desenvolveu um sistema de classificação alternativa, como uma resistência à influência do DSM-3. Esta alternativa foi a CFTMEA (Classification Française des Troubles Mentaux de L’Enfant et de L’Adolescent), lançado pela primeira vez em 1983, e atualizado em 1988 e 2000. O foco do CFTMEA está em:
  • identificar e tratar as causas psicossociais subjacentes aos sintomas das crianças, e
  • não em encontrar os melhores bandaids farmacológicos para mascarar os sintomas.

Os psiquiatras infantis franceses não usam o mesmo sistema de classificação de problemas emocionais infantis utilizado pelos psiquiatras americanos. Eles não usam Na medida em que os médicos franceses são bem sucedidos em encontrar e reparar o que estava errado no contexto social da criança, menos crianças se enquadram no diagnóstico de TDAH. Além disso, a definição de TDAH não é tão ampla quanto no sistema americano, que em minha opinião, tende a “patologizar” muito do que seria um comportamento normal da infância.
  • O DSM não considera causas subjacentes.

Dessa forma, leva os médicos a diagnosticarem como TDAH:
  • um número muito maior de crianças sintomáticas,
  • e também os incentiva a tratar as crianças com produtos farmacêuticos.

A abordagem psicossocial holística francesa também permite considerar:
  • causas nutricionais para sintomas do TDAH, especificamente o fato de o comportamento de algumas crianças se agravar após a ingestão de alimentos com corantes, certos conservantes, e / ou alérgenos.

Os médicos que trabalham com crianças com problemas, para não mencionar os pais de muitas crianças com TDAH, estão bem conscientes de que as intervenções dietéticas às vezes podem ajudar. Nos Estados Unidos, o foco estrito no tratamento farmacológico do TDAH, no entanto,
  • incentiva os médicos a ignorarem a influência dos fatores dietéticos sobre o comportamento das crianças.

E depois, claro, há muitas diferentes filosofias de educação infantil nos Estados Unidos e na França. Estas filosofias divergentes poderiam explicar:
  • por que as crianças francesas são geralmente mais bem comportadas do que as americanas.

Pamela Druckerman destaca os estilos parentais divergentes em seu recente livro, Bringing up Bébé. Acredito que suas idéias são relevantes para a seguinte discussão:
  • por que o número de crianças francesas diagnosticadas com TDAH, em nada parecem com os números que estamos vendo nos Estados Unidos.

A partir do momento que seus filhos nascem, os pais franceses oferecem “um firme cadre” – que significa “matriz” ou “estrutura”. Não é permitido, por exemplo:
  • que as crianças tomem um lanche quando quiserem.
  • As refeições ocorrem em quatro momentos específicos do dia.
  • Crianças francesas aprendem a esperar pacientemente pelas refeições, em vez de comer salgadinhos, sempre que lhes apetecer.
  • Os bebês franceses também se adequam aos limites estabelecidos pelos pais.
  • Pais franceses deixam seus bebês chorando se não dormirem durante a noite, com a idade de quatro meses.

Os pais franceses destaca Druckerman, amam seus filhos tanto quanto os pais americanos. Eles os levam às aulas de piano, à prática esportiva, e os incentivam a tirar o máximo de seus talentos. Mas os pais franceses têm uma filosofia diferente de disciplina:
  • Limites aplicados de forma coerente, na visão francesa, fazem as crianças se sentirem seguras e protegidas.
  • Limites claros, eles acreditam, fazem a criança se sentir mais feliz e mais segura, algo que é congruente com a inúmeras experiências, realizadas por terapeutas e mães.
  • Finalmente, os pais franceses acreditam que ouvir a palavra “não” resgata as crianças da “tirania de seus próprios desejos”.
  • E a palmada, quando usada criteriosamente, não é considerada abuso na França.

Conhecendo da conduta de terapeutas que trabalham com as crianças, neste cenário, faz todo o sentido para mim que as crianças francesas:
  • não precisem de medicamentos para controlar o seu comportamento, porque aprendem o autocontrole no início de suas vidas.

As crianças crescem em famílias em que as regras são bem compreendidas, e a hierarquia familiar é clara e firme. Em famílias francesas, como descreve Druckerman em sua obra:
  • os pais estão firmemente no comando de seus filhos, enquanto que,
  • no estilo de família americana, a situação é muitas vezes o inverso.

Assim, num destaque que entendo providencial, a “medicalização na saúde” em razão do TDAH - Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade diante do dito “bandaids farmacológicos” como RITALINA e ADDERALL, tenho a considerar o que adiante refiro.

Que a RITALINA, nome comercial do METILFENIDATO, em essência é uma droga anfetamínica, tem sido cada vez mais produzida e consumida no Brasil. Só no período entre 2002 e 2006, um momento marcante, sua produção industrial brasileira cresceu 465%,

Que sua vinculação ao diagnóstico de TDAH tem sido fator predominante de justificativa para tal crescimento. Entretanto, os discursos que circulam em torno do tema e legitimam seu uso também contribuem para o avanço da venda.

Que o Brasil é o 2º pais que mais utiliza o tal “cloridrato de metilfenidato”, princípio ativo do medicamento, perdendo apenas para os Estados Unidos. E que tal substancia é adotada no tratamento do citado transtorno.

Assim, a RITALINA, “droga da obediência” tem sido admitida como subterfúgio para escamotear falhas no sistema educacional. Além disso, o consumo para não portadores de TDAH, vendas ilegais pela internet, abuso por jovens em baladas ou para melhorar resultados em provas ou no trabalho, já assumiram consagradas proporções assustadoras e assemelhadas a outras situações de tráfico de drogas.

Sua restrição em crianças da rede pública de São Paulo fomentou grande discussão da classe médica. A Portaria 986/214 da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo exige uma avaliação mais ampla no caso de pacientes antes de optar por “tratamento medicamentoso”.

Já o ADDERALL, com efeitos inadequados para emagrecimento, é um “psicoestimulante” constituído de sais de ANFETAMINA, sendo uma substancia controlada com “alto potencial de abuso e vicio”, tendo sido aqui introduzido em 1996 na forma de tablete que vinha no formato original usada no remédio para emagrecimento OBETROL.

Posteriormente, o “ADDERALL XR” foi usado, por primeiro, para tratar:
  • Narcolepsia e,
  • Déficit de Atenção com Hiperatividade,
  • controlar casos graves de depressão resistente ao tratamento e por alguns efeitos colaterais:
  • Diminuição de apetite, dificuldade de cair no sono, ainda,
  • Dor estomacal, boca seca, psicose, mau hálito, etc.

ADDERALL XR tem por nome genérico: sulfato de dextroanfetamina, sacarato dextroamphetamine, sulfato de anfetamina e aspartato de anfetamina e sua forma de dosagem: cápsula, liberação prolongada. Desvio de anfetaminas pode causar morte súbita e reações adversas cardiovasculares graves. Adderall XR ® também é indicado para o tratamento antes cogitado.

Roberto Costa Ferreira, 14Mai2016

Conselheiro Gestor Saúde e Saúde Mental
https://www.linkedin.com/home?trk=nav_responsive_tab_home



terça-feira, 10 de maio de 2016

APARÊNCIA - UMA LIÇÃO SOBRE AS APARÊNCIAS, QUE MUITO ENGANAM


Fantasia ou Realidade? Aqui, estou disfarçando uma pose para fotografia só para mostrar discretamente ao fundo as "policiais" (fiquei com medo delas me prenderem). Felizmente a show woman de vermelho à esquerda parece ter sido conivente com minhas más intenções, pois estava olhando para mim e sorrindo. 


Por conta de tal postagem e abordagem - Fantasia ou Realidade - revelando um fato da vida surpreendente e chocante, evocando emoções e ativando neurotransmissores e, cujo complemento do texto da legenda acima, onde observamos a performance da Neurocientista, MSc, PhD, Dra. Silvia Helena Cardoso, encontra-se abaixo, logo na expansão da postagem.

Pois bem, em razão de magnífico desempenho realizei a composição da presente exposição motivado pela provocativa necessidade de revelar meu entendimento e compreensão acerca do tema. Iniciei assim: 

"Em tempo, fora do devido momento, mas presente. Só mesmo de um momento solene, uma palestra por mim proferida, que extrai das falas daquela oportunidade um destaque para expressar e igualar tanta beleza e harmonia que houvera visto na anterior publicação, não esquecida, e ora revejo":

Mestra! Somos todos, suficientemente investidos... Pois que, lembrando Guimarães Rosa: “Mestra não é quem ensina... É quem, de repente, aprende”!

Desse modo, seguimos assim, adiante, aprendendo juntos... “seremos a Vela e a Luz da Vela”. Luz de interior, calma, expectante, que clareia sem ferir, que ilumina sem aquecer. A única luz que fica, quando a alma se desprende no derradeiro voo!

Discorri acerca do assunto “aparência”, ocasião que destaquei compreender “o aspecto ou aquilo que se mostra superficialmente ou à primeira vista”. Já ouvimos falar: “lobo em pele de cordeiro” ou ainda “quem vê cara não vê coração”.

Filosoficamente então, Bertrand Russell abordou tal problemática na obra “The Problems of Philosofy” em seu capítulo 1, “Appearance and Reality”, momento que se refere ao Idealismo:

A relação entre aparência e realidade pode ser problematizada, pois é argumentável que só temos acesso a como as coisas aparecem, e nada do que aparece diz como as coisas são em si mesmas”.

Por exemplo, a cada pessoa que está ao redor de uma mesa retangular, seu tampo aparece com um formato diferente. O lado mais próximo parece maior, o lado mais distante parece menor. A cada um parece que as bordas laterais do tampo formam uma linha que se encontra em um ponto distante (perspectiva). No entanto, a mesa tem um formato único, que não se modifica com nosso movimento, e que não muda por haver alguém observando. E as linhas das suas laterais são paralelas, não se encontram em um ponto distante. Assim, a mesa real não é como aparece, e o que aparece não é o que a mesa é.

Já, tendo em vista realidade, a relação entre ambas, Aparência e Realidade não é problemática, pois a aparência ou fenômeno é a apresentação das coisas a nós. Ao aparecerem a nós, as coisas se apresentam, de modo que, havendo aparência, usualmente há algo que aparece. As coisas podem se apresentar diretamente, ou através de indícios ou sintomas, ou pode ser apresentada uma propriedade que a coisa tem.

Lá na abordagem recente do caso “Vestido da discórdia de listas horizontais em cores azul e branco, preto e dourado, alternadas”, tendo em vista as configurações do cérebro humano, sintetizando a explicação proporcionada pelo neurocientista Jay Neitz da Universidade de Washington em determinado número da Revista WIRED, que aborda artigos envolvendo tecnologia, ciência, negócios, etc. onde... Bem, vamos ao segredo da imagem: os olhos de todo mundo estão vendo a mesma coisa. A discórdia vem do cérebro!

Funciona assim: nossos olhos têm três tipos de células que detectam a cor da imagem, chamados cones. Cada grupo de cones trabalha com uma parte do espectro – azul, verde ou vermelho. A imagem - captada de ponta-cabeça - é enviada ao cérebro pelo nervo óptico.

Os olhos só fazem a parte bruta do trabalho. O processamento de imagens no cérebro põe a imagem “cabeça para cima” e transformar o que são imagens planas em 3D. Outra coisa que faz é compensar pela iluminação, calculando o contexto e tentando descobrir qual a cor real de um objeto. Quando isso é feito, as cores são reprocessadas, e parte da informação é ignorada como mera iluminação.

No caso do vestido, o cérebro de algumas pessoas acha que o azul é causado pela luz - isso faz com que o vestido pareça branco e dourado. Outros cérebros enxergam preto no dourado, e então o azul aparece nítido.

Uma das realidades que muito me intrigou enquanto andava pelos souks de Deira em Dubai, foi ver algumas mulheres usando "mascaras"... Sinceramente, nunca tendo visto e bem pouco entendendo o motivo de usarem aquilo, pois que, pouco se sabe da origem dese tipo de "burga", mas há especulações que tenham vindo do Yemen e Omã... ou até mesmo da Índia...

E foi participando de visita guiada, oferecida na Mesquita Jumeirah, que descobri que essa tal “máscara“, é também um estilo de burqa usada na região do Golfo Pérsico onde, partindo da condição segundo a qual, mulheres/meninas atingissem a puberdade. Atualmente é usada somente pela geração mais velha e tradicional da cidade… Isso talvez explique o motivo de tê-la visto somente em Deira.

Curioso notar-se que a parte de dentro da máscara é lixada e polida por conchas de ostras ou pedra. Depois é pintada com corante índigo, tendo a fama de “embelezar e branquear” a pele… Durante o uso, esse mesmo corante solta uma tinta que escurece a pele, por isso a impressão da pele suja que observei em algumas mulheres. Ainda, outras senhoras de idade usam, comumente, a mascara dourada, parecendo de ouro, mas que, são realizadas em couro!

Aliás, é sempre enfatizando o lado de beleza e preservação da pele que as mulheres explicam o motivo do uso da burqa. Claro que também tem o fato de se vestirem, moderadamente, e devido a religião, mas, há que se considerar que justificam “tudo começar” em razão do clima seco e quente do deserto, etc. e tal…

Abu Dhabi é uma cidade predominantemente muçulmana, onde o Islã é, mais do que uma religião, uma forma de vida, que dita o que vestir, onde a roupa masculina tradicional é a Kandura, uma veste longa e branca, com um lenço na cabeça chamado ghutra, amarrado com uma corda preta (agal). Por baixo, os homens costumam usar uma espécie de pano enrolado na cintura, para evitar transparências.

Já as mulheres usam abayas, que são vestimentas típicas das muculmanas nos Emirados, longas vestes pretas que cobrem suas roupas comuns. Algumas têm detalhes como bordados nas mangas e na barra, mas a maioria é lisa. Na cabeça, elas usam um lenço chamado sheyla e às vezes cobrem a boca com um lenço fino. Certamente que lhas caberiam muito bem, embora encobrindo belezas!

Roberto Costa Ferreira, Maio16



É muito divertido estar em uma cidade como Las Vegas, onde a fantasia da arquitetura, das diferentes artes, das vestes dos artistas de shows ou das ruas, nos fascina. A fantasia exerce um fascínio também sob o ponto de vista científico. Como é que somos capazes de reconhecer instantaneamente Fantasia de Realidade, como neste exemplo das "policiais"? Quem diferencia são regiões específicas do cérebro.

Quando nos deparamos com uma determinada situação, por ex., ver uma policial "de verdade" vestida com um uniforme adequado para sua profissão, uma área da região racional do cérebro, o córtex pré-frontal, se ativa e detectamos que aquilo é real porque está relacionado aos padrões neurais que foram formados previamente na nossa cabeça (para nomes específicos das estruturas cerebrais, veja referência abaixo).

Agora, se os padrões que vemos no ambiente não forem os mesmos que aqueles que foram armazenados no cérebro sobre aquele estímulo, aquela região não se ativa, então nós constatamos que aquilo é irreal, fictício, fantasioso, etc. Fantasia ou Realidade: são imagens mentais armazenadas no nosso cérebro. Uma, nos direciona para a realidade da vida. A outra nos faz sonhar e expressar esse sonho no mundo real. Ambas são fascinantes.
Dra. Silvia Helena Cardoso

Para Saber Mais:

What is 'Real'? How Our Brain Differentiates Between Reality and Fantasy

MANIAS de MÃES


MANIAS de Mães...
Um dia... Quanta falta!
Estou mudo, só de falar
Não estou mudo, estou a escrever.
Então, sirvo-me dos que em igual pensar!

Provérbios 6:20-23

20 Filho meu, guarda o mandamento de teu pai, e não deixes a lei da tua mãe;
21 Ata-os perpetuamente ao teu coração, e pendura-os ao teu pescoço.
22 Quando caminhares, te guiará; quando te deitares, te guardará; quando acordares, falará contigo.
23 Porque o mandamento é lâmpada, e a lei é luz; e as repreensões da correção são o caminho da vida,

Roberto Costa Ferreira, 11:15, 08Mai16




MOMENTOS HISTÓRICOS DE MÃE


Ei minha mãe!
Por tal vale a pena viver. Assim, através dela compreendi que o verdadeiro amor, ele chega na nossa vida “não é no dia que alguém nos diz que nos ama”... Olha-nos nos olhos e nos convence, nos deixa à vontade, sem precisar do recurso da palavra!

Quem ama a expectativa não ama e desconhece a realidade!

E percebendo meu desconcerto ao vê-la, por ter chegado um pouco aquém do habitual horário disse-me ela assim: - Mas fique tranquilo viu menino, porque “só de saber que você está aqui torna já minha vida muito melhor”!

Então eu descobri que na vida, muitas vezes, “a gente tem a ânsia de dar o que pode fazer pelo outro”. Por vezes, a gente tem a ânsia de fazer pelo outro alguma coisa, quando na verdade “ele não está pedindo que você faça”... “Ele está pedindo só que você seja”!

Uma coisa é eu tirar a minha blusa e dar a alguém que sente frio... Outra coisa é “dar o que eu sou”! Não passa pela matéria... Não passa por aquilo que a gente consegue enxergar... Não passa por aquilo que a gente consegue materializar!

O outro só está querendo o que eu sou! Então aprendi naquela noite que, às vezes, o mais difícil da vida é isso: “Não é dar o que a gente tem... Dar o que a gente é”!

A oportunidade de você “ser para o outro”. De “você ser a sua melhor parte”. De você ser o melhor filho! Então, ver a minha mãe falando... Essa mulher incrível, minha mãe, é o melhor Livro que eu li nesta vida!

Essa mulher é a melhor faculdade que eu estudei... É o melhor assunto de dissertação sobre o qual eu poderia escrever... A melhor TESE de Mestrado que já fiz... É a melhor TESE de Doutorado... Porque a minha mãe representou a MORFOLOGIA da Vida... O formato de tudo que é VIVO!

E bem porque ela me ensinou o tempo todo isso. Minha mãe, meu pai, fomos muito pobres, mas em casa nunca economizamos “um para o outro”, o que “a gente era para o outro”. E mesmo que hoje, as nossas vidas estejam “tão diferentes”, “distantes”, esse aprendizado não sai de mim. E naquela oportunidade de aprender tanto com eles, quando com minha mãe que já se foi, o essencial de minha Vida!

Por vezes, não posso fazer muito pelo próximo, mas “eu tenho a oportunidade de ser”! Tal qual uma senhora que noutro momento, que nas nossas conversas, anteriormente ela estava fazendo questão de me contar “não o que eu fiz por ela”, mas “o que eu fui com ela”! Isso é o que importa, a “soma de nós convergindo para o próximo”.
Roberto Costa Ferreira, 08Mai2016