Deus nos ampara afim de que
amparemos aos mais necessitados, que a nós mesmos.
Ajuda-nos para que ajudemos.
Sustenta-nos a Fé, para que apoiemos os irmãos que vacilam. Em suma, essa é a
Norma de Luz da Providência Divina:
“Auxilia e serás ajudado”.
Mesmo na hora atribulada da
crise... E já há sinais antecipados, vermelhos, no caminho desta experiência,
que podem indicar queda provável na obsessão:
Quando entramos na faixa da impaciência;
Quando acreditamos que a nossa dor é maior;
Quando imaginamos maldade nas atitudes das
pessoas que nos cercam...
Quando julgamos que o Dever é apenas dos
Outros...
Assim, toda vez que um destes
sinais surgir no trânsito de nossas ideias, a Lei Divina estará presente, recomendando-nos:
E quando falo em Luz do Discernimento... Em meio ao
bulício e à agitação do mundo, medite nas presenças serenas... Apenas feche os
olhos, por um tempo, e pense na Fonte
Eterna, Luz de todos:
Mais do que a energia, pense na serenidade da
consciência. Que ela seja seu guia.
Mais do que no Conhecimento, entre na sabedoria,
que dispensa toda teoria.
Mais do que nas emoções, flutue nos sentimentos
reais, que são curativos.
Mais do que o que você pensar sobre si mesmo,
sinta-se ligado a uma Luz Maior.
Então, você sentirá o toque sutil
dos sábios em seu coração. E a paz perene...
Como Ser de Luz, você perceberá de onde brota
essa profundidade pacífica...
Você a reconhecerá, não intelectualmente, mas, simplesmente, em espírito.
Sim, por entre as batidas de seu coração, você
receberá a inspiração secreta...
E talvez você veja, espiritualmente, um olhar sereno e
cheio de Amor.
Considerem! O Grande Mistério não está apenas na vida, mas em você mesmo. Mas
só se descobre isso mergulhando na vastidão do universo interior. Assim fizeram
os sábios de todas as eras e se realizaram na Consciência Maior. Eles viajaram pelos planos interiores e
revelaram o divino neles mesmos.
Conheceram os diversos níveis espirituais e se
encantaram com o Todo.
Conhecendo a si mesmos, abraçaram o mundo em
silêncio.
Liberados das travas do Egoísmo abençoaram a humanidade.
Tranquilos e serenos passaram a velar
secretamente pelos homens.
Quietinhos, projetaram pensamentos virtuosos em favor
de todos.
É assim... Oposto à Luz do Discernimento, pode surgir O Mal e este é a Privação do
Bem!
Aqui, estou falando do lembrando Kardec - Hippolyte Léon Denizard Rivail que foi um influente educador, autor e
tradutor francês. Sob o pseudônimo de Allan
Kardec, notabilizou-se como o codificador do Espiritismo, também denominado de Doutrina Espírita. No seu Capítulo V do Evangelho Segundo o
Espiritismo, Bem-Aventurados os aflitos, na Justiça das aflições, causas
atuais e anteriores das aflições.
Também apoiado no Cap. XXVIII
– Coletâneas de Preces – Preces Gerais, do mesmo Kardec onde, num trecho
diz:
“Assim se explicam, enfim, todas
as anomalias aparentes da vida; é a Luz lançada sobre o nosso passado e nosso
futuro, o sinal radioso da vossa soberana justiça e da vossa bondade infinita”.
“Não nos abandoneis à tentação, mas
livrai-nos do mal... Dai-nos, Senhor, a força de resistir às sugestões dos maus
espíritos que tentarem nos desviar do caminho do bem, em nos inspirando maus
pensamentos”.
Senhores, a questão do Bem e do Mal se constitui sempre num
ponto de grandes discussões:
No campo do Pensamento
e,
da Religião,
atualmente transferindo-se,
à Ciência,
e com as mesmas dificuldades de compreensão.
Eu encontrei em um famoso Doutor
da Igreja, argelino – Agostinho de
Hipona - que foi um dos mais importantes teólogos e filósofos dos primeiros
anos do cristianismo cujas obras foram muito influentes no desenvolvimento do
cristianismo e filosofia ocidental – 13/11/354 D.C. à 28/08/430 D.C., Hipona –
Argélia, a melhor explicação sobre esse fenômeno – que depois conseguiu
deslocar para o trabalho psicoterapêutico, tendo resultados incríveis,
principalmente com as pessoas acentuadamente nervosas.
O conhecido autor de Confissões chegou à conclusão de que “o
pecado seria nada mais do que a privação do bem”:
“Tudo aquilo que é, é necessariamente bom,
pois a ideia do Bem está inspirada na ideia de Ser”; “a Natureza do Mal deve
ser encontrada no conceito absolutamente contrário ao de Deus, como ser, ou
seja, no não-ser”.
Trazendo-o para a Psicopatologia, podemos notar que a
doença seria nada mais do que a Negação,
a Omissão, ou a Alteração do que é, do que é São (Verdadeiro). Houve sempre uma discussão, no
plano filosófico, e hoje com os vários filósofos sobre o ser humano, com a
seguinte interrogação: “Quando a alma (o
psíquico) teria sido criada”? Mais
do que a história do Ovo e Galinha!
E a opinião mais corrente dos
autores da Idade Média (Tomás de Aquino) foi que... “Ela
começaria a existir no momento da fecundação, quando houvesse a penetração do Gameta
no Óvulo – por obra mediata, ou imediata, de Deus” (nesse exato momento, ou um pouco posterior, não importa).
Estou querendo dizer que a Psique humana não incorre nos mesmos
problemas genéticos do corpo. Isto é uma grande sorte para nós e, também,
mostra-nos a possibilidade de um desenvolvimento notável!
Quando mais próximos da nossa Natureza, mais perto estamos da nossa Realidade. Ou seja, que analisando
nossa estrutura fundamental, vemos:
na Base, os
Sentimentos;
depois, a
Intuição e,
a Consciência.
Porém, quando entramos no Raciocínio e na Vontade, mais pertencente ao “Reino do Homem”, é que poderemos notar
todo o desvio que realizamos em relação à Vida, ao Amor, à Verdade.
Tal fenômeno demonstra também a Perfeição do Ser Humano, mesmo na "capacidade de errar pra acertar", no "livre arbítrio", no fator de
união Corpo & Alma e,
principalmente, a validade do organismo (físico) no existir humano:
“... quanto maior o respeito que tivermos a
um e ao outro (matéria e espírito), mais perfeitos seremos em toda a nossa
conduta”.
Saibam todos e considerem: a
Doença é a Elaboração, portanto, "mais refinada", por tal dita "ser diabólica", enquanto que
a Sanidade está na Simplicidade.
Henri Bérgson - foi um filósofo e diplomata francês. Conhecido
principalmente por Ensaios sobre os dados imediatos da consciência, Matéria e Memória, A evolução criadora
e As duas fontes da moral e da religião. Recebeu o Nobel de Literatura de 1927. Nasceu em 18/10/1859, falecendo aos 81 anos em 04/01/1941, disse que:
“o princípio da filosofia estava nela” –
eu digo mais...
“A própria Vida, a Base, a Origem
residem no que é mais simples possível. O ser humano só pode criar uma coisa: a
Patologia. Todos os sistemas que inventou falharam, porque são geralmente
opostos à realidade. A atitude de Sanidade consiste em um esforço contínuo para
permanecer na Realidade, pois a invertemos e, agora, tentamos continuar no
Dolo, mas sem as suas consequências nefastas. Sanidade são os momentos de
aceitação da Realidade. Só o fato
de termos vida deve ser um motivo constante de alegria porque Existir não pode
significar outra coisa do que ser e, Ser
é a Felicidade, o Bem e a Glória”!
Desejemos ou não, temos o mesmo
destino de nosso Criador, o Grande Arquiteto do Universo e, este
fato está gravado em cada pedaço de nosso corpo, em cada recanto da Alma – e, como todos sabemos, a
finalidade de Deus é o bem eterno. Este é o único motivo de nosso adoecimento:
não querer ser feliz, “imortal” e “eterno” (quanto ao futuro), segundo a
imagem e semelhança de quem nos criou.
Roberto Costa Ferreira,
Set. 2011 – FEESP/SP,
Reavaliado e
estruturado para a Psicografia, 12/11/16.