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sábado, 11 de fevereiro de 2017

Andrea Bocelli - "Mi Mancherai" - Vou sentir Saudades!




Neste vídeo o tenor Andrea Bocelli toca piano e canta "Mi Mancherai" (I'll Miss You) do filme Il Postino (1994). O compositor Luis Enriquez Bacalov, Ricardo Del Turco & Paolo Margueri com os líricos de Marco Marinangeli, ganhou o Best Score Award - Premio de Melhor Pontuação - do italiano Nastro d'Argento, o equivalente ao Oscar naquele país. O filme foi dirigido por Michael Radford e estrelou Massimo Troisi (1953 - 1994), como o ator principal que interpretava um homem de correio simples que descobre a poesia e, portanto, altera a sua vida, vindo a falecer 12 horas após seu envolvimento na filmagem. Ele tinha uma condição cardíaca séria que derivava de uma doença de infância. Ainda contracenaram Philippe Noiret e Maria Grazia.

Outro dia peguei-me pensando na expressão “... Vou sentir saudades”! Depois, vendo tal vídeo, conclui que já o tinha salvado e postado, tendo até alguma coisa escrita em algum lugar. Que pena deixar e até me esquecido deste pequeno e apropriado resumo feito por mim do mesmo vídeo que ora trago, querendo expressar o que sentia acerca da expressão “Mi mancherai”.

Então, joguei meu nome da internet – juro por Deus – e descobri que havia colocado no meu blog tal sentido para a expressão pensada, que naquele momento eu não fazia ideia, sequer pensava que falava de amor. Uma doce lembrança!

E então, reformulando o texto reconheci que o cinema italiano nos deu outra música vencedora do Oscar, do amado filme “O Carteiro e o Poeta”. É uma obra de ficção baseada na vida do poeta chileno Pablo Neruda que ensina a um simples carteiro a conhecer e amar a poesia.

Pergunto então: o que pode ser mais poético do que ver e ouvir Andrea Bocelli cantando a comovente canção de tal filme? Com a melodia de Louis Enriquez Bacalov, “Mi Mancherai” vertido para o português no sentido de que “Vou sentir Saudades”, digo eu que, odeio emprestar meu piano para alguém... para qualquer pessoa... exceto para Andrea Bocelli que executa no instrumento a extensão de seu amor à música, ao canto, sensibilizando magnificamente nesta interpretação. Aclamemos então: Viva!  Com os merecidos aplausos... Quem sabe nestes, o vazio aqui dentro e a alegria que era minha amiga vai embora no calor das palmas!

Roberto Costa Ferreira, 11Fev2017

sábado, 4 de fevereiro de 2017

ARTHUR - Com “H” ou sem “H”




Minha outra neta Isabela, da festa de sua escola, me entregou e destinado a mim, um presentinho com um bilhete, assim:

“Quando olho uma criança ela me inspira dois sentimentos, ternura pelo que é, e respeito pelo que possa ser.”

Sir Jean William Fritz Piaget – BiografiaA Teoria dos Estágios e a contribuição interdisciplinar, ou ainda em: Piaget além da Biologia; DAVIS, C.; OLIVEIRA, Z. Psicologia na Educação, 2ª ed. São Paulo: Cortez, 1993.

De nome masculino, no Brasil, Artur é um nome bastante comum, uma variante de ortografia comum usada em muitos de descendência eslava, romances e mesmo na língua germânica, assim como a sua variante inglesa Arthur. Sua etimologia é disputada, nome deste personagem, assim como daquele outro, cuja popularidade deriva do fato de ser o nome do herói lendário – Rei Arthur. Arte e Artie são formas diminutivas do nome. A origem igualmente dita Celta é muito usada, mesmo na sua forma francesa e até inglesa. Arthur significa o nobre, o generoso.

Rei Artur é a mais famosa personagem com este nome, e este nome não requer um padrão de transliteração, mas tal como o significado do seu nome, a sua história está envolvida num grande mistério. Artur terá sido um Rei dos Bretões no século VI, mas os indícios parecem indicar que o Rei Artur e os Cavaleiros da Távola Redonda sejam apenas uma lenda.

Artur ainda foi o nome de muitos membros da nobreza europeia, como Artur I, Duque da Bretanha e Artur, Príncipe de Gales. Entretanto nos escritos bíblicos em especial no livro do Apocalipse este personagem não aparece. Já, Arthur, cujo objetivo desta operação de conversão para a escrita do nome com a inserção do “h” é de permitir a reconstrução automática e inequívoca do texto original (também conhecido como retroconversão) é uma série para televisão feita especialmente para as crianças.

Uma produção canadense e norte-americana, sucesso no mundo inteiro, produzida desde1996, é baseada nos livros de Marc Brown, "As Aventuras de Arthur" (em inglês). Observe que nomes próprios em idiomas que usam outros alfabetos servem-se de algum grau de arbitrariedade. No Brasil foi exibido na TV Cultura. Em Portugal restou apresentado na RTP2 ainda em 2015. Arthur Read foi a estrela do show. Seu nome completo é “Arthur Timothy Read”, e ele tem vocação para ser uma espécie de "criança boa".

Arthur foi também a denominação de um sistema operacional com interface gráfica usado em computadores da Acorn equipados com UCPs ARM, de cerca de 1987. Foi o SO das primeiras máquinas ARM Archimedes, cuja área de trabalho é bem primitiva, apresentando um esquema de cores tipicamente descrito como “technicolor”. As primeiras versões eram cheias de defeitos, e a razão de sua existência era reservar um lugar para o RISC OS 2 (o nome escolhido, em vez de "Arthur 2"), em fase de desenvolvimento.

O nome "Arthur" teria sido descartado da versão 2 por conta do lançamento na época de um filme chamado Arthur 2: On the Rocks ("Arthur 2: O Milionário Arruinado", no Brasil). Do nome Arthur também foi dito que seria uma contração de "A Risc-based operating system by THURsday" ("um sistema operacional RISC para quinta-feira", o que dá uma ideia da rapidez com que teve de ser desenvolvido). Supostamente, a pressa no desenvolvimento do Arthur deveu-se ao fato de que o sistema operacional revolucionário que a Acorn estava desenvolvendo (o ARX) não iria ficar pronto a tempo. A maior parte do software feito para o Arthur pode ser executado sob RISC OS. 

Assim, quer Artur ou Arthur, sendo Rei ou Nobre de nobreza europeia, filme de produção canadense ou norte-americana, ainda um Sistema Operacional, tais se foram e este lindo personagem surgiu para a vida. “Quanto mais voluntária a morte, mais bonita ela é!

Portanto, este ARTHUR me faz jovem e feliz e a Felicidade vem do bem... E este fim justifica os meios. Assim é o meu “modificar de ânimo”! Concluo que para receber esta dádiva em vida “eu estou certo, na hora certa”, no presente, onde a vida acontece e, bem por tal sou feliz! E ser feliz é:

“ter força para ser firme, mas ter coragem para ser gentil; ter coragem para ter dúvida... 
É ter o universo como caminho; o Amor como lei; a Paz como abrigo; a experiência como escola; a dificuldade como estímulo; o trabalho como benção; o equilíbrio como atitude; a dor como advertência; a perfeição como meta”.

É como Plutarco, em "Vida de Péricles" (1958, p. 390), onde o autor expõe, acerca das obras de Péricles “exprimindo a ventura e a magnificência do feito como um cancelamento do tempo consumado pela beleza”:

"Nas obras de Péricles", expõe o autor, "floresce como que uma juventude perene; essas se conservam à visão indenes ao tempo, quase possuem infuso um ar sempre fresco e uma alma que não conhece velhice".

Roberto Costa Ferreira, 02/02/2017.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

465° ANIVERSÁRIO de SANTO AMARO e seu CORAL cantando o Brasil e Outras Tribos das Terras de Cayubi


Santo Amaro completa 465 anos neste mês de Janeiro de 2017. E celebrar tal tempo requer solenidade, comemorar com espírito jovial, restaurativo, de louvor, com notabilidade, sentimento de conquista e reconquista, como quem recupera e insere um espírito renovador na estima pública em prol de suas origens, seu chão, terra e pessoas queridas.

Assim vivemos esta festa com personalidades regionais investidos do senso de cidadania artística e cultural, em demonstração de ousadia... "Felicidade Cidadã", muito bem dito pela amada Andrea Sousa, com seu vocalismo materno e inspiração sonora do mestre Chapinha no embalo paterno do CORAL, todos insignes cidadãos compondo um magnífico, aplicado e experimental "Coral cantando o Brasil e Outras Tribos das Terras de Cayubi".

Transitou tal Coral, partindo dos ensaios na Casa de Cultura de Santo Amaro, assento do Samba da Vela, alongou-se pelo Paideia Associação Cultural, marcante nas suas realizações. Concentrou-se no lazer do significativo Shopping Regional Boa Vista, que de vista linda viu seu vibrante Coral percorrer seu alegre interior, cantando e encantando a todos, mesmo o público que acompanhou as canções de mestres da composição e cancioneiro nossos, evoluindo até ocupar-se do Átrio onde o show aconteceu sob o dançar e cantar de vasto público.

Na sequência, o destino levou-nos ao Shopping Mais - Livraria Nobel – recepcionados pelos seus proprietários, palco também do lançamento e distribuição de autógrafos por conta de já esgotada edição do livro "Santo Amaro Um século de autonomia" com a presença ímpar da escritora, pesquisadora e Professora Dra. Inês Garbuio Peralta – Professora de Graduação e Pós-graduação USP, Filosofia, Letras e Ciências Humanas – que, vibrante na assistência e participação, cantarolou conjuntamente com o prestigiado Coral que lá encerrou o dia de festividades, que continuam!

Santo Amaro é assim, insinuante, instigante, perseverante, contínuo e constante. Parabéns ao festejado e festejadores de Santo Amaro!

Gestor Público de Saúde
Risco Industrial e Ambiental

Caio Prado e Kika do Samba da Vela para o instrumental e Roberto na voz compondo o ritmo do Coral



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sábado, 7 de janeiro de 2017

SANTO AMARO – CASA de CULTURA e CORAL SANTAMARENSE de 2017 - ANIVERSÁRIO



O Samba Enredo "Caminhos de Santo Amaro”, com letra de Sérgio Vaz, música e interpretação: Mestre Chapinha, em cuja foto situa-se ao centro. Tal passagem deu-se nesta primeira quarta-feira, 05 de Janeiro do Novo Ano, por ocasião dos ensaios do Coral Santamarense, por conta dos preparativos do 465° anos de Santo Amaro, na Casa de Cultura de Santo Amaro – Manoel Cardoso de Mendonça – espaço de referência que contribui, por intermédio de sua programação e atuação junto à comunidade, na construção da cidadania cultural.

Encontra-se instalada - Casa de Cultura de Santo Amaro - no antigo prédio do Mercado Municipal de Santo Amaro, local que atualmente ainda realiza cadastramento permanente de artistas, artesãos e profissionais que atuam nas mais diversas áreas da cultura, tendo sido inaugurado em 1897, cumprindo papel fundamental no abastecimento de São Paulo. Após seu fechamento em 1958, abrigou inúmeras atividades, até que em 1980 foi incorporado à Secretaria Municipal de Cultura.

Estando lá, os integrantes do Coral Santamarense curtiram do Samba que no formato de CD tem nesta oportunidade a audição privilegiada e, em continuidade, dois momentos em áudio, dos resultados preliminares do ensaio, mediante duas canções: Trem das Onze e Carinhoso.

Por conta do 1º Ensaio do Coral, que igualmente também atuei e que ocorreu na Casa de Cultura Santo Amaro (Manuel Cardoso), este se prepara para participar e festejar os 465 anos de Santo Amaro - 15 de Janeiro - festejos previstos para o próximo dia 21 de Janeiro, enquanto São Paulo fará 463 anos em 25 de Janeiro. Inquestionável então seu "pioneirismo", sendo certo considerá-lo, nos primórdios, um município independente de São Paulo.

A região de Santo Amaro foi então elevada a paróquia em 1680 e transformada em freguesia em 1686. Em 1832, Santo Amaro tornou-se município separado de São Paulo, sendo instalado em 7 de abril de 1833.

O município, muito extenso, abrangia todo o território ao sul do córrego da Traição (hoje canalizado sob a avenida dos Bandeirantes), parte da Vila Mariana e da Saúde, todo o Ipiranga e Cursino, estendendo-se até a serra do Mar, incluindo as terras correspondentes aos atuais municípios de Itapecerica da Serra, Embu, Embu-Guaçu, Taboão da Serra, São Lourenço da Serra e Juquitiba.


Uma vez elevado a município, se desmembrando de São Paulo, permaneceu assim até 1935, quando voltou a ser incorporado novamente por São Paulo.

Roberto Costa Ferreira, 07 de Janeiro de 2017



O Mestre Chapinha, em cuja foto acima situa-se ao centro e de camiseta branca e boina foi o regente do Coral. Tal passagem deu-se nesta primeira quarta-feira, 05 de Janeiro do Novo Ano, por ocasião dos ensaios do Coral Santamarense, em razão dos preparativos do 465° anos de Santo Amaro, na Casa de Cultura de Santo Amaro – Manoel Cardoso de Mendonça – espaço de referência que contribui, por intermédio de sua programação e atuação junto à comunidade, na construção da cidadania cultural. 


Comentários
Andrea Sousa Maravaliha: letra, música, "canários",Chapinha da Vela,Solange Mazia,Texto informativo/musical do iluminado Roberto Costa Ferreira
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Garmendia Maria Cláudia Querido amigo Roberto Costa Ferreira muito obrigada pelo texto introdutório . Show. Aliás , se me me permite completo :- " Formamos um time e tanto "!!!! 😁😂 🤗 Parabéns À TODOS !!!!
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quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

NATAL ILUMINADO

No palco da Associação Comercial Distrital Sul-Sto. Amaro, promovendo um PRESÉPIO VIVO inédito, formado por gente muito ocupada; são empreendedores que trabalham mais de 12 hs. por dia! Parceiros - GENTE DO BEM - que aceitaram o convite para representar a cena sagrada do nascimento de Jesus!






Senhores, 

Meus queridos, lento e moroso e por vezes dolorido é expor e abrir o coração... Pois que, muitos diversos nele habitam, sem tempo certo, momento definido ou tempo de vida. Outros chegam e lá ficam, eternamente! Isto porque somos assim, atemporais, intemporais... É assim que tem que ser e, muito na moda, mesmo porque vivemos este tempo e outros, visto que somos imortais!

Tem uma frase magnífica de Sócrates que cabe para expressar meus entendimentos:
"As almas de todos os homens são imortais, mas as almas dos justos são imortais e divinas".
Portanto, sob tal afirmação somos justos e perfeitos, divinos, logo, os que se cotizam envolvendo este evento, igualmente, divinos!

Este é o meu entendimento, sob a luz de Deus e este é o modo de expressar-me... Estas são as minhas impressões. A conquista de felicidades constantes, cada dia comemorado como o de ontem, de hoje, de amanhã, com muitos lembrando, e vivendo a vida intensamente, iluminando muito mais o Natal. Todos em pensamento, numa egrégora de muita luz e amor, desejando e colaborando para suas realizações, reforçando "seus quereres", cotizando-se para um gesto simples, mas significativo para a dimensão de vida na qual fazemos parte.

Parabenizemo-nos por, mais do que vivenciar este ato, sobretudo por nos proporcionarmos o privilégio de dividirmos "tais luzes", em amizade, amor e propagação de paz, certos de que zelamos por "este magnífico querer" do qual somos muito dignos. Assim, somos nós partícipes desta festa, onde, hoje e sempre, promovemos a alegria em vida!

                                                          Roberto Costa Ferreira, 08Dez16,
Tudo em razão do evento Natal Iluminado, presença do Enzo, e homenagens, conforme abaixo:



quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

D. QUIXOTE e SANCHO – SONHOS


Depois do Natal, durante a semana antes de findar este ano de 2016, minha neta perguntou-me, em uma tarde em minha casa, se eu sabia o que era sonho. Para uma criança, aprendi que 'nunca se deve considerar tal curiosidade uma bobagem'! E que quando conversamos com a criança, 'tudo deve ser muito bem pensado', pois que, nossas palavras têm grande significação e influência sobre ela. Podemos ajuda-la a construir ou destruir seus sonhos. Então lhe mostrei um quadro pendurado na parede da sala – o retrato que se vê – e começamos a conversar.

Considerei que no ano que finda celebramos o quarto centenário da morte de Shakespeare e de Cervantes. Que os dois escritores faleceram em 1616, quase ao mesmo tempo. Considerei ainda um texto lido recentemente de Karnal, discorrendo adiante sobre tal, e viajei no assunto com Isabela e o valioso quadro de José Segrelles – D. Quixote e Sancho.

Minha relação com Shakespeare é antiga, sólida, transformadora do meu mundo. Mas, nesta oportunidade, o momento é explicar sobre sonho e “quero falar de um outro amor, o cervantino”.

Como em tantas coisas, entrei no mundo de La Mancha pelas mãos de Monteiro Lobato. Ele traduziu para a linguagem infantil o clássico espanhol. Adorei a leitura. Depois, descobri o texto pelas mãos de dois portugueses, os viscondes de Castilho e Azevedo. Era um texto erudito, com muitas palavras a descobrir. Enfrentei bem, mas ainda não era a hora para a paixão. Já era um homem adulto quando descobri novas traduções, como as de Eugênio Amado e de Sérgio Molina.

Por fim, aproveitando o lançamento de edições críticas do quarto centenário, li em espanhol, em 2005. E, ao longo de todos esses anos, sempre fui apaixonado pelas imagens de Gustav Doré, que eu já estimava na Divina Comédia, na Bíblia e no Paraíso Perdido. Um capítulo do escritor E. Auerbach, no clássico Mimesis, tratou da obra do espanhol e aumentou minha ligação com a literatura de Cervantes.

A Dulcineia Encantada analisa a representação do real na obra. Um privilégio ler alguém muito mais inteligente do que nós: o olho de Auerbach viu coisas que me escaparam inteiramente. Na década de 1990, conheci o professor Júlio Garcia Morejón, intelectual devotado ao mundo da literatura do século de ouro e dono de uma bela biblioteca cervantina. Dr. Morejón ajudou-me com meu claudicante espanhol e mostrou-me edições preciosas do Quixote. Dei um salto exponencial no meu conhecimento.

Cito-os, penso sobre eles, encontro soluções intelectuais e pessoais a partir de suas obras. Agradeço a generosidade do professor e considerei até, neste contexto, um discurso preparado por Karnal aproximando Shakespeare e Cervantes. Imaginei, com liberdade poética, um encontro entre ambos e um diálogo sobre o ato de criar, embora considere que é uma licença ficcional, eles nunca se encontraram. Sim eu sabia e por isso repito que se trata de um exercício aproximativo, comparativo. É uma liberdade literária, não um fato histórico. Enfim, decadente, o nobre D. Quixote dava asas a minha imaginação e enfrentava gigantes.

Cheio de bondade e de ética encarnava valores de cavalaria já crepusculares há muito. Era a vitória do ideal sobre o real. Seu auxiliar, Sancho, era o triunfo do imediato, do concreto, do aqui e agora. Quixote lia demais, Sancho nunca lia. O cavaleiro via além de tudo, o escudeiro não conseguia abstrair nada fora do imediato que seus olhos contemplavam. O fidalgo era magro, aéreo, onírico; Sancho gordo, terreal, interesseiro. Pais e professores costumam pedir que o real se manifeste em seus rebentos e alunos.

Seja concreto, tenha metas precisas, pare de pensar o impossível.”

A idade costuma nos tornar espessos. Como o escudeiro, desejamos que eles governem uma ilha, ou uma empresa, ou uma instituição. O sonho alheio vai ficando incômodo à medida que temos consciência do que nos custou abandonar o nosso. O atarracado auxiliar é o homem dos ditados de senso comum: “À noite, todos os gatos são pardos”, repete à exaustão. Sancho aparenta mais sensatez do que seu amo, mas sua sanidade é baseada na ambição rasteira. O auxiliar deseja coisas objetivas do mundo, exequíveis e ortodoxas. Quixote lê e sonha, busca mais e, claro, apanha e é ridicularizado. O fidalgo esquálido é insano e pode transformar pelo olhar tudo ao seu redor.

Minha neta atenta ao modo pelo qual eu me expressava para traduzir à dimensão de sua compreensão e entendimento, ora invadia aquele mundo de sonhos, ora voltava à realidade, fitando longamente as personagens do quadro. Nosso Cavaleiro da Triste Figura mostra fulgores racionais em meio aos devaneios. A loucura de Hamlet de Shakespeare é artificial e política. A alienação quixotesca é poética e imaginativa. Propor utopias para combater a enfermidade do real. Ver gigantes em moinhos arruinados. Amar uma Dulcineia belíssima e especial. Combater o mal, defender os fracos, ler muito, sonhar... Eis parte da fórmula quixotesca.

Assim viajamos e retornamos com 2017 esmurrando nossa porta. Que bela tarde, que interesse manifestado, promotor deste encanto! Ela saiu, naquele momento intrépida, voltando para o seu filme preferido que “rolava na TV”. Eu, ora sentado, na esperança do novo ano, de não morrer afogado na lucidez rasa de Sancho. Quero um pouco da insanidade sábia do fidalgo. Ser Sancho engorda; ser Quixote transcende. Querem saber no que resultou a objetividade material e concreta de Sancho Pança? Tornou-se político no fim da vida.

Feliz 2017!


Roberto Costa Ferreira, 29Dez2016.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

CONTRAPONTO


Ideias incorporadas em destinos humanos... No contraponto há o caráter de contradição, motor do desenvolvimento.
Contrapunctus
Segundo a origem do Inglês médio tardio, do CONTREPOINT Frances antigo, alteração do latim medieval CANTUS CONTRAPUNCTUS "canção marcada ou pontilhada", pois na partitura eram feitas marcas acima ou abaixo das notas para indicar o acompanhamento, de contra-contra+punctum, de pungere para prick.
CONTRA é a palavra latina para "contra". E ponto é do Latim punctus, "ponto, picada”, particípio passado de pungere, “fincar, espetar, picar”. Do Latim CONTRAPONERE, "opor-se, colocar contra", de CONTRA mais PONERE, "pôr, colocar".
A alternância de pontos (em um argumento, etc.) em oposição ou contraste uns com os outros; Um debate, argumento ou jogo em que os pontos para dois lados opostos são feitos em sucessão. Na Linguística – Poesia - a Prosódia, no uso de um stress ou tensões em desacordo com o estresse da métrica regular.
Como Substantivo, a expressão CONTRAPONTO designando uma forma musical que envolve o som simultâneo de duas ou mais melodias: música concertada, música polifônica, polifonia - música dispostos em peças para várias vozes ou instrumentos , que na inversão - (contraponto) uma variação de uma melodia ou a parte em que intervalos ascendente são substituídos por intervalos descendente e vice-versa.
Em Verbo, a expressão CONTRAPONTO surge para mostrar as diferenças quando comparado ; ser diferente; “Os alunos contrastam consideravelmente em suas habilidades artísticas”.  Escrever em CONTRAPONTO; “Bach aperfeiçoou a arte de contraponto”.
Que na música refere-se à técnica de definir, escrever ou tocar uma melodia ou melodias em conjunto com outro, de acordo com regras fixas. Ainda, a arte de compor música para duas ou mais vozes ou instrumentos. Música para ser executada por dois ou mais instrumentos ou vozes. Harmonia de vozes ou instrumentos.
É o material melódico que é adicionado acima ou abaixo de uma melodia existente. A técnica de combinação de duas ou mais linhas de melodia, de tal maneira que eles estabelecem uma relação harmônica mantendo a sua individualidade linear. A composição ou peça que incorpora ou consiste da escrita contrapontística.
Expressão que vem da música, no desenvolvimento da Idade Media, do “CANTOCHÃO”, canto tradicional da Igreja cujo repertório foi coordenado e completado por São Gregório, O Grande. O cantochão é uma simples e igual prolação de notas, que se não podem aumentar nem diminuir, escrevendo-se, geralmente, sobre uma pauta de quatro linhas. É uma prática monofônica de canto utilizada, desde os primórdios com os monges reginaldinos, por cantores nos rituais sagrados, originalmente desacompanhada.
E partindo dos meados para fins da Idade Média os músicos de então “dialogavam” outras vozes, fazendo pontos contra os pontos. As notas do cantochão, quem levava era o tenor, aquele que tinha que trazer o cantochão e, partindo disso, outras vozes mais acima, mais abaixo, alto, baixo, iam dialogando com o “contraponto”.
Até que as “Nova Flamenga”, no final da Idade Média, onde temos obras com 40 vozes diferentes dialogando, inclusive nos “motetos”, obras em que o diálogo se dava com textos diferentes. Por vezes, textos sacros com textos profanos. O moteto se tornará uma das grandes formas da música polifônica, sendo o apogeu de seu uso no contraponto modal do século XVI, apesar de sua importância para a música barroca e da recorrência a ele até por compositores românticos.
Então essa ideia dos contrapontos é muito importante, colorindo o cenário da literatura e da música, onde em Johann Sebastian Bach, nascido numa família de longa tradição musical, compositor, cravista, regente, organista, professor e violonista oriundo do Sacro Império Romano-Germânico, atual Alemanha, estudante incansável, adquiriu um vasto conhecimento da música europeia de sua época e das gerações anteriores. Desempenhou vários cargos em cortes e igrejas alemãs, onde desenvolveu a parte final e mais importante de sua carreira, absorvendo inicialmente o grande repertório de música contrapontística germânica como base de seu estilo. Em “Fuga de Bach” temos:
“... As diversas partes vivem suas vidas separadas, elas se tocam e seus caminhos se cruzam... combinam-se um instante para criar o que parece uma harmonia final e perfeita, mas somente para tornar-se a separar mais uma vez. Cada um é sempre só, separada e individual... Eu sou eu!”
O mundo onde todos tem razão gira em torno de mim e, todos igualmente têm razão e, igualmente se enganam e, nenhum deles quer escutar os outros. Na fuga humana há 1800 milhões de partes, o ruído resultante tem, talvez, alguma significação para o estatístico, mas, nenhuma para o artista. É somente considerando “uma ou duas partes ao mesmo tempo” que o artista pode entender alguma coisa. Os personagens são vozes, linhas melódicas, destinos, vidas que se cruzam gerando harmonias, mais tensões, contradições, desarmonias, num desenvolvimento quase musical dessas ideias!
É a musicalização da ficção, parecendo uma fuga. A fuga dos personagens, de si próprio, dando ou não sentido à vida de cada um, dando sentido à vida do próximo, pela interação. É a busca do sentido de suas vidas, face às incertezas! Do livro de Aldous Huxley, um livro consagrado e que está no topo da lista dos 100 melhores romances do século XX, temos que:
“... Quando pomos em jogo toda a nossa força para levantar o que nos parece ser um peso enorme, é desagradável perceber que se trata apenas de um halter de papelão, e que teria sido possível erguê-lo com dois dedos...".
Contraponto (Counterpoint, em seu título original), publicado em 1930, é um romance com início do escrito por volta de 1920 e aqui o uso mais antigo encontrado em Aldous Huxley (1894-1963).


Em documento dissertativo sob o título: Tradução no contexto da Era Vargas: Érico Veríssimo, tradutor de Aldous Huxley, Autor: Souto, Sheila Maria Tabosa Silva e Primeiro orientador: Xavier, Wiebke Röben de Alencar, assim se resume:


Este trabalho analisa Erico Veríssimo enquanto tradutor na Editora Globo da obra Point counter point (1928), de Aldous Huxley, intitulada Contraponto (1934), no contexto da tradução e ideologia no Regime Vargas, governo autoritário e nacionalista. A metodologia é desenvolvida via transferências culturais, buscando compreender a trajetória de Erico Veríssimo como tradutor e refazer o processo tradutório da obra de Huxley. O perfil do tradutor Veríssimo é traçado inicialmente através de suas primeiras experiências na Revista do Globo, onde lançava no mercado traduções rápidas, inventando pseudônimos para as mesmas; e, posteriormente, com a publicação de traduções de obras de renome internacional, onde o processo tradutório ocorria num padrão elevado e mais elaborado. O percurso e a escolha da tradução Contraponto representam inicialmente uma ousadia editorial de Veríssimo, arriscando-se comercialmente, uma vez que a obra era densa e o autor desconhecido no Brasil; e, de fato, foi um ponto decisivo para Veríssimo tradutor e para a divulgação de Huxley no Brasil. Contraponto foi sucesso de vendas e um marco editorial, publicado na coleção Nobel, que levava ao leitor médio e aos intelectuais da época as traduções de repercussão internacional, formando e enriquecendo culturalmente seu público. A política editorial da Globo de traduzir os clássicos mundiais coaduna com os ideais nacionalistas de Vargas de valorizar o papel da língua vernácula e da educação na busca da identidade da Nação. Numa análise textual seletiva a partir dos conceitos dos itens culturais específicos em tradução trazidos por Aixelá e da teoria de polissistemas, destacamos que a tradução é marcada pela estratégia de conservação (repetição), numa tendência à adequação. Sua tradução permite a visualização das marcas da cultura estrangeira, não nacionaliza especificidades culturais, acrescentando informações novas ao leitor. Com os conceitos de tradução e ideologia advindos de Lefevere, entendemos que a reescritura pode ser inspirada por motivações ideológicas, logo podemos associar o fato de Contraponto tratar de questões ideológicas ligadas ao fascismo com o Governo Vargas, que possuía semelhanças totalitaristas.
Roberto Costa Ferreira, Nov2016.


segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Doença - O Bem e o Mal - NORMA de LUZ


Deus nos ampara afim de que amparemos aos mais necessitados, que a nós mesmos.
Ajuda-nos para que ajudemos. Sustenta-nos a Fé, para que apoiemos os irmãos que vacilam. Em suma, essa é a Norma de Luz da Providência Divina:
“Auxilia e serás ajudado”.
Mesmo na hora atribulada da crise... E já há sinais antecipados, vermelhos, no caminho desta experiência, que podem indicar queda provável na obsessão:
  • Quando entramos na faixa da impaciência;
  • Quando acreditamos que a nossa dor é maior;
  • Quando imaginamos maldade nas atitudes das pessoas que nos cercam...
  • Quando julgamos que o Dever é apenas dos Outros...
Assim, toda vez que um destes sinais surgir no trânsito de nossas ideias, a Lei Divina estará presente, recomendando-nos:
  • A Prudência de parar no socorro da prece, ou ainda,
  • Na Luz do Discernimento.
E quando falo em Luz do Discernimento... Em meio ao bulício e à agitação do mundo, medite nas presenças serenas... Apenas feche os olhos, por um tempo, e pense na Fonte Eterna, Luz de todos:
  • Mais do que a energia, pense na serenidade da consciência. Que ela seja seu guia.
  • Mais do que no Conhecimento, entre na sabedoria, que dispensa toda teoria.
  • Mais do que nas emoções, flutue nos sentimentos reais, que são curativos.
  • Mais do que o que você pensar sobre si mesmo, sinta-se ligado a uma Luz Maior.
Então, você sentirá o toque sutil dos sábios em seu coração. E a paz perene...
  • Como Ser de Luz, você perceberá de onde brota essa profundidade pacífica...
  • Você a reconhecerá, não intelectualmente, mas, simplesmente, em espírito.
  • Sim, por entre as batidas de seu coração, você receberá a inspiração secreta...
E talvez você veja, espiritualmente, um olhar sereno e cheio de Amor.
Considerem! O Grande Mistério não está apenas na vida, mas em você mesmo. Mas só se descobre isso mergulhando na vastidão do universo interior. Assim fizeram os sábios de todas as eras e se realizaram na Consciência Maior. Eles viajaram pelos planos interiores e revelaram o divino neles mesmos.
  • Conheceram os diversos níveis espirituais e se encantaram com o Todo.
  • Conhecendo a si mesmos, abraçaram o mundo em silêncio.
  • Liberados das travas do Egoísmo abençoaram a humanidade.
  • Tranquilos e serenos passaram a velar secretamente pelos homens.
  • Quietinhos, projetaram pensamentos virtuosos em favor de todos.
É assim... Oposto à Luz do Discernimento, pode surgir O Mal e este é a Privação do Bem!
Aqui, estou falando do lembrando Kardec - Hippolyte Léon Denizard Rivail que foi um influente educador, autor e tradutor francês. Sob o pseudônimo de Allan Kardec, notabilizou-se como o codificador do Espiritismo, também denominado de Doutrina Espírita. No seu Capítulo V do Evangelho Segundo o Espiritismo, Bem-Aventurados os aflitos, na Justiça das aflições, causas atuais e anteriores das aflições.
Também apoiado no Cap. XXVIII – Coletâneas de Preces – Preces Gerais, do mesmo Kardec onde, num trecho diz:
“Assim se explicam, enfim, todas as anomalias aparentes da vida; é a Luz lançada sobre o nosso passado e nosso futuro, o sinal radioso da vossa soberana justiça e da vossa bondade infinita”.
“Não nos abandoneis à tentação, mas livrai-nos do mal... Dai-nos, Senhor, a força de resistir às sugestões dos maus espíritos que tentarem nos desviar do caminho do bem, em nos inspirando maus pensamentos”.
Senhores, a questão do Bem e do Mal se constitui sempre num ponto de grandes discussões:
  • No campo do Pensamento e,
  • da Religião, atualmente transferindo-se,
  • à Ciência, e com as mesmas dificuldades de compreensão.
Eu encontrei em um famoso Doutor da Igreja, argelino – Agostinho de Hipona - que foi um dos mais importantes teólogos e filósofos dos primeiros anos do cristianismo cujas obras foram muito influentes no desenvolvimento do cristianismo e filosofia ocidental – 13/11/354 D.C. à 28/08/430 D.C., Hipona – Argélia, a melhor explicação sobre esse fenômeno – que depois conseguiu deslocar para o trabalho psicoterapêutico, tendo resultados incríveis, principalmente com as pessoas acentuadamente nervosas.
O conhecido autor de Confissões chegou à conclusão de que “o pecado seria nada mais do que a privação do bem”:
“Tudo aquilo que é, é necessariamente bom, pois a ideia do Bem está inspirada na ideia de Ser”; “a Natureza do Mal deve ser encontrada no conceito absolutamente contrário ao de Deus, como ser, ou seja, no não-ser”.
Trazendo-o para a Psicopatologia, podemos notar que a doença seria nada mais do que a Negação, a Omissão, ou a Alteração do que é, do que é São (Verdadeiro). Houve sempre uma discussão, no plano filosófico, e hoje com os vários filósofos sobre o ser humano, com a seguinte interrogação: “Quando a alma (o psíquico) teria sido criada”?  Mais do que a história do Ovo e Galinha!

E a opinião mais corrente dos autores da Idade Média (Tomás de Aquino) foi que... “Ela começaria a existir no momento da fecundação, quando houvesse a penetração do Gameta no Óvulo – por obra mediata, ou imediata, de Deus” (nesse exato momento, ou um pouco posterior, não importa).

Estou querendo dizer que a Psique humana não incorre nos mesmos problemas genéticos do corpo. Isto é uma grande sorte para nós e, também, mostra-nos a possibilidade de um desenvolvimento notável!
Quando mais próximos da nossa Natureza, mais perto estamos da nossa Realidade. Ou seja, que analisando nossa estrutura fundamental, vemos:
  • na Base, os Sentimentos;
  • depois, a Intuição e,
  • a Consciência.
Porém, quando entramos no Raciocínio e na Vontade, mais pertencente ao “Reino do Homem”, é que poderemos notar todo o desvio que realizamos em relação à Vida, ao Amor, à Verdade.
Tal fenômeno demonstra também a Perfeição do Ser Humano, mesmo na "capacidade de errar pra acertar", no "livre arbítrio", no fator de união Corpo & Alma e, principalmente, a validade do organismo (físico) no existir humano:
“... quanto maior o respeito que tivermos a um e ao outro (matéria e espírito), mais perfeitos seremos em toda a nossa conduta”.
Saibam todos e considerem: a Doença é a Elaboração, portanto, "mais refinada", por tal dita "ser diabólica",  enquanto que a Sanidade está na Simplicidade.
Henri Bérgson - foi um filósofo e diplomata francês. Conhecido principalmente por Ensaios sobre os dados imediatos da consciência, Matéria e Memória, A evolução criadora e As duas fontes da moral e da religião. Recebeu o Nobel de Literatura de 1927. Nasceu em 18/10/1859, falecendo aos 81 anos em 04/01/1941, disse que:
“o princípio da filosofia estava nela” – eu digo mais...
“A própria Vida, a Base, a Origem residem no que é mais simples possível. O ser humano só pode criar uma coisa: a Patologia. Todos os sistemas que inventou falharam, porque são geralmente opostos à realidade. A atitude de Sanidade consiste em um esforço contínuo para permanecer na Realidade, pois a invertemos e, agora, tentamos continuar no Dolo, mas sem as suas consequências nefastas. Sanidade são os momentos de aceitação da Realidade. Só o fato de termos vida deve ser um motivo constante de alegria porque Existir não pode significar outra coisa do que ser e, Ser é a Felicidade, o Bem e a Glória”!
Desejemos ou não, temos o mesmo destino de nosso Criador, o Grande Arquiteto do Universo e, este fato está gravado em cada pedaço de nosso corpo, em cada recanto da Alma – e, como todos sabemos, a finalidade de Deus é o bem eterno. Este é o único motivo de nosso adoecimento: não querer ser feliz, “imortal” e “eterno” (quanto ao futuro), segundo a imagem e semelhança de quem nos criou.
Roberto Costa Ferreira, Set. 2011 – FEESP/SP,
Reavaliado e estruturado para a Psicografia, 12/11/16.