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sexta-feira, 11 de junho de 2021

O ESPÍRITO QUE NOS AJUDA EM NOSSAS FRAQUEZAS ... NOSSAS OBRAS - Em Romanos 8.26

 

Produção 2019, Roberto C. Ferreira - Depositada em meu jardim.

O espírito que nos ajuda em nossa fraqueza... Em Romanos 8.26 temos que: “O Espírito nos ajuda em nossa fraqueza”.

Assim, quando estou “meio que triste”, um tanto triste, mesmo sabendo que a tristeza é um sentimento que faz parte da vida e que em determinado momento vou me deparar com ela, é importante não deixar que tal sensação desagradável tome conta. Mesmo considerando possível que não tem como fugir dele.  Por mais difícil que possa parecer, sentimento ruim, por vezes, pode estabelecer o início de um novo tempo fértil, pleno de felicidades constantes, repleto de coisas agradáveis, não admitindo que se materialize como algo paralisante. Até porque muitas pessoas estabelecem uma ligação entre a tristeza e o choro constante... E uma das válvulas de escape da tristeza é o aborrecimento frequente. Tais sintomas emergem significativamente, especialmente quando tentamos esconder o sentimento e maquiamos a realidade. Tais “reações emocionais naturais” é frequente de quem não quer encarar o que está diante de seus olhos!

Portanto, em retorno ao 1º parágrafo acima: “O Espírito nos ajuda em nossa fraqueza”, considerei que é possível até que o Espírito venha em auxílio à nossa fraqueza; metaforicamente, porque não sabemos o que devemos pedir, nem orar como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós “com gemidos inefáveis! Lembrando ainda Romanos...

E isto introduz uma nova fonte de consolo e apoio, o que é derivado do Espírito. É uma continuação do argumento do apóstolo, para mostrar o poder sustentador da religiosidade. E considerando aqui, como fonte recursal o "Espírito", sem dúvidas, referindo-se ao Espírito Santo que habita em nós e que nos fortalece, in extremis!

Sendo assim, considerando minhas memórias e pessoa madura que sou, elenco circunstâncias que são as três possíveis verdades sobre uma pessoa emocionalmente equilibrada e madura:

1. A pessoa emocionalmente madura entende que o mundo não é como deseja: Muitos de nós gostariam de poder editar o passado. Ser como o escritor que termina um capítulo e decide apagar certos parágrafos para que a história faça mais sentido.

No entanto, quer acreditemos ou não, às vezes a vida não tem sentido. Há coisas que acontecem sem qualquer explicação; são os eventos, fatos e circunstâncias que somos obrigados a aceitar para continuar avançando. Da mesma forma, a pessoa emocionalmente madura aprendeu que não pode mudar as pessoas... Não se pode esperar que os outros ajam ou digam o que se espera. Tudo isso é, sem dúvida, mais uma fonte de sofrimento inútil.

2. Sabe que para ser feliz, deve ser responsável por si mesma: Malle, Bertrand - psicólogo cognitivo da Universidade de Brown, realizou um estudo em 2004 para analisar a relação entre a felicidade e a forma como a nossa mente entende o conceito de responsabilidade pessoal. Assim, um fato que permanece em evidência é que o ato de assumir que a responsabilidade pelo que nos acontece está nas mãos dos outros gera um claro desconforto. É como viver no território de avestruzes, é esconder a cabeça enquanto culpamos o mundo por nossos fracassos e desânimos. Fica claro, no entanto, que não temos controle sobre todos os aspectos da nossa realidade.

Entrementes, temos a oportunidade de escolher como agir diante da realidade que temos que viver. É aí que reside a chave; este é, sem dúvida, o plano de rota que a pessoa emocionalmente madura tem em mente todos os dias.

Não importa que minha infância não tenha sido exatamente a melhor, não importa que minha parceira tenha me abandonado, me esqueça constantemente … A necessidade de me recuperar de tudo isso é minha, porque o passado não tem que me determinar. O presente me pertence, sou responsável por minha própria pessoa e posso reorientá-lo com novas e melhores ferramentas…

3. Descobriu que tem permissão para mudar quando quiser: A pessoa emocionalmente madura se permite mudar. Porque mudar é crescer e é ajustar o curso com maior precisão depois de ter adquirido novos aprendizados. Dar um passo adiante no nosso crescimento muitas vezes significa deixar as coisas e as pessoas para trás para reduzir as cargas que nos limitam, corroem valores pessoais e o bem-estar.

Algo assim implica reunir coragem, reunir aquela capacidade de agir, de se expressar apesar do medo, do temor e da intimidação, como aquela capacidade de enfrentar algo moralmente árduo; ser perseverante, para entender que o nosso potencial está em assumir mudanças periodicamente. E, bem por tal, a decisão, que deve ocorrer partindo de um desejo ardente, algo que vem lá de dentro” ... Essa é a mola propulsora!

Coraticum! Em épocas remotas tal órgão – coração – que era considerado a sede da coragem, e mesmo inteligência, implica assumir uma outra posição, a busca de algo que não considerava possível. Surge no momento que resolvemos encarar os desafios, uma mudança radical, mesmo uma simples vontade de produzir “qualquer arte”. E o aperfeiçoamento da coragem é adequado desenvolver o autoconhecimento, administrar o medo e separar o que é real do que é fantasia. Então, a determinação ocorre com a certeza de estar direcionado, tendo objetivos claros e metas definidas. Objetivos requerem certeza e força interior que, esta última sem os objetivos é apenas “mera intenção” ... Possível esperança!  Portanto, é previsível considerar que “importa determinar o quanto de energia se colocará no processo de mudança. Coragem, decisão e determinação são requisitos fundamentais e exigem muita energia e motivação.

Um dos fatores motivantes para restabelecer a necessária força interior e estabelecer objetivos reside também em “experimentar” e manter arguta, perspicaz e astuta a curiosidade de produzir. Então quando assim, desmotivado, afetado, imediato construo, componho, pesquiso e executo, engendrando o concebido na imaginação como o Tamanduá Bandeira que, surgido do imaginário proliferou através do isopor, do papelão, do simples lápis de cor, para um pensado pedaço – habitat - em grama sintética, considerando os campos abertos, savanas, regiões de florestas úmidas, secas, típicas no Brasil e América Central, e que, em determinado ângulo do trabalho vê-se em seu peito “uma pomba branca”, como a uma mensagem de paz! Um urso-formigueiro! 

Alternativamente, a anterior produção para uma feira de arte de minha neta Isabela, o meu “Poeta dos Poetas” que, sobre o seu pilar de Ônix – a pedra unha – exuberância da gema negra, neste imaginário, sai da sombra para habitar hoje a janela de madeira e vidro da sala de estar de minha casa para tornar-se o Vigilante Constante do Pássaro Sabiá do peito amarelo – Cambacica, que ágil e irrequieto, solitário e nômade – se permite aproximação a pouca distância, na pretensão de alcançar a jabuticabeira ali posta!

Daí a importância do vigilante antes referido, pois que, no curto espaço de jardim reside uma recém-plantada Jabuticabeira de aproximados 2 metros de altura, vinda plena de jabuticabas ... E o pássaro surgiu para ali se deliciar! Então, razão para a coexistência simultânea de tais personagens. Lembrando que à coexistência humana segue-se o fato segundo o qual o ser humano coexiste com outras formas de vida no planeta que habitamos, ou seja, que existem outros seres além dos humanos e que todos vivem, e podem viver no mesmo ambiente, a Natureza!       

Vigilante Constante do Pássaro Sabiá, produção 2018 - Roberto C. Ferreira -
 postado na janela de minha sala de estar.

Roberto Costa Ferreira, 28/05/2021.

Professor, Psicanalista e Pesquisador

CEP UNIFESP – UNIVERSIDADE

FEDERAL de SÃO PAULO/SP


O efeito de mistura de doses de vacinas de diferentes laboratórios - Esquemas vacinais mistos... Uma proposta adiante!

Pesquisadores explicam por que acham que, com base nos dados disponíveis até agora, esquemas que mesclam imunizantes podem fornecer níveis mais elevados de anticorpos do que duas doses de uma única vacina.

Segundo os cientistas *Fiona Russell e John Hart, essas pesquisas são muito promissoras e sugerem que esquemas que misturam imunizantes podem fornecer níveis mais elevados de anticorpos do que duas doses de uma única vacina. Então, como termos em funcionamento tal possibilidade, funcionamento e prática?

Com as mudanças na vacina fabricada pela AstraZeneca, as novas variantes do coronavírus e limitações de fornecimento, muitas pessoas se perguntam se podem "misturar e combinar" as vacinas da covid-19. Isso significa, por exemplo, receber a vacina AstraZeneca como primeira dose, seguida de uma segunda dose de uma vacina diferente, como a da Pfizer. E, posteriormente, reforços com outros imunizantes. Vale lembrar que, por ora, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não recomenda mesclar doses de diferentes fabricantes na imunização de pacientes contra a covid-19. E porquê? Segundo o órgão, ainda não há evidências de que a aplicação de doses de fabricantes distintos produza efeito contra o novo coronavírus.

Em comunicado anterior, a Anvisa acrescenta que, caso uma pessoa receba doses de diferentes fabricantes na aplicação dada pelas equipes de saúde da sua cidade, deve procurar as autoridades (secretarias de saúde, Ministério Público ou o Ministério da Saúde) e denunciar o ocorrido. Apesar disso, existem muitos estudos em andamento sobre o assunto e, recentemente, foram publicados dados de testes com misturas e combinações na Espanha e no Reino Unido. Portanto, se o programa de vacinação contra a covid-19 pudesse misturar e combinar vacinas, ele aumentaria muito sua flexibilidade. Desse modo, ter um programa de imunização flexível nos permite ser ágeis diante das limitações de oferta global. Se houver falta de vacina, anteriormente o IFA, como se verificou, em vez de parar todo o processo para aguardar o fornecimento, pode-se continuar com uma vacina diferente, independentemente daquela que foi dada como primeira dose.

Conclui-se que se uma vacina for menos eficaz do que outra, contra uma determinada variante, esquemas mistos podem garantir que as pessoas que já receberam uma dose de uma determinada vacina menos eficaz possam receber uma vacina mais eficaz contra a variante. E acrescente-se que alguns países já estão usando “esquemas vacinais mistos após alterarem as recomendações da vacina AstraZeneca devido à ocorrência de trombose como um efeito colateral muito raro”. Vários países da Europa estão aconselhando os mais jovens que receberam esta vacina como a primeira dose a receber um imunizante alternativo como segunda dose. As vacinas mais indicadas para isso são as de mRNA, como a da Pfizer. Tal previsão engloba parte de minha pesquisa objetivando maior alcance e objetivo positivo vacinal e, Espanha, Alemanha, França, Suécia, Noruega e Dinamarca estão entre os países que recomendam esquemas vacinais mistos por tal motivo.

Por oportuno, em um recente estudo feito no Reino Unido sobre a combinação de vacinas, publicado no Lancet, 830 adultos com mais de 50 anos foram escolhidos aleatoriamente para receber a vacina Pfizer ou AstraZeneca, primeiro uma e depois a outra. Descobriu-se, ato contínuo, que “pessoas que receberam doses mistas apresentaram maior probabilidade de desenvolver sintomas leves a moderados com a segunda dose da vacina”, incluindo calafrios, fadiga, febre, dor de cabeça, dores nas articulações, mal-estar, dores musculares e no local da injeção, em comparação com aqueles que receberam vacinas da mesma empresa, ou procedência. No entanto, essas reações foram de curta duração e não foram registrados outros problemas de segurança. Os pesquisadores já adaptaram este estudo para avaliar se “o uso precoce e regular de paracetamol reduz a frequência dessas reações”.

Outro estudo semelhante (não revisado por pares) realizado na Espanha revelou que a maioria dos efeitos colaterais foram leves ou moderados e de curta duração (dois a três dias). Eles foram semelhantes aos efeitos colaterais de receber duas doses da mesma vacina. Eficazmente, o trabalho espanhol tem demonstrado que as pessoas tiveram uma resposta de anticorpos muito maior duas semanas após receber o reforço da Pfizer, depois de tomar uma dose inicial de AstraZeneca. Esses anticorpos foram capazes de reconhecer e inativar o coronavírus em testes de laboratório. Essa resposta ao reforço da Pfizer parece ser mais forte do que a resposta após o recebimento de duas doses da vacina AstraZeneca, com base em dados anteriores do estudo. A resposta imune de receber a vacina da Pfizer seguida da AstraZeneca ainda não é conhecida, mas o Reino Unido terá os resultados em breve. Estão muito à frente das pesquisas e experimentam com objetividade.

Não há dados ainda sobre a eficácia dos esquemas mistos para prevenir a covid-19, mas é provável que funcionem bem! Pois que, a resposta imune é semelhante, ou até melhor, em comparação com estudos que utilizaram a mesma vacina na primeira e segunda doses. Isso indica que eles serão eficazes na prevenção da doença! Tais recursos - esquemas mistos - poderiam acelerar os ditos programas de vacinação? Esta é a pergunta. Então, ao exemplo, temos que na Espanha, aqueles com menos de 60 anos que receberam a primeira dose de AstraZeneca podem escolher entre continuar com o mesmo imunizante ou receber a vacina da Pfizer. Embora o Ministério da Saúde recomende uma segunda dose de Pfizer, muitos optaram por ficar com a AstraZeneca. As descobertas recentes do mundo real no Reino Unido sugerem que, após duas doses, ambas as vacinas são igualmente eficazes contra as variantes que circulam nas Ilhas Britânicas.

As recomendações sobre a troca de vacina em diferentes países se devem à preocupação com o surgimento de casos de trombose após a primeira dose da AstraZeneca, além da alteração das faixas etárias dos cidadãos que a recebem e problemas de abastecimento. Isso gerou incertezas generalizadas e fez com que os jovens de alguns países europeus que já haviam recebido a primeira dose fossem excluídos da segunda. Os resultados destes estudos mistos sustentam a possibilidade de vacinar aqueles que receberam a primeira dose de AstraZeneca com um reforço diferente, se necessário.

Outras pesquisas estão em andamento para avaliar os cronogramas de mistura e combinação entre as vacinas Moderna e Novavax, mesmo no Brasil. Que seja, então, vacinado o mais cedo possível, fugindo à linha de especulações, pois, enquanto em alguns países os casos estão diminuindo, muitos outros estão registrando um aumento da doença. Entre eles estão Taiwan e Cingapura, que anteriormente eram considerados excelentes exemplos de como gerenciar a covid-19. Esses exemplos destacam a dificuldade de supressão sustentada pelo vírus na "ausência de uma alta cobertura de vacinação". O que deve ser agravado pelas novas variantes mais transmissíveis!

Os casos atuais em muitas regiões da Europa, Estados Unidos e Austrália são causados ​​pela variante B.1.617.1 (conhecida como variante indiana e chamada de Delta pela OMS). Ambas as vacinas são eficazes contra a variante B.1.617.2, intimamente relacionada com a Índia (embora ligeiramente menor do que contra a B.1.1.7), e uma eficácia semelhante seria esperada contra a B.1.617.1. Portanto, enquanto esperamos, é fundamental que as pessoas não atrasem a vacinação com o imunizante que lhes é oferecido. A vacinação é parte essencial da estratégia para acabar com a pandemia. É provável que o esquema de vacinação mude no futuro, pois podem ser necessários reforços, fato que não descarto. Isso é normal em programas de imunização. Já fazemos isso todos os anos com a vacina da gripe. Isso não deve ser visto como uma falha de política, mas sim como uma resposta baseada em evidências a novas informações. E não admitir tais possibilidades é negar a pesquisa e a ciência!

Por oportuno, *Fiona Russell é pesquisadora, pediatra e epidemiologista da Universidade de Melbourne, na Austrália. John Hart é pesquisador clínico do Murdoch Children's Research Institute.

Este texto foi publicado originalmente, em espanhol, no "The Conversation" e reproduzido aqui, após minha versão e respectivas autorizações, sob a licença Creative Commons.

 Roberto Costa Ferreira,

Professor e Pesquisador - CEP UNIFESP

Membro relator - Universidade Federal de São Paulo


terça-feira, 25 de maio de 2021

ISABELA - Superiormente plena, bela e exuberante!

 


Isabela aniversariou, cumprindo um outro novo tempo. Para seu bem próprio, de nossas vidas também. Parabéns!

Que ela esteja bem próxima e não proibida. Sempre, sem jamais pretender ser eterna, ou mesmo ausente.

Que seja muito dona de sua casa, seu repouso. E que o seu tempo seja sempre o presente, além do ontem, o hoje.

Que saiba dizer as pessoas, até em hora devida, o necessário adeus, habitando em si, sempre, Deus, sem nunca e jamais removê-las do coração!

Que usufruas da vida, tal qual um presente, e que lapides da pedra bruta como a um precioso diamante.

Que saiba calar-se para melhor e mais poder ouvir, então assim, eternizando no seu saber o amor redentor.

Espargindo tal amar, incondicionalmente, umectando alegrias em quem precise. Que as estrelas, veja, e ouça sempre ...

Encantando-se com o dormir do Sol... Deitando-se e, leve, se acalmando com o nascer novo da noite!

Constante, que a felicidade se faça presente, sendo certo, a cada momento, no devido instante de tempo.

Por exato, que a vida lhe ocorra sempre farta, bastante, candente, superiormente plena, bela e exuberante!


Roberto Costa Ferreira,  24/05/2021.

Professor, psicanalista, pesquisador

Membro CEP Unifesp - Universidade

Federal de São Paulo /SP

sexta-feira, 30 de abril de 2021

Anthony Hopkins, o vencedor do Oscar mais velho de todos os tempos!

 


Philip Anthony Hopkins, nascido em 31 de Dezembro de 1937, (83 anos), ator galês, produtor e compositor, bateu o recorde de idade como vencedor da categoria de melhor ator do Oscar por “Meu pai - The Father”!

Aparentemente, nem o próprio acreditava em sua vitória no Oscar 2021. O agente do ator revelou que ele estava dormindo quando seu Oscar foi anunciado na premiação. Ele que narrou em várias ocasiões a sua luta contra o alcoolismo, a depressão e os ataques de ira. E o remorso por ter abandonado uma filha recém-nascida. Ainda disse de seu ódio a Shakespeare e a tudo que é britânico. Que tentou apaziguar seu caráter mediante a sobriedade, mas seus demônios continuavam por trás dele. Ainda que, por vezes, chegou a entrar no seu carro e dirigir durante semanas; outras vezes a passar dias sem dirigir a palavra a ninguém.

Mais que em 1981, quando já tinha ganhado dois Emmys seu pai morreu. E que nas últimas horas dele, Anthony aproveitou para lhe dizer que o amava (era a primeira vez que dizia isso a alguém na vida), mas só se atreveu a beijá-lo depois de morto. E que sobre suas primeiras lembranças em Port Talbot, a localidade siderúrgica do sul de Gales onde cresceu, os professores, colegas e mesmo seus pais lhe “repetiam que era tonto demais para qualquer trabalho”. E que nunca teve nenhum amigo e passava as tardes desenhando ou tocando piano.

Ainda, por vezes, não ia nem à própria festa de aniversário, declarou:

“Eu me sentia o mais idiota da classe, talvez tivesse problemas de aprendizagem, mas o fato é que eu não conseguia entender nada. Minha infância foi inútil e inteiramente confusa. Todo mundo me ridicularizava”.

E que, portanto, em determinado momento entendeu que precisava sair de lá - onde nascera, Inglaterra - e deixar de ser quem era. Ser rico e famoso! “Só então comecei a sonhar em morar nos Estados Unidos”, referiu.

Em 1968, deixou a primeira mulher, com quem tinha um bebê de quatro meses, porque percebeu que era “egoísta demais” para criar uma família. Profissionalmente, sofria ataques de ira durante as filmagens, chegava a sair no braço com os diretores, ou sumia sem dar explicações. Anos depois, ele mesmo admitiria que, como não queria beber durante a jornada de trabalho, sua agressividade aflorava porque sempre estava de ressaca.

Em dezembro de 1975, lembrou, confessando à The New Yorker no curso do mês passado que:

“... amanheceu num motel de Phoenix sem ter a menor ideia de como tinha chegado lá. Nunca mais voltou a beber. Admiti que tinha medo, o que me deu uma liberdade maravilhosa. Eu me sentia inseguro, paranoico, aterrorizado. Temia não servir para nada, e que não me encaixava em nenhum lugar”.

Esteve ausente numa premiação que envolve, antes de tudo, o desempenho, a competência e performance profissional... E que sua ausência na premiação envolveu algumas ponderações. O que ocorreu e aconteceu é que o ator teve seu pedido negado para estar presente na premiação virtual, já que a organização preferiu realizar o evento de maneira presencial, com normas adequadas e o astro, de 83 anos, preferiu não viajar por conta da pandemia do coronavírus. E mais que, essa regra também se aplicou a Anthony Hopkins, o vencedor do Oscar mais velho de todos os tempos, tido em repouso, estava dormindo em sua casa no País de Gales na oportunidade. Isso porque, segundo seus representantes, ele não demonstrou desejo de viajar para centros que estariam próximos como em Dublin ou Londres.

Seus agentes ainda afirmaram que imploraram para que ele tivesse permissão para usar o zoom, sem sucesso. Não se rende e não é afeito à tais conveniências e oportunidades. Hoje, tem consciência do que faz, vez que, consagrado um grande e significativo ator, inclusive nas superações constantes e pessoais!

Roberto Costa Ferreira, 27 de Abril de 2021.

Professor,  Psicanalista,  Pesquisador e

Membro CEP Unifesp – Universidade

Federal de São Paulo 


Exceto imagem, publicação por mim
realizada em 27 de Abril de 2021,
21:54h., no Facebook, minha página.

domingo, 25 de abril de 2021

A ESTANTE... A HERANÇA!

A Estante...

Havia um tempo, um momento em que a estante de livros era muito maior, e relevante...

Hoje, tenho-a reduzida, quase num canto, como que escondida.

Mas, senhoreio, a herança que me resta, esta, crivelmente presente e crescente.

E integro, tudo muito presente, se sente, à glória do Grande Arquiteto do Universo!

 Roberto Costa Ferreira, 08/04/2021.


Alternativamente ...




sábado, 24 de abril de 2021

Sincronicidade... Ou uma coincidência temporal! O Gavião-carijó...


Ainda esta semana, quinta-feira à tarde, com Isabel e transitando em frente à Escola Estadual Ibrahim Nobre - R. Prof. Djalma Bento, 155 - Jardim Luanda, São Paulo - SP, 04678-020 - ela chamou-me atenção para que observasse a inclinação do grande Pinheiro que, decorridos 7 anos, cresceu entre as árvores, parecendo ao longe perder sua sustentação, por tal sua atual situação de inclinação.

Comentei-lhe que tempos atrás fotografei um instante daquele. Na oportunidade da foto, até rimando - Março de 2014 - o objetivo era fotografar um pequeno gavião que, estando situado na altura do Pinheiro, mergulhou célere destinando, possivelmente, alcançar sua presa vista. O mergulho resultou tão rápido que, sequer consegui capturá-lo no instante da foto. Acho que os tempos estão lhe alcançando... Mas, certamente, ainda está vivo, pois que, vive entre 25 até 35 anos!

Pois bem, decorrido tal tempo, hoje - sábado, sete anos após - qual não foi minha surpresa momento que o Facebook reapresentou tal evento resultante das minhas memórias. Será coincidência? Ou, alternativamente, “sincronicidade” cuja experiência vivida de ocorrerem dois (ou mais) eventos coincidiram de uma maneira que resultou significativa para mim e que, vivenciando essa "coincidência significativa", sugere- se uma sincronia?

É muito provável que tal ave não capturada na foto naquele tempo, apresentar-se Gavião-carijó, hoje melhor lembrando, pois que, tinha o bico amarelado e calda branca de três faixas, uma branca, ave que habita integralmente nas zonas urbanas, inclusive nidificando em estruturas altas de tais arborizações, como da foto, para viver e lá construir seu ninho com gravetos e folhas. A postura é de até 2 ovos...

Devia estar na juventude, motivado pelo seu “autônomo mergulho que, a pino, passou no rasante que nem um tiro”, sendo certo que nidificar, na periferia das cidades e áreas abertas, não é incomum. Um belo exemplar... Um e outro, “os dois”!

                                                                                                  

                                                                   Roberto Costa Ferreira,  16/04/2021

Professor, Psicanalista, Pesquisador/Relator 

UNIFESP - Universidade Federal São Paulo

                                                                                         



Roberto Costa Ferreira

17 de Abril de 2014    · 

Compartilhado com Público


O gavião-real...


Bicho da mata, gavião caçador,

Ave forte e poderosa, nem precisa dizer é vistosa.

Sua envergadura... De asas abertas... Deve ser macho,

Se a femea mais pesada, sua altura quase um metro.

Olhos pequenos, topete diferente, tipo uma crista,

E sua a cauda de três faixas puxa pro cinzento.

Agora, preste bastante atenção nas pernas do gavião,

Elas são curtas, mas muito fortes e suas garras enormes,

Até parecem de atletas, na prática de esportes...

 

Rapinante ave, algumas na Atlântica Mata,

Hoje é pouca, fugiente, ameaçada de extinção,

Tão só encontrada e vista no desenho de paisagem,

Apenas na Floresta amazônica, no seio, no coração,

Isso devido, de todo seu habitat, residir a destruição.

 

Caça durante o dia, voando alto por sobre árvores...

Insociável, gostando delas, por dentro das florestas.

Preparando-se para atacar ou mesmo a impressionar...

estica asas, estende pernas, levanta a crista e as penas,

E de real, o gavião fatal, no bale a realizar... É de arrasar!

Eu vi um... no alto do Pinus patula!

(Roberto c. Ferreira, Mar2014)


quinta-feira, 22 de abril de 2021

Insônia? Oh, insônia! O orgasmo promove o sono, nos ajuda a dormir?


Insônia? Oh, insônia!

O orgasmo promove o sono? E nos ajuda a dormir? 

“Para quem passa noites em claro, use os recursos de seu próprio corpo e verá uma melhora na qualidade do sono"

Este tem sido o anúncio de alguns sites, blogues e "determinados ditos especialistas” que, e segundo os quais, “a falta de sono destrói a libido”. Reconheço que a nossa qualidade de descanso tem um impacto sobre nossos hormônios que, por sua vez, tem um efeito direto em nossa vida sexual. Por isso é fundamental procurar adequar-se para boas noites de sono e sonhos, bem sonhados! 

Quem diria que a insônia poderia ser solucionada com prazer... E pode! Embora existam muitos culpados pela falta do sono de qualidade - desde o tempo gasto nas telas de celular, tv e computador, do estresse, até ao consumo de cafeína em hora inadequada - de modo contrário também existem algumas maneiras naturais e fáceis de estimular nosso corpo e mente a descansar. 

E tal momento é primordial! Assim, procedamos aos recursos e, naturalmente, sabidamente, como em Reich - WILHELM REICH e o livro “A função do Orgasmo". Antes considerando que, desde a morte de Reich, tem havido uma procura insistente dos seus escritos, o que indica fortemente que a chaga não alcançou o seu objetivo - o encobrimento da verdade - as calúnias à sua pessoa, com vistas a desacreditá-lo e assim desviar das suas significativas descobertas a atenção geral, perderam algo - infelizmente não a totalidade - do seu impacto; e agora se pode finalmente voltar a um desapaixonado exame de sua obra

A FUNÇÃO DO ORGASMO foi o primeiro dos escritos de Reich a ser traduzido em inglês. Não é um manual. É mais uma biografia cientifica

"Uma apresentação sistemática não poderia dar ao leitor uma ideia de como (...) um problema e à sua solução levam a outro; nem mostraria que este trabalho não é pura invenção; e que cada uma das suas partes deve a sua existência ao desenvolvimento próprio da lógica científica.” 

Wilhelm Reich, que foi o instrumento dessa lógica, que devesse morrer em uma penitenciária federal é chocante! Que aqueles que se importavam com o fato não pudessem prestar nenhuma ajuda, e que houvesse muitos que o compreendessem, mas não se importassem, é trágico! Já não é possível ficar de lado e dizer: " – Perdoai-os porque não sabem o que fazem”. 

É tempo de todos sabermos o que fazemos - e como o fazemos. É tempo de encontrarmos um caminho para acabar com essa destruição da vida, e do conhecimento da vida. Esse conhecimento existe e, devemos procurá-lo, conhecê-lo e praticá-lo... Devemos aprender a tolerar a verdade! 

E aqui volto ao tema, segundo o qual devemos aprender a entender e a respeitar "a função bioenergética da convulsão orgástica"; e devemos estudar para saber no que nos tornamos, e o que fazemos, quando essa função é contrariada e negada. No livro antes por mim referido encontram se algumas incursões neste saber, conhecimentos e, nesses conhecimentos residem esperanças! 

Senão vejamos: Um dos mais eficazes? Pense e considere proporcionar um orgasmo a si mesma ou ter uma relação com seu parceiro antes de dormir... Por que não? A primeira perspectiva, cientificamente comprovadas – pelas quais os orgasmos são uma boa ideia para o sono:

- Quando nossas mentes estão ociosas, elas começam a divagar. É o ensaio...

- É parte da composição química de nossos cérebros e muitas pessoas recorrem à meditação para domar os pensamentos e dormir. Embora considere que encontrar seu zen interior nunca seja uma má ideia, ato seguinte,

- a "masturbação" também pode diminuir seus níveis de estresse, permitindo que sua mente relaxe. Considere! 

Ademais, entre seus outros benefícios, o orgasmo "reduz a produção do hormônio" natural do estresse pelo nosso corpo, o "cortisol”. E a baixa produção desse hormônio, assim como sua superprodução, também traz malefícios para o nosso corpo. Ou seja, ambos os excessos dessa substância no organismo trazem malefícios, porém de jeitos diferentes

O sono, portanto, é peça fundamental quando o assunto é estresse. Então, devemos enxergar que quando dormimos, nosso cérebro funciona como um processador que exclui, elimina informações que não iremos necessitar adiante, permitindo permanecer apenas o necessário. Portanto, quando "dormimos mal ou não dormimos o tempo suficiente” (8 horas por noite, minimamente e segundo pesquisas), o cérebro não consegue efetuar a sua função, e as informações desnecessárias aquelas inúteis, permanecem acumuladas promovendo cansaço e estresse para os tempos posteriores, como o dia seguinte. De tal sorte que, conclui-se:

"pessoas que sofrem de insônia possuem o estresse não só como causa, mas também como consequência". 

Ainda que, a providência do orgasmo pode atenuar, "reduzir a dor”, até mesmo nas oportunidades de menstruação, momento que, por vezes não se quer que ninguém te toque. Considere que significativo número de mulheres que “sofrem de cólicas menstruais” difíceis ou desconfortáveis não conseguem imaginar qualquer outra posição para dormir que não a fetal para combater os sintomas. Sofrível! 

No entretanto, há estudos que apontam para o recurso do orgasmo como "uma função de analgesia”. E aqui, o termo analgesia preemptiva conceitua uma forma de analgesia empregada antes do estímulo doloroso ser gerado, prevenindo ou presentemente, diminuindo a dor subsequente, e potencialmente, resultando em menor dor pré, durante e pós-menstruação. Exato. Nesta dimensão, pois, qualquer procedimento, prática e tratamento ocorre em três fases. E é preciso saber como considerar e colaborar com o próximo, o paciente, mesmo o parceiro, a se sentir confiante e confortável em cada uma delas.

Seja por meio da masturbação, mútuas brincadeiras ou relações sexuais, um orgasmo vaginal pode liberar a pressão, permitindo que seu corpo relaxe e durma. Após o sexo ou a prática tranquila e intensa da masturbação, químicos cerebrais e hormônios podem trabalhar juntos promovendo facilitar o sono. Considere ainda que, no momento quando você tem o orgasmo, após o ato sexual com seu parceiro, desejas cair nos braços do mesmo? Também aconchegar-se bem perto e recuperar o fôlego? Durante este período, seu corpo está liberando naturalmente ocitocina, também chamada de oxitocina, que é um hormônio produzido pelo hipotálamo e liberado a partir da neuro-hipófise na corrente sanguínea. Encontram-se receptores de ocitocina em células de todo o corpo. E tal hormônio exerce importantes funções no organismo e nas sensações de prazer e afeto. Por esse motivo, também é conhecido como o hormônio do abraço, o "hormônio do amor"! 

Tais recurso nos ajudam e nos permitem sentirmo-nos conectados ao nosso parceiro, a nós mesmos, proximamente, intimamente, e até intensamente... Também promove regular vários processos do cérebro, incluindo “o sono". Portanto, o ator hormonal oxitocina elevada, nestes atos, promove o início do sono! Bom assim? Boa noite! 

Roberto Costa Ferreira, 21/04/2021 

Professor - Psicanalista - Pesquisador e

Membro relator CEP UNIFESP: Comissão

Ética em Pesquisa/ Componentes Humanos. 

 

https://medium.com/@c.brotero/ins%C3%B4nia-oh-ins%C3%B4nia-o-orgasmo-promove-o-sono-nos-ajuda-a-dormir-320ba1f53977

 

sábado, 10 de abril de 2021

Não se iluda! A humanidade tem um inimigo importante. E a guerra política escandalosa.

 

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O crescimento das internações por covid-19 segundo dados do Censo Covid-19 com informações sobre a ocupação de leitos específicos ocupados por unidade hospitalar pública no Estado de São Paulo e, ainda a Plataforma que é usada para coordenar a intensidade de providências relativas às questões e ao quadro da pandemia onde números representam aumento na ocupação de  leitos em alguns hospitais públicos no Estado de São Paulo e agravados pelo que restou recentemente apurado nos hospitais privados de São Paulo reacendeu a luz do descontrole notável e respectivas “escolhas” de dados que, possivelmente, influenciam a análise do aumento de casos, ligando o sinal de alerta sobre uma possível aceleração na incursão da terceira onda da pandemia.

De acordo com epidemiologistas, matemáticos, infectologistas, físicos e cientistas, é praticamente impossível impedir que esse rebote ocorra, como mostram experiências com pandemias do passado e a atual situação europeia. A dificuldade maior está em prever quando ela exatamente vai localizar-se e se acentuar.

"Isso depende de uma série de fatores, como a mobilidade de pessoas e a atividade econômica das cidades, sobre os quais não temos controle nenhum", admite um parecer científico de físico especializado em sistemas complexos e modelagem epidêmica, de competência professoral da Universidade Federal de Viçosa (MG).

Covid-19: as lições que Brasil pode aprender com esta segunda para terceira onda de casos.

A árvore 'indígena' que pode ajudar no combate à covid-19. Alguns cálculos indicam que a situação da pandemia, já possível sindemia, em certos lugares do Brasil já está se agravando acentuadamente, quase como se estivéssemos emendando a segunda e a terceira onda.

Os gráficos sobre a incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que são um indicativo sobre o estágio mais sério das doenças infecciosas que afetam nariz, garganta e pulmões (caso de gripe e covid-19), voltaram a subir substancialmente nesses últimos tempos, colocando o sistema hospitalar em crise. Os números de casos confirmados de covid-19 estão em acentuada alta em outros inúmeros locais, como na cidade, na Grande São Paulo, no Estado de São Paulo e nos demais Estados do Brasil. Assim, oriente acerca de ingredientes para a piora do cenário:

·         Algumas projeções indicam que esse avanço, a intensificação da onda, resultou agravada consequência do final do ano passado, quando muitas pessoas viajaram e se reuniram com familiares e amigos para celebrar as festas, mesmo o Carnaval, ou aproveitar os dias de calor frequentando praias.

·       Outro fator que pode pesar no futuro próximo é a chegada de temperaturas mais frias a partir de abril de 2021. Durante o outono e o inverno, as aglomerações em locais fechados se tornam mais frequentes, o que favorece a disseminação do vírus.

Não dá pra ignorar também a pressão social exercida para o relaxamento das regras tendo em vista o funcionamento de estabelecimentos comerciais e, principalmente, o cansaço das pessoas em se manterem e continuarem em isolamento, por mais que ele se configure necessário. Diante de tantas possibilidades, a única certeza que os especialistas possuem é que o Brasil tem uma chance de se organizar bem pelas próximas semanas para criar ações e políticas capazes de diminuir infecções, internações e óbitos.

"Precisamos usar a ciência e os modelos preditivos, bem como correto emprego da administração do Risco nos cenários requeridos para entender o que pode acontecer num futuro próximo. A partir daí, podemos lançar mãos de medidas que mitigam o impacto da covid-19 em nossa realidade".

Esta é uma consideração matemática/atuarial, muito possível e provável. Outros especialistas e cientistas podem e devem conjuminar esforços científicos nesse sentido, num corpo organizado de conhecimento. É o que considero no acesso ao Blog, em preliminar estudo.

Roberto Costa Ferreira, 23 de Março de 2021

Professor, Psicanalista, Pesquisador  e Relator 

Comissão de Ética em  Pesquisa -Universidade 

Federal de São Paulo / CEP - UNIFESP